Rush entra directamente na categoria dos filmes medianos. Bem feito (Ron Howard não costuma falhar), muito bem representado (Chris Hemsworth, Olivia Wilde, Alexandra Maria Lara, e especialmente Daniel Brühl), mas sem grandes "momentos para mais tarde recordar". Rush recorda um dos grandes nomes da Fórmula 1, Niki Lauda e sua disputa incessante com o rival James Hunt. Esta rivalidade levaria Lauda a sofrer bastante, pois após um grave acidente em que levou o carro para lá dos limites, acabou desfigurado por queimaduras. Mas mesmo assim, voltou às corridas. Já fui um grande fã da Fórmula 1 precisamente porque a determinada altura existiam lendas vivas dos desporto como Niki Lauda, Ayrton Senna ou Alain Prost. Mas não conhecia a fundo a história do Lauda. Agora já conheço e o homem é um verdadeiro herói que pela sua história de perseverança merece ser sempre recordado.
Apesar de não ser um grande filme biográfico, Rush, por estar tão compacto e coerente acaba por ser perfeitamente aceitável. Mais uma agradável surpresa. ●●○○○
Às vezes é difícil perceber a influência de um realizador na criação e desenvolvimento de um filme. Por isso mesmo, presentearam-me com Pacific Rim: Uprising para eu reflectir sobre o assunto. Depois do sucesso (merecido) de Pacific Rim, realizado por Guillermo del Toro claro que tinha de haver uma sequela. E aqui está Pacific Rim: Uprising de Steven S. DeKnight. E que grande diferença entre os dois filmes. Estava à espera que esta fosse uma sequela diferente das habituais, mas enganei-me... é a mesmíssima coisa. Segue à risca a lógica da sequela desmiolada: monstros maiores, armas maiores, mais acção, mais explosões e praticamente zero de história e já agora, de tudo o resto. O objectivo é voltar a vender um produto e fazer mais dinheiro. Tirando a questão financeira para o estúdio, não tem rigorosamente mais nada de novo, nem sequer de bom. O duo principal arrasta-se envergonhado pela história (John Boyega, Scott Eastwood), e até personagens fixes como as de Burn Gorman e Charlie Day agora parecem ridículas. A juntar a isto ainda há um elenco mix japonês/chinês (Tian Jing, Jin Zhang, Rinko Kikuchi) que também não acrescentam nada, porque só lá está para cativar o público asiático. E é isto. É somente uma questão de puxar a folhinha de Excel e consultar os números de bilheteira. Se este filme cobriu as despesas, teremos nova sequela, um Pacific Rim 3; se por acaso foi um flop... faz-se um reboot... ou uma prequela. ●○○○○
(ultimamente sinto que estou sempre a ver as mesmas coisas, uma e outra vez, sem parar... será que sou só eu que tenho esta sensação?)
(ultimamente sinto que estou sempre a ver as mesmas coisas, uma e outra vez, sem parar... será que sou só eu que tenho esta sensação?)
Deepwater Horizon é um drama de acção com toques de "Michael Bay", mas que estranhamente se vê bem. Tecnicamente, está muitíssimo bem feito. O filme é baseado nos eventos reais (coisa que Peter Berg já fez algumas vezes e sempre muito bem...) passados na plataforma petrolífera da BP com o mesmo nome. Após um acidente durante uma perfuração a grande profundidade, a plataforma explodiu em chamas, matando 11 pessoas e afundou-se, deitando para o Golfo do México toneladas de crude durante 87 dias. É o maior desastre ambiental na história da América e um dos piores de sempre. Uma tragédia que toda a gente seguiu colado às televisões, mas faltava o mais importante que é saber realmente o que aconteceu a bordo. Obviamente não estive lá para ver, mas por isso mesmo tenho de dar os parabéns ao Peter Berg porque em alguns momentos, conseguiu verdadeiramente "levar-me" até ao meio da acção, do caos do acidente e das tentativas de sobrevivência de quem realmente passou por tudo aquilo. Tecnicamente, este Deepwater Horizon está irrepreensível. Por vezes nem parecia um filme... Também ajuda ter pessoas a dar corpo às personagens como Mark Wahlberg, Kurt Russell, Gina Rodriguez e John Malkovich, assim como um "exército de secundários" todos muito bons. Uma pequena surpresa. ●●●○○
Um bom filmito, este War Horse. Do mestre Steven Spielberg tambem não seria de esperar outra coisa. Na realidade, há pequenas coisas que falham. Está um bocadinho "esticado" demais e por vezes falta-lhe a intensidade que Spielberg emprega em todos os filmes. Se calhar o problema é associar o Spielberg ao Saving Private Ryan que colava as pessoas aos assentos, e este filme tem um tom totalmente diferente. Parece quase um filme familiar, como que a convidar os pais a levar as crianças ao cinema para lhes dar uma lição sobre a violência irracional da guerra e como o amor e amizade acabam por transcender todo esse mal. Talvez por isso mesmo, Jeremy Irvine, Peter Mullan, Emily Watson, Tom Hiddleston e Benedict Cumberbatch, todos estejam muito bem nos seus papéis, mas num inócuo "tom beje" de representação. Na verdade, apesar do tom (surpreendentemente) leve (para um filme passado na I Guerra Mundial), até gostei de War Horse. As poucas cenas de guerra estão verdadeiramente espectaculares e houve momentos muito bons, como quando numa cena, o cavalo fica emaranhado em arame farpado no meio de trincheiras. É um bom filmito. Para ver e rever daqui por uns anos. ●●●○○
Fury é um filmito de guerra muito aceitável aceitável, com a mão de David Ayer, ao nível de um episódio da mítica mini-série Band of Brothers. Um sucedâneo de boa qualidade de Saving Private Ryan. Quando se faz um filme como Fury, que vai buscar tanto da imagética original destas referências, não há como fugir aos rótulos. Mas está tudo bem feito. A principal crítica que lhe faria é que lhe falta intensidade. Falta-lhe aqueles momentos dramáticos e marcantes em que um gajo agarra-se ao sofá ou fica com um nó na garganta. Os únicos momentos em que o filme acelera um pouco mais, são algumas cenas de guerra - fantasticamente bem feitas, principalmente ao nível do som - e algumas vezes em que entra em cena o Brad Pitt que domina qualquer ecrã com aquele carisma e aquela classe toda. O restante pessoal (Shia LaBeouf - cada vez melhor [e também com ar mais "maluco"] -, Logan Lerman, Michael Peña e Jon Bernthal) aguenta-se bastante bem mas têm muito pouco "tempo de antena". Tem algumas coisas que podiam ser melhores, mas vê-se bem. ●●○○○
Burnt foi mais uma agradável surpresa. Quase que diria que Burnt é uma comédia romântica. Mas não é. É mais uma espécie de romance dramático. conta a história de um chef de topo, que depois de entrar numa espiral descendente de drogas e comportamento imprevisível, retorna mais tarde, sóbrio e empenhado para tentar ganhar o "santo graal" da culinária que é a apetecível estrela Michelin. Neste caso, recuperá-la.
Mas brincadeiras à parte, surpreendeu-me pela positiva. Está muito bem feito (John Wells), muito bem escrito e tem alto ritmo, se bem que muitas vezes pareça quase um telefilme. Mas para mim isso não é problema; desde que seja bem feito, tudo bem. Muito bons actores secundários (Omar Sy, Sienna Miller, Daniel Brühl, Alicia Vikander e duas pequenas aparições cheias de classe de Emma Thompson e Uma Thurman) e dois bons principais (Matthew Rhys e Bradley Cooper). Curiosamente, Bradley Cooper nem é um gajo que curto. Não sei muito bem porquê, mas não vou muito à bola com ele. Nem é por nada especial... é simplesmente daquelas coisas... daquelas sensações de falta de empatia. Mas aqui, diga-se, está muitíssimo bem e é ele que segura totalmente o filme. Muita tensão, muitas emoções à flor da pele, muito ritmo. Sem dúvida, Burnt (excelente título...) é para ver. ●●●○○
Mas brincadeiras à parte, surpreendeu-me pela positiva. Está muito bem feito (John Wells), muito bem escrito e tem alto ritmo, se bem que muitas vezes pareça quase um telefilme. Mas para mim isso não é problema; desde que seja bem feito, tudo bem. Muito bons actores secundários (Omar Sy, Sienna Miller, Daniel Brühl, Alicia Vikander e duas pequenas aparições cheias de classe de Emma Thompson e Uma Thurman) e dois bons principais (Matthew Rhys e Bradley Cooper). Curiosamente, Bradley Cooper nem é um gajo que curto. Não sei muito bem porquê, mas não vou muito à bola com ele. Nem é por nada especial... é simplesmente daquelas coisas... daquelas sensações de falta de empatia. Mas aqui, diga-se, está muitíssimo bem e é ele que segura totalmente o filme. Muita tensão, muitas emoções à flor da pele, muito ritmo. Sem dúvida, Burnt (excelente título...) é para ver. ●●●○○
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Uma das razões porque continuo a ver filmes Marvel é porque espero uma surpresa. Mas não. É sempre a mesma coisa. A mesma estrutura de argumento, a mesma história, as mesmas cenas de acção, os mesmo efeitos super-especiais, o mesmo tudo. É sempre igual. O que é totalmente normal. Há milhões de fãs que querem ver sempre a mesma coisa, portanto porquê mudar? É que ainda perdiam a clientela... Não faz sentido mudar e eu entendo.
E assim chegamos a Black Panther, super-herói menor da Marvel que ganhou muita visibilidade (e bilheteira) porque há um problema racial crescente nos EUA. Tremendo êxito de bilheteira, integralmente criado pelo hype mediático e pelo momento social da América. Só por causa disto. Porque o filme é exactamente igual às restantes "entregas" da Marvel. É um filme de super-heróis, blá, blá, blá, tudo igual aos outros. A principal diferença deste para os restantes, é que praticamente não tem actores brancos. Quer dizer, há dois, mas aparecem tão poucas vezes, que quase não conta. Seguem-se os próximos capítulos, que por este andar serão dedicados a outros "grupos" ou minorias étnicas, se os estudos de mercado que são previamente encomendados antes de se fazer estes filmes assim o "mandarem". Uma palhaçada de Ryan Coogler com Chadwick Boseman, Michael B. Jordan, Lupita Nyong'o, Martin Freeman, Angela Bassett, Forest Whitaker e Andy Serkis em montes de papéis redundantes... mas uma palhaçada que dá muuuuuito dinheiro. Daí que também o elenco também tenha de ser extenso... É para continuar igual. Sem surpresas... ●○○○○
E assim chegamos a Black Panther, super-herói menor da Marvel que ganhou muita visibilidade (e bilheteira) porque há um problema racial crescente nos EUA. Tremendo êxito de bilheteira, integralmente criado pelo hype mediático e pelo momento social da América. Só por causa disto. Porque o filme é exactamente igual às restantes "entregas" da Marvel. É um filme de super-heróis, blá, blá, blá, tudo igual aos outros. A principal diferença deste para os restantes, é que praticamente não tem actores brancos. Quer dizer, há dois, mas aparecem tão poucas vezes, que quase não conta. Seguem-se os próximos capítulos, que por este andar serão dedicados a outros "grupos" ou minorias étnicas, se os estudos de mercado que são previamente encomendados antes de se fazer estes filmes assim o "mandarem". Uma palhaçada de Ryan Coogler com Chadwick Boseman, Michael B. Jordan, Lupita Nyong'o, Martin Freeman, Angela Bassett, Forest Whitaker e Andy Serkis em montes de papéis redundantes... mas uma palhaçada que dá muuuuuito dinheiro. Daí que também o elenco também tenha de ser extenso... É para continuar igual. Sem surpresas... ●○○○○
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A vida é injusta. A vida é um jogo de xadrez que inevitavelmente toda a gente perde. Quando penso em xadrez dá-me logo para os pensamentos profundos. É um efeito secundário que o xadrez tem em mim. A minha ligação ao xadrez é um pouco estranha. O primeiro contacto que tive com o jogo foi numas "férias grandes" que passei totalmente a jogar com os filhos de um casal holandês que decidiu fazer campismo selvagem perto da casa dos meus pais que na altura era literalmente no meio de um pinheiral denso. Estranho, mas verdade. Adorei o jogo e ainda acho que é o melhor alguma vez inventado. Daí que tivesse bastante curiosidade para ver Pawn Sacrifice. Acaba por ser um biopic de um dos mais geniais e famosos jogadores, Bobby Fischer, que é também, provavelmente o melhor de sempre. Para além de já ser um figura mediática devido ao mix de genialidade e também do temperamento explosivo, Fischer tornou-se numa figura mítica, quando em plena Guerra Fria, defrontou Boris Spassky, de nacionalidade soviética. Este encontro de xadrez "parou" o mundo. Mais do que um confronto de xadrezistas, era obviamente um confronto entre as "potências mentais" dos EUA e a URSS. A comparação era perfeita e as implicações, muitas. Qual dos sistemas sociais produziria o jogador mais inteligente? Derradeiramente, quem era melhor? Inevitavelmente, este jogo revestiu-se destas perguntas e o resultado final iria produzir as respostas.
Indo directo ao assunto, Pawn Sacrifice cumpre perfeitamente. Primeiro porque conseguiu capturar a tensão dos momentos. Não é fácil fazer isto. O "culpado" é Edward Zwick. Tem uma realização impecável. Muito seguro, muito certinho, clean, impecável. Depois porque tem Tobey Maguire num grande papelaço a interpretar Fischer. Nota-se que Maguire dá tudo neste papel, até porque tenta há muito tempo desprender-se do sucesso "Homem Aranha". Captou totalmente a aura psicótica, explosiva e imprevisível de Fischer. Ainda há Liev Schreiber, Michael Stuhlbarg e Peter Sarsgaard, mas são verdadeiramente actores secundários; mas só porque Tobey Maguire absorve totalmente as situações todas.
Foi uma boa surpresa este Pawn Sacrifice. Face ao panorama actual do cinema, é um bom filme que merece ser visto. ●●●●○
Indo directo ao assunto, Pawn Sacrifice cumpre perfeitamente. Primeiro porque conseguiu capturar a tensão dos momentos. Não é fácil fazer isto. O "culpado" é Edward Zwick. Tem uma realização impecável. Muito seguro, muito certinho, clean, impecável. Depois porque tem Tobey Maguire num grande papelaço a interpretar Fischer. Nota-se que Maguire dá tudo neste papel, até porque tenta há muito tempo desprender-se do sucesso "Homem Aranha". Captou totalmente a aura psicótica, explosiva e imprevisível de Fischer. Ainda há Liev Schreiber, Michael Stuhlbarg e Peter Sarsgaard, mas são verdadeiramente actores secundários; mas só porque Tobey Maguire absorve totalmente as situações todas.
Foi uma boa surpresa este Pawn Sacrifice. Face ao panorama actual do cinema, é um bom filme que merece ser visto. ●●●●○
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Nos anos 80 faziam-se filmes que eram ridículos. Foi o tempo dos grandes heróis de acção e especialmente de Chuck Norris. Havia uma espécie de violenta inocência em que se podia pegar num herói, dar-lhe uma metralhadora e ele resolvia tudo a tiro. E as pessoas adoravam isto e achavam bem e normal. Eram outros tempos, sem dúvida. Lembro-me de ser teenager e adorar o Chuck Norris, os seus golpes de artes marciais e os "Desaparecidos em Combate". Vi estes filmes vezes sem conta. Chorava quando os maus faziam coisas de maus e adorava quando o herói resolvia o assunto e despachava tudo - com toda a justiça - a rajadas de metralhadora.
Recentemente vi na televisão umas partes destes Missing in Action. Não entendo como é que alguma vez gostei disto. São filmes mesmo, mesmo maus... mas a saudade da simplicidade e da inocência daqueles tempos, e principalmente a nostalgia não me permitem que seja criticamente "violento", digamos assim. São filmes de outros tempos, das míticos produções Golan-Globus e da Cannon Group... Em termos de estilo ou classificação, já nem têm correspondência nos dias de hoje. São registos históricos. Peças arqueológicas do cinema - no meu caso do VHS -, e de uma década em que parece que tudo era permitido.
Já vi estes três filmes muitas vezes, e não sei porquê, o que sempre gostei mais foi o segundo. Não percebo porquê, já que eles são praticamente iguais. Provavelmente foi o primeiro que vi, mas já nem me lembro.
No primeiro Missing in Action, o Coronel James Braddock vai numa missão às profundezas das selvas do Vietname para provar que ainda existem antigos prisioneiros de guerra americanos ali deixados para trás. Ele sabe disso porque ele próprio já foi um prisioneiro que entretanto conseguiu fugir.
Em Missing In Action 2, a história recua no tempo - sim, é uma prequela, isto das prequelas não é uma situação nova; começou nos 80's quando os filmes davam lucro e era preciso fazer regressar o herói das "massas" - e leva-nos até ao momento em que o grande Chuck Norris, ele próprio um prisioneiro de guerra deixado para trás quando a guerra acabou, consegue fugir de um campo de detenção juntamente com outros companheiros.
Como MIA2 foi um enorme sucesso, tornou-se obrigatório haver um 3, e claro está, houve um Missing in Action 3. Desta vez, Braddock vai buscar a mulher e o filho que ficaram para trás num campo de prisioneiros... Como o pessoal já estava cansado de ver sempre o mesmo filme, felizmente não houve um 4. Vá lá. Este filme tem a particularidade de ser realizado pelo irmão mais novo do "mestre", Aaron Norris. ●○○○○
Recentemente vi na televisão umas partes destes Missing in Action. Não entendo como é que alguma vez gostei disto. São filmes mesmo, mesmo maus... mas a saudade da simplicidade e da inocência daqueles tempos, e principalmente a nostalgia não me permitem que seja criticamente "violento", digamos assim. São filmes de outros tempos, das míticos produções Golan-Globus e da Cannon Group... Em termos de estilo ou classificação, já nem têm correspondência nos dias de hoje. São registos históricos. Peças arqueológicas do cinema - no meu caso do VHS -, e de uma década em que parece que tudo era permitido.
Já vi estes três filmes muitas vezes, e não sei porquê, o que sempre gostei mais foi o segundo. Não percebo porquê, já que eles são praticamente iguais. Provavelmente foi o primeiro que vi, mas já nem me lembro.
No primeiro Missing in Action, o Coronel James Braddock vai numa missão às profundezas das selvas do Vietname para provar que ainda existem antigos prisioneiros de guerra americanos ali deixados para trás. Ele sabe disso porque ele próprio já foi um prisioneiro que entretanto conseguiu fugir.
Em Missing In Action 2, a história recua no tempo - sim, é uma prequela, isto das prequelas não é uma situação nova; começou nos 80's quando os filmes davam lucro e era preciso fazer regressar o herói das "massas" - e leva-nos até ao momento em que o grande Chuck Norris, ele próprio um prisioneiro de guerra deixado para trás quando a guerra acabou, consegue fugir de um campo de detenção juntamente com outros companheiros.
Como MIA2 foi um enorme sucesso, tornou-se obrigatório haver um 3, e claro está, houve um Missing in Action 3. Desta vez, Braddock vai buscar a mulher e o filho que ficaram para trás num campo de prisioneiros... Como o pessoal já estava cansado de ver sempre o mesmo filme, felizmente não houve um 4. Vá lá. Este filme tem a particularidade de ser realizado pelo irmão mais novo do "mestre", Aaron Norris. ●○○○○
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Mais uma história pós-apocalíptica passada num futuro próximo. Neste caso, após um acontecimento global relativamente mal percebido, o ar torna-se irrespirável. Sendo assim, as pessoas são mantidas debaixo do solo, em hibernação, à espera que as coisas mudem para melhor. Para tratar dessas pessoas importantes e das instalações que as mantêm vivas, estão dois personagens (Norman Reedus - e, não, não é a personagem do Daryl, se bem que parece que tinha acabado de sair das filmagens do Walking Dead - e Djimon Hounsou) que acordam de 6 em 6 meses para fazer a manutenção.
A história de base deste Air até tinha muitas pernas para andar, mas acaba por se tornar confusa e simplesmente a arrastar-se para preencher os 90 minutos do filme. Dá mesmo a impressão que o ritmo lento e repetitivo das situações existe apenas e só para isto não ser uma curta-metragem. Parece-me que isso se deve ao facto de a produção ser do Robert Kirkman, e como tal, há que aproveitar a "galinha dos ovos de ouro". Nem que seja só para figurar o nome no cartaz e ganhar uns cobres...
Na realidade, Air acaba por ter aspecto de telefilme manhoso do SyFy, mas como tem dedinho mágico (e lucrativo) do gajo do Walking Dead, transformou-se em "film"e... O realizador, Christian Cantamessa, faz cinematics para video-jogos e curtas de zombies, daí que a escolha seja perfeita. Não sei mais que diga. Infelizmente, e mais uma vez, uma história com algum potencial acaba transformada em algo sem pés nem cabeça, sem intensidade, sem... nada que se aproveite. Simplesmente fraco. ●○○○○
A história de base deste Air até tinha muitas pernas para andar, mas acaba por se tornar confusa e simplesmente a arrastar-se para preencher os 90 minutos do filme. Dá mesmo a impressão que o ritmo lento e repetitivo das situações existe apenas e só para isto não ser uma curta-metragem. Parece-me que isso se deve ao facto de a produção ser do Robert Kirkman, e como tal, há que aproveitar a "galinha dos ovos de ouro". Nem que seja só para figurar o nome no cartaz e ganhar uns cobres...
Na realidade, Air acaba por ter aspecto de telefilme manhoso do SyFy, mas como tem dedinho mágico (e lucrativo) do gajo do Walking Dead, transformou-se em "film"e... O realizador, Christian Cantamessa, faz cinematics para video-jogos e curtas de zombies, daí que a escolha seja perfeita. Não sei mais que diga. Infelizmente, e mais uma vez, uma história com algum potencial acaba transformada em algo sem pés nem cabeça, sem intensidade, sem... nada que se aproveite. Simplesmente fraco. ●○○○○
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Uma família indiana decide mudar-se para o Canadá. Até aqui nada de novo, não fosse essa família ser dona de um jardim zoológico e quando se mudar, decide também levar consigo todos os animais a bordo de um enorme cargueiro. A meio da viagem, uma tempestade faz o cargueiro naufragar e os únicos sobreviventes são Pi Patel - o filho mais novo - e alguns animais, com especial destaque para um tigre chamado Richard Parker. Para sobreviver, todos terão de partilhar um minúsculo barco à deriva no imenso Oceano Pacífico.
Tenho apenas duas palavras para este Life of Pi: muito bom. Gostei muito. É um portento técnico de efeitos especiais ao serviço da aventura e da fantasia. Sim, os efeitos especiais também servem para isto e não só para filmes de super-heróis. Mas para além dos efeitos especiais, o que salta à vista é o facto de ter base uma excelente história, e estar espectacularmente bem escrito. A personagem de Pi está muito bem representada, tanto na versão de miúdo (Suraj Sharma), como na versão adulta (Irrfan Khan). A realização de Ang Lee é portentosa - como sempre -, mas ao mesmo tempo é sensível, daquela forma sensível que só Ang Lee consegue ser. Life of Pi não é somente uma história de sobrevivência; é fantasia em estado puro e uma aventura única e inesquecível. Tem momentos verdadeiramente mágicos que me deixaram agarrados à cadeira. Para mim, é um filme que preenche todos os requisitos. Para ver e rever. Recomendadíssimo. ●●●●○
Tenho apenas duas palavras para este Life of Pi: muito bom. Gostei muito. É um portento técnico de efeitos especiais ao serviço da aventura e da fantasia. Sim, os efeitos especiais também servem para isto e não só para filmes de super-heróis. Mas para além dos efeitos especiais, o que salta à vista é o facto de ter base uma excelente história, e estar espectacularmente bem escrito. A personagem de Pi está muito bem representada, tanto na versão de miúdo (Suraj Sharma), como na versão adulta (Irrfan Khan). A realização de Ang Lee é portentosa - como sempre -, mas ao mesmo tempo é sensível, daquela forma sensível que só Ang Lee consegue ser. Life of Pi não é somente uma história de sobrevivência; é fantasia em estado puro e uma aventura única e inesquecível. Tem momentos verdadeiramente mágicos que me deixaram agarrados à cadeira. Para mim, é um filme que preenche todos os requisitos. Para ver e rever. Recomendadíssimo. ●●●●○
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"No início é o ruído, o desespero e o abuso. Mariana quer sair do Inferno. Estende a mão a um homem meio morto, Leão. Mariana, plena de vida, pensa que talvez possam escapar juntos do inferno. Acredita que pode trazer o homem morto para o mundo dos vivos. Sete dias e sete noites mais tarde percebe que estava enganada. Trouxe um homem vivo para o meio dos mortos."
Esta é a sinopse oficial de "Casa de Lava". A história até é boa e, teoricamente, poderia dar um bom filme.
Não é este o caso. Tudo aqui é tão pobremente péssimo que se torna horrível. É penoso de ver. É o exemplo mais gritante de um daqueles filmes pseudo-intelectuais que dá mau nome aos filmes pseudo-intelectuais. Chateiam-me estes filmes esotéricos de festival internacional, que não são mais do que filmes da treta. Irritam-me. Tiram-me do sério. Isto é o quê? Um drama abstracto? Um filme-documentário? O que é isto? É que eu não consigo classificar. A narrativa é praticamente inexistente. O som é péssimo. A imagem e a fotografia são horríveis, apesar das paisagens serem deslumbrantes. Os actores, coitados, nem sequer consigo comentar. É um estilo de cinema que me passa totalmente ao lado. A mim e ao resto do mundo, sendo que a excepção são os outros pseudo-intelectuais que têm de viver de subsídios estatais para fazer "cinema-arte" - porque ninguém entra com o dinheiro para produzir estas coisas que têm literalmente zero de audiência - o elenco envolvido, a restante equipa de produção e o júri de Cannes. E o Paulo Branco..
Conheço perfeitamente esta lógica cinematográfica. Colar ruídos mecânicos às coisas más e deixar rolar a câmara serenamente para dar a sensação de conforto e passividade. Mostrar rostos humanos. Planos excruciantemente longos e estáticos para mostrar a "crueldade do momento". Já vi esse estratagema milhentas vezes e de todas as vezes que vejo, detesto. Há quem diga que é a "arte do cinema", mas eu chamo-lhe vazio e pseudo-intelectual. Para mim, isto não é nada. Vale zero. Isto é quase como dizer que a simplicidade é uma parede branca, portanto vamos ficar 2 horas a olhar para a parede branca e assim imaginamos o filme que quisermos. Bem, já houve um gajo que pôs toda a gente a olhar para uma tela negra a imaginar como seria o filme, portanto... Mas esse era tolo e tinha outras intenções que são bem conhecidas... Mas isto é outra coisa. É treta "moderna", o que não deixa de ser uma treta, mesmo que tenha milhentos prémios internacionais. É tão vazio como os filmes de super-heróis da Marvel, se bem que esses, pelo menos, levam pessoas aos cinemas e dão lucro.
Este é o verdadeiro filme de eleição do "crítico profissional de cinema". É que estou mesmo a ver. "A rudeza dos planos, a inexistência de contextos aplicáveis, a desconexão emocional. O realizador filma a vida como se estivesse coberta por um lençol de cinzas que abafa o quotidiano, a estética, a materialidade e a forma..." Tretas, tretas, tretas e mais tretas pseudo-intelectuais... Eu avisei logo de início que estes filmes me irritam... "Obriguei-me" a despender duas horas da minha vida, só para confirmar aquilo que já estava à espera. Irritou-me tanto, que o gravei na televisão só para ter o prazer de o apagar logo de seguida... ●○○○○ E dou-lhe uma "bolinha", porque de facto, o filme até tem subjacente uma boa história e que podia e deveria ter sido bem aproveitada. Pode ser que alguém se lembre de pegar nela e fazer algo que valha mesmo a pena ver...
Não é este o caso. Tudo aqui é tão pobremente péssimo que se torna horrível. É penoso de ver. É o exemplo mais gritante de um daqueles filmes pseudo-intelectuais que dá mau nome aos filmes pseudo-intelectuais. Chateiam-me estes filmes esotéricos de festival internacional, que não são mais do que filmes da treta. Irritam-me. Tiram-me do sério. Isto é o quê? Um drama abstracto? Um filme-documentário? O que é isto? É que eu não consigo classificar. A narrativa é praticamente inexistente. O som é péssimo. A imagem e a fotografia são horríveis, apesar das paisagens serem deslumbrantes. Os actores, coitados, nem sequer consigo comentar. É um estilo de cinema que me passa totalmente ao lado. A mim e ao resto do mundo, sendo que a excepção são os outros pseudo-intelectuais que têm de viver de subsídios estatais para fazer "cinema-arte" - porque ninguém entra com o dinheiro para produzir estas coisas que têm literalmente zero de audiência - o elenco envolvido, a restante equipa de produção e o júri de Cannes. E o Paulo Branco..
Conheço perfeitamente esta lógica cinematográfica. Colar ruídos mecânicos às coisas más e deixar rolar a câmara serenamente para dar a sensação de conforto e passividade. Mostrar rostos humanos. Planos excruciantemente longos e estáticos para mostrar a "crueldade do momento". Já vi esse estratagema milhentas vezes e de todas as vezes que vejo, detesto. Há quem diga que é a "arte do cinema", mas eu chamo-lhe vazio e pseudo-intelectual. Para mim, isto não é nada. Vale zero. Isto é quase como dizer que a simplicidade é uma parede branca, portanto vamos ficar 2 horas a olhar para a parede branca e assim imaginamos o filme que quisermos. Bem, já houve um gajo que pôs toda a gente a olhar para uma tela negra a imaginar como seria o filme, portanto... Mas esse era tolo e tinha outras intenções que são bem conhecidas... Mas isto é outra coisa. É treta "moderna", o que não deixa de ser uma treta, mesmo que tenha milhentos prémios internacionais. É tão vazio como os filmes de super-heróis da Marvel, se bem que esses, pelo menos, levam pessoas aos cinemas e dão lucro.
Este é o verdadeiro filme de eleição do "crítico profissional de cinema". É que estou mesmo a ver. "A rudeza dos planos, a inexistência de contextos aplicáveis, a desconexão emocional. O realizador filma a vida como se estivesse coberta por um lençol de cinzas que abafa o quotidiano, a estética, a materialidade e a forma..." Tretas, tretas, tretas e mais tretas pseudo-intelectuais... Eu avisei logo de início que estes filmes me irritam... "Obriguei-me" a despender duas horas da minha vida, só para confirmar aquilo que já estava à espera. Irritou-me tanto, que o gravei na televisão só para ter o prazer de o apagar logo de seguida... ●○○○○ E dou-lhe uma "bolinha", porque de facto, o filme até tem subjacente uma boa história e que podia e deveria ter sido bem aproveitada. Pode ser que alguém se lembre de pegar nela e fazer algo que valha mesmo a pena ver...
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Se há gajo que raramente falha é o Steven Soderbergh. Até num filme menor, como é o caso deste Side Effects. Não vale a pena dourar a pílula: o filme é fracote. Tendo em conta que é um "Soderbergh". Não fossem os actores serem mesmo bons (Rooney Mara, Catherine Zeta-Jones, Channing Tatum, Jude Law), diria que é quase um telefilme. Aliás, em partes da história, pareceu-me quase que estava a ver um episódio da mítica série Alfred Hitchcock Presents.
É o principal problema do filme: a história é confusa e tem demasiados "side effects". O que começa por ser uma história de psicólogo estável /paciente deprimida, rapidamente se torna numa paranóia com medicamentos experimentais e depois passa a drama pessoal/familiar com contornos escondidos... é um bocadinho confuso, mas mais do que isso é incoerente.
Mas o que me ficou mais visível aqui, é a facilidade que o Soderbergh tem em realizar um filme. Até é irritante. Dá a impressão que fez isto num fim-de-semana em que estava aborrecido e sem nada para fazer, lembrou-se: "vou fazer um filmito para me entreter; e vou escrevendo-o à medida que o vou filmando... Depois vê-se no que isto dá..." E, se calhar, até foi mesmo assim que aconteceu... Apesar de todas as falhas, é melhor que muita coisa que tenho visto. ●●○○○
É o principal problema do filme: a história é confusa e tem demasiados "side effects". O que começa por ser uma história de psicólogo estável /paciente deprimida, rapidamente se torna numa paranóia com medicamentos experimentais e depois passa a drama pessoal/familiar com contornos escondidos... é um bocadinho confuso, mas mais do que isso é incoerente.
Mas o que me ficou mais visível aqui, é a facilidade que o Soderbergh tem em realizar um filme. Até é irritante. Dá a impressão que fez isto num fim-de-semana em que estava aborrecido e sem nada para fazer, lembrou-se: "vou fazer um filmito para me entreter; e vou escrevendo-o à medida que o vou filmando... Depois vê-se no que isto dá..." E, se calhar, até foi mesmo assim que aconteceu... Apesar de todas as falhas, é melhor que muita coisa que tenho visto. ●●○○○
Não resisto a ver um filme sobre futebol, ainda por cima em ano de Mundial... A principal razão para isso é que não há bons filmes sobre futebol, por isso estou sempre à espera de ser surpreendido. Para ser franco, ainda não foi desta. Pelé: Birth of a Legend até nem é propriamente mau mas parece um telefilme. Pode ser por ter atrás das câmaras um realizador de documentários (Jeff Zimbalist), ou porque simplesmente é mesmo um telefilme. Não sei. Para um filme sobre futebol (que gera tanta emoção incompreensível e incontrolável) falta-lhe intensidade. Achei também estranha a escolha de actores brasileiros para depois os por a falar inglês. Ainda por cima ficam com um sotaque estranhíssimo. Por lá passam Vincent D'Onofrio, Rodrigo Santoro, Seu Jorge, e como não podia deixar de ser, o verdadeiro Pelé, mas tudo muito low-profile. Grande falha na escolha dos dois miúdos (Kevin de Paula e Leonardo Lima Carvalho) que fazem de Pelé. Muito inconstantes e muito pouco à vontade, se bem que vão melhorando com o correr do filme. Claro que tem alguns bons momentos, mas é mesmo só isso, alguns bons momentos. Filme aceitável, mas fracote. ●●○○○
Esgotado o stock de super-heróis, eis que chega... Doctor Strange... Xi... Que grande chachada... Mas uma chachada da Marvel, por isso não se pode dizer muito mal, porque tem imensos fãs e rende milhões nas bilheteiras. Não. É uma grande chachada só que agora com efeitos especiais psicomarados e cenas místico-mentalistas... ou lá que era...
E ainda por cima tem manipulação do tempo, a pior coisa que se pode introduzir na narrativa de um filme. Para ver quando não houver mais nada para ver e nunca mais rever... Como sempre (e o pessoal da Marvel sabe disso muito bem), só mesmo o lote de bons actores (Benedict Cumberbatch, Mads Mikkelsen e Tilda Swinton)é que tornam esta cena "comestível"... ●○○○○
E ainda por cima tem manipulação do tempo, a pior coisa que se pode introduzir na narrativa de um filme. Para ver quando não houver mais nada para ver e nunca mais rever... Como sempre (e o pessoal da Marvel sabe disso muito bem), só mesmo o lote de bons actores (Benedict Cumberbatch, Mads Mikkelsen e Tilda Swinton)é que tornam esta cena "comestível"... ●○○○○














