Forrest Gump! O que dizer? É um filme perfeito a todos os níveis. É a simplicidade total aliada à genialidade. Nada a apontar. É comovente, inocente, verdadeiro e inspirador. Faz chorar e faz rir. É tão completo quanto uma vida inteira. Uma verdadeira obra-prima. Irrepreensível a todos os níveis. Não tenho mais adjectivos. Em 1994, Robert Zemeckis tinha nas mãos tecnologia digital de ponta e podia, se quisesse, ter feito uma treta qualquer com dragões ou extraterrestres. Mas como é um dos melhores realizadores de sempre (apesar de ninguém o considerar), pegou nessas novas técnicas de filmar e decidiu mostrar os momentos mais marcantes da história dos Estados Unidos nas últimas décadas do século XX. E fê-lo através do olhar e da vida de Forrest Gump. Há quem considere a personagem de Gump como deficiente, autista ou simplesmente um gajo com QI muitíssimo baixo. Acho que não interessa a distinção. Para mim, Forrest Gump, mais que uma personagem assim ou assado, é um símbolo. Um símbolo de generosidade sem esperar retribuição, um símbolo de uma inocência perdida, um símbolo de um tipo de personagem quotidiana que se perdeu no tempo e que já só existe numa certa memória colectiva do passado. E este símbolo, mais do que dar a sua perspectiva diferente dos acontecimentos que toda a gente conhece, transformou Forrest Gump (o filme) num verdadeiro conto moral moderno. Aquelas pessoas no banco, enquanto esperam pelo autocarro, somos nós, as pessoas normais, sou eu, o gajo normal, endurecido pela acelerada e desumanizada vida moderna, a ser confrontado com aquela personagem antiga, aquela visão deturpada mas terna, aquela inocência perdida de um tempo áureo que já não existe. É como quando uma pessoa olha para trás, mesmo para os momentos piores da vida e parece que o que vem imediatamente à cabeça são aquelas partes melhores e mais cómicas... faço-me entender? Se calhar não... Pelo menos, foi o que eu senti na altura, e é o que ainda sinto, quando revejo o Forrest Gump.
Para todos os efeitos, Tom Hanks "é" o Forrest Gump. Zemeckis pode ser a mente de Gump, mas Tom Hanks é que lhe deu corpo, vida e alma. Sally Field, Robin Wright e Gary Sinise podem estar impecáveis, mas Tom Hanks é decididamente o rei da fita. Uma das suas melhores interpretações, se não mesmo a melhor de todas. Forrest Gump é um dos meus filmes preferidos de sempre. Para mim é uma obra-prima moderna, repleta de momentos comoventes, extraordinários e memoráveis. Simplesmente épico e brilhante a todos o níveis. Não só é super-recomendado, como o considero obrigatório. ●●●●●
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Não querendo entrar no campo dos realizadores subvalorizados e para não me repetir, vou só dizer que este é mais um (bom) filme do Robert Zemeckis. The Walk é baseado na história verídica de Philippe Petit, um equilibrista francês, que em 1974 decidiu unir as duas torres do Wall Trade Center com uma corda de 200 kgs de aço e atravessá-la a pé a mais de 400 metros de altura. Zemeckis dirige tão bem este filme que aposto que se for visto em formato 3D/IMAX deve dar umas tonturas valentes.
Contado na primeira pessoa e muitas vezes voltado directamente para o espectador, The Walk é mais parecido com um heist movie do que um biopic. Só para se ter uma noção, a primeira vez que Philippe Petit/Joseph Gordon-Levitt põe um pé naquele cabo de aço, já passou cerca de 1 hora e meia de filme. Empreender uma façanha deste tipo é muito mais do que simplesmente andar num cabo de aço mais fino do que o próprio pé. São anos de planeamento antecipado e meticuloso e muito trabalho nos locais só para montar uma coisa desta magnitude. Não deixa de ser extraordinário o golpe que fizeram. E depois, como se não fosse bastante, Petit ainda andou em cima do cabo durante largos minutos fazendo manobras arriscadas de equilibrismo. E com tudo isto, justamente, ficou para a história.
Todos os aspectos técnicos (como é normal com o RZ) são do melhor, o casting é jeitoso (Joseph Gordon-Levitt, Charlotte Le Bon, James Badge Dale, César Domboy, Ben Kingsley), está muito bem escrito e não há propriamente nada de mal a apontar a The Walk. Mas acho que falha na essência e algumas coisitas minúsculas. Exagera um pouco nos planos picados para mostrar a quem tem vertigens, a loucura que é estar em cima do WTC e olhar directamente para baixo. Está 10-15 minutos mais comprido do que o que devia. O aspecto (demasiado) formatado de biopic com discurso directo acaba por não ajudar porque a determinado momento parece um realmente um documentário da TV. Ainda assim, um documentário muito bom. Nota-se que é também uma prova sentida de homenagem à cidade de Nova York e às Torres do WTC, o que se compreende facilmente devido ao trama dos ataque de 11/9. É sentido e é facilmente perceptível na forma como Zemeckis aborda cada frame onde aparecem os prédios. É compreensível, mas acho que foi exactamente isso que fez o filme perder um pouco o foco. Mas é um filme que se vê muito bem. Só tenho pena é de não o ter visto num cinema 3D ou IMAX. Deve ser uma autêntica trip de vertigens... ●●●○○
Contado na primeira pessoa e muitas vezes voltado directamente para o espectador, The Walk é mais parecido com um heist movie do que um biopic. Só para se ter uma noção, a primeira vez que Philippe Petit/Joseph Gordon-Levitt põe um pé naquele cabo de aço, já passou cerca de 1 hora e meia de filme. Empreender uma façanha deste tipo é muito mais do que simplesmente andar num cabo de aço mais fino do que o próprio pé. São anos de planeamento antecipado e meticuloso e muito trabalho nos locais só para montar uma coisa desta magnitude. Não deixa de ser extraordinário o golpe que fizeram. E depois, como se não fosse bastante, Petit ainda andou em cima do cabo durante largos minutos fazendo manobras arriscadas de equilibrismo. E com tudo isto, justamente, ficou para a história.
Todos os aspectos técnicos (como é normal com o RZ) são do melhor, o casting é jeitoso (Joseph Gordon-Levitt, Charlotte Le Bon, James Badge Dale, César Domboy, Ben Kingsley), está muito bem escrito e não há propriamente nada de mal a apontar a The Walk. Mas acho que falha na essência e algumas coisitas minúsculas. Exagera um pouco nos planos picados para mostrar a quem tem vertigens, a loucura que é estar em cima do WTC e olhar directamente para baixo. Está 10-15 minutos mais comprido do que o que devia. O aspecto (demasiado) formatado de biopic com discurso directo acaba por não ajudar porque a determinado momento parece um realmente um documentário da TV. Ainda assim, um documentário muito bom. Nota-se que é também uma prova sentida de homenagem à cidade de Nova York e às Torres do WTC, o que se compreende facilmente devido ao trama dos ataque de 11/9. É sentido e é facilmente perceptível na forma como Zemeckis aborda cada frame onde aparecem os prédios. É compreensível, mas acho que foi exactamente isso que fez o filme perder um pouco o foco. Mas é um filme que se vê muito bem. Só tenho pena é de não o ter visto num cinema 3D ou IMAX. Deve ser uma autêntica trip de vertigens... ●●●○○
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Contact começa com uma sequência inicial que é absolutamente genial: suga-nos directamente para os confins do Universo. Este é só um dos muitos pormenores de realização fantásticos - como a miúda que vem a correr em direcção à câmara e depois percebe-se que afinal é um reflexo no espelho - do excepcional mas sempre esquecido e menosprezado Robert Zemeckis.
Toda a parte técnica do filme está irreprensível como é comum nos filmes de Zemeckis: o som é excelente, especialmente o som criado para dar a impressão da "descoberta", os efeitos são muito bons, a montagem fluída consegue dar um andamento rápido a um filme que não é o típico de efeitos especiais/explosões/perseguições, e os actores, para além de serem muitos e bons, estão também muito bem dirigidos. Aliás, é uma mini-parada de estrelas: Jodie Foster, Matthew McConaughey, Tom Skerritt, Angela Bassett e James Woods, só para mencionar os mais conhecidos.
Contact conta a história do primeiro contacto extraterrestre à Humanidade. É uma história de Carl Sagan que curiosamente começou como um guião de cinema e que se acabou por transformar num livro. Mais tarde, daria este filme. Curioso, não? Tratado mais como ciência do que propriamente como ficção científica, Contact tem de facto um toque muito realista. Quase que parece que se fossemos mesmo contactados por extraterrestres, provavelmente a história iria desenrolar-se mais ou menos desta forma. Cientificamente falando, faz todo o sentido.
O argumento, brilhantemente escrito, baseia-se muito naquela observação do Carl Sagan que diz que "a ausência de evidências não é evidência de ausência". Por outro lado, Sagan também observou que "alegações extraordinárias exigem evidências extraordinárias". Isto basicamente é a premissa de base para a procura de vida extraterreste. Mas isto tem implicações graves. Porque imaginemos que se encontra mesmo vida extraterrestre inteligente. A acontecer, diga-se, deitaria por terra praticamente todas a religiões. Basta pensar que a maior parte delas, pelo menos as mais divulgadas, têm por base a criação original e exclusiva da Humanidade. Portanto se existirem extraterrestres, o conceito de Deus criador, exclusivo, que é como o conhecemos, deixa de fazer sentido, não é verdade? E se assim for, qual seria a lógica para continuarem a existir religiões?....
Mas por outro lado, pergunto eu: então e o conceito de Deus, não é explicado por esta mesma argumentação de Carl Sagan? Parece-me que o argumento funciona para os dois lados...
Contact é por isso, mais que um filme de ficção científica, um duelo teórico: quem acredita nos extraterrrestres? Quem acredita em Deus? Quais as provas mais objectivas de um e do outro lado? Algum dia existirão provas irrefutáveis da existência de um ou do outro? E se um dia, se provar alguma coisa, irá a fé sobrepor-se à ciência? Ou vice-versa?
Carl Sagan e Robert Zemeckis tentam puxar o cobertor para os dois lados, porque também existe uma inversão óbvia na argumentação. Por exemplo, no final, é o não crente no divino (o "crente científico" por assim dizer) que acaba por ficar desamparado, implorando aos outros que acreditem em algo sem provas físicas, pedindo que tenham fé... É a suprema ironia. É provar exactamente o mesmo veneno. Se não há provas científicas que comprovem um acontecimento, como é que as pessoas vão acreditar a não ser recorrendo a esses estranho fenómeno chamado de fé?
Contact é uma disputa teológica e filosófica, sem respostas definitivas ou peremptórias. É uma tentativa séria de fazer ficção científica baseada no rigor científico. Talvez seja esta a única falha: por um lado tem uma grande carga teórica (científica e até teológica), mas por outro tenta ser "acessível" demais. O que Zemeckis quis aqui é impossível: uma mistura de precisão cientifica e filme de bilheteira. Acaba por não ser nem uma coisa nem outra. Mas isto é apenas um pormenor crítico. Sem ser a derradeira obra de ficção científica, Contact é um dos grandes filmes de ficção científica que nunca perco a oportunidade de (re)ver. ●●●●○
1941 é uma comédia de guerra... simpática. Conta a história de uma série de californianos absolutamente marados do capacete que se preparam para uma hipotética invasão japonesa, dias depois do incidente de Pearl Harbor. A histeria e a paranóia é o novo modo de vida.
Steven Spielberg descai para a comédia, mas não se sai especialmente bem. A história de Robert Zemeckis é muito boa, mas 1941 nunca consegue arrancar gargalhadas. É mais uma sátira que uma comédia. Nota-se que Spielberg não domina a comédia como outros géneros. Ainda assim, gosto muito deste filme. Tem uma autêntica parada de actores: Dan Aykroyd, Ned Beatty, John Belushi, Murray Hamilton, Christopher Lee, Treat Williams, Toshiro Mifune, John Candy e a lista continua. E como não podia deixar de ser, mais uma excelente música original de John Williams. ●●●○○
Who Framed Roger Rabbit foi um filme que me enfeitiçou desde a primeira vez que o vi. Mas não foi pelo lado da novidade. Apanhei este filme numa altura em que "devorava" filmes e tentava ver tudo o que pudesse, por isso mesmo, já tinha visto a mistura de desenhos animados e actores de carne e osso. A grande novidade de Roger Rabbit foi ter sido bem feito. Vou reformular. A grande novidade de Roger Rabbit foi ter sido excepcionalmente bem feito. É um filme sem falhas.
Foi um dos últimos filmes que me pôs a pensar: "como é que eles fazem isto?". Pode não parecer, mas esta era uma pergunta importante quando se tinha pela frente um filme de fantasia. Em tempos, eu até já fui um freak dos efeito especiais. Era o mistério de não perceber como tudo aquilo era feito que fazia com que os efeitos especiais me fascinassem. Sempre fui muito curioso e não conseguia deixar de pensar como é que os gajos dos efeitos faziam todas aquelas coisas aparentemente impossíveis. Mas esta é uma conversa do passado. Hoje em dia, não ligo aos efeitos especiais. Aliás, até tem um efeito contrário, porque se um filme tem muitos efeitos acabo por perder o interesse. É que os efeitos especiais, os "verdadeiros", também fazem parte do passado. Ironicamente, foi a ferramenta mais potente ao dispôr dos efeitos - o digital - que matou a magia do cinema. Hoje em dia, quando algo impossível aparece numa tela de cinema, automaticamente, toda a gente sabe que é feito num computador, não é verdade?
Para mim, Who Framed Roger Rabbit é o último representante da verdadeira magia dos efeitos especiais no cinema. Não sei se é o último e muito provavelmente nem é mesmo, mas se um filme deve ser o símbolo da excepcionalidade técnica sem recurso ao digital, acho que Roger Rabbit merece esse título com toda a justiça. (Não tarda nada, chega às 6 "estrelas"...) A lista de Óscares "técnicos" - os únicos que sempre me interessaram e que (quase) nunca tive oportunidade de ver - é tão extensa que só tem equivalência na quantidade de elogios que se pode fazer ao filme.
Robert Zemeckis, sempre menosprezado, assina mais um portento tecnológico, uma pérola do pré-digital. Pensando bem, acho que Zemeckis para além de conseguir fazer um filme excelente tendo desenhos animados como grande parte do elenco, ainda conseguiu criar uma nova categoria: o thriller cómico. Este gajo é um génio...
Who Framed Roger Rabbit tem um dos inícios mais excelentes que vi, porque me fez lembrar uma altura em que antes da projecção dos filmes passavam desenhos animados, sendo que me lembro especialmente dos da Warner Bros. Não sei porque é que isso acontecia, mas que era muito engraçado, lá isso era. Ainda hoje, por vezes, fico com uma sensação estranha quando um filme começa sem ter dado aqueles 2 ou 3 minutos de "bonecos". Como vivemos num mundo de "modas iô-iô", pode ser que a "moda" dos desenhos animados antes dos filmes também regressem.
Contrariamente ao que pensava, Who Framed Roger Rabbit não é um argumento original. Melhor dizendo, totalmente original. Fiquei a saber que o filme se baseia (muito) vagamente num livro chamado Who Censored Roger Rabbit?, mas que este é muito diferente do filme. Mas independentemente da origem da história, o que é certo é que este Roger Rabbit é, com o passar do tempo, cada vez melhor.
Tem excelentes actores (Christopher Lloyd e Joanna Cassidy, só para mencionar alguns) e excelentes vozes. Bob Hoskins é perfeito. Tão perfeito que parece que sempre fez parte da Toon Town. Não me lembro de melhor escolha para detective privado, mal disposto, alcóolico, antipático e que odeia desenhos. A personagem de Hoskins tem uma boa desculpa para isso: um desenho animado matou o seu irmão atirando-lhe um piano de cima de um prédio. Vindo de um "boneco", só podia...
Os próprios desenhos animados são excepcionais. Em Who Framed Roger Rabbit "nasceram" duas personagens tão memoráveis que parece que existem desde os tempos dos desenhos a preto e branco: o próprio Roger (com voz de Charles Fleischer), e Jessica Rabbit, o desenho animado mais sexy do mundo. Ajuda muito ter aquela voz rouca e sensual da Kathleen Turner.
Who Framed Roger Rabbit tem uma história que gira em torno de crimes, enganos e chantagens mas é mais louco, divertido - chegando a ser hilariante -, musical e surreal que outra coisa. É um clássico instântaneo que ficou imediatamente marcado na história do cinema. ●●●●●
Depois do imenso sucesso do historiador/aventureiro Indiana Jones, seguiram-se uma série de réplicas. Foi uma (nova) época de ouro para os filmes de aventuras. Um dos filmes que se destacou nessa altura foi Romancing the Stone (1984) com Michael Douglas e Kathleen Turner. Traduzido em Portugal como Em busca da Esmeralda Perdida, foi também um enorme sucesso. Atrás das câmaras estava Robert Zemeckis, um dos grandes menosprezados do mundo do cinema. Este é um realizador que é poucas vezes mencionado, mas que tem filmes no currículo como a excelente trilogia Back to the Future ou Forrest Gump, só para mencionar alguns. Pessoalmente, acho-o um realizador excepcional que consegue quase sempre concretizar a aparentemente impossível tarefa de agradar ao público e aos críticos. E sempre com êxitos massivos de bilheteira. Nunca é uma referência quando se fala de realizadores de renome. Mesmo tendo um Óscar de Melhor Realizador. Nos dias que correm, se calhar é mesmo por causa disso.
Romancing the Stone conta a história dum improvável par romântico: uma escritora de romances de sucesso (Joan Wilder) cruza-se com um aventureiro de negócios obscuros (Jack Colton) nos recantos remotos da selva colombiana para tentar resgatar a irmã das mãos de perigosos criminosos. Para isso tem de fazer uma troca, a irmã pelo mapa do tesouro. Pelo meio, os dois aventureiros, têm de lidar com todo o tipo de adversidades e uma força policial corrupta.
As personagens principais são tão diferentes e chocam tantas vezes que geram constantemente tensão. Mas fica-se por aí, porque o filme é ligeiro, principalmente porque está cheio de (boas) piadas de ocasião.
Romancing the Stone está muito escrito, bem realizado, tem bom ritmo, paisagens e sítios remotos, aventura, emoção, romance, cartéis de droga e a personagem hilariante de Danny DeVito, que é uma daquelas "peças" inesquecíveis. Não se pode pedir mais. Como é um "filme para a família" tem um final feliz em que tudo acaba bem. Prova que para ter um bom filme apenas são necessárias 3 coisas: um bom realizador, uma boa historia e bons actores. É o caso. Sem ser nada do outro mundo, é um bom filme. ●●●○○
Após o sucesso estrondoso do primeiro filme tinha de se agradar ao público com a respectiva sequela. E como é normal, saiu um flop completo, chamado Jewel of the Nile. Em alguns momentos, o filme parece um James Bond dos anos 70 mas com as personagens do filme original. Pode ser impressão minha, mas parece que os próprios actores estão a fazer o frete de fazer uma sequela à pressa.
Se no primeiro filme, a história tinha algum nexo, neste, ela praticamente não existe e está assente numa premissa original que não tem pés nem cabeça. Um ditador imaginário dum estado do médio oriente, também imaginário, requisita os serviços da escritora Joan Wilder (Kathleen Turner), mas passados alguns minutos de filme ela já é uma refém. Jack Colton (Michael Douglas) intervém e juntamente com Danny DeVito (encaixado à força na história), conseguem salvar a donzela, perdão, a escritora e um suposto homem-santo que é a tal Jóia do Nilo. Não estou a ser desmancha prazeres. Quase no início do filme, dizem-nos logo que o homem é a Jóia do Nilo e não há mais jóia nenhuma. Lá se vai a lógica da série e a excitação de ver qual é o novo tesouro... Depois, passam o filme todo o fugir de balas. No meio do deserto, depois de conseguirem fugir, a correr (?!), duma coluna militar (não é brincadeira: fogem mesmo a correr de camiões e tanques) encontram uma tribo africana que os ajuda a derrubar o ditador. Pode ser pior que isto? Pode. O filme culmina com as piores cenas de efeitos especiais que me lembro, numa espécie de concerto (?!) organizado pelo ditador para fazer crer os seu subitos que... arghhh! Mas porque é que estou a perder tempo com isto? É melhor resumir: o filme não presta. Nem sequer é uma chiclete. É um insulto ao primeiro filme. ●○○○○
Romancing the Stone conta a história dum improvável par romântico: uma escritora de romances de sucesso (Joan Wilder) cruza-se com um aventureiro de negócios obscuros (Jack Colton) nos recantos remotos da selva colombiana para tentar resgatar a irmã das mãos de perigosos criminosos. Para isso tem de fazer uma troca, a irmã pelo mapa do tesouro. Pelo meio, os dois aventureiros, têm de lidar com todo o tipo de adversidades e uma força policial corrupta.
As personagens principais são tão diferentes e chocam tantas vezes que geram constantemente tensão. Mas fica-se por aí, porque o filme é ligeiro, principalmente porque está cheio de (boas) piadas de ocasião.
Romancing the Stone está muito escrito, bem realizado, tem bom ritmo, paisagens e sítios remotos, aventura, emoção, romance, cartéis de droga e a personagem hilariante de Danny DeVito, que é uma daquelas "peças" inesquecíveis. Não se pode pedir mais. Como é um "filme para a família" tem um final feliz em que tudo acaba bem. Prova que para ter um bom filme apenas são necessárias 3 coisas: um bom realizador, uma boa historia e bons actores. É o caso. Sem ser nada do outro mundo, é um bom filme. ●●●○○
Após o sucesso estrondoso do primeiro filme tinha de se agradar ao público com a respectiva sequela. E como é normal, saiu um flop completo, chamado Jewel of the Nile. Em alguns momentos, o filme parece um James Bond dos anos 70 mas com as personagens do filme original. Pode ser impressão minha, mas parece que os próprios actores estão a fazer o frete de fazer uma sequela à pressa.
Se no primeiro filme, a história tinha algum nexo, neste, ela praticamente não existe e está assente numa premissa original que não tem pés nem cabeça. Um ditador imaginário dum estado do médio oriente, também imaginário, requisita os serviços da escritora Joan Wilder (Kathleen Turner), mas passados alguns minutos de filme ela já é uma refém. Jack Colton (Michael Douglas) intervém e juntamente com Danny DeVito (encaixado à força na história), conseguem salvar a donzela, perdão, a escritora e um suposto homem-santo que é a tal Jóia do Nilo. Não estou a ser desmancha prazeres. Quase no início do filme, dizem-nos logo que o homem é a Jóia do Nilo e não há mais jóia nenhuma. Lá se vai a lógica da série e a excitação de ver qual é o novo tesouro... Depois, passam o filme todo o fugir de balas. No meio do deserto, depois de conseguirem fugir, a correr (?!), duma coluna militar (não é brincadeira: fogem mesmo a correr de camiões e tanques) encontram uma tribo africana que os ajuda a derrubar o ditador. Pode ser pior que isto? Pode. O filme culmina com as piores cenas de efeitos especiais que me lembro, numa espécie de concerto (?!) organizado pelo ditador para fazer crer os seu subitos que... arghhh! Mas porque é que estou a perder tempo com isto? É melhor resumir: o filme não presta. Nem sequer é uma chiclete. É um insulto ao primeiro filme. ●○○○○
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