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0049 romancing the stone; 0050 the jewel of the nile

Depois do imenso sucesso do historiador/aventureiro Indiana Jones, seguiram-se uma série de réplicas. Foi uma (nova) época de ouro para os filmes de aventuras. Um dos filmes que se destacou nessa altura foi Romancing the Stone (1984) com Michael Douglas e Kathleen Turner. Traduzido em Portugal como Em busca da Esmeralda Perdida, foi também um enorme sucesso. Atrás das câmaras estava Robert Zemeckis, um dos grandes menosprezados do mundo do cinema. Este é um realizador que é poucas vezes mencionado, mas que tem filmes no currículo como a excelente trilogia Back to the Future ou Forrest Gump, só para mencionar alguns. Pessoalmente, acho-o um realizador excepcional que consegue quase sempre concretizar a aparentemente impossível tarefa de agradar ao público e aos críticos. E sempre com êxitos massivos de bilheteira. Nunca é uma referência quando se fala de realizadores de renome. Mesmo tendo um Óscar de Melhor Realizador. Nos dias que correm, se calhar é mesmo por causa disso.
Romancing the Stone conta a história dum improvável par romântico: uma escritora de romances de sucesso (Joan Wilder) cruza-se com um aventureiro de negócios obscuros (Jack Colton) nos recantos remotos da selva colombiana para tentar resgatar a irmã das mãos de perigosos criminosos. Para isso tem de fazer uma troca, a irmã pelo mapa do tesouro. Pelo meio, os dois aventureiros, têm de lidar com todo o tipo de adversidades e uma força policial corrupta.
As personagens principais são tão diferentes e chocam tantas vezes que geram constantemente tensão. Mas fica-se por aí, porque o filme é ligeiro, principalmente porque está cheio de (boas) piadas de ocasião.
Romancing the Stone está muito escrito, bem realizado, tem bom ritmo, paisagens e sítios remotos, aventura, emoção, romance, cartéis de droga e a personagem hilariante de Danny DeVito, que é uma daquelas "peças" inesquecíveis. Não se pode pedir mais. Como é um "filme para a família" tem um final feliz em que tudo acaba bem. Prova que para ter um bom filme apenas são necessárias 3 coisas: um bom realizador, uma boa historia e bons actores. É o caso. Sem ser nada do outro mundo, é um bom filme. ●●●○○



Após o sucesso estrondoso do primeiro filme tinha de se agradar ao público com a respectiva sequela. E como é normal, saiu um flop completo, chamado Jewel of the Nile. Em alguns momentos, o filme parece um James Bond dos anos 70 mas com as personagens do filme original. Pode ser impressão minha, mas parece que os próprios actores estão a fazer o frete de fazer uma sequela à pressa.
Se no primeiro filme, a história tinha algum nexo, neste, ela praticamente não existe e está assente numa premissa original que não tem pés nem cabeça. Um ditador imaginário dum estado do médio oriente, também imaginário, requisita os serviços da escritora Joan Wilder (Kathleen Turner), mas passados alguns minutos de filme ela já é uma refém. Jack Colton (Michael Douglas) intervém e juntamente com Danny DeVito (encaixado à força na história), conseguem salvar a donzela, perdão, a escritora e um suposto homem-santo que é a tal Jóia do Nilo. Não estou a ser desmancha prazeres. Quase no início do filme, dizem-nos logo que o homem é a Jóia do Nilo e não há mais jóia nenhuma. Lá se vai a lógica da série e a excitação de ver qual é o novo tesouro... Depois, passam o filme todo o fugir de balas. No meio do deserto, depois de conseguirem fugir, a correr (?!), duma coluna militar (não é brincadeira: fogem mesmo a correr de camiões e tanques) encontram uma tribo africana que os ajuda a derrubar o ditador. Pode ser pior que isto? Pode. O filme culmina com as piores cenas de efeitos especiais que me lembro, numa espécie de concerto (?!) organizado pelo ditador para fazer crer os seu subitos que... arghhh! Mas porque é que estou a perder tempo com isto? É melhor resumir: o filme não presta. Nem sequer é uma chiclete. É um insulto ao primeiro filme. ●○○○○

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