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First Man é um biopic sobre a vida do lendário astronauta americano, Neil Armstrong. Abarca o período entre 1961 e 1969, ou seja, desde a preparação inicial até ao objectivo final que era pousar e ter um humano a caminhar na lua. Em plena Guerra Fria, os americanos deram tudo por tudo para superar os soviéticos, o que levou ao extremo o empenho da NASA, e especialmente os pilotos.
Nota-se que Damien Chazelle quis fazer um filme sobre a mítica alunagem que não fosse documental, mas que fosse o mais fiel possível aos acontecimentos. Nesse aspecto é irrepreensível. First Man é um filme bem feito com alguns toques de brilhantismo aqui e ali. Peca apenas pelo ritmo excessivamente arrastado e por alguma desconexão narrativa. Os actores estão todos muito bem (Ryan Gosling, Claire Foy, Jason Clarke, Kyle Chandler, Corey Stoll) e a música é muito boa, com todos aqueles instrumentos e ambiências estranhas. Como os últimos filmes têm sido excepcionais, esperava um pouco mais de Chazelle. Acho que foi a falta do tema musical... Mas ainda assim, First Man é um bom filmito que se vê muito bem. ●●●○○

Há filmes que são tão maus que de alguma forma se tornam bons. É o caso de Armageddon (1998). Um asteróide vai explodir com a Terra dentro de pouco tempo e nada vai sobreviver. Esperamos pelo destino final? Não. A NASA tem um plano. Decide recrutar uma série de loucos perfuradores de petróleo para irem até ao asteróide, furá-lo, meter-lhe uma bomba nuclear e rebentar com o dito cujo. Sendo um filme do Michael Bay, toda a gente sabe o que o espera: cores estremamente carregadas a puxar para o teledisco, muitas cenas em câmara lenta e rotações a 360º, explosões a cada 30 segundos, muitas bandeiras americanas ao vento, heroísmo a rodos e um final feliz em que alguém se sacrifica pelo grupo. Nesse aspecto, o filme não desilude. Está lá tudo.
Estranhamente, é para aí a quinta vez que vejo o filme, mesmo achando que não presta para nada. É a vantagem deste tipo de filmes: esquecem-se rapidamente. Quando o comecei a rever até pensei que nunca o tinha visto pois era tudo novidade. E como há "n" de outros filmes-catástrofe com um iminente fim do mundo, uma pessoa fica sempre na dúvida.
Nem tudo é negativo neste filme. Quer se queira, quer não, Michael Bay conseguiu cunhar um estilo muito próprio de cinema. Um pouco "azeiteiro", mas um estilo próprio. E isso é positivo. Depois é uma autêntica parada de estrelas: Bruce Willis, Billy Bob Thornton, Ben Affleck e Steve Buscemi, só para mencionar alguns dos bons actores. Como é uma enorme produção (suportada pelo Jerry Bruckheimer), os efeitos especiais são do melhor que há e o ritmo frenético do filme deixa-me sempre colado ao sofá.
Tudo é exagerado neste filme: as explosões, as cenas de acção, os twists no argumento, os sons do asteróide, as contagens decrescentes, as personagens sempre aos gritos, os estereótipos vincados, a quantidade de piadas metidas à força e até a duração do filme. É tudo um enorme exagero. O que de mais positivo tem este filme é isto: mesmo sendo tão mau e vazio, se estiver a dar num canal qualquer, eu não resisto e volto a vê-lo. Não percebo esta minha reacção. Alguma coisa deve ter de bom. Só por isso se torna num filme com sinal positivo. ●●●○○

 
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