0418 Murder on the Orient Express

As grandes histórias estão sempre a vir à baila. É o caso de Murder on the Orient Express de Agatha Christie. Mas antes de dizer mais alguma coisa, deixo a pergunta no ar: justifica-se uma nova investida em "velhas" histórias? Não há mais histórias para adaptar? Vamos ficar eternamente presos neste loop de remakes, readaptações, re-, re-, re-...? Já estou um bocadinho farto... Dito isto, esta nova adaptação, com as devidas ressalvas, é totalmente aceitável. Sobejamente conhecida por ser uma excelente história de crime e mistério com um grande final, leva a que o filme perca algum interesse porque já a vi uma porrada de vezes. Fica preso entre dois mundos: refazer a história tal como ela é e uma pessoa já sabe qual o final ou então inventar uma nova história, mas aí deixa de ser o Crime no Expresso do Oriente, não é?
Kenneth Branagh é a grande força motriz do filme. Atrás das câmaras tem uma prestação segura e faz uma boa realização sem exageros; como nova encarnação de Hercule Poirot também não desaponta e até lhe incute algum vigor e dualidade que não existia na icónica (e incontornável) personagem de David Suchet, aliás, o único, eterno e verdadeiro Poirot...
O grupo de actores é extenso e como não podia deixar de ser só acrescenta valor: Penélope Cruz, Johnny Depp, Judi Dench, Willem Dafoe, Michelle Pfeiffer, entre outros.
Branagh foi muito inteligente em pegar nos contos de Agatha Christie: se isto correr bem - e aparentemente correu -, tem aqui um filão cinematográfico para durar anos. Parece-me óbvio que Murder on the Orient Express terá sequela obrigatória. Como está bem feito, não me desagrada a ideia... ●●●○○

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