Quando era miúdo adorava o Jerry Lewis. Era o gajo mais cómico que alguma vez tinha visto. Era quase como ver um desenho animado. Facto para o qual muito contribui a parceira com o realizador Frank Tashlin. Não é coincidência esta maratona de filmes realizados por Tashlin com Jerry Lewis no principal papel. Tashlin fez grande parte da carreira como realizador de desenhos animados daí que o tom notoriamente cartoon dos filmes assente que nem uma luva com as personagens caricaturais de Lewis. Na realidade, Jerry Lewis fez sempre o mesmo papel... o papel de Jerry Lewis, o trapalhão de bom coração que contra todas as expectativas e todas as rasteiras das personagens "más", acaba sempre por triunfar no final feliz.
The Disorderly Orderly é outro filme de Jerry Lewis, igual em quase tudo a todos os outros e em que apenas muda o cenário e a profissão do personagem principal. Aqui, Lewis é Jerome Littlefield, um empregado de hospital naturalmente desastrado e sempre a meter-se em situações caricatas. Jerome queria ser médico mas é impedido porque tem uma doença rara e muito especial: empatia a mais. Todas as doenças que os pacientes têm, ele acaba por sentir os mesmos sintomas. Relegado para um mero interno, acaba por ficar encarregue dos trabalhos mais chatos. E cómicos... E sempre que mete água é salvo pela compreensiva responsável superior (Glenda Farrell). Pelo meio, descobre que uma antiga paixão do secundário está lá internada com uma depressão (Susan Oliver) e também há uma enfermeira que está apaixonada por ele (Karen Sharpe). No papel da enfermeira mais "chata" e que grita mais alto, há novamente Kathleen Freeman, uma presença habitual nas produções Jerry Lewis.
Apesar de um ou outro bom pormenor, como por exemplo o quebrar da quarta parede, The Disorderly Orderly é mais do mesmo. Mas mesmo sendo uma repetição de uma repetição de uma repetição, os filmes de Jerry Lewis têm sempre uma carga tão positiva, verdadeira e inocente que não consigo deixar de os ver. ●●○○○
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Vamos já ao cerne da questão: Hotel Artemis não é um grande filme, no entanto tem os seus pontos positivos. Logo para começar tem uma boa história de base, se bem que depois enverede pelo previsível e pelo caminha mais fácil. Tudo se passa num futuro próximo em que a cidade de Los Angeles está a ferro e fogo, cheia de violência e motins a estalar por todo o lado. A razão principal para estes acontecimentos catastróficos foi a privatização da água e o constante aumento do preço que a torna incomportável para os cidadãos. Espero que não seja um acontecimento premonitório... Mas também é uma questão de se esperar e logo se verá... Adiante. No meio de toda esta confusão, uns ladrões decidem aproveitar a oportunidade, já que a polícia está ocupada com os motins, e assaltam um banco. Pelo meio roubam também (sem o saberem) o rei do crime da cidade e metem-se em problemas tanto com a polícia, como também com os mais duros criminosos. As coisas correm mal com a polícia, e como um dos assaltantes fica gravemente ferido, eles vão ter de recorrer ao Hotel Artemis, uma espécie de hospital fora do sistema, criado por criminosos, para tratar criminosos em fuga. A responsável pelo "hotel" é a Jodie Foster que tem a ajuda preciosa do encorpado segurança Dave Bautista.
Se a história começa a ficar cada vez mais "perra" e a entrar em campos mais "negativos" com a desnecessariamente trágica história pessoal da enfermeira, por outro lado temos um ponto muito positivo que é um casting muito jeitoso. Sterling K. Brown, Sofia Boutella, Jeff Goldblum, Zachary Quinto e Charlie Day, para além da eterna Jodie Foster e do surpreendentemente bom actor Dave Bautista. Juntos, dentro do hotel/hospital sitiado, criam uma química engraçada que torna o filme de certa forma estiloso e muito ritmado e fluído.
Hotel Artemis (de Drew Pearce) tinha potencial para algo mais mas ficou preso nas rédeas do facilitismo do costume. Não quis fugir do arquétipo do filme de acção e isso quase sempre prejudica a qualidade geral de um filme. Assim, Hotel Artemis, tornou-se apenas em mais um filme, como quase nada de especialmente único, mas que no entanto está bem construído em termos de história e relativamente desenvolvido ao nível da estrutura das personagens. Vê-se bem. ●●○○○
Se a história começa a ficar cada vez mais "perra" e a entrar em campos mais "negativos" com a desnecessariamente trágica história pessoal da enfermeira, por outro lado temos um ponto muito positivo que é um casting muito jeitoso. Sterling K. Brown, Sofia Boutella, Jeff Goldblum, Zachary Quinto e Charlie Day, para além da eterna Jodie Foster e do surpreendentemente bom actor Dave Bautista. Juntos, dentro do hotel/hospital sitiado, criam uma química engraçada que torna o filme de certa forma estiloso e muito ritmado e fluído.
Hotel Artemis (de Drew Pearce) tinha potencial para algo mais mas ficou preso nas rédeas do facilitismo do costume. Não quis fugir do arquétipo do filme de acção e isso quase sempre prejudica a qualidade geral de um filme. Assim, Hotel Artemis, tornou-se apenas em mais um filme, como quase nada de especialmente único, mas que no entanto está bem construído em termos de história e relativamente desenvolvido ao nível da estrutura das personagens. Vê-se bem. ●●○○○
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