Como estamos numa altura de recolhimento forçado em que o ideal é estar em casa, convém ver uns filmitos. E, como é fim de semana, nada melhor que uma comédia romântica para adormecer... perdão para ver. Como em tudo na vida, há o bom e o mau. Este What Happens in Vegas até nem é muito mau. Dá para rir um bocadito e tem sempre um tom agradável mas com alguma substância... dentro do possível. What Happens in Vegas é (mais) uma comédia romântica de situação, mas que até alguns bons momentos cómicos.
Depois de uma noite pesada de copos em Las Vegas, um homem e uma mulher descobrem ao acordar que estão casados e ainda por cima ganharam um prémio enorme no jackpot. O problema é que não se suportam enquanto estão sóbrios. O problema torna-se ainda maior quando são obrigados a viver como um verdadeiro casal para poderem reclamar o prémio...
Cameron Diaz e Ashton Kutcher têm uma química estranhamente negativa que é perfeita para os papéis. Depois também há Rob Corddry, Treat Williams e Dennis Farina, um actor que conheço há anos dos filmes policiais, gangsters e mafiosos, mas que encaixa perfeitamente bem na comédia. What Happens in Vegas (de Tom Vaughan) vê-se bem e não chateia. ●○○○○
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Val Waxman é um realizador nova-iorquino que vê a sua carreira passar do estrelato dos anos 80 para a decadência de estar a fazer anúncios de TV na entrada do novo milénio. Quando tem a oportunidade de fazer um regresso em grande com uma película de grande produção, tudo começa a correr mal. A ex-mulher casou-se com o produtor daquele que será o seu filme, o novo cameraman é um chinês inflexível e irascível que precisa de andar sempre com um tradutor, a vida pessoal está uma desgraça e o regresso do filho totalmente antagónico levam a que no dia anterior às primeiras filmagens, Waxman desenvolva uma espécie de cegueira histérica. Mas Waxman não desiste e vai tentar fazer o filme mesmo assim. É a receita para o desastre... e para a comédia.
Hollywood Ending, escrito e realizado pelo mestre, é um Woody Allen vintage. Mesmo não tendo a chama de outros tempos, é tudo bom. Os actores Téa Leoni, Bob Dorian, George Hamilton e Treat Williams, para além do próprio Woody Allen, são todos óptimos. Nota-se que são dirigidos com precisão quase matemática. São obrigados a entrar no universo Alleniano e entram mesmo noutro modo de representar completamente diferente. Apesar de não deslumbrar, Hollywood Ending é um filmito perfeito, uma forma de Allen passar a mensagem e mandar umas boquitas internas para os grandes estúdios de Hollywood. Hollywood Ending tem a óbvia marca "Woody Allen" e talvez seja o último filme que verdadeiramente gostei deste mítico realizador. ●●●○○
Hollywood Ending, escrito e realizado pelo mestre, é um Woody Allen vintage. Mesmo não tendo a chama de outros tempos, é tudo bom. Os actores Téa Leoni, Bob Dorian, George Hamilton e Treat Williams, para além do próprio Woody Allen, são todos óptimos. Nota-se que são dirigidos com precisão quase matemática. São obrigados a entrar no universo Alleniano e entram mesmo noutro modo de representar completamente diferente. Apesar de não deslumbrar, Hollywood Ending é um filmito perfeito, uma forma de Allen passar a mensagem e mandar umas boquitas internas para os grandes estúdios de Hollywood. Hollywood Ending tem a óbvia marca "Woody Allen" e talvez seja o último filme que verdadeiramente gostei deste mítico realizador. ●●●○○
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Deadfall é um thriller que conta a história de dois irmãos, Addison (Eric Bana) e Lisa (Olivia Wilde) que depois de terem um acidente de carro após um assalto a um casino, decidem que é melhor fugir, seguindo caminhos separados até passarem a fronteira. No final, depois de muitas atribulações, acabam por se juntar num estranho Jantar de Acção de Graças com a família de um pugilista (Charlie Hunnam), também ele fugido da polícia.
Apesar da minha sinopse ser muita confusa, Deadfall até está muito bem escrito. Tudo encaixa perfeitamente. Aliás, o filme é bom, mas falta-lhe qualquer "coisa" que não sei muito bem o que é, para ser muito bom. A história é boa, complexa e bem escrita, tem drama sem ser forçado, a realização é boa (Stefan Ruzowitzky), todos os actores são bons (Kris Kristofferson, Sissy Spacek, Kate Mara, Treat Williams) mas falta-lhe "algo"...
Deadfall fez-me lembrar aquelas alturas em que uma pessoa vai a um restaurante, come uma refeição muito bem confeccionada - como estava à espera -, mas que lhe falta sal... Ou não há sobremesa... Neste caso, não sei bem o que lhe falta, mas vê-se bem. ●●○○○
Apesar da minha sinopse ser muita confusa, Deadfall até está muito bem escrito. Tudo encaixa perfeitamente. Aliás, o filme é bom, mas falta-lhe qualquer "coisa" que não sei muito bem o que é, para ser muito bom. A história é boa, complexa e bem escrita, tem drama sem ser forçado, a realização é boa (Stefan Ruzowitzky), todos os actores são bons (Kris Kristofferson, Sissy Spacek, Kate Mara, Treat Williams) mas falta-lhe "algo"...
Deadfall fez-me lembrar aquelas alturas em que uma pessoa vai a um restaurante, come uma refeição muito bem confeccionada - como estava à espera -, mas que lhe falta sal... Ou não há sobremesa... Neste caso, não sei bem o que lhe falta, mas vê-se bem. ●●○○○


