0426 Vidocq

Eugène-François Vidocq foi uma daquelas personagens reais que se não existisse tinha mesmo de ser inventada. Começou a sua história como um criminoso a ser perseguido pela polícia nas ruas e acabou como o fundador e diretor da Sûreté Nationale, a polícia francesa especializada em investigação criminal. É, assim, comummente considerado como o pai da criminologia moderna. Ah! E foi ele a inspiração para muitos escritores, como Victor Hugo, Balzac e Arthur Conan Doyle. Mas do "verdadeiro" Eugène-François Vidocq pouco há neste Vidocq. Pegaram na personagem histórica e transformaram-na numa personagem de filme que é uma coisa totalmente diferente. Não é nenhum biopic ou algo do género. Muito pelo contrário. Por mim não há problema nenhum, até porque foi depois de ver este "Vidocq" que fiquei a conhecer o verdadeiro "Vidocq". Mas adiante.
Vidocq é um bom filmito francês, misto de fantasia, mistério e acção. Na cadeira do realizador está Pitof, o director de efeitos especiais que costumava trabalhar com a dupla Jean-Pierre Jeunet e Marc Caro. As parecenças visuais são óbvias, mas a realização acaba por ser demasiado estranha para mim com todos aqueles close-ups. Escapa, mas não me agrada.
A história de Vidocq é totalmente transformada: tudo começa precisamente quando Vidocq desaparece depois de uma intensa luta com o Alquimista, um assassino que ele persegue à muito tempo e que parece ter poderes sobrenaturais. Entra então em cena o seu jovem biógrafo que para além de querer documentar o que aconteceu naqueles últimos momentos, também quer vingança...
Gérard Depardieu está bem como Vidocq. Guillaume Canet, Inés Sastre ajudam bem como secundários. Vidocq é uma boa (e diferente) alternativa aos filmes de acção estereotipados americanos. A ver. ●●●○○

Share this article :

0 respostas:

Enviar um comentário

 
Copyright © 2015 todos os filmes que vi
Distributed By Gooyaabi Templates