Para quem não conhece a história, Pennywise, o palhaço/metamorfo/alien do primeiro filme só aparece de 27 em 27 anos para aterrorizar os miúdos da povoação. Depois dos eventos do primeiro filme terem ficado mais ou menos resolvidos, Pennywise emerge novamente para uma série de macabros desenvolvimentos. No entanto, o grupo de sete miúdos já não é um grupo de sete miúdos. Entretanto, cresceram, saíram da pequena vila de Derry e por algo motivo esotérico, todos esqueceram a história original. Todos, menos um, que por coincidência foi o que nunca abandonou a vila. Novos acontecimentos aterradores levam a que se reúnam 27 anos depois no mesmo local e esperam-nos a presença maquiavélica de Pennywise para uma batalha final. Se na primeira adaptação original de It, toda a história foi misturada, aqui acabou por ficar dividida em duas partes distintas. De certa forma, faz mais sentido.
Em It: Chapter 2, toda a equipa regressa: Andy Muschietti volta à cadeira de realizador, assim como o elenco de miúdos em flashbacks: Jaeden Martell, Jeremy Ray Taylor, Sophia Lillis, Finn Wolfhard, Chosen Jacobs, Jack Dylan Grazer, Wyatt Oleff. Bill Skarsgård continua a ser terrorífico (no bom sentido) como Pennywise. E ainda chega todo um novo elenco, 27 anos mais velho: Jessica Chastain, James McAvoy, Bill Hader, Isaiah Mustafa, Isaiah Mustafa, Isaiah Mustafa e Isaiah Mustafa. Mas se a escolha do casting foi outra vez acertada, já o filme no seu todo acaba por ser um pouco mais desequilibrado que o primeiro. Primeiro, é longo demais, um problema recorrente do cinema moderno que parece não ter fim. E em segundo, o terror descamba muitas vezes e desnecessariamente para o gore. Também fiquei muitas vezes com a sensação de que estava a ver um remake do Nightmare on Elm Street em vez do remake do It, porque muitos dos jump scares habituais foram substituídos por cenas meio sonho, meio pesadelo, tudo envolto numa cena demasiado onírica, mas ao mesmo tempo previsível. Não me interpretem mal: acho muito bem que as referências sejam de filmes que sempre gostei, mas está na altura de fazer coisas novas em vez de andar sempre a dar no mesmo, não é verdade? Curiosamente (ou não), perto do final do filme, há uma cena perto de um cinema e o filme que estava a ser anunciado era o Nightmare on Elm Street 5... Coincidência? Talvez... talvez não. Se um dos próximos filmes de Muschietti for um remake de Elm Street, acho que já consigo responder...
Em resumo, no final fiquei um pouco desiludido. Depois da boa surpresa que foi o primeiro filme, fiquei com aquela sensação amarga de "mais do mesmo". Senti que foi uma coisa feita um pouco à pressa para responder rapidamente às boas críticas (e ao bom desempenho no box office) do primeiro filme. Ainda assim, acaba por ter bons momentos de terror aqui e ali e por isso vê-se relativamente bem. ●●○○○
A história repete-se continuamente e como não podia deixar de ser, Stephen King volta a ser o rei das adaptações. Os estúdios decidiram voltar a pegar no material do mestre e fizeram muito bem. Desconfiei desta adaptação, porque a primeira vez que o fizeram, saiu um enorme embrulhada.
Bem, neste caso, fizeram as coisas em condições e foi uma boa surpresa. It acaba por estar bem construído, muito bem equilibrado e conseguir pregar uns sustos valente aos mais desprevenidos ou pelo menos aos não-habituais do género. Não exagera no terror e no gore e também não desilude no suspense. Convém relembrar o enredo de It. No final dos anos 80, um grupo de miúdos da pequena povoação de Derry, no Maine é perseguido por um palhaço assassino que afinal não é mais que um monstro metamorfo que vive nos esgotos e que sentindo o medo das crianças, persegue-as e devora-as. Dito assim, facilmente poderia descambar para uma nova grande borrada cinematográfica, mas Andy Muschietti consegue equilibrar muito bem o terror sanguinário explícito com a força das histórias dos miúdos e assim presentear o público com um filme de terror que tem alguma estrutura e miolo. Podia muito bem ter seguido o "guião" oficial do filme de terror de teenager, mas felizmente conteve-se e decidiu criar um novo caminho. Ainda bem...
Nos papéis destinados aos sete miúdos do grupo dos "loosers", Jaeden Martell, Jeremy Ray Taylor, Sophia Lillis, Finn Wolfhard, Chosen Jacobs, Jack Dylan Grazer, Wyatt Oleff foram uma excelente escolha de casting para entrarem em confronto directo com o terrível palhaço Pennywise. Apesar de todos os efeitos especiais envolvidos, a grande figura de It é mesmo Bill Skarsgård, o actor por trás do monstro. Mesmo com aquela make-up toda, Skarsgård consegue fazer transparecer carisma e especialmente um medo ao mesmo tempo "inocente" e primordial. Muito bem conseguido.
Apesar de ser mais um reboot (neste caso até foi totalmente necessário para dar crédito à história do mestre King), It acaba por ser um bom filmito de terror. Não é nada do outro mundo (tal como o palhaço Pennywise), mas vê-se muito bem. ●●●○○
PS: Obviamente não é coincidência, mas convém ressaltar o facto do remake aparecer... 27 anos após o primeiro filme. Tal como acontece com o macabro palhaço Pennywise. Foi um bom pormenor do estúdio.
Bem, neste caso, fizeram as coisas em condições e foi uma boa surpresa. It acaba por estar bem construído, muito bem equilibrado e conseguir pregar uns sustos valente aos mais desprevenidos ou pelo menos aos não-habituais do género. Não exagera no terror e no gore e também não desilude no suspense. Convém relembrar o enredo de It. No final dos anos 80, um grupo de miúdos da pequena povoação de Derry, no Maine é perseguido por um palhaço assassino que afinal não é mais que um monstro metamorfo que vive nos esgotos e que sentindo o medo das crianças, persegue-as e devora-as. Dito assim, facilmente poderia descambar para uma nova grande borrada cinematográfica, mas Andy Muschietti consegue equilibrar muito bem o terror sanguinário explícito com a força das histórias dos miúdos e assim presentear o público com um filme de terror que tem alguma estrutura e miolo. Podia muito bem ter seguido o "guião" oficial do filme de terror de teenager, mas felizmente conteve-se e decidiu criar um novo caminho. Ainda bem...
Nos papéis destinados aos sete miúdos do grupo dos "loosers", Jaeden Martell, Jeremy Ray Taylor, Sophia Lillis, Finn Wolfhard, Chosen Jacobs, Jack Dylan Grazer, Wyatt Oleff foram uma excelente escolha de casting para entrarem em confronto directo com o terrível palhaço Pennywise. Apesar de todos os efeitos especiais envolvidos, a grande figura de It é mesmo Bill Skarsgård, o actor por trás do monstro. Mesmo com aquela make-up toda, Skarsgård consegue fazer transparecer carisma e especialmente um medo ao mesmo tempo "inocente" e primordial. Muito bem conseguido.
Apesar de ser mais um reboot (neste caso até foi totalmente necessário para dar crédito à história do mestre King), It acaba por ser um bom filmito de terror. Não é nada do outro mundo (tal como o palhaço Pennywise), mas vê-se muito bem. ●●●○○
PS: Obviamente não é coincidência, mas convém ressaltar o facto do remake aparecer... 27 anos após o primeiro filme. Tal como acontece com o macabro palhaço Pennywise. Foi um bom pormenor do estúdio.
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Na capítulo do terror, há um nome incontornável: Stephen King. Ponto. Aliás, ponto final, parágrafo. Para mim é o derradeiro criador das histórias de terror. Stephen King é um senhor e como tal sou grande fã. Já li muita coisa dele e raramente desilude. O homem tem mesmo jeito para a coisa. Se os livros são muito bons, seria lógico que resultassem em grandes adaptações para cinema, até porque King tem uma escrita muito "visual" e em certos aspectos quase cinematográfica. Em princípio seria uma vantagem, mas como se sabe, isso não é verdade. Os filmes decorrentes dos livros de Stephen King têm alternado entre os muitos bons e os fraquitos. Mas o problema é sempre o tratamento cinematográfico, nunca a história.
Li muitos livros e vi muitos filmes "Stephen King" nos anos 80 e 90, talvez a altura mais profícua do mestre. Algures no início dos anos 90, lembro-me de me emprestarem um livro enorme com o título enigmático de "It". Era um "trambolho". Um livro gigante que parecia ter umas 1000 páginas. Como estava em inglês e como sabia que era sobre um palhaço assassino, acabei por ficar apenas pelas primeiras folhas. Não tenho nenhuma fobia com palhaços, mas também não tenho grande apreço pela figura. Não porque me metam medo, mas porque sempre tive... pena dos palhaços. Em miúdo ia ao circo e ficava sempre chateado quando entravam os palhaços. Não sei como são agora, mas nos anos 80, só havia um numero de palhaços: o rico e o pobre. O palhaço rico pregava partidas ao palhaço pobre que ficava sempre a perder e era o gozo de todos. Pode parecer estranho, mas aquela situação sempre me angustiou. Ver ali uma pessoa a ser atirada ao chão, a levar chapadas e basicamente a ser gozada por toda a gente, deixava-me sempre triste. Devo ser empático demais, porque aquela situação era sempre muito constrangedora. Não gostava nada daquilo. Assustador, nunca é a minha primeira palavra para palhaços. É mais pena. Mas adiante...
Isto tudo para dizer que não gosto muito de palhaços e que por causa disso nunca li o It, apesar de estar na minha lista há anos. Mas pouco tempo depois da cena do livro, num video-clube qualquer apanhei uma cassete dupla (nome muito pouco técnico que se dava a filmes que vinham em duas cassetes por terem durações muito longas [e sim, havia uma limitação na fita magnética dos VHS...]) com a adaptação para filme do It. E desta vez, lá estava o palhaço demoníaco na capa. Pareceu-me bem, até porque nessa altura, terror era o meu tema de eleição. A expectativa era alta. A decepção foi ainda maior. Quando me emprestaram o livro foi com a premissa de que era mesmo muito assustador. Já o filme não foi assim tanto. Na altura, talvez eu estivesse tarimbado para outro tipo de terror mais hardcore, mas aquilo pareceu-me tudo muito fraquinho. Os efeitos especiais até eram jeitosos (para a altura), mas o susto era pouco. Era um bloco enorme e maçudo que pareceu arrastar-se lenta e penosamente durante mais de 3 horas, com muito pouco terror e uma história muito confusa que abarcava décadas da história dos sete miúdos e do palhaço Pennywise, cheia de flashbacks e flashfowards... que descamba no final, inesperadamente, em lutas nuns túneis contra uma aranha extraterrestre gigante... WTF?!? Para ser directo: naquela altura, detestei o filme. Pensei que tinham corrompido mais uma vez a escrita genial do Stephen King. Mas depois confirmei que a história era mesmo aquela e pelos vistos até era bastante fiel ao original, o que nem sempre aconteceu noutras adaptações. It ficou-me como sendo um espinho na reputação de King. Durante anos, usei-o como o exemplo de que até os grandes mestres, por vezes, metem água. Mas uma coisa é o livro, outra coisa é o filme. E o It sempre me ficou como um filme mau, penosamente longo e extremamente chato. Só anos mais tarde é que descobri que, afinal, o que tinha visto era uma mini-serie de TV, numa versão "colada" (dos dois episódios da série) como se fosse um só filme. Mas nem isso justificava a pouca qualidade e principalmente, a baixíssima intensidade do filme de Tommy Lee Wallace. Sendo que o vi para aí em 1991, admito que já pouco me lembro para quantificar porque é que era mau. Harry Anderson, Dennis Christopher, Richard Masur, Annette O'Toole, Tim Reid, John Ritter, Richard Thomas já nada me dizem. Tive de me socorrer da net para me lembrar das caras. Apenas Tim Curry como Pennywise é memorável. Nesse aspecto, é irrepreensível. A make-up e a interpretação de Tim Curry foram o suficiente para nunca mais me esquecer do It e do Pennywise. A trupe dos miúdos também retive. Naquela altura, havia uma série de miúdos que eram recorrentes em filmes como Emily Perkins, Ben Heller, Brandon Crane, Jonathan Brandis e Seth Green e que acabaram por me ficar na memória. Não faço a mínima ideia por onde andarão hoje em dia, mas é provável que ainda façam uns papéis secundários por aí. Ou talvez não. Mas tirando o grupo dos miúdos e o Pennywise, pouco mais mais restou na memória. O que é muito pouco. O resto foi demasiado fraco para perdurar na memória. Mas ainda assim, face ao sucesso do recente remake, acho que merecia destaque e uma nova reposição iria dar-lhe novos méritos. ●●○○○
Li muitos livros e vi muitos filmes "Stephen King" nos anos 80 e 90, talvez a altura mais profícua do mestre. Algures no início dos anos 90, lembro-me de me emprestarem um livro enorme com o título enigmático de "It". Era um "trambolho". Um livro gigante que parecia ter umas 1000 páginas. Como estava em inglês e como sabia que era sobre um palhaço assassino, acabei por ficar apenas pelas primeiras folhas. Não tenho nenhuma fobia com palhaços, mas também não tenho grande apreço pela figura. Não porque me metam medo, mas porque sempre tive... pena dos palhaços. Em miúdo ia ao circo e ficava sempre chateado quando entravam os palhaços. Não sei como são agora, mas nos anos 80, só havia um numero de palhaços: o rico e o pobre. O palhaço rico pregava partidas ao palhaço pobre que ficava sempre a perder e era o gozo de todos. Pode parecer estranho, mas aquela situação sempre me angustiou. Ver ali uma pessoa a ser atirada ao chão, a levar chapadas e basicamente a ser gozada por toda a gente, deixava-me sempre triste. Devo ser empático demais, porque aquela situação era sempre muito constrangedora. Não gostava nada daquilo. Assustador, nunca é a minha primeira palavra para palhaços. É mais pena. Mas adiante...
Isto tudo para dizer que não gosto muito de palhaços e que por causa disso nunca li o It, apesar de estar na minha lista há anos. Mas pouco tempo depois da cena do livro, num video-clube qualquer apanhei uma cassete dupla (nome muito pouco técnico que se dava a filmes que vinham em duas cassetes por terem durações muito longas [e sim, havia uma limitação na fita magnética dos VHS...]) com a adaptação para filme do It. E desta vez, lá estava o palhaço demoníaco na capa. Pareceu-me bem, até porque nessa altura, terror era o meu tema de eleição. A expectativa era alta. A decepção foi ainda maior. Quando me emprestaram o livro foi com a premissa de que era mesmo muito assustador. Já o filme não foi assim tanto. Na altura, talvez eu estivesse tarimbado para outro tipo de terror mais hardcore, mas aquilo pareceu-me tudo muito fraquinho. Os efeitos especiais até eram jeitosos (para a altura), mas o susto era pouco. Era um bloco enorme e maçudo que pareceu arrastar-se lenta e penosamente durante mais de 3 horas, com muito pouco terror e uma história muito confusa que abarcava décadas da história dos sete miúdos e do palhaço Pennywise, cheia de flashbacks e flashfowards... que descamba no final, inesperadamente, em lutas nuns túneis contra uma aranha extraterrestre gigante... WTF?!? Para ser directo: naquela altura, detestei o filme. Pensei que tinham corrompido mais uma vez a escrita genial do Stephen King. Mas depois confirmei que a história era mesmo aquela e pelos vistos até era bastante fiel ao original, o que nem sempre aconteceu noutras adaptações. It ficou-me como sendo um espinho na reputação de King. Durante anos, usei-o como o exemplo de que até os grandes mestres, por vezes, metem água. Mas uma coisa é o livro, outra coisa é o filme. E o It sempre me ficou como um filme mau, penosamente longo e extremamente chato. Só anos mais tarde é que descobri que, afinal, o que tinha visto era uma mini-serie de TV, numa versão "colada" (dos dois episódios da série) como se fosse um só filme. Mas nem isso justificava a pouca qualidade e principalmente, a baixíssima intensidade do filme de Tommy Lee Wallace. Sendo que o vi para aí em 1991, admito que já pouco me lembro para quantificar porque é que era mau. Harry Anderson, Dennis Christopher, Richard Masur, Annette O'Toole, Tim Reid, John Ritter, Richard Thomas já nada me dizem. Tive de me socorrer da net para me lembrar das caras. Apenas Tim Curry como Pennywise é memorável. Nesse aspecto, é irrepreensível. A make-up e a interpretação de Tim Curry foram o suficiente para nunca mais me esquecer do It e do Pennywise. A trupe dos miúdos também retive. Naquela altura, havia uma série de miúdos que eram recorrentes em filmes como Emily Perkins, Ben Heller, Brandon Crane, Jonathan Brandis e Seth Green e que acabaram por me ficar na memória. Não faço a mínima ideia por onde andarão hoje em dia, mas é provável que ainda façam uns papéis secundários por aí. Ou talvez não. Mas tirando o grupo dos miúdos e o Pennywise, pouco mais mais restou na memória. O que é muito pouco. O resto foi demasiado fraco para perdurar na memória. Mas ainda assim, face ao sucesso do recente remake, acho que merecia destaque e uma nova reposição iria dar-lhe novos méritos. ●●○○○
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Vi umas cenas promocionais do Gemini Man e imediatamente pus o filme de parte. Para mim era obviamente mais uma chachada de acção que não acrescentaria nada de novo ao reportório. No entanto, o nome de Ang Lee suscitou-me dúvidas. Depois de ver o Hulk e The Life of Pi já não dissocio tanto o Ang Lee dos efeitos especiais. Hoje, parece-me um gajo bastante à vontade para fazer um filme de efeitos. Mas um filme de acção? Com efeitos e porrada? Humm... Isso já era um pouco de desconfiar. Mas sendo assim, lá fui ver o Gemini Man apenas e só por curiosidade. De facto, é um filme de efeitos especiais, acção e porrada, a lembrar um pouco uma espécie de James Bond, mas pouco mais do isso. Já ia tão desconfiado que sinceramente foi melhor do que imaginei. Não há como ir ver um filme com as expectativas muito baixas... Ainda assim é estranho ver figuras totalmente digitais a contracenar com actores reais. E quando digo, totalmente digitais, estou a referir-me a personagens humanas reais, tipo o Will Smith, 30 anos mais novo em versão digital. Os efeitos especiais já evoluíram muito, mas para um olho treinado, ainda há uns pequeníssimos pormenores que denunciam o cambalacho digital. Mas tenho de admitir que falta muito pouco para nem sequer se notar a diferença. Nesse aspecto, acho que novamente, mais que melhorar o cinema está-se a abrir um precedente perigoso. Bem, não lhe chamaria perigoso, mas sim um precedente estranho. Basta pensar no panorama actual. Neste momento, parece que o cinema (e quando digo cinema, estou a referir-me ao cinema de grande público/blockbuster) entrou num loop de sequelas, reboots e remakes intermináveis. Trocam-se os actores e todo o restante esquema não mexe. Agora basta imaginar o que é que aconteceria se se retirar os actores de carne e osso da equação. É um loop eterno, mas sem a necessidade de trocar os actores porque eles são eternamente jovens, eternamente versáteis, eternamente disponíveis e eternamente ubíquos. Se isto não acontecer será apenas por questões meramente contratuais entre estúdios. Isto pode ser um grande negócio para os estúdios, mas quando assim acontece, normalmente a qualidade baixa e muito. Como é o caso do actual panorama que parece ter sido disneyficado, massificado, industrializado e outras coisas acabadas em "ado" que apenas lembram produtos de consumo de plástico e descartáveis. Bem, estou novamente a divagar. Vou deixar estas questões técnicas para outra ocasião. Voltando ao Gemini Man.
Não sendo totalmente banal, também não deixa de ser esquecível ou de sofrer dos mesmos males típicos deste género de filmes. A diferença é mesmo a mão mais sensível do Ang Lee que suaviza a acção e consegue dar um pouco mais de tempo para as personagens "respirarem". Mas não faz milagres, até porque existem as personagens de Mary Elizabeth Winstead e Clive Owen mas estão tão secundarizadas pela acção que acabam por desaparecer da história. Por isso, Gemini Man acaba por ser um pouco melhor que o normal, mas no geral acaba por ser tão esquecível quanto os outros do mesmo género. ●●○○○
Não sendo totalmente banal, também não deixa de ser esquecível ou de sofrer dos mesmos males típicos deste género de filmes. A diferença é mesmo a mão mais sensível do Ang Lee que suaviza a acção e consegue dar um pouco mais de tempo para as personagens "respirarem". Mas não faz milagres, até porque existem as personagens de Mary Elizabeth Winstead e Clive Owen mas estão tão secundarizadas pela acção que acabam por desaparecer da história. Por isso, Gemini Man acaba por ser um pouco melhor que o normal, mas no geral acaba por ser tão esquecível quanto os outros do mesmo género. ●●○○○
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Quando li que James Cameron estaria ligado directamente aos comandos da produção de um novo Terminator fiquei entusiasmado. É que desde o fantástico T2 que não houve nada de jeito para ver e algumas das "entregas da franchise" chegaram mesmo a roçar o ridículo. Tinha lido que este Terminator: Dark Fate seria supostamente uma continuação directa do T2. No entanto, isso não é verdade. Na realidade, é uma espécie reboot encapotado, para eventualmente começar uma nova saga da série. Agora já não há Skynet, nem John Connor. São outros nomes mas é tudo igualzinho. A única parte em que essa cena da continuação da história faz sentido é apenas uma minúscula ligação e a presença de Arnold Schwarzenegger e de Linda Hamilton. A propósito destas duas presenças e parafraseando outro filme de culto, acho que vale a pena dizer: they are too old for this shit!...
Mas fosse esse o único problema do filme. Se calhar até acaba por ser a melhor parte, se bem que Schwarzenegger continua a ridicularizar a sua personagem, um hábito que já vem do T3. É uma das coisas que ainda não entendi. E se Linda Hamilton aparece muito bem (toda turbinada), o resto do casting é uma desilusão. Mackenzie Davis, Natalia Reyes e Gabriel Luna até podem ser muito bons actores, mas não é aqui. E porquê a escolha "mexicana"? É que em termos de história nem sequer faz muito sentido. Em termos técnicos é tão competente como qualquer outro blockbuster do momento, ou não fosse realizado por Tim Miller, um dos muitos tarefeiros de estúdio do momento. Nem melhor, nem pior: igual. É essa a sensação geral que fiquei: igual a tudo resto. É mais um filme amorfo, sem alma, carregado de acção e efeitos especiais desnecessários e explosões visuais e sonoras que têm como único propósito despertar as pessoas do escuro do cinema. Nada mais que isso. Uma pena. Esquecível como tem sido hábito neste tipo de filmes. estando o James Cameron envolvido na história foi ainda mais decepcionante. O mais estranho é que isto não parece nada dele. Foi provavelmente a pior coisinha que vi com o nome dele envolvido. Quer-me parecer que andar há anos a filmar dúzias de Avatares começam a ter efeitos nefastos. Digo eu. Mas pode ter sido só marketing. Fica a dúvida. ●○○○○
Mas fosse esse o único problema do filme. Se calhar até acaba por ser a melhor parte, se bem que Schwarzenegger continua a ridicularizar a sua personagem, um hábito que já vem do T3. É uma das coisas que ainda não entendi. E se Linda Hamilton aparece muito bem (toda turbinada), o resto do casting é uma desilusão. Mackenzie Davis, Natalia Reyes e Gabriel Luna até podem ser muito bons actores, mas não é aqui. E porquê a escolha "mexicana"? É que em termos de história nem sequer faz muito sentido. Em termos técnicos é tão competente como qualquer outro blockbuster do momento, ou não fosse realizado por Tim Miller, um dos muitos tarefeiros de estúdio do momento. Nem melhor, nem pior: igual. É essa a sensação geral que fiquei: igual a tudo resto. É mais um filme amorfo, sem alma, carregado de acção e efeitos especiais desnecessários e explosões visuais e sonoras que têm como único propósito despertar as pessoas do escuro do cinema. Nada mais que isso. Uma pena. Esquecível como tem sido hábito neste tipo de filmes. estando o James Cameron envolvido na história foi ainda mais decepcionante. O mais estranho é que isto não parece nada dele. Foi provavelmente a pior coisinha que vi com o nome dele envolvido. Quer-me parecer que andar há anos a filmar dúzias de Avatares começam a ter efeitos nefastos. Digo eu. Mas pode ter sido só marketing. Fica a dúvida. ●○○○○
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Costumo dizer que no cinema as coisas acontecem mais ou menos sempre da mesma forma. Seguem as mesmas fórmulas. Hoje em dia, a praga das sequelas espalhou-se com uma erva daninha, mas as raízes já vêm de trás. Predator não fugiu à regra e devido o sucesso do primeiro filme, era quase obrigatório haver um Predator 2. E foi exactamente o que aconteceu. Se fosse hoje, o Predator 2 seria exactamente o mesmo filme mas com novos actores secundários (para morrerem) ou apenas passavam duma selva tropical sul-americana para um selva tropical asiática para aproveitar o elevado número de moviegoers daquela região. A grande diferença dos anos 80 e 90 para agora é que os estúdios tentavam fazer a sequela acrescentando novos elementos. Assim, Predator 2 salta da selva tropical sul-americana para a selva urbana de Los Angeles e mistura-se com o que era um grande problema na altura, as lutas urbanas de gangs. Não conseguindo trazer novamente os músculos do Schwarzenegger para a sequela (nessa altura, protagonizar sequelas era uma vergonha!) a produção virou-se para Danny Glover. A mudança de ares e protagonistas é tão drástica que a única coisa que une as duas histórias é mesmo a personagem do Predador. Nesse aspecto, acabou por ser positivo porque teve mais tempo de antena e mais desenvolvimento. Parece que não, mas isto criou toda a história anterior do "vilão". Não me pareceu que fosse totalmente intencional, mas acabou por resultar bem. Tirando isto, Predator 2 acaba por sofrer de sequelite aguda. Perdeu o efeito surpresa, perdeu o suspense e perdeu os pesos pesados nas personagens. Apesar de Gary Busey, Rubén Blades, Maria Conchita Alonso e Bill Paxton darem uma boa continuidade à história, não conseguem ser tão memoráveis quanto os protagonistas originais. As cenas de acção e terror escapam mas não trazem nada de novo, sendo que o suspense simplesmente acabou absorvido pelas cenas de acção. Stephen Hopkins, um realizador mais virado para o filme de terror nunca conseguiu encontrar aquele equilíbrio perfeito que John McTiernan conseguiu com o primeiro filme.
Não admira que Predator, como "franchise" (como tanto gostam os estúdios de chamar a estes fenómenos de bilheteira), tenha ficado por aqui. A isto também não é alheio o facto de (ao contrário de hoje em dia) o público de cinema querer mais coisas novas que sequelas infinitas. Predator 2 ainda continua a ser um bom filmito de acção/terror mas serve mais com um complemento ao primeiro filme do que propriamente de sequela. Apesar de estar num patamar inferior ao primeiro, Predator 2 ainda tem méritos e aspectos positivos e é absolutamente visível. ●●○○○
Não admira que Predator, como "franchise" (como tanto gostam os estúdios de chamar a estes fenómenos de bilheteira), tenha ficado por aqui. A isto também não é alheio o facto de (ao contrário de hoje em dia) o público de cinema querer mais coisas novas que sequelas infinitas. Predator 2 ainda continua a ser um bom filmito de acção/terror mas serve mais com um complemento ao primeiro filme do que propriamente de sequela. Apesar de estar num patamar inferior ao primeiro, Predator 2 ainda tem méritos e aspectos positivos e é absolutamente visível. ●●○○○
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Mesmo com todos os exageros, os anos 80 produziram algumas mais icónicas criações do cinema. Uma das figuras que é impossível não mencionar é o Predador. Nada mau para um "banal" filme de acção e gajos musculados de ginásio... Na realidade, Predator não é assim tão "banal".
Este foi um filme que já vi na fase VHS, ou seja, numa altura em que ver filmes no cinema já era uma coisa rara. Foi pena. Gostava de o ter visto num ecrã a sério e não na Grundig da sala que teria o mesmo tamanho que alguns tablets actuais. Mas isso não invalida que tenha ficado siderado com o filme. Foi uma surpresa total. Numa altura em que os filmes de acção seguiam sempre o mesmo guião e a mesma linha de história (é mais ou menos como hoje em dia: bom contra mau e no final, o mau perde, o bom ganha e fica com a rapariga) ver o Predator a começar assim e lentamente introduzir elementos da ficção científica foi uma enormíssima surpresa. Melhor ainda, o "mau" do filme tornaria-se com o tempo num dos grande ícones do cinema. Nada mau para um "monstro" que só tem para aí uns 8 minutos de tempo de ecrã.
Tal como do Alien (e não faço grande distinção em termos de valor), como sempre fui fã do Predador, ao longo do tempo fui descobrindo umas coisas acerca desta horrenda criação cinematográfica. Por exemplo, descobri que Van Damme foi "o" Predator durante uns 2 dias. Curiosamente, em algumas das primeiras cenas com aquele manto de invisibilidade espacial, é de facto o Van Damme que lá está por baixo da fatiota... O que li acerca da desistência de Van Damme do filme, foi que ele não queira aparecer como "não creditado" e ainda por cima, todo o "monstro" original foi completamente redesenhado, o que levou ao seu abandono das filmagens. Ainda bem, porque já a vi a versão original e era ridícula; já a versão final do monstro tornaria-se lendária. Li também que o mago dos efeitos especiais, Stan Winston, criou o monstro final, mas teve a ajuda de um gajo em particular: James Cameron. Pelos vistos, encontraram-se fortuitamente numa viagem de avião e quando Winston lhe mostrou o novo design do Predator, Cameron sugeriu acrescentar alguns novos pormenores como as mandíbulas extra e aquela fronha horrível. Este pequeno momento resultante de um encontro fortuito, trouxe para o cinema uma das melhores cenas de sempre, que é quando o Predator tira a máscara (também ela muito bem desenhada) e finalmente mostra a face alienígena. Épico e memorável. Goste-se ou não, é muito raro eu encontrar uma pessoa que nunca tenha visto essa cena.
Apesar de ser um "típico" filme de acção, Predator segue as mais as passadas rítmicas do género siege-movie. Uma série de musculados comandos americanos vão sendo caçados um a um e dizimados por uma força desconhecida na densa floresta sul-americana. Um pequeno à parte para dizer que Predator é estranhamente uma co-produção México-americana. O que faz todo o sentido, porque sem os recursos digitais de hoje em dia, quando alguém nos anos 80 queria fazer um filme visualmente verosímil passado numa floresta sul-americana, tinha mesmo de ir filmar para uma floresta sul-americana. Assim, também se percebe um pouco melhor a posição do Van Damme: não deve ser nada fácil andar com uma fatiota hiper-quente numa verdadeira floresta tropical. Consta-se que ele desmaiava com o calor extremo dentro do fato. Não sei se esse parte é verdadeira ou não, mas também não estranharia se o fosse. Outros tempos em que não havia fundos verdes para filmar...
Para Predator, juntaram-se os mais musculados e carismáticos gajos dos filmes de acção da altura: Arnold Schwarzenegger, Carl Weathers, Bill Duke, Jesse Ventura e Sonny Landham. Elpidia Carrillo cria o único elemento de fragilidade em todo o filme, enquanto Kevin Peter Hall cedeu o seu extraordinário tamanho para dar corpo e movimento ao Predator. Mais uma pequena curiosidade: Shane Black aparece numa pequena participação secundária. Não sendo uma personagem muito conhecida do grande público, é um actor e guionista com alguma carreira (os Lethal Weapons são dele) e iniciou-se há uns anos na realização (Iron Man 3 e a porcaria recente que é The Predator são da sua autoria).
Predator é um must na classe dos filmes de acção. Em cima da acção, ainda posso destacar o suspense e o terror como temáticas onde pode facilmente encaixar. Está muito bem equilibrado por parte do John McTiernan, outro gajo com muito currículo e um gajo que gosto particularmente porque dá sempre um toque especial aos filmes de acção. Até a banda sonora original de Alan Silvestri merece destaque, uma raridade no mundo dos filmes de acção, em que tudo está direccionado para as porradas e as explosões. ●●●●○
PS: Fica aqui a diferença dos trailers actuais versus os trailers da altura. Dá que pensar. Parece que antigamente não ligavam muito aos trailers. Hoje em dia, parece que fazem primeiros os trailers e só depois é que vão preencher as lacunas para dar um filme inteiro... Não admira que antigamente uma pessoa ficasse positivamente surpreendida com os filmes; os trailers eram medonhos e terrivelmente mal feitos.
PS 2: Como não ligo nada a memes e "coisas divertidas" da net, só agora fiquei a saber que um dos memes mais populares de sempre é a frase do Arnold Schwarzenegger tirada do Predator: "Run! Get to the choppa!"... Coisas modernas... Don't get it...
Este foi um filme que já vi na fase VHS, ou seja, numa altura em que ver filmes no cinema já era uma coisa rara. Foi pena. Gostava de o ter visto num ecrã a sério e não na Grundig da sala que teria o mesmo tamanho que alguns tablets actuais. Mas isso não invalida que tenha ficado siderado com o filme. Foi uma surpresa total. Numa altura em que os filmes de acção seguiam sempre o mesmo guião e a mesma linha de história (é mais ou menos como hoje em dia: bom contra mau e no final, o mau perde, o bom ganha e fica com a rapariga) ver o Predator a começar assim e lentamente introduzir elementos da ficção científica foi uma enormíssima surpresa. Melhor ainda, o "mau" do filme tornaria-se com o tempo num dos grande ícones do cinema. Nada mau para um "monstro" que só tem para aí uns 8 minutos de tempo de ecrã.
Tal como do Alien (e não faço grande distinção em termos de valor), como sempre fui fã do Predador, ao longo do tempo fui descobrindo umas coisas acerca desta horrenda criação cinematográfica. Por exemplo, descobri que Van Damme foi "o" Predator durante uns 2 dias. Curiosamente, em algumas das primeiras cenas com aquele manto de invisibilidade espacial, é de facto o Van Damme que lá está por baixo da fatiota... O que li acerca da desistência de Van Damme do filme, foi que ele não queira aparecer como "não creditado" e ainda por cima, todo o "monstro" original foi completamente redesenhado, o que levou ao seu abandono das filmagens. Ainda bem, porque já a vi a versão original e era ridícula; já a versão final do monstro tornaria-se lendária. Li também que o mago dos efeitos especiais, Stan Winston, criou o monstro final, mas teve a ajuda de um gajo em particular: James Cameron. Pelos vistos, encontraram-se fortuitamente numa viagem de avião e quando Winston lhe mostrou o novo design do Predator, Cameron sugeriu acrescentar alguns novos pormenores como as mandíbulas extra e aquela fronha horrível. Este pequeno momento resultante de um encontro fortuito, trouxe para o cinema uma das melhores cenas de sempre, que é quando o Predator tira a máscara (também ela muito bem desenhada) e finalmente mostra a face alienígena. Épico e memorável. Goste-se ou não, é muito raro eu encontrar uma pessoa que nunca tenha visto essa cena.
Apesar de ser um "típico" filme de acção, Predator segue as mais as passadas rítmicas do género siege-movie. Uma série de musculados comandos americanos vão sendo caçados um a um e dizimados por uma força desconhecida na densa floresta sul-americana. Um pequeno à parte para dizer que Predator é estranhamente uma co-produção México-americana. O que faz todo o sentido, porque sem os recursos digitais de hoje em dia, quando alguém nos anos 80 queria fazer um filme visualmente verosímil passado numa floresta sul-americana, tinha mesmo de ir filmar para uma floresta sul-americana. Assim, também se percebe um pouco melhor a posição do Van Damme: não deve ser nada fácil andar com uma fatiota hiper-quente numa verdadeira floresta tropical. Consta-se que ele desmaiava com o calor extremo dentro do fato. Não sei se esse parte é verdadeira ou não, mas também não estranharia se o fosse. Outros tempos em que não havia fundos verdes para filmar...
Para Predator, juntaram-se os mais musculados e carismáticos gajos dos filmes de acção da altura: Arnold Schwarzenegger, Carl Weathers, Bill Duke, Jesse Ventura e Sonny Landham. Elpidia Carrillo cria o único elemento de fragilidade em todo o filme, enquanto Kevin Peter Hall cedeu o seu extraordinário tamanho para dar corpo e movimento ao Predator. Mais uma pequena curiosidade: Shane Black aparece numa pequena participação secundária. Não sendo uma personagem muito conhecida do grande público, é um actor e guionista com alguma carreira (os Lethal Weapons são dele) e iniciou-se há uns anos na realização (Iron Man 3 e a porcaria recente que é The Predator são da sua autoria).
Predator é um must na classe dos filmes de acção. Em cima da acção, ainda posso destacar o suspense e o terror como temáticas onde pode facilmente encaixar. Está muito bem equilibrado por parte do John McTiernan, outro gajo com muito currículo e um gajo que gosto particularmente porque dá sempre um toque especial aos filmes de acção. Até a banda sonora original de Alan Silvestri merece destaque, uma raridade no mundo dos filmes de acção, em que tudo está direccionado para as porradas e as explosões. ●●●●○
PS: Fica aqui a diferença dos trailers actuais versus os trailers da altura. Dá que pensar. Parece que antigamente não ligavam muito aos trailers. Hoje em dia, parece que fazem primeiros os trailers e só depois é que vão preencher as lacunas para dar um filme inteiro... Não admira que antigamente uma pessoa ficasse positivamente surpreendida com os filmes; os trailers eram medonhos e terrivelmente mal feitos.
PS 2: Como não ligo nada a memes e "coisas divertidas" da net, só agora fiquei a saber que um dos memes mais populares de sempre é a frase do Arnold Schwarzenegger tirada do Predator: "Run! Get to the choppa!"... Coisas modernas... Don't get it...
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Vi um documentário muito bom na RTP1 sobre o fenómeno cultural que foi (e ainda é) o evento musical de Woodstock. De seu nome completo, Woodstock Music & Art Fair, foi um festival de música (e outros eventos culturais e artísticos) que se realizou na propriedade de Max Yasgur, na cidade de Bethel, no estado de Nova York, entre os dias 15 e 18 de Agosto de 1969. Na realidade, o festival deveria ter acontecido em Wallkill, mas como os moradores locais não aceitaram receber uma quantidade enorme de hippies, o evento foi transferido para a pequena localidade Bethel, a uma hora e meia de distância e a 70 quilômetros da cidade de Woodstock. O festival de música e artes surgiu como uma ideia de Michael Lang, John P. Roberts, Joel Rosenman e Artie Kornfeld, que queriam reproduzir o êxito de outros festivais que tinham frequentado em tempos recentes, com as melhores bandas do momento. Mesmo antes do evento começar foram vendidos 185.000 bilhetes sendo que a organização esperava um público total a rondar as 200.000 pessoas. Contra todas as expectactivas, apareceram mais de meio milhão de pessoas para assistir ao festival, o que obrigou em último caso a que se tornasse num evento gratuito, pois não havia forma de controlar as entradas nem de conter tanta gente num recinto.
Tinha a noção de terem actuado lá as melhores bandas daquele momento, o que na realidade não é verdade. Nomes como Ravi Shankar, Joan Baez, Santana, Grateful Dead, Creedence Clearwater Revival, Janis Joplin, The Who, Jefferson Airplane, Joe Cocker e Jimi Hendrix fizeram parte do evento, juntamente com muitos outros nomes da altura. Não sendo um nativo daqueles tempos não tenho a noção da grandeza dos performers nem conheço grande parte deles, tirando os anteriores. Curiosamente, conheço bastante melhor os que ficaram de fora e não actuaram pelas mais diversas razões. Basta pensar que não tocaram em Woodstock bandas como os Rolling Stones, Frank Zappa, Simon & Garfunkel, Bob Dylan, The Byrds, Jethro Tull, Led Zeppelin, The Doors ou The Beatles.
Apesar de ser um documentário para TV, o valor e a profundidade histórica da produção é muito bom. Fiquei a conhecer por dentro um ponto cultural da música moderna, mas também da Humanidade. Dito assim pode parecer um exagero, mas vendo o documentário percebe-se perfeitamente o comentário. Em Agosto de 1969, a América vive em reboliço com a guerra do Vietname em plano de fundo e muitas mudanças sociais, sexuais e de direitos humanos a acontecerem ao mesmo tempo. E este foi um momento chave de afirmação e confronto, a favor e contra todos estes acontecimentos profundos que abalaram a sociedade americana, e tem que se admitir, por contágio, todo o restante mundo ocidental e em especial, a Europa. Não é por nada que o "evento" parece perdurar geração após geração e de alguma forma é absorvido por pessoas que nem sequer eram nascidas quando aconteceu, como é o meu caso.
A produção é enorme e o valor histórico pela recolha de testemunhos e imagens da época é inestimável. Woodstock foi muito bem escrito (por Barak Goodman e Don Kleszy) e muito bem realizado também por Goodman. Uma grande vénia também para o pessoal da produção, pesquisa de material e montagem porque merecem: fizeram uma trabalho excepcional. Um excelente documentário de visualização obrigatória. Totalmente recomendado. ●●●●○
Tinha a noção de terem actuado lá as melhores bandas daquele momento, o que na realidade não é verdade. Nomes como Ravi Shankar, Joan Baez, Santana, Grateful Dead, Creedence Clearwater Revival, Janis Joplin, The Who, Jefferson Airplane, Joe Cocker e Jimi Hendrix fizeram parte do evento, juntamente com muitos outros nomes da altura. Não sendo um nativo daqueles tempos não tenho a noção da grandeza dos performers nem conheço grande parte deles, tirando os anteriores. Curiosamente, conheço bastante melhor os que ficaram de fora e não actuaram pelas mais diversas razões. Basta pensar que não tocaram em Woodstock bandas como os Rolling Stones, Frank Zappa, Simon & Garfunkel, Bob Dylan, The Byrds, Jethro Tull, Led Zeppelin, The Doors ou The Beatles.
Apesar de ser um documentário para TV, o valor e a profundidade histórica da produção é muito bom. Fiquei a conhecer por dentro um ponto cultural da música moderna, mas também da Humanidade. Dito assim pode parecer um exagero, mas vendo o documentário percebe-se perfeitamente o comentário. Em Agosto de 1969, a América vive em reboliço com a guerra do Vietname em plano de fundo e muitas mudanças sociais, sexuais e de direitos humanos a acontecerem ao mesmo tempo. E este foi um momento chave de afirmação e confronto, a favor e contra todos estes acontecimentos profundos que abalaram a sociedade americana, e tem que se admitir, por contágio, todo o restante mundo ocidental e em especial, a Europa. Não é por nada que o "evento" parece perdurar geração após geração e de alguma forma é absorvido por pessoas que nem sequer eram nascidas quando aconteceu, como é o meu caso.
A produção é enorme e o valor histórico pela recolha de testemunhos e imagens da época é inestimável. Woodstock foi muito bem escrito (por Barak Goodman e Don Kleszy) e muito bem realizado também por Goodman. Uma grande vénia também para o pessoal da produção, pesquisa de material e montagem porque merecem: fizeram uma trabalho excepcional. Um excelente documentário de visualização obrigatória. Totalmente recomendado. ●●●●○
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