0529 RPG (Real Playing Game)

É-me muito difícil dar 0 a um filme, ainda por cima sendo português, porque gostava que as produções nacionais tivessem sempre sucesso ou pelo menos fossem feitas em condições. Mas para dar zero a um filme, tem mesmo de ser muito mau. É o caso de RPG, que conta a história (já muito batida) do ricaço velhote que, num futuro não muito distante, faz tudo ao seu alcance para voltar a ser jovem. Neste caso, isso consegue-se entrando numa espécie de jogo virtual, se bem que nunca entenda muito bem porquê nem como, porque... não interessa... e provavelmente dava muito trabalho a explicar... Acho que toda esta treta de história mal amanhada foi mesmo só para justificar o título internacional... Mas se a história é má por ser tão batida como a Sé de Braga, então o resto nem se fala. Sem realização, sem fotografia, sem som, sem música e... sem actores. Parecem todos amadores (Cian Barry, Alix Wilton Regan, Christopher Goh, Genevieve Capovilla, Débora Monteiro), ou que foram recrutados à pressa de uma produção porno barata que estavam a filmar no descampado ali ao lado para colmatar os actores verdadeiros que abandonaram a produção... Não entendo estas escolhas. Destaca-se um pouquinho o Pedro Granger (se bem que até meio do filme está mais preocupado em tentar falar inglês escondendo o sotaque português do que outra coisa), a breve aparição da Soraia Chaves e mais nada se aproveita. É tão mau que só visto. Estava a ver o filme e a única coisa que me passava pela cabeça é que "aquilo" parecia uma espécie de Casa dos Segredos filmada nuns escombros abandonados com a qualidade de uma novela antiga da TVI (que é como quem diz, para aí do ano passado...), porque até as novas têm mais qualidade cinematográfica que isto. Uma nulidade total com assinatura de Tino Navarro e David Rebordão. Mas a única pergunta que fica é: que estás a fazer aqui Rutger Hauer? Enlouqueceste?! Ou simplesmente foste enganado? Não percebi o que o homem estava a aqui a fazer... Mas também não percebi como consegui aguentar até ao fim... Li aqui pela net umas críticas que de alguma forma desculpavam esta porcaria audiovisual pelo facto de o "tuga" normal não gostar de produções portuguesas. Depois de ver isto, mas quem é que quer voltar a uma sala de cinema para ver um filme português? Os realizadores portugueses são todos "de autor" e não conseguem fazer ficção cientifica e comercial em condições? Então simplesmente não o façam, embora eu não acredite nessa opção porque por exemplo o trailer foi feito em condições para "vender" o filme e engana perfeitamente uma pessoa mais desatenta, como foi o meu caso... É que este RPG roça o ridículo e não é aquele rídiculo-sy-fy. É mesmo o ridículo-mau, deprimente e embaraçoso. ○○○

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