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I am Number Four é um filme de D.J. Caruso, com e para adolescentes que gostam de romance e seres do espaço. Provavelmente foi feito para colmatar uma lacuna de produto destinada àqueles miúdos que já estão fartos de filmes de adolescentes com a temática do romance e vampiros.
A história é simples. É mais ou menos copiada da do Super-Homem: rapaz com poderes chega à Terra perseguido pelo general Zod... Não é o Zod. É um parecido mas com dentes afiados e tatuagens. Rapaz apaixona-se por rapariga. Rapariga fica em perigo. Rapaz vence o general Zod, salva a rapariga e o mundo. O cãozinho salva-se no final só com uma patinha ferida...
Previsível como tudo. Segue também a lógica de ser baseado num best seller... também para adolescentes. Tem o final em aberto para dar hipótese às respectivas sequelas, mas graças aos céus não deve ter tido muito sucesso. Ufa! Que sorte!
Tem uns miúdos mais velhos a fazerem que têm 15 anos (Alex Pettyfer e Dianna Agron) e dois actores adultos bonzitos (Timothy Olyphant e Kevin Durand) mas que estão lá só para tornar o filme menos medíocre.
Pode ter sido da minha cabeça, mas o que destaco mais neste I am Number Four, é uma muito forte referência sexual, quase subliminar, da descoberta da sexualidade. E não é pela historinha de amor à Twilight. É o aparecimento dos poderes na adolescência (o moço está numa cena sensual com uma miúda na praia e sem saber o que se passa, começa a "jorrar" uma luz das mãos...), a desobediência ao poder superior do protector que o moço trata como "pai"; o aparecimento da loiraça sensual, mais velha, para lhe ensinar uns truques novos... Ou então não... O filme é tão mau, que se calhar estava entretido a tentar encontrar significados para coisas onde elas não existem. Não sei...
Uma perda de tempo. É preferível ver um gelado a derreter ao sol... Se calhar é melhor não. É que isto tem produção do Michael Bay, portanto o gelado estaria a derreter ao pôr-do-sol, em cima do capot de um superdesportivo, cheio de brilhos e lens flare, com a bandeira americana desfraldada ao vento em pano de fundo. É melhor apenas não ver... ○○○○○


Cenas apocalípticas, sinais premonitórios, escatologia cristã, confusão, amadorismo, actores de terceira categoria, mediocricidade e o Nicolas Cage para fazer passar a ideia que o filme até é "normal". Como é que o Nicolas Cage se meteu nisto?! Estaria a precisar desesperadamente de dinheiro para umas obras em casa? Não tinha nada para fazer e apareceu lá no set para filmar, sem saber onde se estava a meter? Não percebi. É que isto é filme para arruinar uma carreira... Eis algumas coisas que caracterizam este Left Behind, realizado por Vic Armstrong e inspirado num best seller de Tim LaHaye and Jerry B. Jenkins. Nunca li, mas depois de ver este filme, dificilmente irei ler... Fiquei traumatizado...
Left Behind é uma perda de tempo. Não vejam. É muito mau. ○○○○○

 
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