Mostrar mensagens com a etiqueta absurdo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta absurdo. Mostrar todas as mensagens

Um casal simpático morre tragicamente num acidente de carro e com isso descobre que afinal há vida depois da morte... como fantasma preso no tempo e no espaço. Infelizmente, também descobrem que a vida depois da morte é mais ou menos como a vida antes da morte: há todo um mundo burocrático de filas de espera, gabinetes de atendimento e papelada para tratar. Também há encantamentos e uma maquete espectacular da cidade em miniatura. E depois há Beetlejuice.
Beetlejuice, Beetlejuice, Beetlejuice. Se se disser estas palavras, aparece um Michael Keaton meio vagabundo, meio morto, meio diabólico, cheio de insultos e piadas de conotação sexual na ponta da língua.
É surrealista. É estranho, mas fixe. Daquela maneira que só Tim Burton sabe fazer. (ou sabia?)
Beetlejuice é Tim Burton vintage. É quase como um cartão de visita para o mundo do cinema. E diz: Olhem as coisas estranhas que eu consigo fazer num filme. Já alguma vez viram algo assim?" E não, nunca se viu nada assim. Na altura, foi espectacular. Único.
O problema de Beetlejuice é que é um daqueles filmes que ficou preso no tempo. Foi muito bom, mas visto agora já não é assim tanto. Ao revê-lo pareceu-me um esboço, um exercício para muitos dos filmes seguintes do Tim Burton. Mas continuo a gostar muito deste filme. Continua a ser fixe.
Com efeitos especiais que na altura eram muito bons mas que agora parecem quase amadores e com actores muito bons: Michael Keaton, Alec Baldwin, Geena Davis, Winona Ryder, Jeffrey Jones e... Danny Elfman, claro. Como seria um filme do Tim Burton sem o Danny Elfman?.. ●●●○○

The Informant! é o típico filme de Steven Soderbergh: muito bem escrito, espectacularmente construído em termos de narrativa, muito bem realizado, banda sonora impecável, sempre tudo muito bem polido, como de costume. É pena que tenha ficado demasiado polido: ficou "monocromático"...
The Informant! conta uma história de corrupção imersa em intrincadas relações empresariais e comerciais, e tem muita, muita conspiração, enganos, mentiras, traições e escutas aos magotes. É uma história louca, tão louca que só podia ser baseada em factos verídicos. No que toca a maluqueiras, nada bate a realidade. Só acho que devia ter sido mais divertida, mas acho que foi o trailer que me enganou... Ainda assim, o absurdo de toda a história acaba por se tornar divertido.
Como costumo dizer, Matt Damon is everywhere. E é verdade. Apesar dos muitos actores, ele praticamente faz o filme sozinho. Soderbergh é daqueles gajos que nitidamente não consegue fazer filmes maus, mas sinceramente já vi melhor. ●●○○○

Outra série de filmes medianos (estes, bem acima da média), desta vez dentro duma temática muito especial: "filmes melhores que a média, vindos de grandes realizadores, mas que de alguma forma não conseguem passar aquela barreira do "muito bom" porque são demasiado perfeitos". É uma temática estranha e muito difícil de explicar. Mas existe. Alexander Payne, Wes Anderson e Baz Luhrmann são todos realizadores excelentes. São nomes a que estou sempre atento e dos quais espero sempre o melhor do melhor. O "pior" que conseguem fazer são estes filmes. Filmes tecnicamente perfeitos, com histórias tratadas de maneira original e com actores muito bem escolhidos e dirigidos. O que falha nestes filmes é pfunfzzz. Aquele kick. É difícil de explicar. É como se faltasse o elemento surpresa, aquela estalada cerebral que uma pessoa leva quando vê aquele filme. Uma pessoa sabe de antemão que vai ver um filme bom e é "apenas" isso: um filme bom. Estranhamente, o que não gosto nestes filmes é que parecem todos... demasiado perfeitos. (É estranho dizer, mas é verdade) Elevar muito a fasquia tem destas coisas. Nestes casos, não consigo deixar de fazer comparações. Election é melhor que About Schmidt? The Grand Budapest Hotel é melhor que The Life Aquatic with Steve Zissou? The Great Gatsby é melhor que Moulin Rouge?

Election
Matthew Broderick e Reese Witherspoon enfrentam-se numa eleição escolar e é o caos total. Uma comédia melhor que a média. Muitas observações cáusticas e bicadas ao sistema. Não sei se é por estar lá o Matthew Broderick ou por a história se passar numa escola, mas houve alturas em que parecia que estava a ver uma continuação do Ferris Bueller's Day Off... (E afirmo isto no bom sentido...) ●●●○○



The Grand Budapest Hotel
Uma história rocambolesca sobre o roubo de uma obra de arte num imaginário e luxuoso hotel, na imaginária República de Zubrowk. Um "lendário" porteiro chamado Gustave H (Ralph Fiennes) e o seu fiel amigo, o paquete Zero. A confusão habitual de Wes. O elenco é tão grande e tão recheado de nomes sonantes que precisaria de um dia só para os escrever... (podia fazer copy/paste mas isso perdia toda a piada). ●●●○○



The Great Gatsby
Mais uma adaptação da história do misterioso Jay Gatsby, o manipulador, calculista e eterno optimista que perde tudo no final, como qualquer bom optimista. Também conhecida como a "história que uma pessoa é obrigada a ler nas aulas inglês do secundário". Leonardo DiCaprio está muito fixe e parece que finalmente se conseguiu descolar do "menino bonito". ●●●○○

A grande confusão. É assim que se deveria chamar The Zero Theorem. Já desde The Imaginarium of Doctor Parnassus, que Terry Gilliam, o mestre do absurdo, parece ter perdido "a mão". Custa-me muito dizer isto, mas este é talvez o pior filme de Gilliam que já vi.
É um filme (quase) incompreensível. E não é por ser complexo, é mesmo por ser incompreensível.
A pedido da Administração (Matt Damon is everywhere), Qohen Leth (Christoph Waltz), um génio dos computadores, fica incumbido da aparente missão impossível de encontrar uma fórmula matemática que explique de uma vez por todas, questões fundamentais como: A vida tem algum significado? Qual o valor da vida? Qual é a razão de estarmos aqui?
Quando a base da história é a de um homem que tenta arranjar uma explicação para tudo o que existe e condensá-la numa equação simplificada, o normal seria a história descarrilar em algo totalmente incompreensível. E é exactamente isso que acontece.
A única coisa que se safa em The Zero Theorem é a prestação verdadeiramente obsessiva de Christoph Waltz (percebe-se bem porque é um dos actores do momento), e a construção exemplar de um mundo alternativo, distópico e futurista. E Gilliam volta mais uma vez ao tema da tecnologia avançar tanto que parece sempre ser obsoleta. Esse é talvez o único trunfo do filme, que mais do que ser sci-fi , é mostrar que um filme também pode ser low-fi. A imagética é a típica de Terry Gilliam e está toda lá. A lógica "ilógica", normal de Gilliam é que não. E isso faz toda a diferença. ●●○○○

 
Copyright © 2015 todos os filmes que vi
Distributed By Gooyaabi Templates