Esta é uma série de filmes de ficção científica que não sendo propriamente maus, podiam ser melhores. São filmes que falham essencialmente porque os conceitos não são originais. Apesar de estarem muito bem feitos, bem dirigidos e sempre com bons actores, uma pessoa está sempre com aquela sensação de "já vi isto antes"... E é verdade. Por vezes, até parecem misturas de filmes. Estão bem realizados, as histórias, apesar de pouco originais têm algum nexo e pelo menos não são festivais ocos de acção, explosões e de efeitos especiais digitais só para encher tempo de filme e vender pipocas. Não vão figurar na história do cinema, mas vêem-se muito bem. Mais uma visualização com recurso à técnica intensiva.
Moon
Clones, solidão, perda de identidade e twist. Um mix de The Island e Silent
Running. O melhor de Moon é mesmo o tour de force de Sam Rockwell, que
literalmente faz uma longa metragem sozinho. O filme entra naquela categoria de filmes que se desenrolam muito lentamente. O twist final é
relativamente surpreendente, mas lá está, parece que "já vi isto
antes"... Com um orçamento minúsculo, o realizador Duncan Jones conseguiu montar um filme com pés e cabeça. Fico à espera do próximo filme. ●●○○○
In time
In time não é um mau filme, mas não consegui deixar de pensar em como toda aquela história parecia um enorme deja vu. O tempo como moeda até é original, mas fez-me lembrar em demasia no clássico Logan's Run
e no esteticamente espantoso Gattaca, que por acaso até é do mesmo realizador, Andrew Niccol. O tempo está a acabar e, mais uma vez, uma
luta de classes "contra o sistema", num futuro distópico. Já enjoa um bocado. E além disso, o filme por vezes perde-se na complexidade do tempo, ou seja, há ali alguns buracos no argumento. ●●○○○
Looper
Não sei se é por ter o Bruce Willis e a
temática ser a das viagens no tempo, mas não consegui descolar de 12
Monkeys. Mas neste caso, o problema nem sequer é a falta de originalidade do tema. O problema é o tema. Não gosto particularmente do time travel porque quando se entra nesse campo, tudo fica confuso e nada é impossível em termos de
história. É plausível voltar atrás e reescrever a história, não é
verdade? Isso normalmente emaranha as histórias de uma forma que nunca
acabam bem. Até a saga Terminator acabou por se deteriorar, portanto está tudo dito... Looper sofre exactamente do mesmo mal, pois acaba por criar paradoxos impossíveis. Joseph Gordon-Levitt está sempre bem em qualquer filme. ●●○○○
Elysium
Esperava muito de Elysium e em particular de Neill Blomkamp, depois do excelente District 9. Mas mais uma vez, o filme volta à desigualdade entre
ricos e pobres, aos bairros de lata (que até parecem os mesmos de District 9), à
luta de classes no futuro distópico. Não pode haver exemplo maior da falta de originalidade
se nem sequer é preciso sair da própria filmografia. Parece que Neill Blomkamp ficou preso nas suas próprias ideias e imagens. Vi há pouco tempo um trailer de Chappie (que ainda não vi) e fiquei pasmado ao ver como os robots desse filme são iguais aos deste... Espero que Blomkamp acorde para a vida. Os seus filmes até são bons, mas estão a sair todos iguais... Matton Damon is everywhere e Jodie Foster nunca falha. ●●○○○
Automata
Mais uma história da Inteligência Artificial que se torna consciente e a determinado ponto até se torna mais humana que os próprios humanos, e que nos remete para a questão fulcral: o que nos torna humanos? O filme até seria engraçado se já não tivessem sido feitos 235.894.341 filmes com o mesmo tema e a mesma história. Não entendo esta panca de voltar a fazer sempre a mesma coisa. Antonio Banderas até me surpreendeu no papel de um funcionário de seguros do futuro, mas provavelmente é só por parecer mais velho e sem aquela áurea de galã-macho-latino. Automata tem uma boa estética e até "rola bem" mas não acrescenta absolutamente nada de novo. Fica a curiosidade de ver um novo projecto de Gabe Ibáñez. ●●○○○
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Chicletes: filmes que normalmente são exemplares técnicos perfeitos, em que a produção é mais cara que o PIB de alguns países, mas que não têm substância nenhuma. É assim que os entendo. Quando vejo um filme e no dia seguinte ele desaparece da minha mente, isso é uma chiclete. Alguém se lembra do sabor da última chiclete que mastigou? Pois... O mesmo se passa com estes filmes. É bastante duro estar a deitar abaixo estas produções porque elas são verdadeiras potências visuais e técnicas que às vezes levam anos a compor. Alguns exemplos de chicletes para ver no fim de semana, se por acaso uma pessoa ficar retida em casa devido a uma tempestade tropical...
John Carter
Chiclete de primeira qualidade. Vai buscar uma história das antigas, embrulha tudo numa produção visual do mais avançado que existe e... não dá em nada. É daqueles filmes que se podem ver todos os anos. É sempre uma novidade. Não há nada que seja memorável. O que há: actores muito bonitos, grandes efeitos especiais, muito fundo verde, cenas de grande acção e algumas explosões. Pura verborreia visual feita à volta dos guiões típicos, mas muito bem construídos dos filmes Disney. O realizador, Andrew Stanton é conhecido por filmes como Finding Nemo e Wall-E, por isso não é de estranhar que todo o filme pareça um enorme desenho animado... só que com pessoas de carne e osso. A parte positiva é a construção do guião e a parte técnica. ●●○○○
Real Steel
É um filme de acção, de ficção científica e ao mesmo tempo, uma comédia light. Ou como se dizia antigamente, uma chiclete tutti-frutti. É a história usual do underdog, em que o gajo mais fraco, mas bom de coração, acaba por ganhar no final ao terrível e poderoso mauzão. Já toda a gente viu este género de filmes n de vezes. Mas ninguém resiste a ver mais uma vez. Tem robots muito bem feitos e tão fixes que nenhum miúdo lhes irá resistir. Tem também Hugh Jackman a tentar não fazer de Wolverine. Tem aquela história mil vezes vista da relação falhada entre pai e filho e... acho que mais nada. O positivo? É um filme para a família com boas mensagens. ●○○○○
The Host
Este filme pertence a uma classe totalmente à parte. É uma chiclete reciclada, sem sabor e que ficou esquecida a derreter no tablier do carro durante 3 dias. É um filme de adolescentes... que mais há para dizer? São 2 horas de tédio, ideias batidas, buracos no argumento e adolescentes lindíssimos. Vi-o ano passado e não há uma única cena que me lembre. A única coisa que recordo é qualquer coisa relacionada com os olhos parecerem lentes de contacto. Lembro-me que tem uns aliens invasores, humanos em fuga e pelo meio um triângulo amoroso (o que é que havia de ser?). É mais um filme que aproveita o sucesso dum livro que só é importante porque foi comprado por milhões de adolescentes. É a série Twilight mas com aliens. A autora do livro é a mesma, por isso o que é que esperava? O realizador é Andrew Niccol que tinha escrito e realizado o excelente Gattaca. Há comparação possível? Não me parece. Um dos piores filmes que já vi. O que tem de positivo? A visualização é opcional. ○○○○○
John Carter
Chiclete de primeira qualidade. Vai buscar uma história das antigas, embrulha tudo numa produção visual do mais avançado que existe e... não dá em nada. É daqueles filmes que se podem ver todos os anos. É sempre uma novidade. Não há nada que seja memorável. O que há: actores muito bonitos, grandes efeitos especiais, muito fundo verde, cenas de grande acção e algumas explosões. Pura verborreia visual feita à volta dos guiões típicos, mas muito bem construídos dos filmes Disney. O realizador, Andrew Stanton é conhecido por filmes como Finding Nemo e Wall-E, por isso não é de estranhar que todo o filme pareça um enorme desenho animado... só que com pessoas de carne e osso. A parte positiva é a construção do guião e a parte técnica. ●●○○○
Real Steel
É um filme de acção, de ficção científica e ao mesmo tempo, uma comédia light. Ou como se dizia antigamente, uma chiclete tutti-frutti. É a história usual do underdog, em que o gajo mais fraco, mas bom de coração, acaba por ganhar no final ao terrível e poderoso mauzão. Já toda a gente viu este género de filmes n de vezes. Mas ninguém resiste a ver mais uma vez. Tem robots muito bem feitos e tão fixes que nenhum miúdo lhes irá resistir. Tem também Hugh Jackman a tentar não fazer de Wolverine. Tem aquela história mil vezes vista da relação falhada entre pai e filho e... acho que mais nada. O positivo? É um filme para a família com boas mensagens. ●○○○○
The Host
Este filme pertence a uma classe totalmente à parte. É uma chiclete reciclada, sem sabor e que ficou esquecida a derreter no tablier do carro durante 3 dias. É um filme de adolescentes... que mais há para dizer? São 2 horas de tédio, ideias batidas, buracos no argumento e adolescentes lindíssimos. Vi-o ano passado e não há uma única cena que me lembre. A única coisa que recordo é qualquer coisa relacionada com os olhos parecerem lentes de contacto. Lembro-me que tem uns aliens invasores, humanos em fuga e pelo meio um triângulo amoroso (o que é que havia de ser?). É mais um filme que aproveita o sucesso dum livro que só é importante porque foi comprado por milhões de adolescentes. É a série Twilight mas com aliens. A autora do livro é a mesma, por isso o que é que esperava? O realizador é Andrew Niccol que tinha escrito e realizado o excelente Gattaca. Há comparação possível? Não me parece. Um dos piores filmes que já vi. O que tem de positivo? A visualização é opcional. ○○○○○
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