J.J. Abrams pegou na sua varinha mágica e fez um reboot (totalmente necessário, diga-se) que re-apresenta os personagens da série de televisão original mas interpretados por um novo elenco. Agora seguimos James T. Kirk (Chris Pine) e um novo Spock (Zachary Quinto) e a tripulação da USS Enterprise enquanto combatem Nero (Eric Bana), um romulano do futuro que viajou no tempo com o objetivo de destruir a Federação dos Planetas Unidos. Bem, isto praticamente ainda nem começou e já estamos na onda das viagens no tempo?!? Isto não começa bem... Entrar numa realidade alternativa, foi a solução encontrada para libertar o guião (e o novo casting [Karl Urban, Zoe Saldana, Simon Pegg, John Cho e Anton Yelchin]) da continuidade do franchise anterior (até aparece o verdadeiro Spock para fazer a transição (Leonard Nimoy) e a homenagem, já agora), enquanto tenta preservar os principais elementos das histórias originais. Para reboot, até não está nada mal. Tem aquele toque divertido que relembra a série e os filmes originais e está feito para o século XXI, repleto de acção, efeitos especiais e lutas exemplarmente bem coreografadas. É entretenimento puro, mas é um bom entretenimento e goza do factor novidade para se estabelecer como um dos melhores Star Treks das últimas décadas. Um bom começo. ●●○○○
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Após a explosão da sua lua Praxis, o Império Klingon encontra-se à beira do colapso. A única solução é a paz com a Federação dos Planetas Unidos. Kirk e a sua trupe irão mediar as negociações de paz, mas são enganados e envolvidos numa conspiração militarista que ameaça tornar-se numa nova guerra e eventualmente presos num planeta gelado. Star Trek VI: The Undiscovered Country não acrescenta muito ao historial da serie. Parece mais um episódio da série que propriamente um filme. Para além do pessoal do costume, que nitidamente já estava "velho demais para aquelas merdas" e farto daquele mesmo cenário de sempre da Entreprise, há também uma jovem Kim Cattrall, o Kurtwood Smith de sempre e um senhor do cinema que dá pelo nome de Christopher Plummer , mas que aqui decidiu disfarçar-se de klingon-pirata. Na cadeira do realizador, desta vez estava mesmo um realizador a sério (Nicholas Meyer) que curiosamente, abre e fecha o ciclo da trupe original do Star Trek. Foi uma viagem longa, desde os anos 60 até à década de 90. Por muito que não se goste dos filmes, há que reconhecer o impacto cultural da saga e a sua longevidade. Mas, sinceramente, acho que o "cansaço" já obrigava a uma paragem, ou pelo menos, a uma mudança. E foi exactamente isso que aconteceu a seguir. ●○○○○
Neste novo episódio da série cinematográfica de Star Trek V: The Final Frontier, o capitão James T. Kirk e a tripulação da USS Enterprise (já me perdi na versão da nave, porque ela está sempre a ser destruída ou terrivelmente danificada [não me lembro se era a A ou C?!?... não interessa]) confrontam o vulcano renegado Sybok, que por acaso é meio-irmão do Spock, e que está numa demanda para chegar no centro da Via Láctea e assim encontrar Deus. Uaau! Isto já estava a caminhar para cenas assim um pouco para o malucas, para dizer o mínimo. É que lá se vão os conceitos de ficção científica e começam a drogas a bater... Digo eu. Não estou a dizer que eles se metiam em cenas psicadélicas e psicoactivo-coisos, mas que parece, parece... Desta vez, na cadeira de comando (a de realizador, não a da nave que essa já pouco interessava na altura...) estava o protagonista William Shatner, a seguir o exemplo de Leonard Nimoy. Mas Shatner não quis ficar atrás de Nimoy e também desenvolveu a história. Sybok, o vulcano que procura Deus mas acaba por encontrar "apenas" um ser alienígena é representado por Laurence Luckinbill, um actor relativamente desconhecido, o que encaixa perfeitamente bem no papel, pois a personagem também deveria ter ficado no desconhecimento. Não conheço a opinião de Gene Roddenberry sobre esta nova entrega, mas aposto que não deve ter gostado muito da história. Ou se calhar até gostou. Eu não gostei de certeza absoluta. Muito fraco a todos os níveis. ●○○○○
Após voltar à vida, o "novo" Spock junta-se à tripulação da USS Enterprise na viagem de regresso para a Terra. Daí o Star Trek IV: The Voyage Home. Porém, a caminho de casa, encontram uma misteriosa nave alienígena que ameaça destruir o planeta. Quando descobrem que a indestrutível estrutura está a tentar comunicar com as baleias - entretanto extintas - a tripulação percebe que vai ter viajar no tempo, para o passado, e tentar trazê-las para o presente e assim poderem responder ao chamamento da misteriosa sonda. Este foi o último Star Trek que vi "em directo", ou seja, no tempo da estreia. Achei tão ridículo e tão mau que nunca mais vi nenhum Star Trek. Apesar da mensagem claramente ecologista (diga-se, muito à frente do seu tempo), o filme parece tão infantil que não o consegui levar a sério. Para além de ser Spock, Leonard Nimoy realiza e também escreve, dando azo a uma disputa de protagonismo da série com o incontestado líder William Shatner. A restante equipa continua nos seus postos do costume. Catherine Hicks é a cara nova da série e um protótipo perfeito da actriz loira dos anos 80, com tudo o que isso tem de bom e de mau. Um par de anos mais tarde teve a oportunidade de ser a "mãe" do Chucky e... mais nada que me lembre. E já não é nada mau... Há que ser sincero: para 1986, Star Trek IV, apesar de ainda girar em torno de conceitos de ficção científica engraçados - como sempre foi apanágio da série -, está um pouco desfasado no tempo, tanto em termos de construção narrativa, como até em termos técnicos. É a velha cena do "adormecer à sombra do sucesso" e do "...em equipa vencedora não se mexe". Normalmente isso dá cabo dos franchises e foi exactamente isso que aconteceu com a maioria do público.●○○○○
Esta terceira "entrega" de Star Trek: The Search for Spock, dá seguimento directo à historia anterior e a uma trilogia que terminará no Star Trek IV. Depois de descobrir que o espírito de Spock está preso dentro da mente de Leonard McCoy, a intrépida tripulação de Kirk tem de roubar a USS Enterprise para recuperar o corpo de Spock. Pelo caminho terão de enfrentar os irascíveis klingons que querem ficar com a tecnologia de terraformação Genesis, essencial para o regresso à vida de Spock. Como a personagem de Spock estava fora de cena, Leonard Nimoy aproveitou para se sentar na cadeira do realizador. Diga-se que não fez um trabalho espectacular, mas também não destoa dos trabalhos anteriores e até dos posteriores. Christopher Lloyd é o master klingon, mas eu não consigo separá-lo das personagens boas que sempre representou. Por muita make-up e próteses que lhe ponham em cima, para mim, Christopher Lloyd terá sempre um ar natural de "mad scientist". Também por lá andam Miguel Ferrer e Branscombe Richmond, secundários de luxo, omnipresentes desde a década de 80, numa amplitude cinematográfica que vai do duvidoso ao filme de culto. ●●○○○
Após o sucesso do primeiro Star Trek nas salas de cinema, a inevitável sequela: Star Trek II: The Wrath of Khan. Desta vez, James T. Kirk e a sua fiel tripulação da USS Enterprise, enfrentam Khan Noonien Singh, um humano geneticamente modificado que procura vingança, após escapar de um exílio forçado. Pelo meio há um poderoso dispositivo de terraformação chamado Gênesis, que tanto pode ser uma ferramenta de criação como de total destruição. No final chocante, Spock morre. Pronto. Já o disse. Estraguei tudo, não foi? Não há problema, ele depois volta. Isto é ficção científica "pura". Tudo é possível e tudo pode acontecer. Basta imaginar e os efeitos especiais vão logo a seguir... Apesar de ser obviamente posterior, Star Trek II parece ter sido feito anos antes do original. É muito mais fraquito e tem mais ar de série de TV do que filme. Mas isso dá-lhe uma familiaridade que estranhamente não desgostei. Para além da "equipa" do costume (William Shatner, Leonard Nimoy, DeForest Kelley, James Doohan, Walter Koenig, George Takei, Nichelle Nichols), detectei uma muito jovem Kirstie Alley e se alguém ainda não tinha reparado, o "másculo" (na altura, a definição visual de "másculo" era isto...) Khan é representado por Ricardo Montalban. Sim. Esse mesmo, o Roarke da Fantasy Island... ●●○○○





