Após muita insistência dos estúdios e dos fãs, Matt Damon finalmente volta à personagem de Bourne. Jason Bourne. Mas está tão zangado com a situação que passa a maior parte do filme a esmurrar pessoas que lhe lembram precisamente que ele não quer voltar. Ele, Matt, está farto do Bourne. Ele já se lembra de tudo, os maus já morreram todos, a história já acabou, então porquê voltar? Ele só quer que o deixem em paz, que o deixar participar nos seus concursos de boxe amador contra musculados bruta-montes nas estepes geladas de um antigo país comunista qualquer...
Toda a gente sabia que Matt Damon estava em todo o lado, mas ninguém sabia que ele já não queria ser mais o Jason Bourne.
Até Paul Greengrass voltou aos comandos dos filmes Bourne para ver se dava a volta ao Matt Damon, mas ele... nada. Disseram-lhe que também lá estariam o senhor Tommy Lee Jones, a Alicia Vikander e o Vincent Cassel, um dos poucos gajos que parece, de facto, um verdadeiro mau da fita sem ser ridículo, mas mesmo assim, nada. Matt Damon não quer voltar. Não quer fazer mais de Bourne. E isso até se nota no filme. Está ali contrariado, a pensar que poderia estar a fazer novos filmes com novos argumentos, com novas personagens... Podia estar a fazer coisas diferentes... Desta vez ele até voltou à personagem, mas apenas para dizer que não volta nunca mais. ●●○○○
Depois da recusa do verdadeiro Bourne (Matt Damon) em continuar a saga de espiões, teve de se inventar um novo protagonista na esperança de conseguir fazer uma nova trilogia.
A lógica é a mesma, o tom é o mesmo, apesar de mais "polido". Portanto, The Bourne Legacy, é como estar a ver um qualquer filme do Bourne, mas sem o actor principal. Por muito bom que o filme fosse (e neste caso, nem é um filme bom ou mau; está naquela classe de filme bem feito - por Tony Gilroy -, mas desinteressante), iria sempre sofrer do "efeito Lazenby"... A cara simplesmente não bate com a careta. Por muito que tentem, Bourne é o Matt Damon e ponto final. Tentar mudar isso é retirar uma grande parte do filme. Jeremy Renner até nem está mal, mas simplesmente parece deslocado. Parece que entrou no filme errado e está a tentar imitar o Matt Damon. Ajuda ter ao lado nomes como Rachel Weisz, Scott Glenn, Stacy Keach e Edward Norton, mas não resolve tudo.
Apesar de até ter pegado bem na história anterior e dar-lhe uma certa continuidade, The Bourne Legacy é mais uma tentativa de facturar do que propriamente um "novo" filme. É um filme "normal", mas totalmente esquecível. É apenas facturação, mas até se vê bem. ●●○○○
A lógica é a mesma, o tom é o mesmo, apesar de mais "polido". Portanto, The Bourne Legacy, é como estar a ver um qualquer filme do Bourne, mas sem o actor principal. Por muito bom que o filme fosse (e neste caso, nem é um filme bom ou mau; está naquela classe de filme bem feito - por Tony Gilroy -, mas desinteressante), iria sempre sofrer do "efeito Lazenby"... A cara simplesmente não bate com a careta. Por muito que tentem, Bourne é o Matt Damon e ponto final. Tentar mudar isso é retirar uma grande parte do filme. Jeremy Renner até nem está mal, mas simplesmente parece deslocado. Parece que entrou no filme errado e está a tentar imitar o Matt Damon. Ajuda ter ao lado nomes como Rachel Weisz, Scott Glenn, Stacy Keach e Edward Norton, mas não resolve tudo.
Apesar de até ter pegado bem na história anterior e dar-lhe uma certa continuidade, The Bourne Legacy é mais uma tentativa de facturar do que propriamente um "novo" filme. É um filme "normal", mas totalmente esquecível. É apenas facturação, mas até se vê bem. ●●○○○
O que se pode dizer de Men in Black 3 é que cumpre os requisitos mínimos. Continua a ser divertido e continua a estar bem feito. Mas fiquei com a sensação que este terceiro filme só existe porque era necessário um MiB3 para assim completar uma trilogia. Aparentemente, em Hollywood, há algo de mágico no número 3. Fala-se muito na magia do cinema e como aficionado das duas artes, sei que existe o remate do acto mágico chamado o terceiro passo. Não sei se inconscientemente isso se passa também nos filmes, mas lá que acontece, acontece. É raro o filme que tendo sequela, não vá desembocar na quase "fatídica" terceira parte e assim fechar a trilogia. Pode ser coincidência, mas acho que não é.
Neste caso, até acho bem. Mas apenas por causa do Barry Sonnenfeld. Acho que também merecia ter uma trilogia no currículo, porque é um daqueles gajos que curto. Tem uma boa filmografia e nunca lhe vi um filme estúpido. É sempre competente e inteligente nos temas que pega e na forma como lhes pega. Só por isto, já merece a minha consideração.
Os mesmos gajos fixes do costume (Will Smith, Tommy Lee Jones) com a adição do sempre respeitável Josh Brolin (e também a respeitável, mas mais discreta Emma Thompson), suportam um filme com uma história já algo cansada (os extraterrestres já são quase dispensáveis...), e que por isso já tem de ir buscar a velha artimanha das viagens no tempo para conseguir dar progressão ao enredo. Isso é batota, mas por ser quem é, vá lá, eu até desculpo. Mas peço, por favor, fiquem por aqui. Já chega. Assim como está, numa caixa arquivadora catita, fica muito bonito e pronto. Não comecem já a pensar em prequelas e reboots...
Mas pensando bem, acho que isto não vai ficar por aqui. Se não estou enganado nas contas, do primeiro para o segundo filme passaram 5 anos, e do segundo para o terceiro passaram 10 . Pela mesma lógica, teremos uma nova "entrega" lá para 2022, o que até faria uma edição especial dos 25 anos do filme original. Acho que os estúdios não vão conseguir resistir... Veremos. ●●○○○
Neste caso, até acho bem. Mas apenas por causa do Barry Sonnenfeld. Acho que também merecia ter uma trilogia no currículo, porque é um daqueles gajos que curto. Tem uma boa filmografia e nunca lhe vi um filme estúpido. É sempre competente e inteligente nos temas que pega e na forma como lhes pega. Só por isto, já merece a minha consideração.
Os mesmos gajos fixes do costume (Will Smith, Tommy Lee Jones) com a adição do sempre respeitável Josh Brolin (e também a respeitável, mas mais discreta Emma Thompson), suportam um filme com uma história já algo cansada (os extraterrestres já são quase dispensáveis...), e que por isso já tem de ir buscar a velha artimanha das viagens no tempo para conseguir dar progressão ao enredo. Isso é batota, mas por ser quem é, vá lá, eu até desculpo. Mas peço, por favor, fiquem por aqui. Já chega. Assim como está, numa caixa arquivadora catita, fica muito bonito e pronto. Não comecem já a pensar em prequelas e reboots...
Mas pensando bem, acho que isto não vai ficar por aqui. Se não estou enganado nas contas, do primeiro para o segundo filme passaram 5 anos, e do segundo para o terceiro passaram 10 . Pela mesma lógica, teremos uma nova "entrega" lá para 2022, o que até faria uma edição especial dos 25 anos do filme original. Acho que os estúdios não vão conseguir resistir... Veremos. ●●○○○
Men in Black II recomeça sem Tommy Lee "K" Jones que foi "neuralizado" e encontra-se a trabalhar nos Correios sem saber nada da sua vida anterior. Como sempre, a Terra está em perigo de ser invadida por malvados extraterrestres, e Will "J" Smith, mesmo rodeado dos mais estapafúrdios gadgets, não consegue dar conta do recado sozinho. Precisa do seu fiel parceiro. Até porque desta vez, o inimigo é uma espécie de serpente galática que se divide (!?), interpretada pela sexy Lara Flynn Boyle, numa altura em que Twin Peaks ainda estava fresco na memória.
Men in Black II, como o próprio título revela, é relativamente igual ao anterior e poderia sofrer de sequelite aguda, mas Barry Sonnenfeld teve mais uma vez a inteligência de fazer, de facto, uma continuação da primeira história, invés de fazer um segundo filme seguindo a sagrada fórmula da sequela: "igual, mas maior, mais rápido e mais explosivo". Pode parecer a mesma coisa, mas não é. É apenas um pequeno pormenor que transforma uma "sequela" numa "segunda parte". E esta é uma verdadeira segunda parte.
Continua a existir a "química" original entre os dois actores principais e continua a ser muito divertido, se bem que comece a repetir-se em algumas cenas. Barry Sonnefeld decidiu dar a cara e tem um cameo numa cena.
Quem também aparece brevemente é Michael Jackson como Agente M. Todas aquelas operações plásticas (desnecessárias) deram-lhe uma aparência tão estranha que se calhar o melhor seria ter feito papel de extraterrestre...
Men in Black II está "naturalmente" um patamar abaixo do primeiro - porque perdeu o efeito novidade -, mas continua a ser um filme divertido que se vê muito bem. ●●●○○
Men in Black II, como o próprio título revela, é relativamente igual ao anterior e poderia sofrer de sequelite aguda, mas Barry Sonnenfeld teve mais uma vez a inteligência de fazer, de facto, uma continuação da primeira história, invés de fazer um segundo filme seguindo a sagrada fórmula da sequela: "igual, mas maior, mais rápido e mais explosivo". Pode parecer a mesma coisa, mas não é. É apenas um pequeno pormenor que transforma uma "sequela" numa "segunda parte". E esta é uma verdadeira segunda parte.
Continua a existir a "química" original entre os dois actores principais e continua a ser muito divertido, se bem que comece a repetir-se em algumas cenas. Barry Sonnefeld decidiu dar a cara e tem um cameo numa cena.
Quem também aparece brevemente é Michael Jackson como Agente M. Todas aquelas operações plásticas (desnecessárias) deram-lhe uma aparência tão estranha que se calhar o melhor seria ter feito papel de extraterrestre...
Men in Black II está "naturalmente" um patamar abaixo do primeiro - porque perdeu o efeito novidade -, mas continua a ser um filme divertido que se vê muito bem. ●●●○○
Men in Black é uma divertida comédia de acção que dá uma explicação "plausível" para a muito difundida teoria da conspiração que gira em torno dos misteriosos Homens de Negro. "Eles", os Homens de Negro, os que pertencem a uma organização secreta (que seria das teorias da conspiração sem as organizações secretas?) que persegue extraterrestres oriundos de toda a galáxia. "Eles", os que sabem mais que os outros e que mantêm toda a gente na ignorância, porque sabem que somos "uns idiotas que iam entrar em histeria" se soubéssemos tudo o que eles sabem. Nada como fazer uma comédia para poder dizer estas coisas.
O que tenho a dizer é que a comédia é muito menosprezada. Normalmente é mal tratada nos filmes, que raramente se desviam do riso fácil, da "estalada com creme" e do tombo desconcertante à "isto só video". Para piorar ainda mais a situação, por norma, a isto ainda se juntam argumentos tão simplistas que parecem ser feitos para menores de 6 anos... e estou a falar na idade mental.
Mas volta e meia, lá aparece uma comédia que consigo ver e até gostar. É o caso de Men in Black, que tem muitas coisas positivas. É um filme que proporciona algumas boas gargalhadas, é um bom filme para ver com a miudagem mais jovem, porque é light mas tem a inteligência de caracterizar as situações cómicas de um forma ambígua mas quotidiana, como por exemplo, ter extraterrestres a pedir asilo político. Tem uma uma boa história e está muito bem escrito.
Os actores foram muito bem escolhidos, como por exemplo o Vincent D'Onofrio, mas como é óbvio, todo os holofotes apontam para a dupla principal. Há uma química estranha, que não é fácil de encontrar, mas totalmente natural entre o tom sério e seco de Tommy Lee Jones e a descontração musculada de Will Smith. A realização de Barry Sonnenfeld é excelente como sempre, com o destaque óbvio para o delicado malabarismo de manter equilibrado a acção, a comédia e a ficção científica. Muito difícil. Muito bom. Os efeitos especiais, apesar de não serem revolucionários eram do melhorzinho que se fazia na altura. Parece que o vi ontem, mas este é filme com mais de 20 anos. Incrível. Foi um grande sucesso de bilheteira, totalmente justificado, porque era um filme totalmente diferente do que se estava habituado a ver. Tem um "timbre" próprio. É o "timbre Sonnenfeld".
Gostei do pormenor final de mostrar que a nossa galáxia pode ser só um berlinde para um alien brincar. É uma ideia interessante e, mais uma vez, uma forma inteligente de rematar um filme. ●●●●○
O que tenho a dizer é que a comédia é muito menosprezada. Normalmente é mal tratada nos filmes, que raramente se desviam do riso fácil, da "estalada com creme" e do tombo desconcertante à "isto só video". Para piorar ainda mais a situação, por norma, a isto ainda se juntam argumentos tão simplistas que parecem ser feitos para menores de 6 anos... e estou a falar na idade mental.
Mas volta e meia, lá aparece uma comédia que consigo ver e até gostar. É o caso de Men in Black, que tem muitas coisas positivas. É um filme que proporciona algumas boas gargalhadas, é um bom filme para ver com a miudagem mais jovem, porque é light mas tem a inteligência de caracterizar as situações cómicas de um forma ambígua mas quotidiana, como por exemplo, ter extraterrestres a pedir asilo político. Tem uma uma boa história e está muito bem escrito.
Os actores foram muito bem escolhidos, como por exemplo o Vincent D'Onofrio, mas como é óbvio, todo os holofotes apontam para a dupla principal. Há uma química estranha, que não é fácil de encontrar, mas totalmente natural entre o tom sério e seco de Tommy Lee Jones e a descontração musculada de Will Smith. A realização de Barry Sonnenfeld é excelente como sempre, com o destaque óbvio para o delicado malabarismo de manter equilibrado a acção, a comédia e a ficção científica. Muito difícil. Muito bom. Os efeitos especiais, apesar de não serem revolucionários eram do melhorzinho que se fazia na altura. Parece que o vi ontem, mas este é filme com mais de 20 anos. Incrível. Foi um grande sucesso de bilheteira, totalmente justificado, porque era um filme totalmente diferente do que se estava habituado a ver. Tem um "timbre" próprio. É o "timbre Sonnenfeld".
Gostei do pormenor final de mostrar que a nossa galáxia pode ser só um berlinde para um alien brincar. É uma ideia interessante e, mais uma vez, uma forma inteligente de rematar um filme. ●●●●○
Não me vou demorar muito. Em termos críticos, vou "despachar" isto num instante, tal como se "despacha" uma obra de arte que poucos (ou nenhuns) defeitos tem. The Revenant é um filme perfeito. Épico. Gigante. Cru. Violento. Visceral. Real. Genuíno. Por vezes é até arrebatador. Um mix perfeitamente equilibrado entre a beleza frágil e estéril de um filme artístico e o nojo do cuspo de tabaco de mascar de um western de barba rija. Excepcional. Digno de todos os aplausos e de todos os prémios. Logo à partida, aplausos para Alejandro Iñárritu, que sem dúvida nenhuma, é o melhor realizador do momento. E tem vindo inequivocamente a prová-lo filme após filme. Nem é preciso dizer mais nada. Nem é preciso ver com muita atenção para se perceber que este é um filme "verdadeiro". Totalmente genuíno. Quase que se cheira a lama molhada... Para mim, isto é cinema puro.
Depois, mais aplausos para Leonardo DiCaprio (um gajo que nem aprecio particularmente) e para Tom Hardy (um gajo que particularmente aprecio), que apesar de estarem nitidamente a "piscar o olho" a um prémio nos Óscares, têm uma performance acima do normal, até para eles próprios. Mais uma vez, influência directa do Iñárritu, que leva actores muito bons, simplesmente para outro nível muito superior.
Visualmente, The Revenant, é avassalador. A fotografia é gélida e distante, mas ao mesmo tempo é penetrante. Os grandes planos naturais que conscientemente esmagam as personagens. As filmagens de acção "sem costuras"... Tudo pensado ao pormenor. Brilhante. Faltam-me os adjectivos. Até voltei a pensar em coisas que, em termos de cinema, já tinham desaparecido da minha mente, como quando fui confrontado com aquela cena do ataque do urso e pensei: "como é que fazem isto?". Já nem lembrava dessa sensação! Obrigado, Alejandro, muito obrigado.
Apesar de ser baseado numa história verídica de violência e sobrevivência, acho que em The Revenant, o Iñárritu teve a inteligência de introduzir outra grande "moral da história" mais subtil: se retirarmos tudo o que é conforto do elemento humano e confrontarmos as pessoas com a natureza selvagem, as pessoas tornam-se elas próprios em elementos selvagens. E lidar com uma ou outra situação, acaba por ser fatal, para qualquer interveniente. Ninguém sai ileso. Acho que essa a grande mensagem de fundo deste The Revenant: teremos que lidar com a selvajaria humana e perceber como evitá-la a todo o custo, porque é visceral horrível e ninguém irá sair sem marcas profundas desse confronto. Uma recordação do já que aconteceu para mostrar um vislumbre do que está para acontecer, se continuarmos a destruir a natureza. E quando falo em natureza, refiro-me ao mundo natural, mas também à própria natureza humana que é intrinsecamente equilibrada. The Revenant é um grande, grande filme, com uma mensagem poderosíssima de fundo, que me deixou muito surpreendido pela positiva. Mesmo no espaço comercial, ainda há alguma esperança para o cinema de qualidade. Um clássico instantâneo, uma mensagem inteligente e um filme obrigatório. ●●●●●
Depois, mais aplausos para Leonardo DiCaprio (um gajo que nem aprecio particularmente) e para Tom Hardy (um gajo que particularmente aprecio), que apesar de estarem nitidamente a "piscar o olho" a um prémio nos Óscares, têm uma performance acima do normal, até para eles próprios. Mais uma vez, influência directa do Iñárritu, que leva actores muito bons, simplesmente para outro nível muito superior.
Visualmente, The Revenant, é avassalador. A fotografia é gélida e distante, mas ao mesmo tempo é penetrante. Os grandes planos naturais que conscientemente esmagam as personagens. As filmagens de acção "sem costuras"... Tudo pensado ao pormenor. Brilhante. Faltam-me os adjectivos. Até voltei a pensar em coisas que, em termos de cinema, já tinham desaparecido da minha mente, como quando fui confrontado com aquela cena do ataque do urso e pensei: "como é que fazem isto?". Já nem lembrava dessa sensação! Obrigado, Alejandro, muito obrigado.
Apesar de ser baseado numa história verídica de violência e sobrevivência, acho que em The Revenant, o Iñárritu teve a inteligência de introduzir outra grande "moral da história" mais subtil: se retirarmos tudo o que é conforto do elemento humano e confrontarmos as pessoas com a natureza selvagem, as pessoas tornam-se elas próprios em elementos selvagens. E lidar com uma ou outra situação, acaba por ser fatal, para qualquer interveniente. Ninguém sai ileso. Acho que essa a grande mensagem de fundo deste The Revenant: teremos que lidar com a selvajaria humana e perceber como evitá-la a todo o custo, porque é visceral horrível e ninguém irá sair sem marcas profundas desse confronto. Uma recordação do já que aconteceu para mostrar um vislumbre do que está para acontecer, se continuarmos a destruir a natureza. E quando falo em natureza, refiro-me ao mundo natural, mas também à própria natureza humana que é intrinsecamente equilibrada. The Revenant é um grande, grande filme, com uma mensagem poderosíssima de fundo, que me deixou muito surpreendido pela positiva. Mesmo no espaço comercial, ainda há alguma esperança para o cinema de qualidade. Um clássico instantâneo, uma mensagem inteligente e um filme obrigatório. ●●●●●
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Paul W.S. Anderson volta a dirigir Milla Jovovich e Iain Glen num novo Resident Evil, que apesar das filmagens totalmente epiléticas e quase impossíveis de ver, é exactamente igual aos outros, só que um bocado pior (sim, é possível), porque toda a gente envolvida no filme já está tão enjoada de fazer sempre a mesma coisa, que até transparece na fotografia... Só que como há fãs para alimentar, um gajo tem mesmo de aguentar e fazer o frete de industrialmente conceber mais produto para consumo... Felizmente, esta "nova" entrega chama-se The Final Chapter e espero mesmo que seja o "capítulo final", porque já chega. Acho que já não aguento mais. Que seca. Que coisa mais previsível. Que tédio. Mais valia pegarem no segundo ou terceiro filme e mudarem-lhe o nome e apresentarem como "novo". Ninguém ia notar a diferença e não...
Teoricamente já tinha desistido no segundo filme, que é sempre o meu "período de dúvida" para este tipo de filmes. "Período de dúvida", quer dizer que dou sempre o benefício da dúvida à sequela. Isto acontece porque o primeiro filme pode ser mau (como é o caso), mas a sequela pode corrigir alguns erros originais e até dar um bom filme, ou pelo menos algo mentalmente aceitável. Nunca se sabe.
E isto leva-se ao tema principal deste Resident Evil: The Final Chapter, que é: "porque é que eu vejo estes filmes?" De facto, é algo que não sei bem explicar. Isto também deve acontecer com os críticos "profissionais" porque eles malham fortemente nestes filmes (e as restantes tangas de acção/super-heróis), mas estão sempre lá batidinhos a ver. Isto pode ter várias explicações, como por exemplo: estes filmes serem viciantes como o açúcar - ou a cocaína - e as pessoas depois de "iniciadas" não conseguem deixar de ver. Também se pode dar o caso de viciação cerebral naquelas luzinhas todas a piscar, o fogo-de-artifício digital e os ritmos frenéticos, como acontece com os bebés e a publicidade: aquilo não tem de fazer sentido; é só uma estimulação sensorial de luz e som... Também pode estar relacionado com questões sociais: as pessoas podem andar tão mal nas suas vidas que precisem de ver merdas a explodir e gajos a levar bastante porrada como se fosse uma espécie de libertação da pressão acumulada. Não sei. É um fenómeno que deveria ser mais profundamente estudado... Mas no meu caso particular - e também já ponderei as hipóteses anteriormente referidas - é de facto um mistério, mas que tenho tentado desvendar.
Examinado bem a situação, acho que é por três razões principais. A primeira razão parece-me que tem que ver com uma espécie de atração pelo abismo. Não é bem pelo abismo... é mais aquela sensação estranha do ter de olhar para os acidentes: um gajo já viu mil acidentes na vida, mas tem de parar para olhar; um gajo sabe que provavelmente vai ver algo que não quer ver, e até se vai arrepender mais tarde, mas é uma atracção mais forte que o normal e uma pessoa tem mesmo de olhar. Acho que é isso. É algo supra-racional que terá cientificamente uma explicação muito plausível, mas que desconheço. Terei que ler umas coisas para perceber melhor esta situação.
A segunda razão é de origem sociológica. Estou a ver o filme, mas tecnicamente estou a ver o filme "rodeado" de fãs da "série", para tentar perceber como é que filmes tão fracos como estes, têm de facto uma legião de fãs. Acho muito estranho que haja pessoas que gostam disto. Eu sei que gostos não se discutem, mas para mim, isto é mesmo estranho. Gosto de tentar perceber porque é que as outras pessoas gostam das coisas que gostam. É uma espécie de empatia do gosto. Mas neste tipo de filmes "industriais" não consigo perceber mesmo. Para mim, é uma incógnita como é que o quinto ou sexto Resident Evil continua a levar pessoas aos cinemas. Não entendo. E às vezes vejo estes filmes (que sei à partida que são uma seca e particularmente maus) apenas para tentar entender como é que ainda são feitos, mas pior ainda, como é que têm audiência. Estou a ver o filme, mas estou mais a pensar em gostos estereotipados, consumo de massas, trends, marketing subliminar e a fazer os meus próprios "estudos de mercado", do que propriamente a "ver" o produto, perdão, o filme...
A terceira razão tem a ver com uma esperada previsibilidade. Eu já sei que um "produto" deste género vai percorrer os clichés institucionais do filme de acção/horror. Mas fico sempre na dúvida: será que vai ser mesmo aquela coisa típica para entreter cérebros de pipoca, com os jump-scares estrategicamente colocados no silêncio, as punch-lines copiadas doutros filmes e o twist obrigatório (até o twist já se tornou um cliché...) no final? Ou será que me vão surpreender enveredando por outro caminho que não estava à espera? Em 99% dos casos não falha: é sempre a mesma coisa. Lá está, em equipa vencedora não se mexe, e se vende pipocas... No final, lá acabo por ficar decepcionado (pouco, porque à partida já sei que vou ficar decepcionado), mas não surpreendido e a perguntar para mim próprio: "porque é que eu vejo estes filmes?" E lá volto a pensar no assunto e a dizer a mim próprio: "Já chega! Este é o mesmo último". Provavelmente, irei objectivamente recusar-me a ver mais algum Resident Evil que venha a existir, mas aquele piscar de olho, junto com um final em aberto (como de costume...) deixa-me algumas borboletas no estômago... Pode ser apenas uma ameaça velada... mas também termina a (longa) história... voltando ao início, onde tudo começou... O meu cérebro acabou de explodir com tanta previsibilidade...
Ah! Esqueci-me de mencionar a palavra mágica... zombie! Detesto ser desmancha-prazeres, mas curiosamente há poucos zombies; coitados, têm muito pouco tempo de antena hoje em dia, mesmo num filme de zombies; há sim, uns monstros feitos em computador, mas aparecem isolados, só para os jump-scares da praxe e normalmente em cenas onde está tão escuro que nem se percebe muito bem o que são... Uma bolinha de classificação só mesmo como forma de agradecimento por ser o último... Espero eu... ●○○○○
Teoricamente já tinha desistido no segundo filme, que é sempre o meu "período de dúvida" para este tipo de filmes. "Período de dúvida", quer dizer que dou sempre o benefício da dúvida à sequela. Isto acontece porque o primeiro filme pode ser mau (como é o caso), mas a sequela pode corrigir alguns erros originais e até dar um bom filme, ou pelo menos algo mentalmente aceitável. Nunca se sabe.
E isto leva-se ao tema principal deste Resident Evil: The Final Chapter, que é: "porque é que eu vejo estes filmes?" De facto, é algo que não sei bem explicar. Isto também deve acontecer com os críticos "profissionais" porque eles malham fortemente nestes filmes (e as restantes tangas de acção/super-heróis), mas estão sempre lá batidinhos a ver. Isto pode ter várias explicações, como por exemplo: estes filmes serem viciantes como o açúcar - ou a cocaína - e as pessoas depois de "iniciadas" não conseguem deixar de ver. Também se pode dar o caso de viciação cerebral naquelas luzinhas todas a piscar, o fogo-de-artifício digital e os ritmos frenéticos, como acontece com os bebés e a publicidade: aquilo não tem de fazer sentido; é só uma estimulação sensorial de luz e som... Também pode estar relacionado com questões sociais: as pessoas podem andar tão mal nas suas vidas que precisem de ver merdas a explodir e gajos a levar bastante porrada como se fosse uma espécie de libertação da pressão acumulada. Não sei. É um fenómeno que deveria ser mais profundamente estudado... Mas no meu caso particular - e também já ponderei as hipóteses anteriormente referidas - é de facto um mistério, mas que tenho tentado desvendar.
Examinado bem a situação, acho que é por três razões principais. A primeira razão parece-me que tem que ver com uma espécie de atração pelo abismo. Não é bem pelo abismo... é mais aquela sensação estranha do ter de olhar para os acidentes: um gajo já viu mil acidentes na vida, mas tem de parar para olhar; um gajo sabe que provavelmente vai ver algo que não quer ver, e até se vai arrepender mais tarde, mas é uma atracção mais forte que o normal e uma pessoa tem mesmo de olhar. Acho que é isso. É algo supra-racional que terá cientificamente uma explicação muito plausível, mas que desconheço. Terei que ler umas coisas para perceber melhor esta situação.
A segunda razão é de origem sociológica. Estou a ver o filme, mas tecnicamente estou a ver o filme "rodeado" de fãs da "série", para tentar perceber como é que filmes tão fracos como estes, têm de facto uma legião de fãs. Acho muito estranho que haja pessoas que gostam disto. Eu sei que gostos não se discutem, mas para mim, isto é mesmo estranho. Gosto de tentar perceber porque é que as outras pessoas gostam das coisas que gostam. É uma espécie de empatia do gosto. Mas neste tipo de filmes "industriais" não consigo perceber mesmo. Para mim, é uma incógnita como é que o quinto ou sexto Resident Evil continua a levar pessoas aos cinemas. Não entendo. E às vezes vejo estes filmes (que sei à partida que são uma seca e particularmente maus) apenas para tentar entender como é que ainda são feitos, mas pior ainda, como é que têm audiência. Estou a ver o filme, mas estou mais a pensar em gostos estereotipados, consumo de massas, trends, marketing subliminar e a fazer os meus próprios "estudos de mercado", do que propriamente a "ver" o produto, perdão, o filme...
A terceira razão tem a ver com uma esperada previsibilidade. Eu já sei que um "produto" deste género vai percorrer os clichés institucionais do filme de acção/horror. Mas fico sempre na dúvida: será que vai ser mesmo aquela coisa típica para entreter cérebros de pipoca, com os jump-scares estrategicamente colocados no silêncio, as punch-lines copiadas doutros filmes e o twist obrigatório (até o twist já se tornou um cliché...) no final? Ou será que me vão surpreender enveredando por outro caminho que não estava à espera? Em 99% dos casos não falha: é sempre a mesma coisa. Lá está, em equipa vencedora não se mexe, e se vende pipocas... No final, lá acabo por ficar decepcionado (pouco, porque à partida já sei que vou ficar decepcionado), mas não surpreendido e a perguntar para mim próprio: "porque é que eu vejo estes filmes?" E lá volto a pensar no assunto e a dizer a mim próprio: "Já chega! Este é o mesmo último". Provavelmente, irei objectivamente recusar-me a ver mais algum Resident Evil que venha a existir, mas aquele piscar de olho, junto com um final em aberto (como de costume...) deixa-me algumas borboletas no estômago... Pode ser apenas uma ameaça velada... mas também termina a (longa) história... voltando ao início, onde tudo começou... O meu cérebro acabou de explodir com tanta previsibilidade...
Ah! Esqueci-me de mencionar a palavra mágica... zombie! Detesto ser desmancha-prazeres, mas curiosamente há poucos zombies; coitados, têm muito pouco tempo de antena hoje em dia, mesmo num filme de zombies; há sim, uns monstros feitos em computador, mas aparecem isolados, só para os jump-scares da praxe e normalmente em cenas onde está tão escuro que nem se percebe muito bem o que são... Uma bolinha de classificação só mesmo como forma de agradecimento por ser o último... Espero eu... ●○○○○
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The Bad Batch é daqueles filmes que percebi, mas não gostei. Percebi a metáfora dos indesejáveis, que expulsos da "sociedade perfeita", são levados para lá dos limites do inaceitável (canibalismo) por força das circunstâncias. Sendo que as circunstâncias são basicamente, a falta de comida, de regras e de empatia, então a lei do mais forte, a lei da necessidade mais básica, a simples e pura sobrevivência, irá sempre imperar.
O que não gostei, principalmente, é que me pareceu um mix de coisas. Uma espécie de híbrido entre filme independente/intelectual, um videoclipe da Lana del Rey e um anúncio Tommy Hilfiger (ou será Ralph Lauren? Não sei muito bem qual destes é, mas é aquele que não tem nada a ver com o mar; o filme é todo passado no deserto...), rodado nos cenários pós-apocalípticos do Mad Max. Apesar de ser um filme com uma fotografia fantástica, acho-o algo despropositado: a disparidade entre o grotesco da actuação das personagens e as imagens lindíssimas não conjugam perfeitamente. É como tentar juntar as palavras romance e canibal na mesma frase: dificilmente irá sair bem...
Acho que é um filme feito por alguém com bastante talento (Ana Lily Amirpour), mas que não se consegue conter. É um problema que tenho visto muitas vezes.
Com aquele início muito bom e com tantas possibilidades metafóricas da história (até com a actualidade política e social americana), podia e deveria ter sido muito melhor. Até porque esta história funciona em qualquer altura: num presente instável e anárquico ou num futuro longínquo e distópico. Acho que o tema foi muito mal aproveitado. Fiquei com a sensação que tentaram que The Bad Batch tivesse aquele ar de filme "independente" e "intelectual" e acabaram por tornar o filme vazio e monótono, ao mesmo tempo que o tornaram ostensivamente metafórico, como se o público fosse um bocado burrinho e não conseguisse perceber nas entrelinhas. Detesto que me façam isso...
Aliás, é um filme que se perde bastante a tentar passar mensagens em cartazes. São muitos cartazes com muitas mensagens, espalhados por todo o lado e por todo o filme... Dei por mim a imaginar-me naquelas lojas de presentes que têm mensagens motivacionais em canecas e t-shirts...
O que poderia safar este filme seriam os actores. Mas nem isso aconteceu. Suki Waterhouse no papel principal de uma personagem que até tem bastante impacto, simplesmente não "aparece"; Keanu Reeves parece deslocado do seu papel e começo a ficar preocupado com o Jim Carrey e com o Giovanni Ribisi: só aparecem a fazer papéis de loucos ou estarão mesmo a pirar do capacete? A única surpresa positiva é o Jason Momoa, que não sendo grande actor, até teve bastante "presença".
The Bad Batch é uma partida em falso, apesar de metade do elenco andar constante de um lado para outro sem rumo. Apesar de estar muito bem fotografado, acaba por ser monótono e não tem uma história definida. Mas tem potencial. Há por aqui muito material de base para se fazer um filme em condições. Pode ser que alguém tenha visto o mesmo que eu e daqui por uns anos refaça o filme como deve ser. ●●○○○
O que não gostei, principalmente, é que me pareceu um mix de coisas. Uma espécie de híbrido entre filme independente/intelectual, um videoclipe da Lana del Rey e um anúncio Tommy Hilfiger (ou será Ralph Lauren? Não sei muito bem qual destes é, mas é aquele que não tem nada a ver com o mar; o filme é todo passado no deserto...), rodado nos cenários pós-apocalípticos do Mad Max. Apesar de ser um filme com uma fotografia fantástica, acho-o algo despropositado: a disparidade entre o grotesco da actuação das personagens e as imagens lindíssimas não conjugam perfeitamente. É como tentar juntar as palavras romance e canibal na mesma frase: dificilmente irá sair bem...
Acho que é um filme feito por alguém com bastante talento (Ana Lily Amirpour), mas que não se consegue conter. É um problema que tenho visto muitas vezes.
Com aquele início muito bom e com tantas possibilidades metafóricas da história (até com a actualidade política e social americana), podia e deveria ter sido muito melhor. Até porque esta história funciona em qualquer altura: num presente instável e anárquico ou num futuro longínquo e distópico. Acho que o tema foi muito mal aproveitado. Fiquei com a sensação que tentaram que The Bad Batch tivesse aquele ar de filme "independente" e "intelectual" e acabaram por tornar o filme vazio e monótono, ao mesmo tempo que o tornaram ostensivamente metafórico, como se o público fosse um bocado burrinho e não conseguisse perceber nas entrelinhas. Detesto que me façam isso...
Aliás, é um filme que se perde bastante a tentar passar mensagens em cartazes. São muitos cartazes com muitas mensagens, espalhados por todo o lado e por todo o filme... Dei por mim a imaginar-me naquelas lojas de presentes que têm mensagens motivacionais em canecas e t-shirts...
O que poderia safar este filme seriam os actores. Mas nem isso aconteceu. Suki Waterhouse no papel principal de uma personagem que até tem bastante impacto, simplesmente não "aparece"; Keanu Reeves parece deslocado do seu papel e começo a ficar preocupado com o Jim Carrey e com o Giovanni Ribisi: só aparecem a fazer papéis de loucos ou estarão mesmo a pirar do capacete? A única surpresa positiva é o Jason Momoa, que não sendo grande actor, até teve bastante "presença".
The Bad Batch é uma partida em falso, apesar de metade do elenco andar constante de um lado para outro sem rumo. Apesar de estar muito bem fotografado, acaba por ser monótono e não tem uma história definida. Mas tem potencial. Há por aqui muito material de base para se fazer um filme em condições. Pode ser que alguém tenha visto o mesmo que eu e daqui por uns anos refaça o filme como deve ser. ●●○○○
...indo directo ao assunto: Baywatch é o filme mais idiota dos últimos anos. Se é suposto ser uma homenagem à série de culto dos anos 90, perceberam mal a mensagem. Ou então viram outra série diferente da que eu vi. Não me lembro de ver um filme tão mau. E não me lembro de um filme que mencione tantas vezes as palavras: falo, mastro, pau, piroca e restantes alusões ao pénis como este. Aliás, chega-se ao cúmulo de ver o Zac Efron a segurar a pila de um morto. Inacreditável, mas é verdade! A pila de um morto. Deve ser possível bater mais no fundo, mas é difícil... Se fosse um filme "intelectual", seria um escândalo, mas como é uma comédia a cair para a palhaçada está tudo bem... Isto é humor infantil do mais pobrezinho que existe. Alusões sexuais constantes e simples exploração de cus e mamas arrebitadas como as de Priyanka Chopra. É para isso que ela aparece no filme, não é? Nem sequer percebo como é que actores como Dwayne Johnson se dispuseram para fazer esta porcaria. Ou foram enganados pela produção, pelo Seth Gordon - mas houve de facto um realizador a trabalhar neste filme?! - ou então gostam mesmo deste tipo de "humor", sabe-se lá. Andam por aí muitas pessoas estranhas, no estranho mundo do cinema...
Baywatch é tão mau que houve alturas em que fiquei constrangido. Tive uma sensação de vergonha, e de humilhação pelos próprios actores. Foi estranho... Pior devem ter ficado os originais Mitch "David Hasselhoff" Buchannon e CJ "Pamela Anderson" Parker, que como é obrigatório neste tipo de "revivals" têm de aparecer, nem que seja por uns segundos, para satisfazer os saudosistas. O David Hasselhoff ainda tem uma deixa, mas a Pamela Anderson, foi muito mais inteligente e manteve-se calada e quase nem aparece.
O material "original" da série já não era bom e por isso pensei que isto ia ser mau, mas isto é outro nível de "mau" completamente diferente. Espero que este filme desapareça rapidamente da minha cabeça, mas é tão horrível que está a demorar... ○○○○○
Baywatch é tão mau que houve alturas em que fiquei constrangido. Tive uma sensação de vergonha, e de humilhação pelos próprios actores. Foi estranho... Pior devem ter ficado os originais Mitch "David Hasselhoff" Buchannon e CJ "Pamela Anderson" Parker, que como é obrigatório neste tipo de "revivals" têm de aparecer, nem que seja por uns segundos, para satisfazer os saudosistas. O David Hasselhoff ainda tem uma deixa, mas a Pamela Anderson, foi muito mais inteligente e manteve-se calada e quase nem aparece.
O material "original" da série já não era bom e por isso pensei que isto ia ser mau, mas isto é outro nível de "mau" completamente diferente. Espero que este filme desapareça rapidamente da minha cabeça, mas é tão horrível que está a demorar... ○○○○○
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Vamos por partes. Primeiro, o Ghost in the Shell - filme de animação original de 1995 baseado na manga de Shirow Masamune - está no meu top de filmes de ficção científica e na minha lista de filmes favoritos de sempre. É algo tão à frente do seu tempo, tão complexo, tão realista e tão bem feito que não podia ser de outra forma. Segundo, quando soube que iam fazer um remake do Ghost in the Shell em "live-action", comecei imediatamente a ficar preocupado, porque quando fazem isto, normalmente sai bosta. Neste caso, a minha preocupação era ainda mais gritante porque não há nada para actualizar em relação ao filme original.
Recentemente vi esta "nova versão" e não me desiludiu porque nem é tão mau quanto estava à espera, nem é muito diferente do original. Nem podia ser. Lá está: não há nada para actualizar, nem sequer renovar. Apesar de também ser escrito pelo Masamune, apenas tem umas pequenas nuances em relação à história original (tirando alguns elementos que foram transpostos da sequela original, Ghost in the Shell 2: Innocence), e incide mais na parte de como a Major Kusanagi ficou a ser como é, mas é mesmo só para não copiar o filme original na íntegra e poder dizer que é "novo".
Mais que um remake, incluiria este filme numa espécie de cover, como acontece na música. É a mesma coisa, mas tem um bocadinho de letra nova e tem um ritmo diferente...
Mas apesar de não ser um mau filme, continuo a bater na mesma tecla: Porquê? Porquê fazer de novo? Porque não tentar fazer um novo filme, sim, mas totalmente original? Não percebo esta cena dos remakes constantes e intermináveis. O que foi? Acabou-se a inspiração? Os estúdios não apostam em coisas novas e só gastam dinheiro em filmes que sabem de antemão que vão receber o dinheiro empatado na produção? É que se isto continua assim, simplesmente deixam de existir novos filmes. Neste "novo" filme há cenas inteiras copiadas na íntegra do original, quase frame a frame. Qual é intenção disto? Chamar-lhe "homenagem"? É isso? Isto parece reciclagem em cima de reciclagem. Há uma geração inteira que apenas vai conseguir ver novas versões dos filmes que já conhecem.
Leva duas "bolas" porque visualmente está perfeito (no seguimento do brilhante filme original), porque escolheram perfeitamente a Scarlett Johansson (nem consigo imaginar outra actriz "ocidental" neste papel [e já agora, uma referência também para o Takeshi Kitano e o Michael Wincott, dois gajos que curto bastante]) e porque escolheram como base uma das melhores histórias e um dos melhores filmes de sempre da ficção científica. Mas aconselhava o pessoal dos estúdios a irem ler uns guiões diferentes e tentar fazer algo de novo... ●●○○○
Recentemente vi esta "nova versão" e não me desiludiu porque nem é tão mau quanto estava à espera, nem é muito diferente do original. Nem podia ser. Lá está: não há nada para actualizar, nem sequer renovar. Apesar de também ser escrito pelo Masamune, apenas tem umas pequenas nuances em relação à história original (tirando alguns elementos que foram transpostos da sequela original, Ghost in the Shell 2: Innocence), e incide mais na parte de como a Major Kusanagi ficou a ser como é, mas é mesmo só para não copiar o filme original na íntegra e poder dizer que é "novo".
Mais que um remake, incluiria este filme numa espécie de cover, como acontece na música. É a mesma coisa, mas tem um bocadinho de letra nova e tem um ritmo diferente...
Mas apesar de não ser um mau filme, continuo a bater na mesma tecla: Porquê? Porquê fazer de novo? Porque não tentar fazer um novo filme, sim, mas totalmente original? Não percebo esta cena dos remakes constantes e intermináveis. O que foi? Acabou-se a inspiração? Os estúdios não apostam em coisas novas e só gastam dinheiro em filmes que sabem de antemão que vão receber o dinheiro empatado na produção? É que se isto continua assim, simplesmente deixam de existir novos filmes. Neste "novo" filme há cenas inteiras copiadas na íntegra do original, quase frame a frame. Qual é intenção disto? Chamar-lhe "homenagem"? É isso? Isto parece reciclagem em cima de reciclagem. Há uma geração inteira que apenas vai conseguir ver novas versões dos filmes que já conhecem.
Leva duas "bolas" porque visualmente está perfeito (no seguimento do brilhante filme original), porque escolheram perfeitamente a Scarlett Johansson (nem consigo imaginar outra actriz "ocidental" neste papel [e já agora, uma referência também para o Takeshi Kitano e o Michael Wincott, dois gajos que curto bastante]) e porque escolheram como base uma das melhores histórias e um dos melhores filmes de sempre da ficção científica. Mas aconselhava o pessoal dos estúdios a irem ler uns guiões diferentes e tentar fazer algo de novo... ●●○○○
Há filmes que gosto muito e há filmes que me chateiam. Groundhog Day é um filme que me chateia. Pessoalmente falando, sou daqueles gajos que à pergunta "Gostas de comédias românticas?", respondo imediata e instintivamente com um "não!" peremptório e jocoso. Nem pensar nisso. Quando penso em filmes, a última coisa que me vem à cabeça, são comédias românticas. Para mim, nem sequer é um género de filmes, quanto mais uma opção. É linear. Não vejo, simplesmente. Não é por "mariquinhas", nem por nada... é que me entedia. Não consigo suportar. Ou adormeço, ou começo a fazer em outras coisas para me entreter mentalmente. É tudo tão leve, mundano e previsível que não consigo suportar...
Por isso mesmo, Groundhog Day é um filme que me chateia. Para todos os efeitos, É uma comédia romântica e EU GOSTO! Não! Porra! Como é possível?
Um jornalista e apresentador de meteorologia - juntamente com a sua personalidade excêntrica mas execrável (é daqueles tipos irritantes que se acha o melhor do mundo) -, acaba numa pacata vila americana a cobrir uma notícia "tosca" sobre uma marmota (o animal tipo castor, não o peixe, atenção!) que consegue prever o tempo. Entediado (da mesma forma que eu, em relação às comédias românticas) com todo aquele assunto Phil (Bill Murray, o "man") trata ainda pior as pessoas que o rodeiam. Tudo muda quando fica "preso" nesse mesmo dia. Faça o que faça no seu dia-a-dia, Phil acorda sempre no mesmo quarto de hotel às 6 da manhã e repetidamente revive a agonia da repetição. Acaba por ser hilariante vê-lo acordar todos os dias, ao som da mesma música, na mesma cama, a cruzar-se com as mesmas pessoas. Sem forma de sair daquela "maldição do tempo", acaba por se apaixonar pela produtora Rita (Andie MacDowell) que o detesta. Inconformado com a situação, aproveita o tempo "perdido" para ir "limando" algumas arestas da sua personalidade, ao mesmo tempo que tenta vezes sem conta conquistar o coração de Rita... Simples, mas excelente história, muito bem escrita e muito bem contada pela câmara do "original ghostbuster" Harold Ramis. Muito bom.
Groundhog Day, para além de se notar que foi feito com/por pessoas inteligentes, é um daqueles filmes tão carregado de inocência que consegue aquecer o coração mais empedernido (como o meu - é de ver muitos filmes de acção e efeitos especiais...). Sendo que o revejo, lembro-me que, afinal, há esperança na sobrevivência da Humanidade... É uma espécie de Scrooge moderno. Simples, sempre actual, muito cómico (sendo que é praticamente impossível um filme fazer-me rir ..) e muito, muito bom de se ver. Uma pequena pérola. ●●●●○
Por isso mesmo, Groundhog Day é um filme que me chateia. Para todos os efeitos, É uma comédia romântica e EU GOSTO! Não! Porra! Como é possível?
Um jornalista e apresentador de meteorologia - juntamente com a sua personalidade excêntrica mas execrável (é daqueles tipos irritantes que se acha o melhor do mundo) -, acaba numa pacata vila americana a cobrir uma notícia "tosca" sobre uma marmota (o animal tipo castor, não o peixe, atenção!) que consegue prever o tempo. Entediado (da mesma forma que eu, em relação às comédias românticas) com todo aquele assunto Phil (Bill Murray, o "man") trata ainda pior as pessoas que o rodeiam. Tudo muda quando fica "preso" nesse mesmo dia. Faça o que faça no seu dia-a-dia, Phil acorda sempre no mesmo quarto de hotel às 6 da manhã e repetidamente revive a agonia da repetição. Acaba por ser hilariante vê-lo acordar todos os dias, ao som da mesma música, na mesma cama, a cruzar-se com as mesmas pessoas. Sem forma de sair daquela "maldição do tempo", acaba por se apaixonar pela produtora Rita (Andie MacDowell) que o detesta. Inconformado com a situação, aproveita o tempo "perdido" para ir "limando" algumas arestas da sua personalidade, ao mesmo tempo que tenta vezes sem conta conquistar o coração de Rita... Simples, mas excelente história, muito bem escrita e muito bem contada pela câmara do "original ghostbuster" Harold Ramis. Muito bom.
Groundhog Day, para além de se notar que foi feito com/por pessoas inteligentes, é um daqueles filmes tão carregado de inocência que consegue aquecer o coração mais empedernido (como o meu - é de ver muitos filmes de acção e efeitos especiais...). Sendo que o revejo, lembro-me que, afinal, há esperança na sobrevivência da Humanidade... É uma espécie de Scrooge moderno. Simples, sempre actual, muito cómico (sendo que é praticamente impossível um filme fazer-me rir ..) e muito, muito bom de se ver. Uma pequena pérola. ●●●●○
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É difícil ter acesso às grandes estrelas, sem ser através de um documentário. Este Listen to me Marlon é uma pérola e um privilégio. Com locução do próprio Marlon Brando, com recurso a horas de cassetes gravadas pelo mesmo, é uma oportunidade única para mergulhar no complexo interior da cabeça de um dos melhores actores de sempre. Pioneiro do Método, Marlon é um actor completo e único na história do próprio cinema, mas que também desprezava o próprio trabalho. Para uma pessoa que simplesmente odiava a mentira, representar (que basicamente é mentir propositadamente para uma câmara) foi corroendo-o totalmente por dentro, ao ponto de o levar à reclusão e ao nojo pela própria profissão.
Um génio que se transforma num eremita é basicamente a derradeira definição de... lenda. Que é o que Marlon Brando inegavelmente é.
Apesar de só o "conhecer" muito tarde na carreira (ainda não consegui ver alguns dos seus clássicos mais antigos!), sempre me identifiquei muito com as personagens de Brando. Depois do documentário, identifiquei-me muito mais com o homem. É uma pessoa que está em guerra constante, mas numa busca pela paz. Esta dualidade acaba sempre por fazer mossa, e no caso do super-exposto e super-mediático Marlon foi absolutamente determinante.
De super-estrela a super-odiado, passando pelo regresso no final dos 70's e o auto-exílio, passando pelas grandes turbulências amorosas e tragédias da sua vida pessoal, o afastamento da carreira e as disposições activistas e políticas (até na cerimónia de entrega dos Óscares), tudo é extremamente bem contado e narrado para mostrar como um "simples" actor se transformou numa lenda de Hollywood e do cinema em geral.
Listen to me Marlon é documentário muito bom, muitíssimo bem escrito e enquadrado da autoria de Stevan Riley. Apenas não gostei do tom predominantemente negro, por vezes quase a roçar o documentário de "exploração". Houve ali uma tentaçãozinha de explorar o lado mais escandaloso, mas vá lá, Riley acabou por se conter e fez muitíssimo bem, porque acabou por construir um dos melhores documentários sobre actores que já vi. Absolutamente obrigatório. ●●●●○
Um génio que se transforma num eremita é basicamente a derradeira definição de... lenda. Que é o que Marlon Brando inegavelmente é.
Apesar de só o "conhecer" muito tarde na carreira (ainda não consegui ver alguns dos seus clássicos mais antigos!), sempre me identifiquei muito com as personagens de Brando. Depois do documentário, identifiquei-me muito mais com o homem. É uma pessoa que está em guerra constante, mas numa busca pela paz. Esta dualidade acaba sempre por fazer mossa, e no caso do super-exposto e super-mediático Marlon foi absolutamente determinante.
De super-estrela a super-odiado, passando pelo regresso no final dos 70's e o auto-exílio, passando pelas grandes turbulências amorosas e tragédias da sua vida pessoal, o afastamento da carreira e as disposições activistas e políticas (até na cerimónia de entrega dos Óscares), tudo é extremamente bem contado e narrado para mostrar como um "simples" actor se transformou numa lenda de Hollywood e do cinema em geral.
Listen to me Marlon é documentário muito bom, muitíssimo bem escrito e enquadrado da autoria de Stevan Riley. Apenas não gostei do tom predominantemente negro, por vezes quase a roçar o documentário de "exploração". Houve ali uma tentaçãozinha de explorar o lado mais escandaloso, mas vá lá, Riley acabou por se conter e fez muitíssimo bem, porque acabou por construir um dos melhores documentários sobre actores que já vi. Absolutamente obrigatório. ●●●●○
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Assassins é uma daquelas surpresas agradáveis. Um gajo pensa que vai ver uma chachada de acção e porrada sem pés nem cabeça, e acaba a divertir-se a ver uma chachada de acção e porrada mas com pés e cabeça. Estão a ver? É possível fazer filmes de "entretenimento" que não são totalmente estúpidos. Assassins é uma história bem montada sobre assassinos profissionais em confronto e os seus alvos. Bem escrito e bastante "comestível". É estiloso, tem acção q.b. e aquele toque "antigo" de thriller. (Deve ser mesmo de ser "antigo" e dos actores serem todos adultos e não parecer que acabaram de sair dum programa da Disney). Sylvester Stallone, Antonio Banderas e Julianne Moore, todos "jovens". Quase que nem me lembro deles assim.
É um bom filmito de acção de Richard Donner, um dos grandes realizadores "comerciais" do século passado. Também ajuda estar muito bem escrito. Um facto curioso é que o guião é da responsabilidade da excelente dupla de irmãs realizadoras Lilly e Lana Wachowski, mas que na altura eram os irmãos argumentistas Larry e Andy Wachowski (porra! o filme é tão antigo que entretanto os argumentistas até já mudaram de profissão... e de sexo...)
Assassins é um daqueles filmes que encaixava numa categoria específica de cinema dos anos 90 - entretanto extinta - que se chamava "filme sério de acção". Não é nada de espectacular, mas vê-se bem. ●●○○○
É um bom filmito de acção de Richard Donner, um dos grandes realizadores "comerciais" do século passado. Também ajuda estar muito bem escrito. Um facto curioso é que o guião é da responsabilidade da excelente dupla de irmãs realizadoras Lilly e Lana Wachowski, mas que na altura eram os irmãos argumentistas Larry e Andy Wachowski (porra! o filme é tão antigo que entretanto os argumentistas até já mudaram de profissão... e de sexo...)
Assassins é um daqueles filmes que encaixava numa categoria específica de cinema dos anos 90 - entretanto extinta - que se chamava "filme sério de acção". Não é nada de espectacular, mas vê-se bem. ●●○○○
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Se o primeiro Kingsman (The Secret Service) era "comestível", o segundo é, como de costume, pior. Kingsman: The Golden Circle é a confirmação do padrão: um filmito (o primeiro) mais ou menos engraçado, bem escrito e com algum nexo, que depois do sucesso de bilheteira, leva com a inevitável sequela e é literalmente afogado em patetices, explosões, perseguições e porrada. As cenas de acção são o melhor do filme, mas acabam por se tornarem repetitivas e entediantes porque são imensas!!! Um gajo para ir à casa de banho, tem de se envolver numa luta! Um gajo vai ao frigorífico buscar um iogurte... tem de haver uma perseguição com pelo menos duas lutas. É a demência total em cinema. Parece até que os actores se sentem constrangidos em participar. O Colin Firth, por exemplo, parece estar no filme contrariado, como se estivesse ali apenas a cumprir um contrato de trabalho e a pensar como não pagar tantos impostos... Channing Tatum, Halle Berry, só aparecem para ser chamariz de cartaz... Elton John entra apenas para ser ridicularizado... Uma panóplia de bons actores (Mark Strong, Taron Egerton, Julianne Moore, Michael Gambon, Jeff Bridges, Pedro Pascal) desperdiçados num guião vazio e num filme que... Oh! Não vale a pena. Nem sequer vou perder mais tempo a escrever sobre isto... É estúpido o que fazem com (est)as sequelas e, pior que tudo, é entediante. ●○○○○
9 Songs é um filme? Um documentário musical? Uma mix-tape de quecas caseiras entre Kieran O'Brien e Margo Stilley? Uma cena avant-garde? Não sei. Nunca consegui perceber bem. Mas a última vez que o vi na TV, pareceu-me simplesmente uma exploração sexual. Uma cena pseudo-intelectual com cenas de sexo explícito (mesmo, mesmo, mesmo explicito), misturadas com filmagens amadoras de concertos (na altura) das bandas do momento. Está esticado ao limite (pelo Michael Winterbottom) para cumprir os requisitos mínimos de longa-metragem, provavelmente para fazer (como fez) cinema comercial.
Admito que seja um filme que divide opiniões. Tanto se pode ver como fantochada intelectual e "muito à frente, mas forçado", como de facto, um filme muito à frente do seu tempo e de classe intelectual distinta. Eu próprio fico dividido, mas com uma inclinação natural para a parte da "tanga". Gostei muito da escolha musical, até porque era a "minha" escolha musical naquela altura (Black Rebel Motorcycle Club, Elbow, Primal Scream, Franz Ferdinand), mas quanto ao resto... humm... depende muito do estado de espírito. Quando o vi pela primeira vez (no cinema), fiquei realmente dividido. Vi-o enquadrado num festival de cinema alternativo e até parecia "encaixar" com as restantes "espécies estranhas". Mas quando o vi na televisão, já me pareceu simplesmente uma exploração sexual (para publicidade gratuita) e nada mais. Até porque praticamente não há uma história a sustentar os dois actores. Parece que estão simplesmente de passagem pelo filme... Fica a dúvida. E fica sem classificação. (sem nota)
Admito que seja um filme que divide opiniões. Tanto se pode ver como fantochada intelectual e "muito à frente, mas forçado", como de facto, um filme muito à frente do seu tempo e de classe intelectual distinta. Eu próprio fico dividido, mas com uma inclinação natural para a parte da "tanga". Gostei muito da escolha musical, até porque era a "minha" escolha musical naquela altura (Black Rebel Motorcycle Club, Elbow, Primal Scream, Franz Ferdinand), mas quanto ao resto... humm... depende muito do estado de espírito. Quando o vi pela primeira vez (no cinema), fiquei realmente dividido. Vi-o enquadrado num festival de cinema alternativo e até parecia "encaixar" com as restantes "espécies estranhas". Mas quando o vi na televisão, já me pareceu simplesmente uma exploração sexual (para publicidade gratuita) e nada mais. Até porque praticamente não há uma história a sustentar os dois actores. Parece que estão simplesmente de passagem pelo filme... Fica a dúvida. E fica sem classificação. (sem nota)
Finalmente, o Homem-Aranha volta a casa... à Marvel. E isso nota-se. Diga-se o que se disser, a Marvel tem uma forma diferente de fazer filmes de super-heróis. E não é por causa dos efeitos ou da acção. Realmente, eles sabem escrever um bom guião e desenvolvem as personagens o suficiente para suportar a acção e os obrigatórios efeitos especiais. Se bem que começa a copiar demais a fórmula mágica do guião do Iron Man...
Tom Holland "reboota" a personagem e faz agora de Homem-Aranha adolescente, Michael Keaton faz de vilão credível (ironicamente, parece que saiu do Birdman) e Robert Downey Jr., Jon Favreau e Gwyneth Paltrow - saídinhos directamente de um qualquer Iron Man, supervisionam a nova franchise de perto - não vá a coisa descambar para a palermice total - e introduzem a verdadeira parte cómica e divertida do filme. O único "erro" de casting é a Marisa Tomei que nunca na vida vai convencer ninguém que é a tia carinhosa do Homem-Aranha.
Spider-Man - Homecoming (de Jon Watts) é um filme "normal" de super-heróis, acção e efeitos especiais, e facilmente esquecível, mas está bem feito. Pelo menos, é melhor que os dois anteriores. Não é melhor que o inicial da franchise do Sam Raimi, mas anda lá perto. Não chateia. Vê-se bem. Segue aquele velho lema: "É preciso que tudo mude para que tudo permaneça como está." ●●○○○
Tom Holland "reboota" a personagem e faz agora de Homem-Aranha adolescente, Michael Keaton faz de vilão credível (ironicamente, parece que saiu do Birdman) e Robert Downey Jr., Jon Favreau e Gwyneth Paltrow - saídinhos directamente de um qualquer Iron Man, supervisionam a nova franchise de perto - não vá a coisa descambar para a palermice total - e introduzem a verdadeira parte cómica e divertida do filme. O único "erro" de casting é a Marisa Tomei que nunca na vida vai convencer ninguém que é a tia carinhosa do Homem-Aranha.
Spider-Man - Homecoming (de Jon Watts) é um filme "normal" de super-heróis, acção e efeitos especiais, e facilmente esquecível, mas está bem feito. Pelo menos, é melhor que os dois anteriores. Não é melhor que o inicial da franchise do Sam Raimi, mas anda lá perto. Não chateia. Vê-se bem. Segue aquele velho lema: "É preciso que tudo mude para que tudo permaneça como está." ●●○○○
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Ouvi alguns zunzuns sobre um filme chamado Baby Driver e fiquei naturalmente curioso. Isto acontece-me muitas vezes e como tem (quase) sempre com o mesmo resultado, já ia de "pé atrás" para não me desiludir. Nesse aspecto, não desiludiu... já sabia ao que ia. É um filme de hype. É aquela cena do momento. Como é que se diz agora? É uma cena viral. Toda a gente fala, toda a gente gosta, é a melhor cena do mundo... e passado uma semana, já ninguém se lembra do que era... É o Baby Driver...
Depois de perder parcialmente a audição num acidente de viação em que também perde os pais, um miúdo torna-se (ironicamente) num às do volante - muito útil nas cenas de fuga, enquanto trabalha para um meticuloso chefe criminoso que se dedica a assaltos elaborados -, desde que tenha sempre o, phones nos ouvidos em alta rotação para não interferir com um zumbido proveniente do acidente ou lá o que era. Não interessa. Tem é que ter os phones sempre a "bumbar".
É um bom pretexto para ter sempre música a rolar durante todo o filme. Adoro música e por isso não tenho problema nenhum com isso. Mas é assim: a banda sonora não é a melhor (pelo menos para mim), e até é um filme que tem bons pormenores, mas achei um exagero estar sempre a dar na música. Nunca pára. Nunca, nunca, nunca. Faz sentido, quando enquadrado na história, mas mesmo assim é um exagero. Chega a ser maçador. E, por vezes, até irritante. Aqui, para além da música, o som é tudo. Até os tiros das metralhadores, das pistolas e do chiar dos pneus estão sincronizados com a música. É um bocadinho de mais para mim...
Mas o que mais estranhei foi mesmo o facto de um filme que tem como base um grande condutor de carros, ter muito poucas perseguições e, segundo os padrões actuais, até são perseguições algo banais. É um filme totalmente desequilibrado. Até no próprio casting: Ansel Elgort, como figura principal com poucas deixas, tem pouquíssima "presença"; Jon Bernthal, Jon Hamm, Eiza González e Lily James, parecem saídos de uma série de TV; e escondido lá para segundo plano nas promoções, a última oportunidade para ver no ecrã um actor "banido" (Kevin Spacey)... Safa-se o Jamie Foxx, que está cada vez melhor.
Baby Driver tinha potencial para muito mais, mas ficou-se pela expectativa e pelo mais óbvio. É um filme bom para fazer um trailer porreiro, mas pouco mais que isso. ●○○○○
Depois de perder parcialmente a audição num acidente de viação em que também perde os pais, um miúdo torna-se (ironicamente) num às do volante - muito útil nas cenas de fuga, enquanto trabalha para um meticuloso chefe criminoso que se dedica a assaltos elaborados -, desde que tenha sempre o, phones nos ouvidos em alta rotação para não interferir com um zumbido proveniente do acidente ou lá o que era. Não interessa. Tem é que ter os phones sempre a "bumbar".
É um bom pretexto para ter sempre música a rolar durante todo o filme. Adoro música e por isso não tenho problema nenhum com isso. Mas é assim: a banda sonora não é a melhor (pelo menos para mim), e até é um filme que tem bons pormenores, mas achei um exagero estar sempre a dar na música. Nunca pára. Nunca, nunca, nunca. Faz sentido, quando enquadrado na história, mas mesmo assim é um exagero. Chega a ser maçador. E, por vezes, até irritante. Aqui, para além da música, o som é tudo. Até os tiros das metralhadores, das pistolas e do chiar dos pneus estão sincronizados com a música. É um bocadinho de mais para mim...
Mas o que mais estranhei foi mesmo o facto de um filme que tem como base um grande condutor de carros, ter muito poucas perseguições e, segundo os padrões actuais, até são perseguições algo banais. É um filme totalmente desequilibrado. Até no próprio casting: Ansel Elgort, como figura principal com poucas deixas, tem pouquíssima "presença"; Jon Bernthal, Jon Hamm, Eiza González e Lily James, parecem saídos de uma série de TV; e escondido lá para segundo plano nas promoções, a última oportunidade para ver no ecrã um actor "banido" (Kevin Spacey)... Safa-se o Jamie Foxx, que está cada vez melhor.
Baby Driver tinha potencial para muito mais, mas ficou-se pela expectativa e pelo mais óbvio. É um filme bom para fazer um trailer porreiro, mas pouco mais que isso. ●○○○○
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Uma mulher lindíssima contrata um ex-militar, perito em explosivos, para vingar a morte da sua família às mãos da máfia de Miami. Eis o filme de acção/thriller à maneira dos anos 90. Muita acção, grandes explosões (aqui o perito em explosivos é mesmo para justificar as explosões...), muita sexualidade subliminar (e algumas maminhas) e muita testosterona envolvidas numa história de vingança sem grandes desvios. Os filmes desta altura ainda tinham todo o ADN dos anos 80, mas começavam a fazer uma mudança gradual para terem um ar mais sério e mais realista. Eram relativamente bonzitos de se ver, apesar de seguirem sempre o mesmo esquema de história. Este The Specialist, de Luis Llosa não é bem o caso. Vive essencialmente das suas "estrelas": Sylvester Stallone (já na sua fase descendente de carreira, quando começava a parecer velho de mais para ser um herói de acção, mas novo demais para ser um actor dramático), Sharon Stone (no pico da beleza e sensualidade), James Woods (um excelente rival), Rod Steiger (um nome para dar credibilidade ao filme) e o mauzão seboso típico dos anos 80/90's, Eric Roberts. Tudo o resto é tirado do text-book dos filmes de acção dos 80's. É isso que estraga estes filmes: são muito "chapa4". Parecem todos iguais. Ironicamente, ainda hoje em dia, continua a ser muito utilizado, e continuam a sofrer do mesmo problema. É uma peça histórica, mas sem muito valor. ●○○○○
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Batman vs Superman: Dawn of Justice é o filme típico de super-heróis, mas um bocadinho melhor que o habitual. Mas tenho que dizer que, apesar de ser previsível (pelo próprio título), não gostei do engodo: Batman vs Superman - Dawn of Justice?!? A sério? É óbvio que o Batman nunca iria estar contra o Super-Homem, e mesmo que o fizesse, o Batman nunca teria hipótese, assim como ninguém teria. Afinal, o Super-Homem é um deus imortal extraterrestre, certo? Percebia-se logo que era um prólogo para o novo filme da Liga da Justiça (na tentativa de replicar o gigantesco êxito de bilheteira dos Avengers da Marvel), que estaria algures em "ebulição"... (E também acabaria por ser uma introdução para uma agradável surpresa posterior chamada Wonder Woman...) Há que fazer "render o peixe", não é verdade? Não se vai logo fazer um filme assim do pé para a mão... Há bilhetes e muito merchandising para vender, então?
Mas tirando este pré-condicionante negativo, por acaso, até nem é tão mau como é normal neste tipo de filmes-pipoca. Digam o que disserem, Zack Snyder é um mestre em dar valor a estas coisas. Este gajo tem um dom. É o melhor realizador deste género, disso não tenho dúvidas. Também ajuda bastante ter um casting muito bem feito e com muito bons actores (Ben Affleck, Henry Cavill, Amy Adams e ainda Jesse Eisenberg, Diane Lane, Laurence Fishburne e Jeremy Irons).
Em termos de história, lá conseguiram encaixar o imprescindível Lex Luthor e a BD emblemática do embate do Super-Homem com o Doomsday (mas se lembro bem, na versão portuguesa/brasileira da BD, o "monstro" chama-se Apocalypse), que é para mim, uma das melhores BD's dos últimos anos e que por acaso até possuo e guardo religiosamente. Nesse aspecto, é um guião exemplar. Tudo feito a regra e esquadro, com boas deixas e muito bem escrito, sempre a pensar na planeada sequela.
Apesar de não terem a matéria prima infindável da Marvel, este pessoal da DC Comics vende cara a "derrota".Como se comprova aqui, é bem possível fazer um filme-pipoca, sem ser totalmente estúpido, linear e vazio. Batman vs Superman: Dawn of Justice é melhor que o "normal" e catita de se ver. ●●○○○
Mas tirando este pré-condicionante negativo, por acaso, até nem é tão mau como é normal neste tipo de filmes-pipoca. Digam o que disserem, Zack Snyder é um mestre em dar valor a estas coisas. Este gajo tem um dom. É o melhor realizador deste género, disso não tenho dúvidas. Também ajuda bastante ter um casting muito bem feito e com muito bons actores (Ben Affleck, Henry Cavill, Amy Adams e ainda Jesse Eisenberg, Diane Lane, Laurence Fishburne e Jeremy Irons).
Em termos de história, lá conseguiram encaixar o imprescindível Lex Luthor e a BD emblemática do embate do Super-Homem com o Doomsday (mas se lembro bem, na versão portuguesa/brasileira da BD, o "monstro" chama-se Apocalypse), que é para mim, uma das melhores BD's dos últimos anos e que por acaso até possuo e guardo religiosamente. Nesse aspecto, é um guião exemplar. Tudo feito a regra e esquadro, com boas deixas e muito bem escrito, sempre a pensar na planeada sequela.
Apesar de não terem a matéria prima infindável da Marvel, este pessoal da DC Comics vende cara a "derrota".Como se comprova aqui, é bem possível fazer um filme-pipoca, sem ser totalmente estúpido, linear e vazio. Batman vs Superman: Dawn of Justice é melhor que o "normal" e catita de se ver. ●●○○○
London has Fallen (de Babak Najafi) é um filme para o momento actual: explosões, socos, tiros, perseguições e terroristas "maus" que querem terminar com o "nosso modo de vida"... Bem, neste caso é mais por vingança, mas vai dar ao mesmo, até porque em termos de história e personagens é praticamente nulo. A não ser que considerem "desenvolvimento de personagens" aquelas poses catitas com as armas e os olhares profundos e vingativos... London has Fallen pega na personagens do "primeiro" filme (Olympus Has Fallen) e mete-as numa situação igual, mas noutro sítio diferente. Só para não dizer que é o "2"...
Um excelente leque de actores como Gerard Butler, Aaron Eckhart, Angela Bassett e Morgan Freeman perde aqui o seu tempo a contracenar com vários duplos e muitos efeitos especiais digitais, na tentativa de salvar um filme que no fim de contas é apenas mais uma chiclete com sabor a clichê... Vê-se e esquece-se rapidamente. ●○○○○
Um excelente leque de actores como Gerard Butler, Aaron Eckhart, Angela Bassett e Morgan Freeman perde aqui o seu tempo a contracenar com vários duplos e muitos efeitos especiais digitais, na tentativa de salvar um filme que no fim de contas é apenas mais uma chiclete com sabor a clichê... Vê-se e esquece-se rapidamente. ●○○○○
Warcraft é um dos melhores filmes de 2016. Estou a brincar. É das piores coisas que já vi na minha vida. Estranho, porque vem de um gajo, Duncan Jones, que até fez um filme lowcost (Moon) muito jeitoso. É mais um trailer de apresentação do próximo jogo (é... é mais uma adaptação de um jogo para cinema...) do que propriamente um filme. Péssimas representações, efeitos especiais de "jogo" e uma história com tantos buracos na narrativa que... Mas porque é que estou a aqui a perder o meu tempo com o Warcraft?!? Por vezes não me entendo... É uma verdadeira perda de tempo. Mete algum medo. Principalmente aquela parte do título em que diz: "The Beginning". Essa parte é mesmo assustadora. É capaz de haver outro... ○○○○○
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