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Highlander II: The Quickening... O que dizer desta "coisa"? Não é fácil... Depois de 6 anos de interregno, alguém se apercebeu que um filmito sem grande sucesso comercial, lentamente começava a ganhar fãs. E então, porque não fazer um sequela, e dar ao público o que ele quer? Pois então, tomem lá Highlander II: The Quickening. Esta sequela basicamente rasga toda a história do primeiro filme e atira-a para o lixo. Afinal o imortal já não é imortal. Afinal os imortais são extraterrestres e afinal aquela coisa do "haver só um no final" nunca existiu. E quanto à história? Ora deixa-me cá inventar uma coisa estúpida... Por exemplo. Vamos para o ano 2024 e vamos pegar numa coisa da moda, o desaparecimento da camada de ozono. Não sei se alguém ainda se lembra, mas na década de 90, um dos grandes temas da humanidade era o planeta ficar sem a camada de ozono... Comparativamente ao que se passa hoje em dia, é caso para dizer: bons velhos tempos, não?...
A seguir vamos pôr o Connor MacLeod como o engenheiro responsável pela criação de um escudo que protege a Terra. E o MacLeod vai lutar com quem? Já que ele era o último dos imortais, como se viu no último filme... Humm... deixa lá ver... Já sei. Afinal há mais imortais mas estão noutro planeta. Boa Ideia! Bem... Já nem sequer consigo gozar com isto. É tão ridículo e tão mal feito que nem tem graça. Podia chegar ao ponto de ser tão mau que acaba por ser bom, mas acho que até vai para além disso. É simplesmente ridículo. Lembro-me de o ter visto na altura e ter ficado com a sensação de ser roubado. Isto não tem nada a ver com o Highlander. É simplesmente um fraude de bilheteira.
Regressa uma parte do elenco original (Christopher Lambert e Sean Connery), mas de forma claramente chateada e a olhar para a conta bancária com mais atenção do que para o próprio filme. Estrearam-se Virginia Madsen, Michael Ironside e John C. McGinley, mas mais valia terem ficado em casa a ver o primeiro filme. Não há nada que se aproveite aqui. Não sei o que aconteceu com Russell Mulcahy, mas deve ter sido muito grave...
Highlander II: The Quickening é o exemplo mais marcante de tudo o que uma sequela não deve ser. É uma nulidade completa e um desrespeito à originalidade dos filmes. Um rotundo zero. ○○○○○

Vamos lá directos ao assunto. Depois de Suicide Squad descambar em sucesso de bilheteira (WTF?!! Como é que isso foi possível?!?), decidiram fazer um spin-off e pegar na única personagem que tinha alguma lógica. E assim chega aos ecrãs Birds of Prey: And the Fantabulous Emancipation of one Harley Quinn. Para além de ter o título mais parvo dos últimos anos, é também o filme mais idiota que vi nos últimos tempos. Tem cenas de porrada em câmara lenta e uma história levezinha para permitir que as personagens progridam pelas várias cenas de porrada até ao final do filme. Para piorar ainda mais a coisa, há uma narrativa hiperactiva, cheia de flashbacks, flashfowards e flashcoisos, a tentar imitar os primeiros filmes de Tarantino, para parecer que é uma coisa super-inteligente. Só que não. É isto: porrada e um vislumbre de uma narrativa como se ele estivesse a formar-se na cabeça de um viciado de crack... Isto é mais uma chachada igual a tantas outras, com a agravante de ser bastante pior. A principal diferença é que é tudo copiado. É uma espécie de Deadpool mas sem piada É uma espécie de Jack Sparrow mas sem estilo. Tudo bem. Nada de novo no panorama cinematográfico actual.
Ok. Mas há algo mais para dizer. Vamos lá a falar do elefante na sala.
Realizado por Cathy Yan e escrito por Christina Hodson, Birds of Prey é uma obra de propaganda girl power. Mais. No mínimo isto é propaganda feminista, no máximo é uma obra misandrista. Tive de ir pesquisar para ver se existia um termo contrário a misógino. Porque é mesmo isso que é este Birds of Prey. São demasiadas evidências, são demasiados pormenores, são demasiadas referências. Quem quiser que veja o que quiser. E isto foi o que eu vi. Aqui, qualquer velhinha de 98 anos consegue derrotar a soco um calmeirão musculado de 2 metros de altura. Aqui o animal de estimação da Harley é uma hiena, pormaior de relevância visto que as hienas são socialmente matriarcais... e um dos animais mais agressivos do mundo selvagem. Mas isto é apenas um pormenor, porque o filme é todo assim. Ewan McGregor e o seu fiel companheiro, Chris Messina estão lá apenas para fazerem de misóginos nojentos. Como qualquer homem do filme, são sádicos, vis e gostam de maltratar e humilhar as mulheres. As pinturas no quarto dele são ofensivamente violentas, ele está constantemente a humilhar e, mais uma vez o pormenor, ele é o líder de uma série de gajos sujos e violentos que andam sempre de máscaras a esconder a cara... É um bocadinho demais, não é? Eu acho ridículo...
Eu compreendo esta nova aproximação feminista no cinema, porque durante muitos anos foram relegadas para segundo plano. Seria justo que tivessem tanto protagonismo como os homens. Acho isso muito bem. Mas quando um filme apresenta os homens como sendo a escória do mundo, acho que a coisa já passa o limite do razoável. #notmetoo. Já chega disto...
Margot Robbie, Rosie Perez, Mary Elizabeth Winstead, Jurnee Smollett-Bell, Dinah Lance e Ella Jay Basco são mulheres invencíveis e como autênticos super-heróis, à porrada, fazem em picadinho qualquer gajo que encontrem pelo caminho, mesmo que sejam às centenas e estejam armados até aos dentes. E não há mais nada para dizer... Quem quiser que tire as suas ilações. A mim já chateia esta coisa do girl power e da emancipação. Tudo o que é demais é erro...
Se a intenção era mostrar que as mulheres podem ser mais fortes que os homens, e neste caso da ficção, queriam criar uma heroína forte e carismática, acho que a intenção saiu totalmente ao lado. O melhor que a dupla Cathy Yan/Christina Hodson deveria fazer era ver umas 12 vezes seguidas o Wonder Woman da Patty Jenkins e da Gal Gadot, e tentar aprender umas coisas. Aí sim, tinham a planta perfeita para um bom filmito de acção com uma excelente heroína que não fica atrás de nenhum homem. Em última análise, o que este filme prova, é que existe uma igualdade muito nivelada, porque tanto homens como mulheres, conseguem fazer filmes de merda. Só me chateia a Margot Robbie que merecia uma coisinha melhor. ○○○○○

A DC Comics não tem matéria prima suficiente para fazer filmes em condições. Esta é a dura realidade. Tem os dois melhores super-heróis de toda a banda desenhada (Superman e Batman), mas depois, tirando alguns vilões (tipo o Joker...) não tem mais nada que se aproveite. Daí que tenha que o pessoal da DC tenha que queimar os neurónios para tentar reunir personagens com alguma força para fazer uns filmitos e conseguir rivalizar com o gigantesco universo da Marvel.
O problema é que a DC Comics está sempre a dar tiros nos pés. Desta vez tentaram sacar um coelho da cartola... e o desfecho foi terem matado o coelho... e queimado gravemente os neurónios... O resultado é este Suicide Squad (realizado por David Ayer) que é simplesmente um insulto à inteligência. Não consigo ser mais simpático que isto. Não tem nada que se aproveite. Tirando a personagem da Harley Quinn (e é por causa da performance da Margot Robbie e não pela personagem em si), tudo é uma infantilidade que nem consigo exprimir-me correctamente. É que nem a figura do Joker se safa, e isso é mesmo difícil de conseguir... É muito mau...
Este filme deveria ser estudado nas universidades de tão mau que é. O argumento é infantil. Depois de apresentar as personagens, o resto do filme é um enorme corredor de porrada atá à cena final com o boss. É ridículo. Vamos lá a ver. O vilão é uma bruxa imortal (Cara Delevingne) com feitiços poderosos e que consegue desaparecer em fumo e efeitos especiais digitais. Também tem um irmão imortal que é um deus vivo que ninguém consegue derrotar. Nem com bazucas, nem com helicópteros, nem com tanques, nem com nada. Juntos querem-se vingar da humanidade por já não os adorarem como antigamente e decidem então criar uma máquina complexa que vai dizimar o planeta. Ninguém, nem nenhuma arma os consegue parar. Qual é então a solução da DC Comics? Ir buscar uns presos com particularidades de super-heróis... ou quase. Vejamos. Deadshot (Will Smith) adora armas e não falha um tiro. Harley Quinn (Margot Robbie) usa um bastão de madeira e roupas curtas. Killer Croc (Adewale Akinnuoye-Agbaje) é uma espécie de... crocodilo?? Captain Boomerang (Jai Courtney) tem umas faquinhas tipo boomerang?... e um unicórnio cor de rosa??? Katana (Karen Fukuhara) usa uma catana? e Diablo (Jay Hernandez)  tem o poder do fogo. Tirando este último gajo, o único com super-poderes, o que raios poderia esta gente fazer contra o poderio dos super-vilões? É um pouco estranho estar a discutir lógica num filme de super-heróis, mas tem de haver uma racionalidade mínima, senão para a próxima desencantam um bebé transparente com poderes de parar o tempo e distorcer o espaço, ou outra treta estúpida qualquer... Até porque na cena final, mesmo com todos os poderes deste mundo, os super-vilões decidem andar ao soco e ao pontapé, vá-se lá perceber porquê... E depois até gozam com a inconsistência dos acontecimentos quando a senhora (Viola Davis) que os recruta, depois de estar com coisas no cérebro, numa cena metafísica qualquer, de repente já aprece normal depois dos vilões serem derrotado com uma bomba... É estúpido. E o Joker (Jared Leto)? Está aqui nesta história, porquê? Qual é a relação? Tinham posto a figura no poster promocional e depois não sabiam o que lhe fazer? Não faz sentido nenhum... Este filme é estúpido. Não faz sentido nenhum. Nem consigo pensar direito... São duas horas a ver uma história infantil, desmiolada e sem nexo nenhum. Fico de boca aberta a ver estas coisas... ○○○○○

É-me muito difícil dar 0 a um filme, ainda por cima sendo português, porque gostava que as produções nacionais tivessem sempre sucesso ou pelo menos fossem feitas em condições. Mas para dar zero a um filme, tem mesmo de ser muito mau. É o caso de RPG, que conta a história (já muito batida) do ricaço velhote que, num futuro não muito distante, faz tudo ao seu alcance para voltar a ser jovem. Neste caso, isso consegue-se entrando numa espécie de jogo virtual, se bem que nunca entenda muito bem porquê nem como, porque... não interessa... e provavelmente dava muito trabalho a explicar... Acho que toda esta treta de história mal amanhada foi mesmo só para justificar o título internacional... Mas se a história é má por ser tão batida como a Sé de Braga, então o resto nem se fala. Sem realização, sem fotografia, sem som, sem música e... sem actores. Parecem todos amadores (Cian Barry, Alix Wilton Regan, Christopher Goh, Genevieve Capovilla, Débora Monteiro), ou que foram recrutados à pressa de uma produção porno barata que estavam a filmar no descampado ali ao lado para colmatar os actores verdadeiros que abandonaram a produção... Não entendo estas escolhas. Destaca-se um pouquinho o Pedro Granger (se bem que até meio do filme está mais preocupado em tentar falar inglês escondendo o sotaque português do que outra coisa), a breve aparição da Soraia Chaves e mais nada se aproveita. É tão mau que só visto. Estava a ver o filme e a única coisa que me passava pela cabeça é que "aquilo" parecia uma espécie de Casa dos Segredos filmada nuns escombros abandonados com a qualidade de uma novela antiga da TVI (que é como quem diz, para aí do ano passado...), porque até as novas têm mais qualidade cinematográfica que isto. Uma nulidade total com assinatura de Tino Navarro e David Rebordão. Mas a única pergunta que fica é: que estás a fazer aqui Rutger Hauer? Enlouqueceste?! Ou simplesmente foste enganado? Não percebi o que o homem estava a aqui a fazer... Mas também não percebi como consegui aguentar até ao fim... Li aqui pela net umas críticas que de alguma forma desculpavam esta porcaria audiovisual pelo facto de o "tuga" normal não gostar de produções portuguesas. Depois de ver isto, mas quem é que quer voltar a uma sala de cinema para ver um filme português? Os realizadores portugueses são todos "de autor" e não conseguem fazer ficção cientifica e comercial em condições? Então simplesmente não o façam, embora eu não acredite nessa opção porque por exemplo o trailer foi feito em condições para "vender" o filme e engana perfeitamente uma pessoa mais desatenta, como foi o meu caso... É que este RPG roça o ridículo e não é aquele rídiculo-sy-fy. É mesmo o ridículo-mau, deprimente e embaraçoso. ○○○

Depois de ver um filme, o meu cérebro começa automaticamente a elaborar uma crítica. No caso de Vice, o meu cérebro desligou-se. Uma vazio de opinião. Nada. Zip. Nicles. Mentalmente falando, o meu cérebro eclipsou-se. Enquanto pensava no que dizer sobre Vice fui ao IMDB pesquisar e perceber se o filme que tinha acabado de ver era mesmo verdadeiro ou uma alucinação esquisita, e por acaso encontrei esta crítica fantástica: "Porno quality acting, porno quality actresses, porno quality dialog. gigantic plot holes, zero internal logic, ridiculous overuse of automatic weapons, bad science and disrespect for the laws of physics, poor CGI, rotten set design, bad lighting, yada, yada. Oddly enough, the sound, editing and cinematography were professionally acceptable." E é mesmo isto. Resume perfeitamente o que achei sobre o filme. É incrivelmente mau. Uma cópia descarada do Westworld (mais uma história do robot que se torna consciente... [outra vez?!?]) que sempre que esbarra num buraco do argumento, resolve-o com uma cena de acção disparatada (basicamente alguém aparece e desata aos tiros para todo o lado), filmado em cenários de outros filmes e séries de TV, interpretado maioritariamente por actores com capacidades de representação ao nível de um filme porno mediano, e dois actores de renome (Thomas Jane e Bruce Willis [o que é que vocês estão a aqui a fazer, meus?!?]) tão embaraçados por estarem ali que tentam a todo o custo esconder-se das câmaras e interagir o mínimo possível no filme. Isto não é um filme. É... uma "coisa". É que nem consigo articular um insulto de tão mau que é. Não entendo como estas "coisas" conseguem passar por todo o processo de criação e produção e ainda assim chegar ao grande público. Quer dizer, até percebo... Arranja-se uma história da treta, põe-se uns tiroteios jeitosos pelo meio e junta-se-lhe um ou dois nomes conhecidos para dar a cara no trailer. Isto é mais um caso de fraude do que propriamente cinema, mas tudo bem... É deprimente. É raro, mas é um rotundo zero. ○○○○○

Bem... Não vou estar com muitos rodeios... Geostorm é a pior borrada que vi nos últimos tempos. Que desperdício de dinheiro e de recursos naturais. Uma chachada pseudo-ecológica de acção e efeitos especiais tão repleta de clichés escusados que até tem a típica cena (metida totalmente à pressão) do miúdo que perde o cão no meio da tempestade, mas que felizmente consegue reavê-lo são e salvo no final, para o público poder aplaudir repleto de júbilo e satisfação... A sério!? Isto para não falar das muitas cenas que foram nitidamente copiadas a régua e esquadro de outros filmes. Quer dizer... O pessoal do estúdios acham que o público é mesmo assim tão estúpido para (re)fazer este tipo de coisas? Não entendo... É uma nulidade completa. Particularmente chateia-me porque nitidamente isto é manobra de estúdio. É um produto de consumo. Isto foi tratado como um nacho que se vende na zona da restauração... Eu percebo a lógica, mas também não é preciso exagerar. Já estou mesmo a ver uma dúzia de engravatadinhos na sua secretária do Conselho de Administração, a fazer contas com a sua folha de Excel® à frente e a ditar o guião: "O pessoal financeiro e os seus estudos de mercado dizem-nos que podemos fazer aqui um dinheirito valente e portanto vamos aproveitar esta coisa das alterações climáticas e fazer um grande blockbuster de acção e efeitos especiais. Olhe lá, ó guionista, aponte aí uns pontos importantes: tem de ter 3 estrelas de Hollywood conhecidas (Gerard Butler, Andy Garcia, Ed Harris), o bom da fita tem de ter uma filha ou um familiar com quem não se dá bem, mas reconcilia-se no final; tem de ter um cena com um miúdo que perde o cão mas depois consegue reavê-lo são e salvo no final; tem de ter uma contagem decrescente que vai até ao 3, porque quando acaba no último segundo os consumidores já não acreditam; Ah! E tem de ter um miúda gira (Abbie Cornish). É sucesso garantido..." A sério?!? Fico com a impressão que estes filmes são feitos ao contrário: primeiro fazem um trailer espetacular com as cenas de efeitos especiais e depois é que tentam encher as restantes duas horas de filme com uma treta qualquer... Ou seja, resumindo, isto é uma coisa tão artificial que é um zero absoluto. Dou-lhe apenas crédito por isso mesmo: não é fácil fazer uma nulidade completa. ○○○○○

Estava eu a fazer zapping quando reparo que está a dar o Gulliver's Travels. Há coisas a que não consigo resistir e uma delas é esta história do Jonathan Swift. Faz parte do meu imaginário mais antigo e por isso tive de ver, até porque não conhecia esta adaptação. Como conhecia o realizador Rob Letterman dos "desenhos animados" deduzi que não podia ser muito mau e por isso valia a pena perder duas horitas... E foi um choque. É incrível o que fizeram com esta história. É inenarrável. Não percebo. Primeiro pensei que era uma cena na tanga. Depois pensei que era um filme para criancinhas. Depois fiquei sem saber o que pensar. É... pura estupidez. Gastam dinheiro a fazer coisas tão más que nem tenho explicação. Não me lembro de ver algo tão mau. Não tem piada nenhuma, é totalmente vazio de tudo e nem sequer respeita (nem credita) a história original que é simplesmente brilhante. Tem o Jack Black a fazer papel de idiota e mais uns actores quase na mesma onda (Emily Blunt, Jason Segel). Gulliver's Travels é uma total e completa nulidade. É candidato ao pior filme de sempre. A única coisa que tem de positivo é relembrar-me que existem mesmo filmes onde nada se aproveita e que por isso levam com nota zero! ○○○○○ (se ao menos tivesse visto o trailer antes, não me tinham "apanhado"... bastards...)

Pensei que ao fim destes anos todos a escrever sobre filmes já estaria numa contagem mais elevada. Nunca imaginei que isto daria tanto trabalho. É difícil e demora muito tempo. Nunca tinha pensado nisso. E já vi tanto filme que acho que vou estar aqui a vida inteira. Dito isto, preciso de acrescentar mais uns títulos sem perder muito tempo, até porque há filmes que não merecem o tempo que um gajo perde. E para acrescentar "numeração" nada melhor que trilogias ou sagas baseadas em livros que foram sucessos de vendas para adolescentes, porque não há muito para dizer. Hunger Games representa muito bem este "esquema" infalível de facturação.
Não vou perder muito tempo a contar a história que toda a gente conhece, por isso vai já uma citação da wikipédia: "Num futuro distópico pós-apocalíptico na nação de Panem, onde miúdos de 12 a 18 anos devem participar dos "Jogos Vorazes" (esta tradução é espectacular!), um evento anual televisivo na qual os "tributos" lutam até a morte até que sobre apenas um, que é coroado vencedor. Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) se voluntaria para tomar o lugar de sua irmã mais nova nos jogos. Ao lado do parceiro masculino do distrito, Peeta Mellark (Josh Hutcherson), Katniss viaja até à Capital para treinar para o evento com a ajuda de Haymitch Abernathy (Woody Harrelson), que já venceu os "Hunger Games" uma vez."
Talvez por causa da novidade, tenho de admitir que a primeira "entrega" me surpreendeu pela positiva. Até nem é assim tão mau. Vê-se perfeitamente e os actores até são bonzitos. Mas isso não interessa para nada; o que interessa nesta questão das sagas é isto; receita de bilheteira: mais ou menos 700 milhões de dólares. ●●○○○




A seguir veio The Hunger Games: Catching Fire a que se juntaram acotres como Stanley Tucci, Donald Sutherland ou Philip Seymour Hoffman (o que uma pessoa tem de fazer por dinheiro!). A aventura continua, a qualidade cai mas a classificação de bilheiteira sobe: 800 milhões de dólares. ●○○○○



Como não podia deixar de ser, e face aos sucessos anteriores, não se podia reduzir o sucesso de bilheteira a apenas uma "entrega final": há-que dividir o final em duas partes e assim multiplicar também por dois a receita de bilheteira: mais 800 milhões de Dólares com a chegada de The Hunger Games: Mockingjay - Part 1. É um filme onde praticamente nada acontece a não ser ganhar momentum para a parte final que chegaria 1 anos depois. ○○○○○




Para delírio dos fãs, finalmente chega The Hunger Games: Mockingjay - Part 2 que é mais outra fraude cinematográfica. Só existe sacar o máximo possível de dinheiro à audiência e dar um pouquinho mais de tempo aos fãs. Na maior parte do tempo não acontece nada e simplesmente está a encher "tempo de antena". Muitas vezes perde-se na sua própria mitologia alimentada por milhões de fãs que querem indefinidamente ver os seus personagens favoritos; então eles, os personagens estão simplesmente no ecrã a dizer e a fazer a mesma coisas repetidamente, vez após vez. Isto dos fãs tem muito que se lhe diga... mas fica para outra altura em que me apeteça insultar pessoas... À parte disto... nada. Rigorosamente nada. Falhas graves de argumento, do género: personagens que estavam ali, mas de repente aparecem aqui sem explicação nenhuma... História inexistente ou risível (a moça-heróina à última da hora decide matar a líder da resistência à frente de toda a gente, mas toda gente ignora esse facto e continuam impávidas e serenas na sua vida...). Enfim...
Estes filmes são tão "bons" que se me varrem completamente da memória. Por muito estranho que pareça, a única coisa que ficou gravada mentalmente foi uma cena completamente inexplicável com um gato que não foge quando a Julianne Moore lhe atira com coisas. Eu tenho e percebo de gatos: portanto, ou o bicho estava colado à bancada da cozinha ou sedado com múltiplas doses de heroína... um pouco na onda dos fãs... pronto! já o disse. não me consegui conter. Estes filmes fazem-me mesmo pensar no futuro da humanidade. Alguém ir ver isto, eu ainda compreendo porque uma pessoa pode ser enganada. Agora gostar disto... é algo verdadeiramente inexplicável. Bilheteira: "apenas" 700 milhões de dólares. ○○○○○




PS. Se alguém quiser ir ter ao hospital com uma embolia cerebral, pode sempre ver tudo de seguida... aviso já que são para aí umas 10 horas de filme, mas que podiam facilmente ser condensadas em 60 minutitos. A única coisa verdadeiramente positiva nesta saga é que... finalmente acabou. Admira-me que ainda não tenha sido transformado numa "de sucesso"...
A figura do Predador é uma das minhas favoritas. Acho que é um dos grandes monstros do cinema e uma das melhores criações originais das últimas décadas. Para mim rivaliza ombro a ombro com o Alien, mas infelizmente tem sido muito maltratado nas sequelas. Pior ainda, de cada vez que lhe "(re)mexem" fazem um filme ainda mais horrível que o anterior. Dito isto, esta nova versão/continuação (ou lá o que é isto...), chamada simplesmente The Predator é uma caríssima brincadeira de mau gosto. É inacreditável os filmes que fazem hoje em dia para vender umas pipocas. Estive quase a desistir quando apareceu um cão-predador, mas consegui aguentar-me... The Predator não tem história, os actores são sofríveis, não há rigorosamente nada que se aproveite nesta porcaria. É muito raro eu detestar um filme ao ponto de lhe dar um zero, mas lá acaba por acontecer. Pela tamanha idiotice e pelo desrespeito à personagem original que é o Predador. ○○○○○

Uma das frases mais conhecidas de Thomas Hobbes é "conhecimento é poder"... Partindo daqui o que poderia dizer sobre este Titan? É um filme sem poder absolutamente nenhum. Diria mais: é uma fraude. É tão ridículo que nem sei o que dizer... Mas o que é se passa com os filmes de hoje em dia? Como é que alguém num estúdio, vê uma coisa destas e manda-a cá fora para as salas de cinema? Acham que o público é todo estúpido? Fazem product placement à escâncara e sem pejo nenhum... Ridicularizam todo o conhecimento científico... Sinceramente não entendo. The Titan tem um argumento estúpido e um final ainda mais estúpido. É um filme que só faz sentido por 23 segundos... A make-up é horrível. É tudo mau. Nada se aproveita a não ser a base da história que até tinha imenso potencial: fazer um filme de ficção cientifica sem efeitos especiais. Mas ficou-se por aí. E eu nem vou perder mais tempo com "isto"... Este filme é um insulto à minha inteligência... ○○○○○

Maze Runner é a enésima adaptação para cinema do "tal" livro juvenil do momento que é um sucesso global de vendas. Reforço o "sucesso de vendas". É só por causa disto que se fazem filmes para adolescentes, ou como lhe gostam de chamar na especialidade, "jovens adultos". E há uma diferença importante entre estes dois grupos: os "jovens adultos" têm bastante mais poder de compra que os adolescentes "simples"... Assim vende-se muito mais pipocas... e tacos... Mas à parte disso, há Maze Runner, o filme. Ou melhor, os três filmes. Tem de ser uma trilogia, certo? Se fossem só dois filmes até seria insultuoso para os fãs... Toda a gente sabe que "coisas cinematográficas", com sucesso, vêm sempre em trios, não é verdade? Bem, não interessa. Adiante...
O primeiro Maze Runner surpreendeu-me um bocado pela positiva. Já ia a pensar que era outro Hunger Games ou outra cena de vampiros adolescentes, por isso estava desconfiado. Mas surprendentemente, Maze Runner até nem é totalmente desmiolado. Apesar da história não ser nenhuma novidade (um jovem sem memória, acorda num sítio misterioso e depois percebe que afinal está em perigo, sendo que nada parece o que é na realidade... - onde é que eu já vi isto?), o filme até tem algum ritmo, alguns dos míudos (Dylan O'Brien, Thomas Brodie-Sangster) são bons actores e está bem feito no geral. Alguma coisa a criticar? Apenas o facto de não ter alma, como é normal em filmes-produto deste género. Mas apesar de tudo, dentro deste género particular, até se vê bem. ●●○○○

Seguindo a lógica do "sucesso de bilheteira que tem de ser aproveitado com uma prevísivel sequela", eis que chega logo no ano seguinte Maze Runner: The Scorch Trials. E aqui as coisas começam a complicar-se para pior. A história já não tinha muitas novidades, mas para piorar ainda mais a coisa, juntou-se-lhe a febre da altura: um vírus que transforma as pessoas em zombies. Não são bem zombies, mas são iguais aos zombies. Bem, são zombies. E também uma omnipotente e maléfica corporação, chamada de..., rufar tambores... WCKD... Wicked?!?... bem, não vou dizer mais nada, porque de certeza seria insultuoso para milhões de fãs... É melhor ficar por aqui. Nestes filmes, para além dos guiões repetitivos, a previsibilidade é tão grande, que, na altura da estreia lembro-me de ler um artigo que já dava os ganhos globais de bilheteira, baseando-se no estudo original que foi feito para o primeiro filme, que diga-se, bateu certinho. Como uma folha de Excel... Uma folha de Excel, uma bolinha... ●○○○○

Devido ao sucesso das entregas anteriores tive medo que dividissem o final da trilogia em dois. Aliás, fiquei deveras supreendido que não tivesse acontecido. Depois vi o filme e percebi perfeitamente porquê. Era impossível. Não tem história suficiente. Numa situação normal, Maze Runner: The Death Cure dava para aí uns 20/25 minutos de filme. Não mais. Aqui foi esticado para uns impossíveis 140 minutos de contínuo "encher chouriços". Não dava para mais. São repetições em cima de repetições, um ram-ram contínuo para fazer valer o preço do bilhete e para satisfazer a curiosidade de "jovens adultos" que querem ver como aquilo vai acabar. E depois acaba. É isto. Deve haver por aí, no mercado, um novo "sucesso de vendas" livreiro para adaptar ao cinema e fazer mais uma trilogiazita qualquer. Sinceramente, espero que não... ○○○○○

...indo directo ao assunto: Baywatch é o filme mais idiota dos últimos anos. Se é suposto ser uma homenagem à série de culto dos anos 90, perceberam mal a mensagem. Ou então viram outra série diferente da que eu vi. Não me lembro de ver um filme tão mau. E não me lembro de um filme que mencione tantas vezes as palavras: falo, mastro, pau, piroca e restantes alusões ao pénis como este. Aliás, chega-se ao cúmulo de ver o Zac Efron a segurar a pila de um morto. Inacreditável, mas é verdade! A pila de um morto. Deve ser possível bater mais no fundo, mas é difícil... Se fosse um filme "intelectual", seria um escândalo, mas como é uma comédia a cair para a palhaçada está tudo bem... Isto é humor infantil do mais pobrezinho que existe. Alusões sexuais constantes e simples exploração de cus e mamas arrebitadas como as de Priyanka Chopra. É para isso que ela aparece no filme, não é? Nem sequer percebo como é que actores como Dwayne Johnson se dispuseram para fazer esta porcaria. Ou foram enganados pela produção, pelo Seth Gordon - mas houve de facto um realizador a trabalhar neste filme?! - ou então gostam mesmo deste tipo de "humor", sabe-se lá. Andam por aí muitas pessoas estranhas, no estranho mundo do cinema...
Baywatch é tão mau que houve alturas em que fiquei constrangido. Tive uma sensação de vergonha, e de humilhação pelos próprios actores. Foi estranho... Pior devem ter ficado os originais Mitch "David Hasselhoff" Buchannon e CJ "Pamela Anderson" Parker, que como é obrigatório neste tipo de "revivals" têm de aparecer, nem que seja por uns segundos, para satisfazer os saudosistas. O David Hasselhoff ainda tem uma deixa, mas a Pamela Anderson, foi muito mais inteligente e manteve-se calada e quase nem aparece.
O material "original" da série já não era bom e por isso pensei que isto ia ser mau, mas isto é outro nível de "mau" completamente diferente. Espero que este filme desapareça rapidamente da minha cabeça, mas é tão horrível que está a demorar... ○○○○○

Warcraft é um dos melhores filmes de 2016. Estou a brincar. É das piores coisas que já vi na minha vida. Estranho, porque vem de um gajo, Duncan Jones, que até fez um filme lowcost (Moon) muito jeitoso. É mais um trailer de apresentação do próximo jogo (é... é mais uma adaptação de um jogo para cinema...) do que propriamente um filme. Péssimas representações, efeitos especiais de "jogo" e uma história com tantos buracos na narrativa que... Mas porque é que estou a aqui a perder o meu tempo com o Warcraft?!? Por vezes não me entendo... É uma verdadeira perda de tempo. Mete algum medo. Principalmente aquela parte do título em que diz: "The Beginning". Essa parte é mesmo assustadora. É capaz de haver outro... ○○○○○

Uma das melhores coisas que os recentes filmes de super-heróis têm é que me poupam imenso tempo. É que dar uma de crítico de cinema, na actualidade, é um trabalho a tempo inteiro. Um gajo ainda está a acabar de ver um filme e já saiu outro novo. "Novo", que é como quem diz, porque na realidade é sempre o mesmo filme... "novo". O panorama actual é alucinante: são lançamentos constantes, uns atrás dos outros. Uma pessoa nem tem tempo para escrever. Isto de fazer uma avaliação a todos os filmes que se viu, acaba por se tornar uma profissão a tempo inteiro, senão não dá escoamento.
Daí que, nesse aspecto, estes filmes de super-heróis sejam muito melhores que os outros filmes "normais" que têm histórias e tudo o resto. Um gajo não precisa de aprofundar muito a questão. É só pôr mais pipocas a estalar e está pronto.

Guardians of the Galaxy (de James Gunn) é o filme típico de acção, explosões e super-heróis da Marvel. Como é divertido, ainda se consegue ver. Tem boas piadas e a banda sonora dos 80's ajuda como sempre, porque, tal como a década em si, é a melhor de sempre. Tem uns actores simpáticos (Chris Pratt, Zoe Saldana, Michael Rooker, mais as vozes de Vin Diesel e Bradley Cooper), a mesma história batida de sempre (isto é para duas horitas de diversão sem estar a pensar em mais nada, não é para debates filosóficos), o mesmo final feliz em aberto (caso o lucro de bilheteira exija uma sequela)... e é isso. Pipoca, com o sabor agradável do costume. ●○○○○




Já o Guardians of the Galaxy, vol. 2 (também de James Gunn) é simplesmente intragável. Exageraram no açúcar, e pior ainda, nem sequer conseguiram arranjar música fixe dos anos 80. É preciso ser mesmo incompetente... Não tem pés, cabeça, história, nada... Só tem mesmo fogo de artifício. É uma colagem de cenas de acção com uma suposta história pelo meio que nunca chega verdadeiramente a sê-la porque a montagem é tão rápida e tão entrecruzada com cenas de acção desnecessárias que não dá tempo. É isso. Aliás, é dos argumentos mais idiotas que alguma vez vi. É de uma leviandade que nem tenho palavras. Basicamente, o man principal é filho de Deus (sim, o "Deus" omnipotente que criou todo o universo...) e como não está de acordo com a sua actuação e pretensões para o futuro da humanidade, mata-o... Hã!? Nem me vou alongar mais neste assunto. Parece-me que o pessoal da Marvel perdeu um bocadinho a noção do rídículo, mas tudo bem. Lá está, isto não é para pensar, isto é para consumir. É para meter a mão no balde das pipocas e mais nada. É que o foguetório dos efeitos especiais digitais são ilimitados, mas a estupidez parece que não... Ou será ao contrário? Estes filmes "epilépticos" deixam-me sempre confuso...
Mas na realidade isso nem sequer interessa para nada. O que interessa é o saldo final. Pagou a produção e deu lucro? Se não, fica por aqui... ou faz-se um reboot. Se sim, então venha daí o Vol. 3 que deve ser ainda mais espectacular. Parece que o próximo filme vai estrear em 4D, com um ligeiro cheiro a pipocas banhadas em manteiga queimada e canela... ○○○○○

O que dizer deste The Mummy, versão de 2017? Só há uma palavra: fraquinho. A Universal quis aproveitar o filme para fazer uma intro para uma nova série de monstros, - o que até acho bem, porque estou um bocado cansado de ver sempre os mesmos super-heróis em acção -, mas acabou apenas por revelar uma incompetência total. Basta ver o que pessoal da Marvel faz com as suas personagens e com os seus filmes. Não é assim tão difícil...
The Mummy não tem rigorosamente nada que se aproveite. Tem muito pouco ritmo, apesar de ter algumas boas cenas de acção, tem actores (Tom Cruise, Russell Crowe) que representam apenas para o cachet... bem, não tem nada que se aproveite.
Fica-se à espera de um remake... neste caso, um re-reboot. ○○○○○

A série de filmes Transformers é excelente... para quem tem um blog amador de crítica de filmes e não tem tempo quase nenhum para escrever grandes textos. É que não há muito a dizer. Transformers é acção, acção, acção e acção. Muito lens-flare e mais acção. Muita acção em câmara lenta. Miúdas sexys, carros e acção. É receita de bilheteira certinha. Nem é preciso fazer contas. Isto são filmes para dar muito dinheiro. E deram bastante. Tanto que isto prolongou-se do filme original até, digamos assim, à 5.ª entrega do coleccionável.
Com o sucessivo sucesso dos filmes e a necessidade de mais uma sequela para vender pipocas, apareceu um problema: é que o filme é sempre o mesmo... São as mesmas personagens e a história também é sempre a mesma: os bons lutam com os maus, mas há sempre um artefacto qualquer que pode destruir a Terra e vai sempre ter às mãos de um humano, que por sua vez ajuda sempre os bons a ganharem aos maus. Então o problema passou a ser: como diferenciar os filmes? A resposta veio através da criação de sub-títulos chamativos como Revenge of the Fallen ou Dark of the Moon. Ou Age of Extinction. Ou The Last Knight. Qual será o próximo? Transformers: Soul of Destiny? Transformers: Prime Universe? Transformers: Ultimate Destruction? Não sei. Mas cheira-me que será mais algo do género: Transformers: The New Beginning...
O que começou por ser uma história sobre um rapaz e o seu carro robótico, tornou-se numa obsessão de um realizador com a sua própria grandeza de acção. Michael Bay exagerou e ultrapassou todos os limites do que pode ser um bom filme de acção. Ficou tão embrenhado no seu sucesso (e na sua continuidade) que perdeu totalmente a noção da realidade. O culminar de tudo isto é mesmo este último filme (The Last Knight) que é tão massivo em termos de efeitos e acção que se tornou numa patetice digital que é a maluqueira total. Se visse o filme num IMAX, provavelmente tinha-me estourado o cérebro, tanta é a acção. É imparável. E pior que a demência digital, é a total e completa incongruência na montagem da história. A atenção na montagem está tão virada para acção que se esqueceram da história... Há lapsos óbvios nas histórias como passar-se do dia para a noite em segundos e as personagens desparecerem e aparecerem em cenas sem se perceber como é que aquilo aconteceu... Mas o que é que estou para aqui a dizer? A história interessa para alguma coisa? Ou as personagens? Isto é mesmo só para filmar explosões, robots em CGI, miúdas com ar de teenager maroto e vender bilhetes... Também não se pode ser muito exigente, não é verdade?
Em cinco "entregas" do coleccionável estiveram muitos e bons actores: Shia LaBeouf, John Turturro, Jon Voight, Frances McDormand, John Malkovich, Mark Wahlberg, Stanley Tucci e Anthony Hopkins. Como "miúda jeitosa oficial" esteve a lindíssima Megan Fox, que depois foi sendo substituída por outras sucessivas "miúdas jeitosas". Neste tipo de filmes, os actores têm obrigatoriamente de ir sendo substituídos porque arriscam-se a fritar o cérebro devido à pobreza dos guiões. Vejam por exemplo o que aconteceu com o Shia LaBeouf... Era um miúdo normal e depois dos Transformers acabou por enlouquecer... É perigoso para um bom actor fazer filmes deste género, e não é por causa das cenas perigosas de acção. É que pode muito bem ser o fim de uma carreira.
Os Transformers eram um dos meus desenhos animados favoritos quando era miúdo. Sonhava com carros robóticos inteligentes. Até imaginava que, talvez no futuro, os carros pudessem mesmo fazer aquilo tudo. Depois cresci e os desenhos animados acabaram. Admito que quando vi que o Spielberg ia produzir um "remake" dos Transformers até fiquei um bocadinho entusiasmado. Depois vi o primeiro filme e foi a desilusão total. Os restantes filmes voltaram, mas foi apenas para me atormentarem. Este último filme já disse tudo: The Last Knight. Apenas fixei a palavra "last". Para mim, já chega. É mesmo o último. ●○○○○ (○○○○○)

PS: A nota 1 é exclusivamente para o primeiro filme. Os restantes valem literalmente zero.
Duplo PS: Não me responsabilizo por danos cerebrais causados durante a visualização dos cincos trailers consecutivos. Aviso já que é perigoso para os olhos e aconselho o uso regular de gotas oftalmológicas.
Triplo PS: Só agora mesmo é que reparei que já tinha falado aqui dos primeiros 4 filmes. Não deixa de ser irónico... para um gajo que não queria perder muito tempo a falar destes filmes. E que até nem queria escrever "grandes textos". Mas agora já está feito, portanto, fica assim...

Há muitos anos que ouvia falar deste Battlefield Earth como sendo um dos piores filmes alguma vez feito. Parecia-me um exagero pois já vi coisas do "arco da velha" e que chegam a roçar o amadorismo, mas Battlefield Earth é uma outra espécie completamente diferente. E depois de ler o que li sobre o filme, percebi que estava num campo do cinema (se é que pode chamar-se cinema) totalmente diferente. Isto não é um filme. Isto é propaganda da Cientologia. Para quem não conhece, a Cientologia é um culto new wave, com base em extraterrestres, do tipo "Heaven's Gate", mas que tem muito mais dinheiro e muito mais difusão porque nos últimos anos tem conseguido atrair para as suas fileiras algumas grandes estrelas de Hollywood (Tom Cruise e Travolta, são os rostos mais conhecidos, mas há muitos mais), o que lhe dá bastante visibilidade mediática.
Battlefield Earth é a adaptação de um livro de L. Ron Hubbard, fundador da Cientologia (e escritor de ficção científica), e que conta como no ano 3000, a Humanidade está resumida a uma espécie primitiva, porque foi escravizada pelos extraterrestres Psychlos. Um jovem humano, que não acredita no poder mágico dos gananciosos colonizadores, decide ir ao encontro da verdade e acaba por se envolver numa luta pela libertação final dos humanos.
Dito assim, nem parece muito mau, mas é o desenrolar da história cheia de buracos, cenas patéticas e sem nexo (ao fim de mil anos (!!!) encontram-se uns aviões a jacto e umas bombas nucleares e é assim que os humanos ganham aos Psychlos), assim como as personagens que parecem saídas de uma série juvenil, passando pelo design de produção (que copia sem piedade e constantemente outros filmes) e os efeitos especiais que parecem saídos dum filme da década de 80, que fazem deste, sem dúvida, o pior filme de sempre.
Basta só ver o exemplo dos vilões, os Psychlos. Para além de terem um nome horrivelmente feio, são estúpidos como portas (mas derrotaram a Humanidade em 9 minutos (!?) e escravizaram-na por mil anos) e parecem uma mistura de fãs dos Kiss, Klingons e Lobisomens com rastas. E têm dentes podres! Ah! E para respirarem na atmofera terrestre têm umas daquelas bandas plásticas no nariz, como as que os futebolistas dos anos 90 usavam para respirar melhor, mas como é futurista, tem um penduricalho que parece ranho preto. Mas também parecem headphones espetados no nariz. É simplesmente... não consigo perceber...
Para piorar ainda mais, os diálogos são maus. Nem são maus, são péssimos. Os extraterrestres (?!) falam como se estivessem a discutir futebol num tasco. E mandam "bocas" e tudo! É ridículo. É demasiado ridículo. E isso é que acho estranho. Há por aqui actores que nem são maus (se bem que também há alguns que parecem amadores), por isso ainda se torna mais incompreensível andarem nestas idiotices. Forest Whitaker e Barry Pepper ainda percebo que possam ter sido enganados, mas para o John Travolta não há desculpas. É sabido que ele é grande fã da Cientologia e que faz divulgação do culto, mas isto é algo mais. Fez muitos filmes que gosto e até era um gajo que admirava, mas depois desta, acabou-se. Não tem mais créditos. Parece que perdeu totalmente o juízo. Resumindo, é assim: há filmes que são tão maus que se tornam bons. São exemplos os filmes do Ed Wood ou Roger Corman, que têm uma óbvia paixão intrínseca pelo cinema, ou até coisas mais "amadoras" como por exemplo, o Evil Dead de Sam Raimi, que têm pormenores que se notam que com mais dinheiro, mais meios, mais produção até podiam ter algum potencial. Mas Battlefield Earth é na realidade tão mau que se torna ainda pior. E isto não é algo amador, filmado com desconhecidos ou fracamente produzido: isto é uma produção de um grande estúdio de Hollywood, de 80 milhões de dólares, com actores de renome, realizado por um gajo que trabalhou directamente com o George Lucas (até recebeu um óscar) no Star wars! Isto é algo incompreensível. Passou-se alguma coisa muito má pela cabeça desta gente. Até poderia sugerir que o vissem para ver o quão mau é, mas neste caso, o melhor a fazer é mesmo evitar. A todo o custo. É má ficção científica. É um mau filme. É um zero redondo e absoluto. ○○○○○

Aqui há uns tempos vi um documentário sobre uma empresa que faz uma coisa que parece saída de um filme de ficção científica. Nessa empresa, pegam nos restos mortais de uma pessoa que foi cremada, retiram o carbono das cinzas, metem numa máquina durante três meses e misturam-no com uma partícula minúscula de diamante, chamada de "semente". Após três meses de calor e pressões extremas, o resultado final é, na realidade, um diamante feito a partir das cinzas cremadas de uma pessoa. Depois de ver o documentário, a única coisa que pensava era: "há pessoas que têm uma imaginação prodigiosa". Imaginação quase ilimitada.
No outro lado absolutamente oposto, portanto, no ponto zero da imaginação, temos o pessoal que levou o Assassin's Creed do mundo dos jogos para o cinema. Foram buscar uma história do próprio jogo, misturaram com umas cenas de porrada, juntaram-lhe um casting de grandes actores (Michael Fassbender, Marion Cotillard, Jeremy Irons, Brendan Gleeson e Charlotte Rampling) para figurar nos cartazes e está a andar... Está feito. Siga para a bilheteira.
Realizado sem um único pingo de imaginação por Justin Kurzel (que já tinha feito um amarguíssimo Macbeth, também com o ubíquo Fassbender e a Cotillard. Próximo vídeo-jogo, por favor! ○○○○○



Desculpem. Enganei-me. Este é o trailer do jogo (Assassin's Creed: Revelations) onde foram buscar parte da história... O trailer seguinte é que está correcto...

Hellraiser III esteve a cargo de Anthony Hickox, um realizador muito experiente no campo do gore/low-budget/slasher. A produção mudou de brit para american e isso nota-se numa abordagem mais para o comercial, apesar de continuar a ser um filme gore da pesada. Mas aqui a história já se tinha perdido completamente. Havia uma tendência para sexualizar cada vez mais as situações (era típico nos 90 e chegou a todos o tipo de filmes). Hellraiser, estranhamente sempre teve um lado muito sexual, digamos assim, mas foi piorando com o tempo. Se no II a história tinha-se desenvolvido, aqui já estava a definhar e vivia apenas das mortes extravagantes ou sanguinolentas. Também já estava um bocado farto do género do terror. E como percebi que isto iria ser sempre a mesma história (tipo franchise, com novas personagens e novas mortes mais horrorosas) fiquei por aqui. Não vi mais nenhum filme desta "série". Mas a "série" não parou por causa disso. Muito pelo contrário. Transformou-se numa verdadeira franchise (como lhe chamam orgulhosamente hoje em dia) e chegou aos 10 filmes. Incrível! Também chegou ao mundo dos (novos) livros, das BD's e dos videojogos. Li algures que ainda recentemente esteve para ser transformada em série de TV, mas parece que o projecto não foi avante.

Há que admitir que os filmes são maus. Quer dizer, o primeiro é fixe, precisamente por ter sido o primeiro. A história de Clive Barker, o cubo, os cenobitas, e a personagem Pinhead são muito boas e chegaram ao mainstream. Não me admiraria nada que muito em breve fizessem um reboot ao conceito e que fosse um enorme sucesso. Sim, porque também de lembro de ver "filmes de efeitos gore" de terceira categoria com zombies (que na altura eram maioritariamente uma palhaçada), e agora temos donas de casa que são fãs do Walking Dead, portanto é esperar para ver... ○○○○○

Lembro-me que Hellbound: Hellraiser II incide na história de Elliott Spencer (finalmente consegue-se ver a cara de Doug Bradley), um militar britânico da I Guerra Mundial, antes de se transformar no Cenobita Pinhead e que se passa num hospital psiquiátrico onde está internada a rapariga do primeiro filme. Há também um médico alucinado (Kenneth Cranham) que vai querer descobrir todos os segredos do cubo e que vai viajar literalmente até ao Inferno... Também há um labirinto gigante... Bem, não me lembro do filme. Vi-o há tantos anos que simplesmente se varreu da memória. O filme é ainda mais gore que o anterior e logo com muito mais efeitos (e mais complexos) e tinha mais presenças dos Cenobitas e de Pinhead, entretanto confirmado como a grande estrela do filme. Foi o suficiente para torná-lo na personagem pop que ainda hoje perdura. É uma sequela que tem de facto mais história complementar (também de Clive Barker) mas cada vez mais estranha e confusa. De resto é mais (tripas) do mesmo. ○○○○○

 
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