0192 Beetlejuice


Um casal simpático morre tragicamente num acidente de carro e com isso descobre que afinal há vida depois da morte... como fantasma preso no tempo e no espaço. Infelizmente, também descobrem que a vida depois da morte é mais ou menos como a vida antes da morte: há todo um mundo burocrático de filas de espera, gabinetes de atendimento e papelada para tratar. Também há encantamentos e uma maquete espectacular da cidade em miniatura. E depois há Beetlejuice.
Beetlejuice, Beetlejuice, Beetlejuice. Se se disser estas palavras, aparece um Michael Keaton meio vagabundo, meio morto, meio diabólico, cheio de insultos e piadas de conotação sexual na ponta da língua.
É surrealista. É estranho, mas fixe. Daquela maneira que só Tim Burton sabe fazer. (ou sabia?)
Beetlejuice é Tim Burton vintage. É quase como um cartão de visita para o mundo do cinema. E diz: Olhem as coisas estranhas que eu consigo fazer num filme. Já alguma vez viram algo assim?" E não, nunca se viu nada assim. Na altura, foi espectacular. Único.
O problema de Beetlejuice é que é um daqueles filmes que ficou preso no tempo. Foi muito bom, mas visto agora já não é assim tanto. Ao revê-lo pareceu-me um esboço, um exercício para muitos dos filmes seguintes do Tim Burton. Mas continuo a gostar muito deste filme. Continua a ser fixe.
Com efeitos especiais que na altura eram muito bons mas que agora parecem quase amadores e com actores muito bons: Michael Keaton, Alec Baldwin, Geena Davis, Winona Ryder, Jeffrey Jones e... Danny Elfman, claro. Como seria um filme do Tim Burton sem o Danny Elfman?.. ●●●○○

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