Às vezes é difícil perceber a influência de um realizador na criação e desenvolvimento de um filme. Por isso mesmo, presentearam-me com Pacific Rim: Uprising para eu reflectir sobre o assunto. Depois do sucesso (merecido) de Pacific Rim, realizado por Guillermo del Toro claro que tinha de haver uma sequela. E aqui está Pacific Rim: Uprising de Steven S. DeKnight. E que grande diferença entre os dois filmes. Estava à espera que esta fosse uma sequela diferente das habituais, mas enganei-me... é a mesmíssima coisa. Segue à risca a lógica da sequela desmiolada: monstros maiores, armas maiores, mais acção, mais explosões e praticamente zero de história e já agora, de tudo o resto. O objectivo é voltar a vender um produto e fazer mais dinheiro. Tirando a questão financeira para o estúdio, não tem rigorosamente mais nada de novo, nem sequer de bom. O duo principal arrasta-se envergonhado pela história (John Boyega, Scott Eastwood), e até personagens fixes como as de Burn Gorman e Charlie Day agora parecem ridículas. A juntar a isto ainda há um elenco mix japonês/chinês (Tian Jing, Jin Zhang, Rinko Kikuchi) que também não acrescentam nada, porque só lá está para cativar o público asiático. E é isto. É somente uma questão de puxar a folhinha de Excel e consultar os números de bilheteira. Se este filme cobriu as despesas, teremos nova sequela, um Pacific Rim 3; se por acaso foi um flop... faz-se um reboot... ou uma prequela. ●○○○○
(ultimamente sinto que estou sempre a ver as mesmas coisas, uma e outra vez, sem parar... será que sou só eu que tenho esta sensação?)
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The Circle é um bom filmito. É mediano. Parece quase um telefilme, ou como lhe chamam agora, filme Netflix... É uma pequena produção assente numa boa história, muito bem escrita, muito bem "cosida" e com bons actores (Emma Watson, Tom Hanks e John Boyega). Mas é também uma espécie de alerta anti-tech, para uma nova escola de "magia" que, apesar das boas intenções iniciais, facilmente se descontrola. Aqui a escolha de Emma Watson não é nada inocente...
A mega-corporação The Circle e a tecnologia que desenvolve mostra-se como a salvação da Humanidade (para os problemas criados pela própria Humanidade...) sobre a forma de "milagres" cientíticos-tecnológicos que, sem controlo, facilmente descambam em distopia, no politicamente incorrecto e no atravessar de barreiras da privacidade pessoal, já para não falar nas linhas éticas vermelhas que se esbatem totalmente. É um alerta (muito ténue) para o imenso poder detido por algumas pessoas que vivem fechados no seu mundo fantasioso e fechado e que simplesmente não sabem parar. Ou pior, que não querem parar... Faz lembrar um bocado aquela situação dos miúdos a brincar com o fogo. Eventualmente algo irá correr mal e alguém se irá magoar. Mas neste caso, quem se queima é toda a gente... Há uns anos, este seria um filme de ficção científica. Hoje é simplesmente a realidade do momento... É um bocado angustiante, mas principalmente triste... Vê-se bem. ●●○○○
A mega-corporação The Circle e a tecnologia que desenvolve mostra-se como a salvação da Humanidade (para os problemas criados pela própria Humanidade...) sobre a forma de "milagres" cientíticos-tecnológicos que, sem controlo, facilmente descambam em distopia, no politicamente incorrecto e no atravessar de barreiras da privacidade pessoal, já para não falar nas linhas éticas vermelhas que se esbatem totalmente. É um alerta (muito ténue) para o imenso poder detido por algumas pessoas que vivem fechados no seu mundo fantasioso e fechado e que simplesmente não sabem parar. Ou pior, que não querem parar... Faz lembrar um bocado aquela situação dos miúdos a brincar com o fogo. Eventualmente algo irá correr mal e alguém se irá magoar. Mas neste caso, quem se queima é toda a gente... Há uns anos, este seria um filme de ficção científica. Hoje é simplesmente a realidade do momento... É um bocado angustiante, mas principalmente triste... Vê-se bem. ●●○○○
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