0464 Hollywood Ending

Val Waxman é um realizador nova-iorquino que vê a sua carreira passar do estrelato dos anos 80 para a decadência de estar a fazer anúncios de TV na entrada do novo milénio. Quando tem a oportunidade de fazer um regresso em grande com uma película de grande produção, tudo começa a correr mal. A ex-mulher casou-se com o produtor daquele que será o seu filme, o novo cameraman é um chinês inflexível e irascível que precisa de andar sempre com um tradutor, a vida pessoal está uma desgraça e o regresso do filho totalmente antagónico levam a que no dia anterior às primeiras filmagens, Waxman desenvolva uma espécie de cegueira histérica. Mas Waxman não desiste e vai tentar fazer o filme mesmo assim. É a receita para o desastre... e para a comédia.
Hollywood Ending, escrito e realizado pelo mestre, é um Woody Allen vintage. Mesmo não tendo a chama de outros tempos, é tudo bom. Os actores Téa Leoni, Bob Dorian, George Hamilton e Treat Williams, para além do próprio Woody Allen, são todos óptimos. Nota-se que são dirigidos com precisão quase matemática. São obrigados a entrar no universo Alleniano e entram mesmo noutro modo de representar completamente diferente. Apesar de não deslumbrar, Hollywood Ending é um filmito perfeito, uma forma de Allen passar a mensagem e mandar umas boquitas internas para os grandes estúdios de Hollywood. Hollywood Ending tem a óbvia marca "Woody Allen" e talvez seja o último filme que verdadeiramente gostei deste mítico realizador. ●●●○○

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