0440 The Theory of Everything

Se me pedissem para escolher uma temática de eleição no cinema não tenho dúvidas que seria a ficção científica. Mas este predileção pela ficção científica tem as suas raízes nos factos científicos. Se estiver a fazer um zapping, é-me quase impossível resistir a um documentário ou programa sobre o Universo. Se as mecânicas do planeta Terra - já de si complexas - são relativamente simples de entender e assimilar, já os mecanismos de funcionamento do espaço sideral são quase para além da compreensão humana. São forças gravitacionais, planetas errantes, buracos negros, raios gama, energias negras e outras coisas ainda mais extravagantes que me deixam com a cabeça à roda. Fascinam-me. E ainda por cima, tudo está numa escala tão massiva que é... mind-blogging. (esta é uma expressão que uso com regularidade quando me refiro ao Universo, até porque nunca encontrei uma expressão portuguesa que fosse equivalente...)
Toda a minha curiosidade por saber como tudo começou e como tudo funciona, e sendo um tolinho por coisas do Universo levou-me ao encontro dos (principais) autores científicos (ou pelo menos, os que têm preponderância televisiva...) e por isso nunca poderia contornar uma personagem com a de Stephen Hawking. Um cromo e um crâneo científico dos melhores que por cá passou. Daí que tinha bastante curiosidade em ver este biopic sobre o Hawking, The Theory of Everything.
E tenho de admitir que foi uma belíssima surpresa. Apesar do ritmo lento - mas constante -, tem sempre um momento em que dá um salto e fez-me ficar ansioso por saber o que ia acontecer a seguir. A realização de James Marsh é segura e às vezes até algo "distante", mas de alguma forma acho que foi propositado e enquadra-se perfeitamente. Mas se o filme é digno de aplausos é por causa do Eddie Redmayne. Felicity Jones no papel da mulher que acompanha o definhar físico do génio está muito bem - assim como o restante casting - mas acaba por se tornar demasiado secundária perante o papelaço do Redmayne que absorve todo o filme. É uma grande e exemplar interpretação do Eddie Redmayne, que a determinada altura fez-me esquecer que estava a ver um filme. É que parecia mesmo o Stephen Hawking. Absolutamente impressionante. Uma actuação para a história, sem dúvida. Uma autêntica viagem pelo universo da vida de Stephen Hawking. Muito bem feito. Muito bom. ●●●●○

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