Quando se fala de música rock é impossível não mencionar os Queen. Fala-se muitas vezes nas melhores bandas do mundo, e é sempre um tópico quente. Gosto de muitas bandas rock míticas: Led Zeppelin, The Doors, mas tenho um lugar no meu cérebro especialmente para os Pink Floyd. Quando penso na melhor banda de sempre, lembro-me sempre dos Pink Floyd em primeiro lugar. É um tipo de música que me toca fundo no cérebro. Mas depois ponho a rolar um Greatests Hits dos Queen e começo a ver a quantidade de hits, singles e músicas que passaram directamente para a cultura pop, e então tenho de admitir que os Queen são provavelmente a melhor banda do mundo. De sempre.
Contrariamente às outras bandas lendárias, a música dos Queen é algo incoerente. Ao passo que a sonoridade de base de uns Doors ou Led Zeppelin é mais ou menos linear e constante ao longos das décadas, a música dos Queen vai mudando e passando por vários estilos. Quase ao ritmo da mudança visual do Freddy Mercury... E estranhamente, isto nunca lhse retirou sonoridade. Passa do glam rock dos 70's, desdobra-se em vários estilos pelo meio dos 80's e termina num pop mais leve nos 90's juntamente com um lado mais básico e pessoal do Mercury. Mas a música permanece sempre excepcionalmente boa. É estranho. Isto nem devia ter acontecido. Já vi alguns documentários sobre os Queen e por isso conheço relativamente bem os elementos da banda. E a minha única explicação para aquilo funcionar sempre bem em termos musicais é o background profissional deles. Tirando o Freddy Mercury - que nasceu para ser performer e nunca poderia ter sido outra coisa -, todos eles têm formação académica e/ou técnica: Brian May é formado em astrofísica, Roger Taylor formou-se em biologia e John Deacon estudou electrónica... Isto é tudo pessoal muito técnico. Acho que é por causa disso que a música é tão... tão... Não sei explicar. Acho que de alguma forma eles conseguiram alinhar as músicas e as batidas com os nossos chacras, o palpitar do coração ou com a via láctea e os planetas... Não sei... Sei que a música dos Queen "funcionou" durante os 30 anos de existência da banda e continua a bater forte em todas as novas gerações, como se a música deles fosse lançada agora pela primeira vez. Sempre que aparece um filme ou um anúncio com uma música dos Queen, dá a impressão que a banda ainda existe e que aquela composição é de "agora". Os Queen atingiram a intemporalidade.
Como já sou meio-jurássico ainda me lembro do Live Aid do Bob Geldof, em 1985. Passaram por lá as maiores bandas e os melhores cantores do mundo naquela altura. Desses, entretanto já se eclipsou tudo da memória... tirando aquela performance dos Queen. É uma coisa que fica para sempre. Vindo de uma banda que se estava a separar e que já não tocava há algum tempo... é preciso ser mesmo muito bom para dar um show daqueles.
E depois há Bohemian Rhapsody. No campo da música moderna, tipo pop e rock, acho que não há dúvidas que é a melhor música de sempre. Nunca conheci ninguém que não gostasse da música. Mas para além da estranheza daquela junção marada de estilos musicais e operáticos, há algo naquela música ainda mais profundo. A letra e as performances do Freddy têm um carácter tão estranhamente premonitório que se torna até assustador. Parece que ele sabia como iria acabar e como tudo se desenrolaria no final... Bem, se calhar estou novamente a ver coisas onde elas não existem... Mas é que eu sinto.
Os Queen faziam músicas que são inexplicáveis e facilmente reconhecidas por qualquer pessoa no mundo inteiro. Daí que fazer um filme sobre a banda e as raízes das músicas, nunca seria uma tarefa fácil e um risco muito grande. Mas há que dizer que Bryan Singer fez um bom trabalho. Bohemian Rhapsody é um filme totalmente aceitável porque capitaliza na atracção quase visceral e também intemporal da música do Queen. Foi um enorme êxito de bilheteira, o que para mim não foi surpresa nenhuma. Acho que qualquer filme mixuruca (o que não é o caso) que tivesse banda sonora dos Queen seria sempre bom. Mas à parte da música, o filme realmente está bem feito, porque assenta num guião perfeitamente estruturado. É um biopic bem feito, bem realizado e muitíssimo bem interpretado por Rami Malek. E aqui há que mencionar o protagonista. Ter uma cara parecida com o Freddy Mercury não é esforço nenhum. Mas há que lhe dar todo o mérito pela forma como lhe deu "corpo" e como mimetizou muitas daquelas nuances tão típicas e únicas do Freddy Mercury. E isso era provavelmente a coisa mais difícil de conseguir. Já o restante pessoal (Lucy Boynton, Gwilym Lee, Ben Hardy, Joseph Mazzello) faz essencialmente de secundário e acaba mesmo por ser secundário, porque só lá estão devido às parecenças físicas com a banda original e para servir de suporte para a grande performance de Malek. Não deixa de ser curioso que os Queen tenham aparentemente "sofrido" do mesmo problema... Apesar de ser um filmito bastante "normal", Bohemian Rhapsody, acaba por ser agradável porque mostra um pouco o "interior" da banda, os confrontos e as fontes de inspiração para algumas músicas, assim como toda a dualidade e demónios do grande monstro e génio dos palcos que foi Freddy Mercury. E só por isso já vale bem o bilhete. ●●●○○
Na década de 30, Bobby, um jovem do Bronx muda-se para Hollywood para trabalhar com o tio na produção de filmes e acaba envolvido com a sua secretária que também anda metida com ele. Apesar de ser a típica trama de Woody Allen e quase a fazer lembrar os filmes do "antigo Woody", nota-se que a chama de outros tempos já se foi. Café Society é um filme competente, vindo de uma pessoa que simplesmente respira cinema... mas é relativamente inócuo. A comédia é muito subtil e as típicas "confusões" são já muito previsíveis e sem grande fulgor. Kristen Stewart e Steve Carell fazem os seus papéis num tom muito cinzento e monótono e Jesse Eisenberg é o que destaca mais pela positiva, ainda que mais uma vez numa nova versão moderna de "Woody Allen". Compreendo que Allen tenha uma paixão enorme por fazer filmes e sei que tem mais capacidades de realizador numa só perna do que a maioria dos realizadores tem no corpo todo. É daqueles gajos que consegue escrever um guião num guardanapo enquanto espera pelo hambúrguer e que faz um filme com o telemóvel enquanto espera pela sobremesa. Mas se calhar o Woody Allen devia repensar a sua estratégia de a torto e a direito "despachar" anualmente filmes mediano e se calhar fazer apenas filmes de 3 em 3 anos mas em condições aceitáveis. Ainda assim, não trocava um Woody Allen "mediano" destes por dez filmes de entretenimento da treta... ●●○○○
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Pergunto-me quantas vezes mais vão pegar na história do herói com amnésia e que depois de recuperar a memória vai se vingar do fulano que lhe fez mal... É que já chateia ver sempre as mesmas histórias. Mesmo que o guião seja da autoria do James Cameron e a realização seja do Robert Rodriguez, a sensação que fica é de um enorme deja vu.
Rosa Salazar, Christoph Waltz, Jennifer Connelly, Mahershala Ali e um dos meus actores preferidos da actualidade, Jackie Earle Haley andam por aqui, esforçam-se imenso para ter "tempo de antena" de qualidade, mas não faz muita diferença. O filme é flat em termos de história porque todo o foco de atenção foi nitidamente virado para os espectaculares efeitos especiais que dão vida à cyborg Alita e aos seus movimentos. Os cenários futuristas estão muito pouco desenvolvidos e explorados e tudo se resume a cyborgs ou pessosa com implantes cibernéticos em CGI. Muito fraquinho. É um reflexo moderno do poderio do CGI: parece que quanto mais fácil é fazer efeitos especiais, mais difícil é construir uma história de jeito para os suportar... Alita: Battle Angel é visível, mas demasiado previsível. Até no pormenor do final em aberto para a sequela e respectiva franchise. Havia aqui muita acção para explorar e muitas histórias para desenvolver. Ficou um pouco da acção e foi-se a história. Tornou-se assim apenas mais um filme banal de entretenimento... Parece quase um filme de "desenhos animados". Um desperdício total. ●○○○○
Rosa Salazar, Christoph Waltz, Jennifer Connelly, Mahershala Ali e um dos meus actores preferidos da actualidade, Jackie Earle Haley andam por aqui, esforçam-se imenso para ter "tempo de antena" de qualidade, mas não faz muita diferença. O filme é flat em termos de história porque todo o foco de atenção foi nitidamente virado para os espectaculares efeitos especiais que dão vida à cyborg Alita e aos seus movimentos. Os cenários futuristas estão muito pouco desenvolvidos e explorados e tudo se resume a cyborgs ou pessosa com implantes cibernéticos em CGI. Muito fraquinho. É um reflexo moderno do poderio do CGI: parece que quanto mais fácil é fazer efeitos especiais, mais difícil é construir uma história de jeito para os suportar... Alita: Battle Angel é visível, mas demasiado previsível. Até no pormenor do final em aberto para a sequela e respectiva franchise. Havia aqui muita acção para explorar e muitas histórias para desenvolver. Ficou um pouco da acção e foi-se a história. Tornou-se assim apenas mais um filme banal de entretenimento... Parece quase um filme de "desenhos animados". Um desperdício total. ●○○○○
Um miúdo com argumentação de adulto tem queda para acidentes. Na realidade, uma acidente grave uma vez por ano. Uma família que não se ama e uma série de psicólogos que não ligam muito ao caso. Quando o miúdo cai dum precipício e fica em coma, abre-se todo um horizonte de realidade(s) e fantasia(s), que por vezes são difíceis de distinguir. Especialmente para o médico que segue o seu estado clínico...
The 9th Life of Louis Drax podia ser melhor, mas mesmo assim é um thriller relativamente aceitável. Parece um filho ilegítimo de Le fabuleux destin d'Amélie Poulain com o Shape of Water do Del Toro. Bebe em demasia deste tipo de cinema fantástico e acaba por ser polido demais. Se por vezes é absolutamente genial nos pormenores, por outro lado parece demasiado cliché e previsível, o que o torna algo desconexo e descompensado. Parece que Alexandre Aja não sabia muito bem em que direcção virar o filme e por isso foi deixando rolar a fita para ver no que a coisa dava. Fiquei com a impressão que o guião foi sendo escrito à medida que o filme se desenrolava... É um mix de coisas com muita potencialidade mas sem nunca serem exploradas em profundidade. The 9th Life of Louis Drax nunca se "assume" verdadeiramente como sendo um filme do fantástico, de mistério ou de terror... Vai flutuando entre estas temáticas e por isso o resultado final não é bom. Mas também não é totalmente mau. O que é uma pena. A história tem muito potencial.
Aiden Longworth, o miúdo que dá corpo a Louis Drax é muito bom e tem nuances de actor experiente. Foi muito bem escolhido. No mesmo nível estão Aaron Paul, Jamie Dornan, Sarah Gadon e num plano mais secundário, Oliver Platt passeia qualidade. "Esquecível" mas totalmente "visível". ●●○○○
The 9th Life of Louis Drax podia ser melhor, mas mesmo assim é um thriller relativamente aceitável. Parece um filho ilegítimo de Le fabuleux destin d'Amélie Poulain com o Shape of Water do Del Toro. Bebe em demasia deste tipo de cinema fantástico e acaba por ser polido demais. Se por vezes é absolutamente genial nos pormenores, por outro lado parece demasiado cliché e previsível, o que o torna algo desconexo e descompensado. Parece que Alexandre Aja não sabia muito bem em que direcção virar o filme e por isso foi deixando rolar a fita para ver no que a coisa dava. Fiquei com a impressão que o guião foi sendo escrito à medida que o filme se desenrolava... É um mix de coisas com muita potencialidade mas sem nunca serem exploradas em profundidade. The 9th Life of Louis Drax nunca se "assume" verdadeiramente como sendo um filme do fantástico, de mistério ou de terror... Vai flutuando entre estas temáticas e por isso o resultado final não é bom. Mas também não é totalmente mau. O que é uma pena. A história tem muito potencial.
Aiden Longworth, o miúdo que dá corpo a Louis Drax é muito bom e tem nuances de actor experiente. Foi muito bem escolhido. No mesmo nível estão Aaron Paul, Jamie Dornan, Sarah Gadon e num plano mais secundário, Oliver Platt passeia qualidade. "Esquecível" mas totalmente "visível". ●●○○○
Face à recente enxurrada de filmes medíocres de super-heróis, Spider-Man, Into the Spider-Verse é surpreendentemente bom. Sem ser uma obra prima da animação acaba por ser um bom filmito do trio de realizadores Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman.
Com as vozes principais de Shameik Moore, Jake Johnson e Hailee Steinfeld e os inconfundíveis Liev Schreiber, Chris Pine e Nicolas Cage (versão noir, pois claro...) a darem profundidade a a uma história muito bem esgalhada de tempos trocados e multi-dimensões entrecruzadas. Como acontece quase sempre que se pega na temática do "tempo", poderia ter sido um desastre... mas incrivelmente conseguiram que a história faça todo o sentido. Muito bem feito. Normalmente vejo este filmes com aquela espécie de sentimento de missão que é: já sei que vou encontrar a mesma cena de sempre mas tenho de ver para confirmar... No primeiro terço do filme já me tinha passado o sentimento e até já estava verdadeiramente a gostar... Uma raridade no panorama actual dos filmes de super-heróis. Parabéns à Sony por manter alguma normalidade nesta temática.. ●●○○○
Com as vozes principais de Shameik Moore, Jake Johnson e Hailee Steinfeld e os inconfundíveis Liev Schreiber, Chris Pine e Nicolas Cage (versão noir, pois claro...) a darem profundidade a a uma história muito bem esgalhada de tempos trocados e multi-dimensões entrecruzadas. Como acontece quase sempre que se pega na temática do "tempo", poderia ter sido um desastre... mas incrivelmente conseguiram que a história faça todo o sentido. Muito bem feito. Normalmente vejo este filmes com aquela espécie de sentimento de missão que é: já sei que vou encontrar a mesma cena de sempre mas tenho de ver para confirmar... No primeiro terço do filme já me tinha passado o sentimento e até já estava verdadeiramente a gostar... Uma raridade no panorama actual dos filmes de super-heróis. Parabéns à Sony por manter alguma normalidade nesta temática.. ●●○○○
Forrest Gump! O que dizer? É um filme perfeito a todos os níveis. É a simplicidade total aliada à genialidade. Nada a apontar. É comovente, inocente, verdadeiro e inspirador. Faz chorar e faz rir. É tão completo quanto uma vida inteira. Uma verdadeira obra-prima. Irrepreensível a todos os níveis. Não tenho mais adjectivos. Em 1994, Robert Zemeckis tinha nas mãos tecnologia digital de ponta e podia, se quisesse, ter feito uma treta qualquer com dragões ou extraterrestres. Mas como é um dos melhores realizadores de sempre (apesar de ninguém o considerar), pegou nessas novas técnicas de filmar e decidiu mostrar os momentos mais marcantes da história dos Estados Unidos nas últimas décadas do século XX. E fê-lo através do olhar e da vida de Forrest Gump. Há quem considere a personagem de Gump como deficiente, autista ou simplesmente um gajo com QI muitíssimo baixo. Acho que não interessa a distinção. Para mim, Forrest Gump, mais que uma personagem assim ou assado, é um símbolo. Um símbolo de generosidade sem esperar retribuição, um símbolo de uma inocência perdida, um símbolo de um tipo de personagem quotidiana que se perdeu no tempo e que já só existe numa certa memória colectiva do passado. E este símbolo, mais do que dar a sua perspectiva diferente dos acontecimentos que toda a gente conhece, transformou Forrest Gump (o filme) num verdadeiro conto moral moderno. Aquelas pessoas no banco, enquanto esperam pelo autocarro, somos nós, as pessoas normais, sou eu, o gajo normal, endurecido pela acelerada e desumanizada vida moderna, a ser confrontado com aquela personagem antiga, aquela visão deturpada mas terna, aquela inocência perdida de um tempo áureo que já não existe. É como quando uma pessoa olha para trás, mesmo para os momentos piores da vida e parece que o que vem imediatamente à cabeça são aquelas partes melhores e mais cómicas... faço-me entender? Se calhar não... Pelo menos, foi o que eu senti na altura, e é o que ainda sinto, quando revejo o Forrest Gump.
Para todos os efeitos, Tom Hanks "é" o Forrest Gump. Zemeckis pode ser a mente de Gump, mas Tom Hanks é que lhe deu corpo, vida e alma. Sally Field, Robin Wright e Gary Sinise podem estar impecáveis, mas Tom Hanks é decididamente o rei da fita. Uma das suas melhores interpretações, se não mesmo a melhor de todas. Forrest Gump é um dos meus filmes preferidos de sempre. Para mim é uma obra-prima moderna, repleta de momentos comoventes, extraordinários e memoráveis. Simplesmente épico e brilhante a todos o níveis. Não só é super-recomendado, como o considero obrigatório. ●●●●●
Para todos os efeitos, Tom Hanks "é" o Forrest Gump. Zemeckis pode ser a mente de Gump, mas Tom Hanks é que lhe deu corpo, vida e alma. Sally Field, Robin Wright e Gary Sinise podem estar impecáveis, mas Tom Hanks é decididamente o rei da fita. Uma das suas melhores interpretações, se não mesmo a melhor de todas. Forrest Gump é um dos meus filmes preferidos de sempre. Para mim é uma obra-prima moderna, repleta de momentos comoventes, extraordinários e memoráveis. Simplesmente épico e brilhante a todos o níveis. Não só é super-recomendado, como o considero obrigatório. ●●●●●
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Um jovem casal (Kelly Reilly e Michael Fassbender) faz uma viagem de férias até ao idílico Eden Lake. O sítio é espectacular, com um lago de águas calmas rodeado de uma belíssima paisagem natural. Tudo corria perfeitamente bem até que os gunas do local (Jack O'Connell e restantes miúdos) aparecem para estragar tudo... E aí a paisagem muda da beleza natural para a dor, para a frustração, para a raiva e para a sobrevivência. Tenho que admitir que tive de parar o filme a meio. Estava a dar-me cabo dos nervos e do estômago. Na ruralidade mais profunda deste país já estive perante situações que parecem o início de Eden Lake, daí que o filme estivesse a "afectar-me" psicologicamente e até fisicamente. Mas lá retomei o filme e fiquei ainda mais desconcertado. O guião exagera nas peripécias, na imprevisibilidade e tudo o que pode correr mal, corre ainda pior, mais violento e mais gore. James Watkins, o realizador, parece que tem prazer em fazer aqueles dois personagens sofrer... e a mim também.
Resumidamente, Eden Lake é uma dor contínua de filme, muito difícil de ver até ao fim. Já agora, odiei o final. Mas odiei no "bom sentido". É uma espécie de Deliverance brit, exagerado mas bem feito. Uma agradável surpresa desagradável. Vendo o final percebe-se o que quero dizer... Recomendado apenas a mentes e estômagos mais fortes... ●●●○○
Resumidamente, Eden Lake é uma dor contínua de filme, muito difícil de ver até ao fim. Já agora, odiei o final. Mas odiei no "bom sentido". É uma espécie de Deliverance brit, exagerado mas bem feito. Uma agradável surpresa desagradável. Vendo o final percebe-se o que quero dizer... Recomendado apenas a mentes e estômagos mais fortes... ●●●○○
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Um miúdo de 14 anos tem a habilidade de gritar uma palavra mágica e transforma-se no super-herói conhecido como Shazam! Assim que ouvi a premissa, pensei: "Isto existe mesmo?" "Há mesmo um super-herói assim?" "Isto deve ser tanga, não pode ser!". "Deve ser uma sátira ou algo semelhante". E por isso fui ver. Grande erro. É mesmo verdade! Pensei que era uma brincadeira, mas afinal é verdade. E muita estupidez. Já nem consigo sequer criticar estes filmes e as preferências do público por este tipo de "produtos". É simplesmente mau demais e estupidificante demais. Só falta mesmo um filme sobre o Bananaman...
Dirigido por David F. Sandberg, com Zachary Levi a fazer um papel ridículo, Mark Strong a envergonhar-se para ganhar umas massas e mais pessoal (Asher Angel, Djimon Hounsou) para encher os créditos.
Apesar de ser uma patetice pegada, até gostava de ter este super-poder de conseguir gritar "Shazam!" e mandar magicamente estes filmes da treta para o vazio do espaço... ●○○○○
Dirigido por David F. Sandberg, com Zachary Levi a fazer um papel ridículo, Mark Strong a envergonhar-se para ganhar umas massas e mais pessoal (Asher Angel, Djimon Hounsou) para encher os créditos.
Apesar de ser uma patetice pegada, até gostava de ter este super-poder de conseguir gritar "Shazam!" e mandar magicamente estes filmes da treta para o vazio do espaço... ●○○○○
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Shazam!,
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Zachary Levi
É-me muito difícil dar 0 a um filme, ainda por cima sendo português, porque gostava que as produções nacionais tivessem sempre sucesso ou pelo menos fossem feitas em condições. Mas para dar zero a um filme, tem mesmo de ser muito mau. É o caso de RPG, que conta a história (já muito batida) do ricaço velhote que, num futuro não muito distante, faz tudo ao seu alcance para voltar a ser jovem. Neste caso, isso consegue-se entrando numa espécie de jogo virtual, se bem que nunca entenda muito bem porquê nem como, porque... não interessa... e provavelmente dava muito trabalho a explicar... Acho que toda esta treta de história mal amanhada foi mesmo só para justificar o título internacional... Mas se a história é má por ser tão batida como a Sé de Braga, então o resto nem se fala. Sem realização, sem fotografia, sem som, sem música e... sem actores. Parecem todos amadores (Cian Barry, Alix Wilton Regan, Christopher Goh, Genevieve Capovilla, Débora Monteiro), ou que foram recrutados à pressa de uma produção porno barata que estavam a filmar no descampado ali ao lado para colmatar os actores verdadeiros que abandonaram a produção... Não entendo estas escolhas. Destaca-se um pouquinho o Pedro Granger (se bem que até meio do filme está mais preocupado em tentar falar inglês escondendo o sotaque português do que outra coisa), a breve aparição da Soraia Chaves e mais nada se aproveita. É tão mau que só visto. Estava a ver o filme e a única coisa que me passava pela cabeça é que "aquilo" parecia uma espécie de Casa dos Segredos filmada nuns escombros abandonados com a qualidade de uma novela antiga da TVI (que é como quem diz, para aí do ano passado...), porque até as novas têm mais qualidade cinematográfica que isto. Uma nulidade total com assinatura de Tino Navarro e David Rebordão. Mas a única pergunta que fica é: que estás a fazer aqui Rutger Hauer? Enlouqueceste?! Ou simplesmente foste enganado? Não percebi o que o homem estava a aqui a fazer... Mas também não percebi como consegui aguentar até ao fim... Li aqui pela net umas críticas que de alguma forma desculpavam esta porcaria audiovisual pelo facto de o "tuga" normal não gostar de produções portuguesas. Depois de ver isto, mas quem é que quer voltar a uma sala de cinema para ver um filme português? Os realizadores portugueses são todos "de autor" e não conseguem fazer ficção cientifica e comercial em condições? Então simplesmente não o façam, embora eu não acredite nessa opção porque por exemplo o trailer foi feito em condições para "vender" o filme e engana perfeitamente uma pessoa mais desatenta, como foi o meu caso... É que este RPG roça o ridículo e não é aquele rídiculo-sy-fy. É mesmo o ridículo-mau, deprimente e embaraçoso. ○○○○○
Alguém aqui já viu o Wreck-it Ralph? Pois é provável. Bem, isto é a sequela. E é a mesma coisa. Só que em vez de se passar no cenário dos jogos arcade, agora passa-se no mundo da Internet, daí o nome... Ralph Breaks the Internet. Mas tem piada? Tem alguma, muito esporadicamente, aqui e ali. Esta nova "entrega de fascículo" da dupla Phil Johnston e Rich Moore acrescenta alguma coisa à "entrega" anterior? Nada. Absolutamente nada. Melhorou em algum aspecto? Nem por isso e, pelo contrário, até acho que piorou. Safam-se as vozes empenhadas de John C. Reilly, Sarah Silverman, Gal Gadot e Alfred Molina para dar alguma vida e alma a um produto industrial para vender pipocas. Ralph Breaks the Internet existe apenas e só por motivos financeiro-contabilísticos. E isso eu nunca consigo perdoar. ●○○○○









