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Neste novo episódio da série cinematográfica de Star Trek V: The Final Frontier, o capitão James T. Kirk e a tripulação da USS Enterprise (já me perdi na versão da nave, porque ela está sempre a ser destruída ou terrivelmente danificada [não me lembro se era a A ou C?!?... não interessa]) confrontam o vulcano renegado Sybok, que por acaso é meio-irmão do Spock, e que está numa demanda para chegar no centro da Via Láctea e assim encontrar Deus. Uaau! Isto já estava a caminhar para cenas assim um pouco para o malucas, para dizer o mínimo. É que lá se vão os conceitos de ficção científica e começam a drogas a bater... Digo eu. Não estou a dizer que eles se metiam em cenas psicadélicas e psicoactivo-coisos, mas que parece, parece... Desta vez, na cadeira de comando (a de realizador, não a da nave que essa já pouco interessava na altura...) estava o protagonista William Shatner, a seguir o exemplo de Leonard Nimoy. Mas Shatner não quis ficar atrás de Nimoy e também desenvolveu a história. Sybok, o vulcano que procura Deus mas acaba por encontrar "apenas" um ser alienígena é representado por Laurence Luckinbill, um actor relativamente desconhecido, o que encaixa perfeitamente bem no papel, pois a personagem também deveria ter ficado no desconhecimento. Não conheço a opinião de Gene Roddenberry sobre esta nova entrega, mas aposto que não deve ter gostado muito da história. Ou se calhar até gostou. Eu não gostei de certeza absoluta. Muito fraco a todos os níveis. ●○○○○

Esta terceira "entrega" de Star Trek: The Search for Spock, dá seguimento directo à historia anterior e a uma trilogia que terminará no Star Trek IV. Depois de descobrir que o espírito de Spock está preso dentro da mente de Leonard McCoy, a intrépida tripulação de Kirk tem de roubar a USS Enterprise para recuperar o corpo de Spock. Pelo caminho terão de enfrentar os irascíveis klingons que querem ficar com a tecnologia de terraformação Genesis, essencial para o regresso à vida de Spock. Como a personagem de Spock estava fora de cena, Leonard Nimoy aproveitou para se sentar na cadeira do realizador. Diga-se que não fez um trabalho espectacular, mas também não destoa dos trabalhos anteriores e até dos posteriores. Christopher Lloyd é o master klingon, mas eu não consigo separá-lo das personagens boas que sempre representou. Por muita make-up e próteses que lhe ponham em cima, para mim, Christopher Lloyd terá sempre um ar natural de "mad scientist". Também por lá andam Miguel Ferrer e Branscombe Richmond, secundários de luxo, omnipresentes desde a década de 80, numa amplitude cinematográfica que vai do duvidoso ao filme de culto. ●●○○○

 
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