Apanhei esta no IMDB: "Henry renasce da condição de morto, sem memória e imediatamente tem de salvar a mulher de um senhor da guerra com poderes telequinéticos (ou serão psicocinéticos?) e um plano maléfico de modificação genética de soldados". Parece um enredo de um jogo de computador? É porque é mesmo. Aliás, todo o filme é um enorme jogo de computador em live action. Por isso é que lá para os 35 minutos começou-me a maçar um bocado. Já cheguei ao fim do filme com um pouco de dores de cabeça, admito. Hardcore Henry é uma cena de acção com 96 minutos! Não há mais para dizer a não ser: visualmente explosivo... Filme de Ilya Naishuller, com Sharlto Copley e tem também o Tim Roth, muito de longe a longe. Leva uma bolinha só pelo aspecto técnico da coisa... ●○○○○


William Shakespeare escreveu imensa coisa de imenso valor. Às vezes penso nos grandes génios e pergunto-me como é possível apenas uma pessoa ter tanto talento? Como é que consegue fazer tanta coisa, tão excelente? Um gajo até duvida se não serão várias pessoas no anonimato com apenas uma cara conhecida para o grande público. Ou gémeos? Ou outra coisa qualquer? É que às vezes parece mesmo que é demasiada inspiração para apenas uma pessoa só. Tipo Ludwig van (Beethoven) na música clássica e Pink Floyd na música moderna. Ou Picasso na pintura e Kubrick no cinema?
Neste caso é William Shakespeare. Terá mesmo escrito aquelas histórias todas? Neste caso, a resposta é: Roland Emmerich acha que não. É um bocado ridículo, não? Por acaso, até não é. E isso é estranho.
Roland Emmerich e William Shakespeare não deveriam misturar-se. Quero eu dizer que o filme deveria ser mau, mas o estranho é que não é. O filme até está muito aceitável. Eu sinceramente pensei que iam explodir muitas coisas durante filme e que ia estar cheio de efeitos especiais desnecessários. Mas não. É um filme de actores bom, com bons actores (Rhys Ifans, Vanessa Redgrave, Rafe Spall, muito bem realizado pelo Roland Emmerich. E até a história está muito bem escrita, com cenas (mais ou menos) fixes sobre Shakespeare. Muito melhor do que esperava. Surpreendentemente, vê-se muito bem. ●●○○○



Fantastic Four (o de 2015) é igual aos outros Fantastic Four, mas agora com um elenco mais jovem. Mais um reboot. É um exagero. E é isto... Tem o Miles Teller. É sempre positivo. ○○○○○


A história de Avengers: Age of Ultron começa quando Tony Stark cria o Programa Ultron, baseado na Inteligência Artificial... Não... outra vez IA?! Já chega! É sempre a mesma história. Criaram o derradeiro poder e para o contrariar tiveram de criar outro poder ainda maior... só que dos bons. É o princípio do fim do cinema de super-heróis. Não há mais nada a acrescentar. Tirando viagens no tempo... Isto é como uma bolha nas bolsas. Está prestes a rebentar e mais cedo ou mais tarde terá de se reiniciar o processo. Espero que da próxima vez seja mais simples e menos espalhafatoso.
Avengers: Age of Ultron conta com o bom pessoal do costume - Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Chris Evans, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, James Spader, Samuel L. Jackson e Don Cheadle -  o que safa totalmente estes filmes, e com o portento técnico dos efeitos especiais que são muito bons. Apesar da história ser mais do mesmo, até está bem escrita e equilibrada. Bom para um domingo chuvoso ●○○○○


Hã!? Terminator Genisys? Mas o que é isto? Uma sequela? Um reboot? Não se percebe muito bem... Também não interessa. Isto é só um pretexto para vender mais refrigerantes cheios de açúcar e pipocas, não é? E como o Terminator tem como base de história uma viagem no tempo, é bem provável que esteja sempre a voltar... Alan Taylor devia continuar focado em realizar mais uns episódios de Game of Thrones, que isso sim, vale a pena ver...
John Connor (Jason Clarke), Sarah Connor (Emilia Clarke) e Kyle Reese (Jai Courtney) voltam a encontrar-se com o verdadeiro Terminator, Arnold Schwarzenegger.
Filme muito bom para adormecer... tirando o barulho dos tiros e das explosões, claro. ○○○○○


Esta adaptação de Macbeth é um excelente trabalho técnico. O filme vale mesmo pela prestação cristalina dos actores (um excepcional Michael Fassbender e uma muito boa Marion Cotillard) e pelo enésimo, mas bom tratamento da história clássica de ambição desmedida, assassinato e tirania de William Shakespeare. Muito boa realização de Justin Kurzel, muito boa fotografia. Tirando tudo o que tem de positivo... é quase impossível de ver e até de ouvir. O pessoal tem um sotaque tão cerrado e os diálogos são tão maçudos, longos e monocórdicos... É tão denso que parece que estava a ver um filme refletido no fundo de um poço frio e escuro nas highlands... É frio, cinzento, distante, quase desumanizado. A imagem que me vem sempre à cabeça é a de um actor de teatro arrastado num saco de serapilheira por um lago de lama gelada. É como estar a apreciar um belíssimo bloco de granito num final de tarde chuvoso. Bem... já deu para perceber. É um belíssimo filme, mas muito, muito, muito difícil de ver. ●○○○○


Um miúdo hacker pensando que se está a ligar a uma empresa de jogos de computador, consegue acidentalmente comunicar com um supercomputador que gere todo o arsenal nuclear do EUA. Enquanto ele pensa que está a jogar um "jogo", o supercomputador inicia a III Guerra Mundial envolvendo-se com a URSS numa disputa termonuclear.
Tirando o aspecto da tecnologia do Neolítico, WarGames ainda é bom filmito de 1983.
Este é um filme de uma era diferente, dum outro mundo. Do mundo da Guerra Fria, do Inverno Nuclear, do Sting a cantar "I hope the russians love their children too" e em que os "maléficos" soviéticos podiam a qualquer momento atirar com bombas nucleares e matar-nos todos. Isso era o que me diziam e o que ouvia quase diariamente. A realidade era muito diferente, como se veio a perceber quando a URSS se desintegrou em vários países, mas isso é outra história.
Um argumento muito à frente do tempo, numa altura de paranóia com uma nova guerra mundial e em que o quotidiano surgia como inspiração para histórias mesmo originais. Na altura, WarGames era um thriller mas hoje é apenas uma relíquia light...
Matthew Broderick (já quase em versão Ferris Bueller) e Ally Sheedy sob a batuta de John Badham... Tudo ok, como sempre. WarGames é um filme só para velhadas e para relembrar outros tempos. Mas bons tempos. ●●●○○

 
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