É véspera de Ano Novo e o primeiro dia de trabalho no Hotel Mon Signor para o paquete Ted (também conhecido como Ted, the Bellhop [para mim será sempre o Ted, the Bellboy]). Sozinho no trabalho, Ted vai-se cruzar com a gente mais estranha que se pode imaginar.
Four Rooms é uma rara colaboração de quatro realizadores que dão quatro histórias (muito) diferentes com a excepcional personagem de Ted (Tim Roth) a servir de continuidade. Allison Anders realizou "The Missing Ingredient", Alexandre Rockwell realizou "The Wrong Man", Robert Rodriguez realizou "The Misbehavers" e Quentin Tarantino realizou "The Man from Hollywood"
Podia ter saído um bom filme, mas não foi o caso. De relevo só mesmo a parte do Tarantino. O resto é dispensável. O filme do Rodriguez ainda escapa, mas os dois primeiros deviam ter ficado no chão da sala de montagem.
A parte do Tarantino é um livro de estilo e um exemplo de como fazer um bom filme usando apenas os actores e a história. Hoje em dia, parece que se esqueceu que é assim que se fazem filmes. É de nota 5.
Os actores são muitos e variados: Valeria Golino, Madonna, Jennifer Beals, Antonio Banderas, Quentin Tarantino, Marisa Tomei e Bruce Willis só para mencionar os mais conhecidos. Mas tudo fica em segundo plano comparado com a verdadeira estrela deste filme: Tim Roth. Nunca percebi porque é que não pegaram na personagem e a "expandiram" para uma verdadeira longa metragem. É uma personagem tão única, excêntrica e cómica que merecia muito mais "tempo de antena". É uma pena.
Como o Tarantino é grande adepto das antiguidades, faço figas para que um dia, quando se chatear dos westerns, volte a ligar o VHS (aposto que ele usa VHS e não Beta [desculpa Sony!]), meta lá as cassetes de filmes dos anos 90 e volte à carga com o Ted, the Bellhop. ●●○○○
CONTINUA DAQUI...
Ao longo do tempo, em conversas sobre filmes, fui-me apercebendo que toda a gente já tinha visto o Jaws. Mas fiquei sempre surpreendido por perceber que muita gente não sabia que tinha existido uma sequela. Na realidade são três. Melhor dizendo, duas sequelas e uma coisa meio roubada que tem algo que ver com tubarões. O Jaws 2 é o menos mau de todas as sequelas. Os outros dois são filmes horripilantes e cópias do primeiro. O Jaws 3-D é especialmente mau porque é do tempo das primeiras experiências revolucionárias do cinema 3D, juntamente com uma (aparente) dose de amadorismo?! Nem sei muito bem o que dizer. É preciso ver para acreditar. Mas o pior de todos é mesmo o Jaws 4, de seu nome verdadeiro Jaws: The Revenge. É mesmo muito mau. A única coisa de positivo que posso dizer sobre este filme é que foi o último filme que vi no extinto cinema Águia D'ouro, mesmo antes de fechar. E sim, já houve uma altura em que de facto existiram cinemas no Porto. Parece incrível, mas é verdade.
Jaws 2
Contrariando a onda de fiascos relacionados com sequelas de grandes filmes icónicos, Jaws 2 até nem é assim tão mau. O cast é quase todo o mesmo do filme original e deve ser por isso que o filme se aguenta. A história é mais ou menos a mesma do primeiro, mas continua a haver tensão. O filme até tem excelentes momentos de cinema que nem parecem fazer parte do filme. Se uma pessoa conseguir ultrapassar o facto de ser uma cópia do primeiro, até é um filme que se vê bastante bem. ●●○○○
Jaws 3-D
É incrível de tão mau. Só vendo se consegue perceber. É um insulto a todos os amantes de cinema. Tem alturas em que parece quase um filme amador.
Pode parecer estranho mas o 3D já esteve na moda há uns anos atrás. Este é o Jaws 3-D e não o Jaws 3. Aliás, parece que nem tem nada a ver com os restantes filmes. Parece que aproveitaram a febre de monstros aquáticos e usaram a designação Jaws 3-D para enganar as pessoas. É inacreditável. Pior que isso é o próprio filme. É praticamente todo filmado num parque aquático, portanto está tudo dito.Tem o Dennis Quaid num dos seus primeiros papéis, mas tenho a certeza que ele não estará muito orgulhoso desta participação. Jaws 3-D: pior que isto é (quase) impossível. É um autêntico filme de série C. ○○○○○
Jaws: The Revenge
O nome diz tudo: este é o filme que retrata a vingança do primeiro tubarão que foi morto no filme original. Provavelmente está chateado da vida por ter sido morto no primeiro filme e portanto voltou para infernizar a família Brody. Não é nenhuma piada. É mesmo verdade. Este Jaws: The Revenge é sobre a vingança do tubarão. É uma questão pessoal, como diz no trailer. Só há uma palavra para isto: patético. Tem o Michael Caine que segundo o que li, aproveitou o facto de estarem a filmar no Hawai para ir passar umas belas férias pagas e a Lorraine Gary do filme original. ○○○○○
Ao longo do tempo, em conversas sobre filmes, fui-me apercebendo que toda a gente já tinha visto o Jaws. Mas fiquei sempre surpreendido por perceber que muita gente não sabia que tinha existido uma sequela. Na realidade são três. Melhor dizendo, duas sequelas e uma coisa meio roubada que tem algo que ver com tubarões. O Jaws 2 é o menos mau de todas as sequelas. Os outros dois são filmes horripilantes e cópias do primeiro. O Jaws 3-D é especialmente mau porque é do tempo das primeiras experiências revolucionárias do cinema 3D, juntamente com uma (aparente) dose de amadorismo?! Nem sei muito bem o que dizer. É preciso ver para acreditar. Mas o pior de todos é mesmo o Jaws 4, de seu nome verdadeiro Jaws: The Revenge. É mesmo muito mau. A única coisa de positivo que posso dizer sobre este filme é que foi o último filme que vi no extinto cinema Águia D'ouro, mesmo antes de fechar. E sim, já houve uma altura em que de facto existiram cinemas no Porto. Parece incrível, mas é verdade.
Jaws 2
Contrariando a onda de fiascos relacionados com sequelas de grandes filmes icónicos, Jaws 2 até nem é assim tão mau. O cast é quase todo o mesmo do filme original e deve ser por isso que o filme se aguenta. A história é mais ou menos a mesma do primeiro, mas continua a haver tensão. O filme até tem excelentes momentos de cinema que nem parecem fazer parte do filme. Se uma pessoa conseguir ultrapassar o facto de ser uma cópia do primeiro, até é um filme que se vê bastante bem. ●●○○○
Jaws 3-D
É incrível de tão mau. Só vendo se consegue perceber. É um insulto a todos os amantes de cinema. Tem alturas em que parece quase um filme amador.
Pode parecer estranho mas o 3D já esteve na moda há uns anos atrás. Este é o Jaws 3-D e não o Jaws 3. Aliás, parece que nem tem nada a ver com os restantes filmes. Parece que aproveitaram a febre de monstros aquáticos e usaram a designação Jaws 3-D para enganar as pessoas. É inacreditável. Pior que isso é o próprio filme. É praticamente todo filmado num parque aquático, portanto está tudo dito.Tem o Dennis Quaid num dos seus primeiros papéis, mas tenho a certeza que ele não estará muito orgulhoso desta participação. Jaws 3-D: pior que isto é (quase) impossível. É um autêntico filme de série C. ○○○○○
Jaws: The Revenge
O nome diz tudo: este é o filme que retrata a vingança do primeiro tubarão que foi morto no filme original. Provavelmente está chateado da vida por ter sido morto no primeiro filme e portanto voltou para infernizar a família Brody. Não é nenhuma piada. É mesmo verdade. Este Jaws: The Revenge é sobre a vingança do tubarão. É uma questão pessoal, como diz no trailer. Só há uma palavra para isto: patético. Tem o Michael Caine que segundo o que li, aproveitou o facto de estarem a filmar no Hawai para ir passar umas belas férias pagas e a Lorraine Gary do filme original. ○○○○○
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Há filmes de tal forma especiais que acabam por se tornar icónicos. Jaws é um deles. Nem vale a pena alongar-me muito. Já foi tudo dito. Quem nunca viu o Jaws? Quem não conhece o poster? Quem é que não conhece "aquela" música do John Williams? Exacto.
Jaws é um filme muito especial por várias razões. É um dos primeiros filmes (quase uma estreia) de Steven Spielberg, um dos meus realizadores favoritos de sempre. (Meu, e de muita gente). Depois, Jaws, praticamente inventou o conceito de blockbuster de Verão, mudando a própria história do cinema. (ironicamente, há pouco tempo, li um artigo com uma entrevista ao Spielberg em que ele dizia que os blockbusters acabarão por ditar o fim do cinema actual)
Por fim, Jaws é especial porque é um daqueles filmes de nota 6. O tempo não os afecta. Quem viu o filme em 1975 saiu tão afectado do cinema como uma pessoa que o veja hoje. Mesmo passado tanto tempo, tudo é actual. Os efeitos especiais continuam impressionantemente realistas, mas especialmente porque o medo é intemporal, principalmente o medo do desconhecido...
Pessoalmente, Jaws foi um trauma. Vi-o muito novo e estive muito tempo sem passar da borda da água no mar com medo que um tubarão aparecesse e me comesse um pé. Mas é isso que uma pessoa espera de um grande filme de terror, não é? Qual é o interesse de ver filmes de terror e sair a rir de uma sala de cinema? Spielberg fez uma jogada de mestre ao esconder o "monstro". O grande tubarão branco não aparece na maior parte do tempo. É o método mais infalível para meter medo. É não ver o perigo, mas saber que ele existe. Mesmo hoje, se estou a nadar mais longe da praia e algo me toca debaixo de água, a primeira coisa que me vem à cabeça é... Tubarão!
Jaws não tem uma história do "outro mundo". É totalmente linear mas sem falhas. É mesmo "só" um tubarão a atacar veraneantes. (Se o Peter Benchley lê isto dá-me uma sova). A forma como é contada é que está espectacular. Tem qualquer coisa de Moby Dick. É simples, mas tem algo de clássico ao mesmo tempo. Como se costuma dizer, a simplicidade é a derradeira sofisticação. Pensando bem, Jaws resume-se mesmo assim: simples mas sofisticado. Deve ser por isso que não passa de moda.
Também ajuda ter actores muito bons. Roy Scheider, Robert Shaw e Richard Dreyfuss estão exemplares e são todos tão antagónicos que isso reflecte-se nas próprias personagens.
A conversa entre os três, numa noite calma, dentro barco que por acaso de chama Orca (as orcas atacam os tubarões), apesar de simples é excelente. É tão calma que uma pessoa instintivamente sente que algo de grave vai acontecer. Jaws está repleto destes pormenores de classe. Como por exemplo a morte de Quint que é das mais violentas que já vi no ecrã. O homem está literalmente a ser comido por um tubarão. E está espectacularmente bem feito. Como tudo resto. Para mim, Jaws é um dos melhores filmes de sempre. É o protótipo do filme perfeito. ●●●●● + ●
Depois da desilusão total que foi Elysium, esperava imenso de Neill Blomkamp e deste Chappie. Quando acabei de o ver, tive com uma sensação esquisita: fiquei com mix reviews... Gostei e ao mesmo tempo não gostei. Gostei da aproximação dada à história, mas por vezes pareceu-me algo infantil, quase cómica. Gostei de rever o Dev "Slumdog Millionaire" Patel e a Sigourney Weaver, mas não consegui superar aquele cabelo demasiado estranho do Hugh Jackman.
A nível técnico, Chappie é 5 estrelas. Houve momentos em que me esqueci totalmente que o robot é uma criação digital. Enquanto via o filme, não conseguia deixar de pensar que em termos tecnológicos, no campo dos efeitos visuais, está quase a passar-se aquela fasquia em que o efeito digital passa perfeitamente por realidade. É todo um mundo novo que se abre para o cinema. Se for bem aproveitado, claro está...
Chappie tem algumas cenas excelentes, em que se ganha verdadeiramente empatia pela personagem do robot. Já para não falar das cenas em que parece que o robot se comporta mesmo como uma pessoa. É mesmo, mesmo estranho. E em certa parte, um pouco assustador.
A parte boa do filme é quase exclusivamente a parte técnica. A história e o "fecho" até foram bem tratados, tudo é perfeitamente lógico e plausível, mas apesar de ter uma aproximação diferente do habitual... é novamente um filme sobre Inteligência Artificial... Mais um.
A parte má é que é mais um filme à Blomkamp. Adorei o District 9, mas também não é preciso exagerar. É necessário dizer isto: Blomkamp é um bom realizador, mas está sempre a fazer o mesmo filme! A história muda, mas tudo o resto (visualmente) é tão igual, que parece que uma pessoa está sempre a ver o District 9. Chappie é "interpretado" por Sharlto Copley, o excelente Wikus Van De Merwe de District 9. Isto já não é só um fetiche: é pura reciclagem. Sinceramente, já me começa a chatear. Já li que Blomkamp vai realizar um novo Alien. Tenho um bocado de medo que a história se desenrole (novamente) numa espelunca qualquer na África do Sul e que seja muito parecido com... Bem, já deu para perceber...
Se quisesse ser simpático diria que Chappie "não é inesquecível, mas acaba por ser um bom filme de acção/ficção científica". Mas sinceramente, o que apetece dizer é: "Neill Blomkamp, acorda para vida, porque Chappie parece novamente o District 9, mas com robots no lugar de aliens..." ●●○○○
A nível técnico, Chappie é 5 estrelas. Houve momentos em que me esqueci totalmente que o robot é uma criação digital. Enquanto via o filme, não conseguia deixar de pensar que em termos tecnológicos, no campo dos efeitos visuais, está quase a passar-se aquela fasquia em que o efeito digital passa perfeitamente por realidade. É todo um mundo novo que se abre para o cinema. Se for bem aproveitado, claro está...
Chappie tem algumas cenas excelentes, em que se ganha verdadeiramente empatia pela personagem do robot. Já para não falar das cenas em que parece que o robot se comporta mesmo como uma pessoa. É mesmo, mesmo estranho. E em certa parte, um pouco assustador.
A parte boa do filme é quase exclusivamente a parte técnica. A história e o "fecho" até foram bem tratados, tudo é perfeitamente lógico e plausível, mas apesar de ter uma aproximação diferente do habitual... é novamente um filme sobre Inteligência Artificial... Mais um.
A parte má é que é mais um filme à Blomkamp. Adorei o District 9, mas também não é preciso exagerar. É necessário dizer isto: Blomkamp é um bom realizador, mas está sempre a fazer o mesmo filme! A história muda, mas tudo o resto (visualmente) é tão igual, que parece que uma pessoa está sempre a ver o District 9. Chappie é "interpretado" por Sharlto Copley, o excelente Wikus Van De Merwe de District 9. Isto já não é só um fetiche: é pura reciclagem. Sinceramente, já me começa a chatear. Já li que Blomkamp vai realizar um novo Alien. Tenho um bocado de medo que a história se desenrole (novamente) numa espelunca qualquer na África do Sul e que seja muito parecido com... Bem, já deu para perceber...
Se quisesse ser simpático diria que Chappie "não é inesquecível, mas acaba por ser um bom filme de acção/ficção científica". Mas sinceramente, o que apetece dizer é: "Neill Blomkamp, acorda para vida, porque Chappie parece novamente o District 9, mas com robots no lugar de aliens..." ●●○○○
Pandorum é uma "pequena" produção de ficção científica. Pelo que percebi é uma produção alemã, com uma mãozinha "por trás" de Paul W. Anderson. Não é de estranhar que o filme seja tão parecido com o muito bom Event Horizon. Apesar de ser um bocado dejá vu, eu acho sempre muito positivo ver como é possível fazer um filme de ficção científica relativamente jeitoso, sem gastar centenas de milhões de dólares. Hoje em dia, parece que é obrigatório gastar rios de dinheiro para fazer um filmito em condições. Pandorum, apesar de ser um "filme de efeitos", centra-se mais na história (muito bem escrita), no suspense e no trabalho dos actores do que propriamente nos efeitos. E os efeitos até foram entregues ao estúdio lendário do Stan Winston. É uma das poucas oportunidades para ver efeitos "reais", tipo Face/Off (a série de make up do SyFy, não o filme...)
Tudo é competente em Pandorum: desde a realização de Christian Alvart, até ao trabalho dos actores, com destaque para o Dennis Quaid. Foi uma boa surpresa. A grande falha de Pandorum é tentar por todos os meios assemelhar-se às grandes produções de Hollywood. Se se mantivesse mais fiel a si próprio poderia ter ido muito mais longe. ●●○○○
Tudo é competente em Pandorum: desde a realização de Christian Alvart, até ao trabalho dos actores, com destaque para o Dennis Quaid. Foi uma boa surpresa. A grande falha de Pandorum é tentar por todos os meios assemelhar-se às grandes produções de Hollywood. Se se mantivesse mais fiel a si próprio poderia ter ido muito mais longe. ●●○○○
3000 Miles to Graceland tinha tudo para ser um filme fixe: um bando de ex-condenados (Kurt Russell, Kevin Costner, Christian Slater, David Arquette) a fazer um assalto arrojado a um casino de Las Vegas (o gerente é o Paul Anka) durante uma convenção de sósias do Rei, Elvis Presley. Mas infelizmente, este não é um bom filme. Para já, porque vai no caminho de todos os filmes de assaltos; o assaltante "bom" envolve-se com uma moça gira, Courteney Cox, que acaba por ser envolvida numa teia de enganos e traições. E depois, porque 3000 Miles to Graceland é um filme... meio maluco. Pensando bem, é demasiado maluco: começa no genérico "estranho", passa por cenas que não têm nada que ver com nada (o Ice-T aparece no filme durante uns 2 minutos para fazer papel de palerma) e acaba da forma mais clichê possível. Os actores - que são muito bons - foram nitidamente tão enganados como eu fui... ●○○○○
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