Number Five, é um robot experimental que faz parte da nova divisão de inteligência artificial dos militares. Numa demonstração pública é subitamente atingido por um raio e começa a transformar-se lentamente, desenvolvendo uma consciência e inteligência humana. Quando tenta ser reprogramado para volta ao normal, Number Five foge das instalações militares e encontra a ajuda de uma rapariga. Juntos vão tentar convencer o seu criador que Number Five está mesmo vivo, ao mesmo tempo que tentam fugir da perseguição dos militares...
Já passaram muitos anos desde que vi o Short Circuitshort pela primeira vez. É um marco na minha filmografia de criança. Inteligência artificial e robots são uma história muito à frente do seu tempo, principalmente porque este é um filme de entretenimento e para a família. Obviamente, visto pelo público actual deve parecer bastante infantil, mas na realidade é um filme bastante interessante e é um dos poucos verdadeiros "filmes de família", como tanto gostam de catalogar hoje em dia para levarem famílias inteiras ao cinema. Eu sei que é puro saudosismo, mas é o que é. É cómico, tem acção, tem robots (na altura era uma novidade que deixava um gajo de boca aberta...), é inocente... é muito bom. Faz parte do meu imaginário infantil.
Ally Sheedy e Steve Guttenberg são mesmo os actores principais aqui. Eram duas estrelas em ascensão nos anos 80 e têm todo o protagonismo. A química entre os dois funciona muito bem. Também há Fisher Stevens (Apu, dos Simpsons, és tu?!...), Austin Pendleton, G.W. Bailey e Brian McNamara que eram os secundários habituais daquela altura.
A grande força do filme vem da realização de John Badham, um gajo que descolou bem alto nos anos 80 com uma séerie de filmes de sucesso na bilheteira e na crítica, mas que depois voltou para o mundo onde começou, a TV. A outra grande força do filme vem do próprio robot, mais um fantástica criação de Syd Mead, o homem por detrás daquele look fantástico do Blade Runner entre outros clássicos do cinema. Para estes filmitos de família, iam-se buscar grandes nomes... Uma raridade hoje em dia...
Short Circuit teve direito a uma sequela que nunca tive oportunidade de ver. Muito provavelmente nunca irei ver. Agora já não faz sentido. Ia estragar a minha memória do primeiro filme e eu gosto de respeitar a originalidade dos filmes. Estou seguríssimo que mais cedo ou mais tarde irá ter um remake. (3)
PS: Qualquer parecença física do Number Five com o Wall-E da Disney/Pixar é a mais pura das coincidências...
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Um miúdo hacker pensando que se está a ligar a uma empresa de jogos de computador, consegue acidentalmente comunicar com um supercomputador que gere todo o arsenal nuclear do EUA. Enquanto ele pensa que está a jogar um "jogo", o supercomputador inicia a III Guerra Mundial envolvendo-se com a URSS numa disputa termonuclear.
Tirando o aspecto da tecnologia do Neolítico, WarGames ainda é bom filmito de 1983.
Este é um filme de uma era diferente, dum outro mundo. Do mundo da Guerra Fria, do Inverno Nuclear, do Sting a cantar "I hope the russians love their children too" e em que os "maléficos" soviéticos podiam a qualquer momento atirar com bombas nucleares e matar-nos todos. Isso era o que me diziam e o que ouvia quase diariamente. A realidade era muito diferente, como se veio a perceber quando a URSS se desintegrou em vários países, mas isso é outra história.
Um argumento muito à frente do tempo, numa altura de paranóia com uma nova guerra mundial e em que o quotidiano surgia como inspiração para histórias mesmo originais. Na altura, WarGames era um thriller mas hoje é apenas uma relíquia light...
Matthew Broderick (já quase em versão Ferris Bueller) e Ally Sheedy sob a batuta de John Badham... Tudo ok, como sempre. WarGames é um filme só para velhadas e para relembrar outros tempos. Mas bons tempos. ●●●○○
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