... Mad Max: Fury Road. A palavra restart faz todo o sentido. Um dos primeiros filmes que vi foi precisamente Mad Max. E também um dos primeiros que comentei aqui no blog. Dizia eu desse primeiro filme: "Conhecendo a indústria do cinema e face à cada vez maior dificuldade em
produzir novos argumentos, de certeza que estará para breve mais uma
sequela...". Bem, em parte, enganei-me. Fury Road não é bem uma sequela. É mais um restart. Quer dizer, não sei muito bem o que é. Parece que é uma espécie de sequela (com outros actores) para quem viu os filmes originais, e uma espécie de restart da franchise para conquistar os novos fãs.
Tenho uma ligação bastante pessoal a estes filmes. Por isso, quando vi este novo filme, fiquei imensamente desapontado. Quase não o conseguir ver até ao fim. Era demasiada pirotecnia para aguentar e muito pouco Mad Max. Queria ir à
casa de banho e não conseguia porque a acção decorria sem parar. É um exagero
visual e já agora um exagero total. Confirmei isso mais tarde, numa entrevista do George Miller em que ele diz que toda a acção do filme já estava delineada, mesmo antes de haver guião. Isto, porque o filme foi pensado como uma perseguição contínua e sem paragens. E é isso exactamente que o filme é: uma enorme e imparável perseguição. O meu problema com Fury Road é que é "apenas" isso. Não tem mais nada. Um dos pontos mais negativos do filme é o próprio Max. Obviamente que prefiro o Mad Max do Mel Gibson ao do Tom Hardy. Não pelo Tom Hardy em si (que é um dos gajos que mais curto na actualidade), mas porque não é o Mel Gibson. Num restart deste género até acho que fizeram bem em trocar o actor principal, porque o Mel Gibson já está um bocado acabado fisicamente. Mas já não concordo com a quase passagem para segundo plano da personagem principal. Afinal quem é que dá o nome ao filme: o Mad Max ou a (Charlize Theron) Furiosa?
O que salva o filme é precisamente o que tem: a realização das perseguições é excepcional, o som é excelente, a fotografia também e a montagem das cenas é ainda melhor. Isto tudo embrulhado no melhor design de produção dos últimos tempos, dá um excelente filme de acção. Tecnicamente, Mad Max: Fury Road, não tem nada de mal.
O que me deixa chateado neste filme é mais uma questão pessoal do que técnica ou crítica. É o facto de mostar que estou a ficar velho. Os meus filmes de miúdo, os meus filmes e os meus actores de referência, já chegaram ao ponto de precisarem de um restart. Muitos dos filmes que vi já são tão velhos que é preciso fazer novas versões. I'm too old for this shit... ●●●○○
Restart. Restart. Restart. Aqui está uma palavra que não me sai da cabeça.
Em primeiro lugar, um restart ao blog. Tal como já tinha escrito algures por aqui, escrever num blog é uma actividade cíclica; escrevo sem parar durante algum tempo, até que finalmente, paro. Presumo que chegando àquela altura em que o hobby se transforma numa espécie de trabalho ou uma obrigação, os meus neurónios começam a deixar de funcionar. Fico sem nenhuma pica para a escrita.
Neste caso, não foi (só) isso que aconteceu. Primeiro, o computador avariou; depois actualizou o SO com tudo o que isso tem de negativo quando a máquina já é velha; a seguir, esqueci-me dos meus logins e passwords; e para piorar ainda mais a situação, entrei numa espiral de trabalho que me deixou com nenhum tempo para vir para aqui escrever. Bem, o tempo continua a ser espremido ao segundo, mas pelo menos a máquina já funciona. Mais ou menos. Pelo menos, dá para vir aqui para trás do monitor, sentar-me em frente ao teclado e digitar longas baboseiras críticas sobre todos os filmes que vou vendo...
Em segundo lugar, queria ligar o "restart" a um filme. Parece-me que a "ligação" óbvia, com mais sentido, será...
Em primeiro lugar, um restart ao blog. Tal como já tinha escrito algures por aqui, escrever num blog é uma actividade cíclica; escrevo sem parar durante algum tempo, até que finalmente, paro. Presumo que chegando àquela altura em que o hobby se transforma numa espécie de trabalho ou uma obrigação, os meus neurónios começam a deixar de funcionar. Fico sem nenhuma pica para a escrita.
Neste caso, não foi (só) isso que aconteceu. Primeiro, o computador avariou; depois actualizou o SO com tudo o que isso tem de negativo quando a máquina já é velha; a seguir, esqueci-me dos meus logins e passwords; e para piorar ainda mais a situação, entrei numa espiral de trabalho que me deixou com nenhum tempo para vir para aqui escrever. Bem, o tempo continua a ser espremido ao segundo, mas pelo menos a máquina já funciona. Mais ou menos. Pelo menos, dá para vir aqui para trás do monitor, sentar-me em frente ao teclado e digitar longas baboseiras críticas sobre todos os filmes que vou vendo...
Em segundo lugar, queria ligar o "restart" a um filme. Parece-me que a "ligação" óbvia, com mais sentido, será...
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