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Na década de 30, Bobby, um jovem do Bronx muda-se para Hollywood para trabalhar com o tio na produção de filmes e acaba envolvido com a sua secretária que também anda metida com ele. Apesar de ser a típica trama de Woody Allen e quase a fazer lembrar os filmes do "antigo Woody", nota-se que a chama de outros tempos já se foi. Café Society é um filme competente, vindo de uma pessoa que simplesmente respira cinema... mas é relativamente inócuo. A comédia é muito subtil e as típicas "confusões" são já muito previsíveis e sem grande fulgor. Kristen Stewart e Steve Carell fazem os seus papéis num tom muito cinzento e monótono e Jesse Eisenberg é o que destaca mais pela positiva, ainda que mais uma vez numa nova versão moderna de "Woody Allen". Compreendo que Allen tenha uma paixão enorme por fazer filmes e sei que tem mais capacidades de realizador numa só perna do que a maioria dos realizadores tem no corpo todo. É daqueles gajos que consegue escrever um guião num guardanapo enquanto espera pelo hambúrguer e que faz um filme com o telemóvel enquanto espera pela sobremesa. Mas se calhar o Woody Allen devia repensar a sua estratégia de a torto e a direito "despachar" anualmente filmes mediano e se calhar fazer apenas filmes de 3 em 3 anos mas em condições aceitáveis. Ainda assim, não trocava um Woody Allen "mediano" destes por dez filmes de entretenimento da treta... ●●○○

Val Waxman é um realizador nova-iorquino que vê a sua carreira passar do estrelato dos anos 80 para a decadência de estar a fazer anúncios de TV na entrada do novo milénio. Quando tem a oportunidade de fazer um regresso em grande com uma película de grande produção, tudo começa a correr mal. A ex-mulher casou-se com o produtor daquele que será o seu filme, o novo cameraman é um chinês inflexível e irascível que precisa de andar sempre com um tradutor, a vida pessoal está uma desgraça e o regresso do filho totalmente antagónico levam a que no dia anterior às primeiras filmagens, Waxman desenvolva uma espécie de cegueira histérica. Mas Waxman não desiste e vai tentar fazer o filme mesmo assim. É a receita para o desastre... e para a comédia.
Hollywood Ending, escrito e realizado pelo mestre, é um Woody Allen vintage. Mesmo não tendo a chama de outros tempos, é tudo bom. Os actores Téa Leoni, Bob Dorian, George Hamilton e Treat Williams, para além do próprio Woody Allen, são todos óptimos. Nota-se que são dirigidos com precisão quase matemática. São obrigados a entrar no universo Alleniano e entram mesmo noutro modo de representar completamente diferente. Apesar de não deslumbrar, Hollywood Ending é um filmito perfeito, uma forma de Allen passar a mensagem e mandar umas boquitas internas para os grandes estúdios de Hollywood. Hollywood Ending tem a óbvia marca "Woody Allen" e talvez seja o último filme que verdadeiramente gostei deste mítico realizador. ●●●○○

Antes de mais queria dizer que não gosto de comédias. Acho-as constrangedoras porque normalmente não me conseguem fazer rir. ...E depois fico com pena dos actores. É verdade. É como aquelas situações em que uma pessoa está a assistir a um show de stand-up, mas a pessoa não tem graça nenhuma... É mais ou menos isso que acontece. No campo da comédia, sou um público muito, muito difícil. As únicas coisas que - nas condições certas - me consegume fazer rir são tombos/malhanços ou argumentos tipo Woody Allen. E é aqui que entra o Jim Carey, o mago das caretas estúpidas e da comédia física, digamos assim. Não sei porquê, mas é dos poucos que consigo suportar (parece-me genuinamente um bom actor, e acho uma pena que não "salte" fora das "comédias de caretas"). Mesmo assim, tenho de estar na disposição para a galhofa...
Vi o Bruce Almighty e achei-o razoavelmente... suportável. O Jim Carrey não faz demasiadas palhaçadas e a história até tem alguma margem para ter piada. Ter uma vida de porcaria e de repente ficar com todos os poderes divinos dá muito jeito para encaixar algumas piadas e foi isso mesmo que aconteceu. Soltei umas gargalhadas, não mais que isso. Lá pelo meio também tem o Steve Carell, que sei que é um actor cómico com muitos fãs, mas que nunca dei muita atenção, lá está, porque não sou entusiasta da comédia. E qualquer filme sai sempre mais elevado com a presença de Morgan Freeman. Ajuda sempre. ●●○○○


É uma sequela? É um spin-off? Não. É o mesmo filme.
No outro dia, estava a vegetar em frente à TV e vejo novamente o Morgan Freeman a fazer o papel do primeiro filme. Pensei que era uma repetição do Bruce Almighty. Mas não reconheci nada, a não ser o Morgan Freeman e o Steve Carell.  Na informação do canal, dava como título do filme Evan Almighty. Pensei que tinha perdido capacidade de memória, porque tinha a certeza que o filme se chamava Bruce Almighty. Ainda por cima, não aparecia o Jim Carrey. Continuei a ver e então percebi que era outro filme. Uma espécie de... Não sei muito bem o que é, mas basicamente é o filme anterior com algumas das personagens anteriores, (Freeman faz a mesma personagem e Carell faz a personagem de Jim Carey) embrulhadas numa história parecida com a anterior. A única diferença em relação ao anterior é este filme ser (ainda) menos cómico. Aguentei ver o filme até ao fim porque estava mesmo muito cansado e não me apeteceu levantar do sofá...
(sim, podia ter mudado de canal, mas fiquei a ver como é que acabava a história... Não costumo deixar filmes a meio. Nem mesmo aquelas comédias que não me conseguem arrancar um único sorriso...) ○○○○○


 
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