Life Itself é um documentário que mostra a vida do célebre crítico de cinema Roger Ebert, desde os primeiros passos no jornalismo, passando pelo prémio Pulitzer que ganhou em 1975 quando escrevia críticas no Chicago Sun-Times (nunca um crítico de cinema tinha ganho este prémio), até aos últimos dias de vida em 2013, quando já tinha perdido o maxilar para um cancro e nem sequer conseguia comer ou falar.
Tenho uma relação antiga e estranha com o Roger Ebert. Conhecia-o sem nunca o ter visto, quando via nas capas dos VHS's e dos DVDs aquela expressão do “two thumbs up”. Foi ele que a popularizou. Mas genericamente falando, acho que na realidade ninguém liga a essas coisas. É como ver anúncios de detergentes para a louça que prometem repelir a gordura sem esforço: toda a gente sabe que aquilo só ali está para vender o produto. Não é "verdadeiro", digamos assim. Eu nunca liguei a essas mensagens com 5 estrelas por baixo, do género "Soberbo - LA Times" ou "Imperdível - Variety". O que é isso quer dizer? Que alguém do LA Times acha aquele filme "soberbo"? O gajo do LA Times provavelmente nem gosta dos meus filmes que eu, portanto... Sempre achei que a crítica é uma voz pessoal. Pouco importa se esta ou aquela pessoa escreve que isto ou aquilo é bom ou mau... Acho que nem sequer faz sentido dar crédito pela opinião. Mas por outro lado, acho que a forma como a pessoa escreve a crítica, isso sim, tem material para ser avaliado. Bem, entusiasmei-me um bocado e estou a divagar. Novamente.
Voltando ao Life Itself e ao Roger Ebert. Por um lado é um dos principais impulsionadores deste blog; por outro, nunca li uma única crítica dele. É estranho, mas passo a explicar.
Há uns anos li um artigo sobre um conhecido crítico de cinema chamado Roger Ebert (que na altura eu desconhecia) em que se dizia que o homem era uma máquina de ver e criticar filmes. Tinha visto mais de 10.000 filmes, aos quais tinha feito crítica a mais de 6.000. E isso levou-me a pensar em quantos filmes já teria eu visto. Pensei para com os meus botões: "será que eu, um vulgar amador, já vi mais filmes que o 'senhor dos filmes'?" Contas feitas por alto, tenho a certeza que já vi mais do que 3.000 filmes. Mas quantos terei visto ao certo? Sinceramente não sei. Daí surgiu a ideia para este "Todos os filme que vi - Um gajo 'normal' comenta todos os filmes que viu". Não queria competir com o Ebert, mas apenas ter a certeza de quantos filmes já vi.
Quanto a nunca ter lido uma crítica escrita pelo Ebert. Já o disse algures por aqui: sou bastante "esponjoso". Absorvo tudo o que me rodeia. Daí que não tenha querido ler nada do que ele escreveu para não ficar "influenciado". O homem ganhou um Pulitzer pelas suas críticas. Não é preciso muito para perceber que era mesmo muito bom.
Life Itself, de Steve James conta com as presenças de pessoal de peso do cinema como Martin Scorsese, Steven Zaillian, Gene Siskel ou Werner Herzog, e é um documentário muito, muito bom. Estruturalmente perfeito. Muito completo. Potente. Dramático. Humano. Por vezes, até cómico, mas acima de tudo, inspirador. Acho que é esse o grande trunfo deste documentário. Depois de ver este Life Itself, pessoalmente, Roger Ebert tornou-se numa nova referência do universo do cinema. E acho que ele teria gostado desta pequena, mas merecida homenagem. ●●●●○

Algumas citações do Roger Ebert que encontrei algures aí pela net e com as quais me identifico completamente:

- "It’s hard to explain the fun to be found in seeing the right kind of bad movie."

- "In the past 25 years I have probably seen 10,000 movies and reviewed 6,000 of them. I have forgotten most of them, I hope, but I remember those worth remembering, and they are all on the same shelf in my mind."

- "Entertainment is about the way things should be. Art is about the way they are."

Os filmes de animação do género Pixar/Disney e afins são para mim como o género gore: já chega. Já vi o suficiente. É quase sempre igual e ainda por cima saem sete filmes de animação por dia para acompanhar a actual voracidade de conteúdos das crianças. Por isso, hoje em dia, dificilmente vejo um filme destes géneros. Mas volta e meia, por um motivo qualquer, lá vejo um filmito destes. Desta vez, a fava que me calhou foi o Despicable Me, de Pierre Coffin e Chris Renaud, com as vozes de Steve Carell, Jason Segel, Russell Brand e Julie Andrews. Conhecia o filme de nome, mas nunca o tinha visto e nem fazia intenção de o ver. Então porque é que o fiz? Porque há pouco tempo descobri que aquelas simpáticas criaturinhas amarelas com um dialecto indecifrável chamadas de Minions, afinal não tinham o seu próprio filme, mas tinham aparecido originalmente aqui! Isto apenas revela o meu total conhecimento do mundo dos desenhos animados actuais. Acho que os Minions são adoráveis e super cómicos... se tivesse 7 anos. Se calhar sou eu que sou demasiado como a personagem principal e sou naturalmente mal disposto, mas para mim, ver um filme destes é penoso. Penoso. Não acho piada nenhuma a isto. O máximo que consegui foi sorrir numa ou outra cena. Mas percebo que para a miudagem deve ser uma "barrigada" de riso. Contrariamente a outros filmes do género que têm muitas piadas "escondidas" para adultos, este Despicable Me parece mesmo exclusivamente vocacionado para a criançada. Apesar de estar bem feito e bem escrito, dificilmente verei os outros dois... ●○○○○
[PS: o miúdo de 7 anos que ainda "vive" dentro de mim dá-lhe ●●●○○, mas acrescenta que "gosta muito mais de mortos-vivos, "dinossáurios" e os carros que falam"...]

The Fast and the Furious é uma franchise que dispensa apresentações. Por isso mesmo, não vou perder muito tempo a escrever sobre cada filme. Até porque é quase sempre o mesmo filme. Carros potentes, grandes cenas de porrada, perseguições ridiculamente impossíveis e gajas boas como o caraças em roupas justas. É quase como ver em movimento aqueles posters foleiros das garagens antigas com míudas da Playboy dos anos 80. Bem, se calhar estou a exagerar um bocadinho... Mas é o que me vem à cabeça quando me lembro do F&F.
Um filme original mediano, 5 realizadores (Rob Cohen, John Singleton, Justin Lin, James Wan e F. Gary Gray), dezenas de actores (Vin Diesel, Paul Walker, Michelle Rodriguez, Jordana Brewster, Eva Mendes, Tyrese Gibson, Ludacris, Lucas Black, Sung Kang, Gal Gadot, Dwayne Johnson, Elsa Pataky, Luke Evans, Jason Statham, Kurt Russell, Nathalie Emmanuel, Charlize Theron, Scott Eastwood, entre muitos outros [com óbvio destaque para o Joaquim de Almeida]) e 7 sequelas depois continua a facturar milhões em cima de milhões. É um verdadeiro case-study. Como é que isto ainda funciona? Quando é que as audiências se vão fartar? São as grandes questões no seio da franchise.
Mas eu acho que tenho as respostas. Como é que isto ainda funciona? Isto funciona porque os filmes foram evoluindo com o passar do tempo. Passou de um filme sobre um polícia infiltrado no mundo das corridas ilegais, depois para uma espécie de família de sopranos do tunning, e agora está no ponto James Bond com super-vilões e tudo. Até agora aguentou-se bem porque se transformou na melhor telenovela de todos os tempos: algumas personagens supostamente morrem mas depois aparecem vivas noutro filme; o irmão do gajo mau (que morreu no filme anterior) aparece (no filme seguinte) para se vingar; a família cai em desgraça mas no final recupera e acaba a beber uns shots num sunset catita; já quase toda a gente casou e/ou teve filhos. Só falta mesmo aparecer um gémeo cego do Vin Diesel, ou uma miudinha órfã e pobre que depois se torna rica... E além disso, as perseguições e as explosões nas telenovelas são absolutamente miseráveis e no Fast and Furious são sempre super-espectaculares.
Quando é que as audiências se vão fartar da franchise?
Resposta difícil. Acho que no próximo "episódio" as pessoas vão perceber que já chega. No episódio a seguir, alguns dos actores vão sair porque já é tempo de fazer alguma coisa de jeito na vida. No seguinte, os estúdios vão fazer um remake com novos actores e o público não vai perdoar porque é tudo demasiado "novo". Provavelmente vai haver um 12.º, com o regresso de alguma estrela dos filmes originais que não arranja trabalho, mas vai estar tão fora de forma que acaba por matar a franchise de vez. Tipo, o Indiana Jones a lutar contra extraterrestres aos 78 anos... Não há pachorra, não é verdade?
Agora em relação ao filmes propriamente ditos. The Fast and the Furious (2001) foi o primeiro da saga. E nem é propriamente mau. É um filmito de acção razoável, com carros quitados, polícias infiltrados e personagens até bem "montadas". Daí que tenha dado azo a todas estas sequelas. Depois entrou em modo de cruzeiro com 2 Fast 2 Furious (2003) e The Fast and the Furious: Tokyo Drift (2006) que são basicamente as sequelas "normais" da indústria: dá dinheiro?, então faz-se outro parecido mas com maiores explosões... Mas depois a franchise tomou um rumo diferente. Vin Diesel percebeu que tinha em mãos um bom negócio que estava a mirrar e decidiu voltar à saga. E voltou muito bem, com a lógica da "famiglia", que é uma coisa que as audiências gostam sempre. Assim, teve história para poder fazer uma franchise dentro da própria franchise: Fast & Furious (2009), Fast Five (2011), Fast & Furious 6 (2013) e Furious 7 (2015). A "série" fica marcada pela trágica morte de Paul Walker durante as filmagens de Furious 7, o que dá ainda mais ênfase à parte da "famiglia". Sinceramente, acho que deveriam ter ficado por aqui. O desaparecimento de uma personagem tão importante como o de Paul Walker (que até esta altura até tinha feito mais filmes F&F que o próprio Vin Diesel), deveria ter posto um ponto final na série. Mas não. Tinha de se arranjar forma de voltar à bilheteira e portanto lá se arranjou uma história e uma super-vilã high-tech qualquer para justificar o regresso com The Fate of the Furious (2017). E isto não fica por aqui. Pelas minhas contas, ainda falta o F&F9 (The Return of) [as personagens regressam para mais uma aventura relacionada com alguém da família ou para tratar da vingança de algum familiar do gajo mau que mataram num dos episódios anteriores], o F&F10 (The New Breed) [um remake com novos actores, em que os antigos personagens preferidos aparecem só por breves momentos a dizerem: "No meu tempo, tínhamos carros de corrida a gasolina e tratávamos de motores, vielas e óleo queimado... Agora é tudo electrónico..."], o F&F11 (Fullscreen) [passado no espaço, num universo paralelo ou num mundo pós-apocalíptico que na verdade só existe num programa de realidade virtual] e o último F&F12 (The Last Job) [onde fazem mesmo um último trabalho para se reformarem de vez, até porque nessa altura os carros serão todos obrigatoriamente autónomos].
Mas há mais vida para além da franchise propriamente dita. Ainda há spin-offs para as diversas personagens e séries de TV para explorar, assim como canecas, mochilas, lancheiras e tapetes de rato para vender...
Uma coisa que aprendi enquanto escrevia esta crítica é que os filmes não são todos seguidos, cronologicamente falando. O The Fast and the Furious: Tokyo Drift que foi o terceiro filme a ser lançado, em termos de história, supostamente é o sexto, a seguir ao Fast & Furious 6 que por essa lógica deveria ser o 5.º... Confuso?! Muito... Mas não faz mal. Ninguém reparou nisso. E também, o que é que isso interessa? Não tem carros quitados, perseguições, explosões, porrada, gajas com roupas muito apertadas, música cool e "famiglia"? Então já chega... ●○○○○

Aqui há uns tempos vi um documentário sobre uma empresa que faz uma coisa que parece saída de um filme de ficção científica. Nessa empresa, pegam nos restos mortais de uma pessoa que foi cremada, retiram o carbono das cinzas, metem numa máquina durante três meses e misturam-no com uma partícula minúscula de diamante, chamada de "semente". Após três meses de calor e pressões extremas, o resultado final é, na realidade, um diamante feito a partir das cinzas cremadas de uma pessoa. Depois de ver o documentário, a única coisa que pensava era: "há pessoas que têm uma imaginação prodigiosa". Imaginação quase ilimitada.
No outro lado absolutamente oposto, portanto, no ponto zero da imaginação, temos o pessoal que levou o Assassin's Creed do mundo dos jogos para o cinema. Foram buscar uma história do próprio jogo, misturaram com umas cenas de porrada, juntaram-lhe um casting de grandes actores (Michael Fassbender, Marion Cotillard, Jeremy Irons, Brendan Gleeson e Charlotte Rampling) para figurar nos cartazes e está a andar... Está feito. Siga para a bilheteira.
Realizado sem um único pingo de imaginação por Justin Kurzel (que já tinha feito um amarguíssimo Macbeth, também com o ubíquo Fassbender e a Cotillard. Próximo vídeo-jogo, por favor! ○○○○○



Desculpem. Enganei-me. Este é o trailer do jogo (Assassin's Creed: Revelations) onde foram buscar parte da história... O trailer seguinte é que está correcto...

A icónica história de  terror/ficção científica de Frankenstein chega mais uma vez ao cinema. E como já há décadas que não vejo um filme que preste sobre Frankenstein, fiquei logo de pé atrás.
Quando percebi que a história teria um twist, e desta vez seria contada da perspectiva do "ajudante" Igor, fiquei com medo. Muito medo. É que o Igor nem sequer é uma criação que tivesse saído do clássico de Mary Shelley, portanto... medo.
Pensei logo que seria outra chachada de acção e efeitos especiais, mas surpreendentemente até é jeitoso. James McAvoy é um bom actor e o casting secundário é fixe (Jessica Brown Findlay e Andrew Scott). Só não percebi foi presença do Harry Potter (Daniel Radcliffe) em versão cabelos compridos... Ficou marcado para sempre. É o preço do sucesso. É a vida...
Victor Frankenstein surpreendeu-me positivamente porque é um filme de acção sem perseguições, socos e (muitas) explosões e apresenta a história de uma outra forma. E estranhamente até faz algum sentido. Não sei se o Max Landis aprendeu o ofício com o pai (John Landis), mas que está muito bem escrito, lá isso está. O único ponto fraco na história é a pouca visibilidade do "monstro", que tem obviamente uma importância enorme no impacto de toda a história. Mas percebo a lógica de se centrar mais no "criador" do que na "criação".
Todo a história é adulterada e é quase uma súmula de várias imprecisões e invenções das várias adaptações feitas para cinema ao longo dos anos. O que em certa parte até é engraçado porque mostra que há um ecossistema à volta da personagem de Frankenstein, por assim dizer, e a base de inspiração deixou de ser apenas o livro. O Igor, por exemplo, é uma criação do clássico filme de James Whale de 1931, apesar de nesse filme, o Igor se chamar Fritz. Também a personagem "fictícia" do irmão de Victor Frankenstein, Henry, vem do clássico de Whale. Mas há mais referências durante todo o filme, e para um fã da história como eu, acaba por ser engraçado estar a identificá-las. Já para um purista do género, estas alterações na história devem ser absolutamente lancinantes... Gostos...
Não sendo propriamente memorável, Victor Frankenstein é um bom filmito steampunk de Paul McGuigan. Não é desmiolado, é genuíno e, para variar, foi uma agradável surpresa. ●●○○○

Uns mercenários europeus embarcam numa grande aventura asiática em busca da então misteriosa e explosiva pólvora e acabam na Grande Muralha da China (e aqui é mesmo muito grande!) a combater uns extraterrestres digitais que caíram naquela região há muito tempo. Ah! Daí terem construído a grande muralha... Nunca tinha percebido porque é que os chineses se tinham dado a tanto trabalho. Um gajo está sempre a aprender.
The Great Wall é um daqueles filmes que não engana. Percebe-se logo pelo trailer que um gajo vai encontrar um filme de acção meio desmiolado, tipo pipoca. Não tem mal. Há centenas destes filmes e são inofensivos. É para vender bilhetes e pipocas. E é isso. Não precisa de grandes enredos ou grandes interpretações. O núcleo do filme são as cenas de acção em super slow motion, close-ups extremos e efeitos especiais digitais. Nesse aspecto não engana.
The Great Wall é mais um blockbuster caríssimo cheio de explosões e uns monstros feitos em computador. E depois acaba.
Mas o mais importante a reter deste filme é a origem do filme. Que eu saiba (ou me lembre) este é mesmo o primeiro filme chinês vindo de estúdios de Hollywood (comprados por empresas chinesas) e filmado inteiramente na China. Ou seja, vendo bem, este é provavelmente o primeiro blockbuster/co-produção com a marca EUA/China. Há uns anos atrás, quem diria que isto fosse possível? É... a realidade económica do mundo anda a pregar-nos partidas...
A realização é normal para este tipo de filmes e é do imponente e experiente Yimou Zhang, que conta com as presenças esporádicas de Matt Damon, Willem Dafoe e Pedro Pascal para justificar a entrada nas salas de cinema europeias. Porque sinceramente não estou a ver o público americano ou europeu a correr para os cinemas se no cartaz estivessem nomes tão conhecidos como Tian Jing, Andy Lau, Eddie Peng ou Hanyu Zhang, pois não? Filmado nas mágicas e surreais paisagens naturais de Qingdao (China) e na Nova Zelândia, a única coisa que se destaca neste filme, é mesmo a fotografia que é mesmo muito boa.
Tirando esse bom pormenor, The Great Wall é mais um filme VEE (Ver, Entreter e Esquecer). ●○○○○

Indo directo ao assunto, Dragon - The Bruce Lee Story, é um filme fraquinho. Tem ar de telefilme. Mas é sempre bom para conhecer um pouco mais sobre o ícone das artes marciais (e do cinema em geral), até porque contou com a participação na escrita do próprio Robert "Enter the Dragon" Clouse.
Um dos principais problemas em fazer uma biografia do Bruce Lee será logo à partida, a escolha do actor principal. Dificilmente a escolha será consensual. É simplesmente muito difícil arranjar alguém que tenha um carisma e uma "presença" em frente às câmaras, semelhante ao Bruce. É como tentar arranjar alguém para fazer de Steve McQueen. Ou de Schwarzenegger. Há gajos que simplesmente são únicos; não há hipótese de encontrar substitutos ou parecidos... Neste caso em particular, acho que foi uma péssima escolha. Não é que tenha nada contra o Jason Scott Lee (...o Lee é mera coincidência), mas não tem carisma suficiente para representar o Bruce Lee. Ainda por cima, nem sequer é um bom actor para este papel. Pode ser considerado um bom "actor de porrada", mas falta-lhe toda a parte dramática, que seria bastante necessário numa obra de cariz biográfica. Nota-se que até vai melhorando à medida que o filme decorre, mas para mim, foi o pior de todo o filme. Os restantes actores simplesmente escapam (Lauren Holly e Robert Wagner).
A história até está bem escrita, com aquele paralelismo da luta imaginária contra o grande guerreiro negro, mas foi muito pouco explorada. Lá está, parece tudo muito superficial, muito... telefilme. O que é estranho, porque ao leme está Rob Cohen, um realizador com muitos créditos no universo dos filmes de acção. Mas lá está; às vezes as coisas não correm bem... Parece que pegar no que quer que seja que esteja relacionado com o Bruce Lee, vai dar mau resultado. É como se realmente houvesse uma maldição qualquer à volta do clã Lee. É estranho. Muito estranho.
Infelizmente (e digo infelizmente, porque gostaria que o Bruce tivesse um documentário que fizesse jus à sua reputação), já vi documentários melhores que este Dragon. Apenas e só para fãs inveterados do Bruce Lee... como eu. ●○○○○

 
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