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Vamos já ao cerne da questão: Hotel Artemis não é um grande filme, no entanto tem os seus pontos positivos. Logo para começar tem uma boa história de base, se bem que depois enverede pelo previsível e pelo caminha mais fácil. Tudo se passa num futuro próximo em que a cidade de Los Angeles está a ferro e fogo, cheia de violência e motins a estalar por todo o lado. A razão principal para estes acontecimentos catastróficos foi a privatização da água e o constante aumento do preço que a torna incomportável para os cidadãos. Espero que não seja um acontecimento premonitório... Mas também é uma questão de se esperar e logo se verá... Adiante. No meio de toda esta confusão, uns ladrões decidem aproveitar a oportunidade, já que a polícia está ocupada com os motins, e assaltam um banco. Pelo meio roubam também (sem o saberem) o rei do crime da cidade e metem-se em problemas tanto com a polícia, como também com os mais duros criminosos. As coisas correm mal com a polícia, e como um dos assaltantes fica gravemente ferido, eles vão ter de recorrer ao Hotel Artemis, uma espécie de hospital fora do sistema, criado por criminosos, para tratar criminosos em fuga. A responsável pelo "hotel" é a Jodie Foster que tem a ajuda preciosa do encorpado segurança Dave Bautista.
Se a história começa a ficar cada vez mais "perra" e a entrar em campos mais "negativos" com a desnecessariamente trágica história pessoal da enfermeira, por outro lado temos um ponto muito positivo que é um casting muito jeitoso. Sterling K. Brown, Sofia Boutella, Jeff Goldblum, Zachary Quinto e Charlie Day, para além da eterna Jodie Foster e do surpreendentemente bom actor Dave Bautista. Juntos, dentro do hotel/hospital sitiado, criam uma química engraçada que torna o filme de certa forma estiloso e muito ritmado e fluído.
Hotel Artemis (de Drew Pearce) tinha potencial para algo mais mas ficou preso nas rédeas do facilitismo do costume. Não quis fugir do arquétipo do filme de acção e isso quase sempre prejudica a qualidade geral de um filme. Assim, Hotel Artemis, tornou-se apenas em mais um filme, como quase nada de especialmente único, mas que no entanto está bem construído em termos de história e relativamente desenvolvido ao nível da estrutura das personagens. Vê-se bem. ●●

Depois de andar a dar umas voltas pelo Universo, a tripulação da USS Enterprise é atacada e presa num planeta desconhecido. Ainda não sabem, mas o culpado é o Idris Elba. Deviam ter visto os outros filmes, porque tal como o episódio anterior, isto é uma cópia mais ou menos surrupiada de um episódio da série de filmes anterior. Seja como for, Shatner, Nimoy,... perdão!..., Kirk, Spock e restante tripulação têm de fugir do planeta e salvar novamente a Federação dos Planetas Unidos. E assim se chega a Star Trek: Beyond... o décimo terceiro filme da saga Star Trek., desta vez pela mãos de Justin Lin. Se alguém achava que era um exagero o Star Wars já ir para o 9.º ou 10.º filme então ainda não percebeu que isto nunca mais vai parar enquanto se venderem pipocas nos cinemas. Haverá mais aventuras da USS Enterprise? Que pergunta. Claro que vai haver. Pode mudar o elenco, o design da nave, os nomes dos planetas, a qualidade dos efeitos especiais, os conceitos de espaço e tempo, e até pode mudar toda a existência do Universo, mas há uma coisa que nunca muda: o desejo infinito dos estúdios de cinema em facturar. E para além disso, ainda há uma serie de temas que não foram abordados neste reboot: a nova equipa ainda não veio para Terra dos dias de hoje através de uma máquina do tempo; não trouxeram à baila os cyborgs e as máquinas "pensantes"; e ainda não foi abordada a questão ecológica que até está tão na moda hoje em dia... Quer dizer... Falta ainda tanta coisa para filmar... Por isso mesmo tenho a certeza absoluta que haverá um Star Trek IV, um V e mesmo um Star Trek VI... antes de fazerem um novo reboot. ●○○○○ P.S. Originalmente ia-lhe dar só uma bolinha, porque já tinha entrado no loop do sucesso sem fazer nada de novo... Mas tenho de lhe melhorar a classificação. Porque alguém que escolhe a Sabotage dos Beastie Boys sobe sempre na minha consideração... ●●○○○

O que dizer deste The Mummy, versão de 2017? Só há uma palavra: fraquinho. A Universal quis aproveitar o filme para fazer uma intro para uma nova série de monstros, - o que até acho bem, porque estou um bocado cansado de ver sempre os mesmos super-heróis em acção -, mas acabou apenas por revelar uma incompetência total. Basta ver o que pessoal da Marvel faz com as suas personagens e com os seus filmes. Não é assim tão difícil...
The Mummy não tem rigorosamente nada que se aproveite. Tem muito pouco ritmo, apesar de ter algumas boas cenas de acção, tem actores (Tom Cruise, Russell Crowe) que representam apenas para o cachet... bem, não tem nada que se aproveite.
Fica-se à espera de um remake... neste caso, um re-reboot. ○○○○○

 
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