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Ora mais uma moedinha, mais uma volta no carrossel da diversão! Spider-Man: Far from Home é mais como um ingresso para o parque de diversões da Disney/Marvel. Ultimamente, quando vejo este tipo de produções, de certa forma, fico com a sensação que a Disney começou a tratar os filmes da mesma forma como produz os divertimentos dos parques de diversões. Mudam uma luzinhas, põe-se mais uma personagem, tira-se outra, aperta-se uns parafusos, põe-se uma coisita inesperada aqui e ali... e está feito. Mais umas centenas de milhões no papo.
A mando do estúdio, Jon Watts dirige com diligência o pessoal do costume: Tom Holland, Samuel L. Jackson e Marisa Tomei nos papéis centrais, Jake Gyllenhaal aparece para ir buscar o cachet milionário enquanto finge que é um vilão, Zendaya está lá para fazer a ligação entre a audiência dos canais infantis e o agora supervisor executivo da Disney, Jon Favreau.
O mesmo esquema de produção, o mesmo esquema de representação, a mesma história de sempre. Em equipa que factura não se mexe, por isso, ver este Spider-Man: Far from Home é o mesmo que ver outro Spider-Man / filme Disney/Marvel qualquer. É um produto industrial que sabe sempre igual. Para os fãs deve ser uma maravilha, para os restantes amantes do cinema, a seca do costume. Pelo menos assume o que é: um produto de entretenimento para miúdos. É bom para se ver quando não apetece ver nada em particular... A saturação do mercado com este tipo de produtos torna este filme pior que o primeiro. ○○○

Quando digo que vejo tudo, isso quer dizer que vejo mesmo tudo. Admito que enjoei um pouco os filmes de animação Disney porque têm um modelo pré-definido e não saem daquilo. Para um olho atento e treinado, vendo um, os outros são sempre iguais. É a receita infalível seguida pelos estúdios Marvel, apesar de quererem fazer passar a mensagem de que são diferentes, não sei muito bem porquê. Deve ser uma questão de bilheteira e quantidade de fanáticos... perdão: fãs. A similaridade é tão grande que a Disney até comprou a Marvel!. E percebe-se perfeitamente porquê: é o mesmo produto mas para estratos etários diferentes. Não vale a pena estar com merdas, é tudo igual, é a velha receita Disney, que quer se queira quer não, não falha. Desde aquele guião original do Toy Story que todos os filmes seguem o mesmo principio. Eu nem tenho grande problema com isso, mas ao fim de ver dúzias de cópias, acaba por enjoar e foi o que aconteceu. Mas não sei muito bem porquê, decidi voltar a ver mais uma Disneyrada.
Baseado no mundo dos videojogos de arcade (máquinas de jogos para os mais velhotes), Wreck-it Ralph está recheado de boas piadas (como sempre), muitíssimo bem escrito e com aquelas alfinetadas cirúrgicas de acção e comédia, que vêm sempre na altura certa... Lá está, é uma fórmula que nunca falha.
Falar de vozes de actores é sempre uma coisa estranha mas aqui destacam-se o brilhante John C. Reilly, Sarah Silverman e Jane Lynch. Tenho de admitir que gostei, até porque estes filmitos são tão inócuos que acabo sempre por gostar deles. Eu compreendo. É uma coisa cerebral. O filme acaba e uma pessoa fica com uma boa sensação. E isso também é importante e útil, desde que não seja totalmente "falso". É o caso. Vê-se bem e por isso provavelmente irei ver a obrigatória sequela. ●●○○○

Não aguento comédias românticas... entediam-me e adormeço. Ou então disperso mentalmente e começo a ler qualquer coisa. Não suporto. No entanto, vejo tudo que tenha uma ponta de interesse e por isso, já no longínquo ano de 1990, quando era uma pessoa totalmente diferente da que sou hoje, vi este Pretty Woman, em que um rico magnata contrata uma prostituta e depois se apaixona por ela. É a fórmula Disney para adultos e nunca falha. Basta transformar a personagem de Julia Roberts (que é "nitidamente" uma prostituta porque usa saias muito curtinhas e botas altas!!!... [em 1990 as coisas eram tratadas assim um pouco para o lado irrealista, mas tudo bem, até gosto desta inocência distante]) numa empregada de limpeza pobre e passar tudo a desenhos animados, juntar-lhe uma musiquinha da treta no genérico (ou numa cena musical - obrigatório) e está feito o novo mega-sucesso da Disney. Aqui, a "potência" dos dois actores principais (Richard Gere e Julia Roberts) segura o filme e torna-o suportável, apesar de toda a previsibilidade deste mundo. Nesta altura, acho que o Richard Gere era o sex-symbol em vigência. Não me lembro bem. Também não interessa... É tudo muito confuso. Já vi o Richard Gere fazer tantas vezes este galã de homem maduro extremamente sensual que vai buscar a "menosprezada amada à fábrica" que já confundo tudo. Mas lá está, não interessa... Garry Marshall fez um mega-sucesso comercial desta moderna La Traviata (que por acaso até aparece no filme) e cristalizou a presença de Roberts (na altura apenas com 22 anos) nos ecrãs de cinema. Dois destaques finais: um para o cartaz oficial que por qualquer razão inexplicável acabou por se tornar icónico com o tempo (lá está: aposto na mini-saia e nas botas altas); e o outro destaque vai para a excelente música de Roy Orbison que dá nome ao filme e torna qualquer trailer numa coisa agradável de se ver. ●●○○○

Numa qualquer cidade anónima nas profundezas da América vive um gajo normal de seu nome Odd Thomas. Cozinheiro de profissão mas clarividente por natureza. Apesar de toda a sua normalidade aparente, ele tem um segredo paranormal: consegue ver as forças do mal que nos rodeiam a todo o instante. Um dia, quando um estranho entra no seu restaurante rodeado de demónios da pior espécie, Odd Thomas sabe que tem de entrar numa luta épica para fazer com que o Bem consiga derrotar o Mal.
Realizado pelo homem das "múmias", Stephen Sommers, Odd Thomas é um filmito de fantasia, pontilhado de comédia que entra na classe de "perfeitamente aceitável". Destaque para Anton Yelchin que manifestamente era um bom actor e isso faz muito diferença. Willem Dafoe é e será sempre um gajo porreiro em qualquer filme. Odd Thomas é estranho pela mistura de conceitos e acaba por se encostar muito àquela aparência estereotipada Disney/teenager (para captar público, será?), mas vê-se bem. Bom para miúdos. ●●○○○


Quando vi este filme, lembrei-me logo de um slogan muito popular há uns anos: "Punk is not dead". Percebo que este seja um slogan que só faz sentido para pessoas que viveram nos finais dos 70's/princípios de 80's e que assistiram à "morte" do movimento e da música punk. Para mim, obviamente, nunca fez muito sentido. Mas agora entro numa fase do "Rock is not dead" e começo a perceber perfeitamente o significado do slogan original.
Tinha por isso muita expectativa com este Rock of Ages. Sabia que era escrito pelo Justin Theroux, tinha visto umas imagens (aparentemente boas) com o Tom Cruise... e pouco mais.
Estou tão chateado que não me vou alongar: é uma magistral desilusão. Até em termos musicais, conseguiram arruinar o filme, que mais parece uma mistura de filme musical de Disney com uma paródia à música dos anos 80. Não é admirar: Adam Shankman é realizador de musicais e filmes light, tipo Disney. É que nem Catherine Zeta-Jones, nem Alec Baldwin e nem Paul Giamatti conseguem salvar isto. Devia ter investigado mais e devia-me ter ficado apenas pela expectativa...
Quase que me leva a acreditar que de facto "Rock is dead"... ●○○○○

 
Uma pessoa está a ler o jornal e chega à parte do cinema. Num canto está a avaliação do crítico de cinema que avalia os filmes usando uma escala de estrelas. Nunca liguei muito a essas classificações, porque me apercebi que não batiam certo com a minha lógica. Aliás, parecia que não batia certo com a lógica de ninguém. Cheguei a ouvir pessoas a comentar: "Olha, este filme está cotado com muitas estrelas. Não deve prestar para nada" ou então: "Se estes gajos dizem que o filme não presta então é porque é bom" Presumo que esta situação já deve ter acontecido com toda a gente...

Também acontecia comigo. Normalmente até consultava as tabelas de atribuição de estrelas para saber quais os filmes a ver ou a evitar. E o mais estranho é que normalmente batia certo. Mas como o passar do tempo, e à medida que via cada vez mais filmes, a minha perspectiva começou a mudar... Só há pouco tempo é que percebi porquê.

Ao longo dos tempos apercebi-me que existem dois tipos de crítica: a crítica especializada e a crítica generalizada. Apesar de terem uma base comum - o filme - aparentemente as duas coisas não são mísciveis. (sempre quis usar usar esta palavra e nunca tive a oportunidade. É uma palavra do caraças, não é? Míscivel...).

Há uma diferença considerável entre as duas críticas e isso prova-se pela avaliação dada aos filmes. Os filmes de autor normalmente são sempre muito bem cotados pelo crítico profissional de cinema (a crítica especializada), mas o grande público (a crítica generalizada) geralmente atribui-lhe qualidades como "parado", "não se passa nada" ou como sendo "uma grande seca". Por outro lado, os grandes blockbusters são sempre um enorme sucesso junto do grande público, mas são arrasados pelo crítico de cinema que os classifica, entre muitas outras coisas, como "repetitivos", "sem substância" ou como "entretenimento desmiolado". Estranhamente, começo a enveredar pelo segundo caminho. Digo estranhamente, porque sempre fui um adepto dos efeitos especiais, mas agora critico-os. Sempre fui fã dos grandes espectáculos de acção e agora não os suporto. Tenho de admitir que já não consigo aguentar filmes de efeitos especiais, acção, perseguições e explosões. Vejo-os sempre que tenho oportunidade, mas por vezes vejo-os só mesmo para criticar. Mas há uma explicação para esta mudança.

Já vejo filmes há muitos anos. Não faço mínima ideia de quantos filmes vi (um dos propósitos do site é tentar contabilizar quantos), mas presumo que ultrapasse os milhares. Vejo tudo. Mesmo sabendo de antemão que um filme vai ser uma chachada, eu vejo na mesma.
De início via os filmes exclusivamente como observador, ou seja, estava sentado e só olhava para o ecrã. Após muitos filmes, e em certa parte devido à magia dos efeitos especiais, comecei a interessar-me pelo processo de idealização e construção do filme propriamente dito. Acho que às vezes as pessoas não têm (como eu não tinha) a percepção do trabalho que envolve fazer um filme. As filmagens, a produção, o trabalho dos actores, os efeitos, a montagem final, tudo isto dá uma trabalheira do caraças e até cansa só de pensar os anos de trabalho que estão envolvidos numa produção, só para conseguir apresentar um filme de 2 horas... ou menos.  Às vezes dou por mim a olhar para um filme, mas não estou a vê-lo; estou a tentar perceber como as luzes estão colocadas, como a ambiência duma cena foi criada ou como o actor se terá preparado para dizer aquela frase com aquela emoção específica.
Comecei a notar mais no trabalho atrás das câmaras do que estar passivamente a olhar para as imagens a passar. E isso fez toda a diferença. Comecei então a aperceber-me que existem dois tipos de filmes - o "filme de público" e o "filme de realizador" -, que "por tabela" geram os dois tipos de crítica.

O exemplo mais firme do "filme de público" é o típico blockbuster, concebido especificamente para vender bilhetes (muitos bilhetes) e pipocas nos concessionários. Também se insere nesta categoria o "filme de óscar", que normalmente é um drama meloso que dá para chorar ou com temática de guerra, porque obviamente a marca "óscar", implicitamente, também dá um boost à venda de bilhetes e pipocas, apesar de estes filmes terem muito mais "substância" em comparação com os primeiros.
Estes filmes são adorados pela crítica generalizada. Os primeiros têm todo o fogo de artíficio que justifica o preço alto dos bilhetes. Além disso têm os mais fantásticos efeitos especiais, as perseguições mais alucinantes e as cenas de acção mais violentas que se possa imaginar. Os segundos, normalmente não têm os elementos dos primeiros para justificar a "marca óscar", mas vão dar ao mesmo. É uma espécie de blockbuster só que o único efeito especial é terem no cartaz promocional o "homenzinho dourado". Há até quem tenha, quase por "obrigação" que ver todos os filmes que estão candidatos a Óscares, porque esses "são os melhores".

Depois há os filmes de realizador, ou filmes de autor. São filmes feitos por alguém que tem uma visão do mundo ou sobre um tema qualquer e quer dar a sua opinião muito pessoal através duma obra cinematográfica, independentemente do tema ser polémico, se levanta questões fracturantes ou se choca o grande público. É o que a crítica generalizada normalmente chama de "filmes de seca". Também há outro género que se insere perfeitamente aqui que é o primeiro filme/independente. São filmes dos mais variados géneros - por vezes até de acção, explosões e efeitos -, mas porque têm um orçamento minúsculo optam por aproximações mais singulares ou estéticas, e que normalmente enveredam pelo lado do choque para se fazerem notar.
Neste tipo de filmes não há perseguições, nem há acção em cima de comboios em movimento, nem efeitos especiais, nem explosões. Normalmente o que há é uma história, uma opinião, actores e um realizador atrás das câmaras a tentar mostrar o seu ponto de vista muito particular. Os críticos profissionais adoram estes filmes. Uns porque adoram mesmo, outros, parece-me, porque têm de manter o registo de "qualidade" e não podem dizer mal dum Nanni Moretti ou um Manoel de Oliveira.

Depois de analisar bem este assunto, parece-me que os dois tipos de filmes (e críticas) vão continuar a existir em simultâneo. Por um lado, vai haver sempre muito realizador independente, isto é, um teso, que tem uma ideia para um filme e vai mostrar a sua obra dê lá para onde der. Por outro, acho impossível que os grandes estúdios matem as galinhas dos ovos de ouro, que é como quem diz, o "filme de entertenimento"/"filme de animação divertido tipo Disney/Pixar". E nem sequer é preciso fazer algo novo. Podem continuar a fazer remakes para sempre... Afinal, há sempre público novo, não é verdade?  Enquanto isto acontecer, os dois tipos de crítica também vão continuar a co-existir. Claro que há sempre que contar com a invasão tecnológica. Será que vai nascer um outro tipo de crítica?

Isto tudo para dizer que vou voltar às minhas lides da crítica. Lá porque deixei de comentar/criticar, não deixei de ver filmes. Muitos, muitos filmes.
Como dizem os americanos, "this is pure family entertainment!". São filmes com o carimbo da Disney, por isso outra coisa não se podia esperar... Se bem que há sempre aquela velha questão Bamby e o caçador... Mas isso é outra história.
Os dois filmes são bonzitos porque conseguem misturar aventura e comédia muito bem. É divertimento para toda a família mas com algum miolo. Muita acção, muitas pistas (que invariavelmente levam a novas pistas), muita informação histórica, muita, muita conspiração, muitos segredos obscuros, muita aventura e emoção, argumentos consistentes e actores como Jon Voight, Harvey Keitel, Christopher Plummer, Helen Mirren e Ed Harris complementam dois filmitos muito engraçados, muito bem recheados de piadas inteligentes. Nicolas Cage encaixa perfeitamente num papel onde nunca acharia que podia encaixar. Sai-se muito bem como explorador moderno. Nunca diria. A dupla National Treasure e National Treasure: Book of Secrets, apesar de ser uma cópia descarada da série Indiana Jones, mas trazida para a actualidade, não desilude nada e é muito divertida. Filmes light para descomprimir e que se vêem muito bem. ●●○○○


Chicletes: filmes que normalmente são exemplares técnicos perfeitos, em que a produção é mais cara que o PIB de alguns países, mas que não têm substância nenhuma. É assim que os entendo. Quando vejo um filme e no dia seguinte ele desaparece da minha mente, isso é uma chiclete. Alguém se lembra do sabor da última chiclete que mastigou? Pois... O mesmo se passa com estes filmes. É bastante duro estar a deitar abaixo estas produções porque elas são verdadeiras potências visuais e técnicas que às vezes levam anos a compor. Alguns exemplos de chicletes para ver no fim de semana, se por acaso uma pessoa ficar retida em casa devido a uma tempestade tropical...

John Carter
Chiclete de primeira qualidade. Vai buscar uma história das antigas, embrulha tudo numa produção visual do mais avançado que existe e... não dá em nada. É daqueles filmes que se podem ver todos os anos. É sempre uma novidade. Não há nada que seja memorável. O que há: actores muito bonitos, grandes efeitos especiais, muito fundo verde, cenas de grande acção e algumas explosões. Pura verborreia visual feita à volta dos guiões típicos, mas muito bem construídos dos filmes Disney. O realizador, Andrew Stanton é conhecido por filmes como Finding Nemo e Wall-E, por isso não é de estranhar que todo o filme pareça um enorme desenho animado... só que com pessoas de carne e osso. A parte positiva é a construção do guião e a parte técnica. ●●○○○


Real Steel
É um filme de acção, de ficção científica e ao mesmo tempo, uma comédia light. Ou como se dizia antigamente, uma chiclete tutti-frutti. É a história usual do underdog, em que o gajo mais fraco, mas bom de coração, acaba por ganhar no final ao terrível e poderoso mauzão. Já toda a gente viu este género de filmes n de vezes. Mas ninguém resiste a ver mais uma vez. Tem robots muito bem feitos e tão fixes que nenhum miúdo lhes irá resistir. Tem também Hugh Jackman a tentar não fazer de Wolverine. Tem aquela história mil vezes vista da relação falhada entre pai e filho e... acho que mais nada. O positivo? É um filme para a família com boas mensagens. ●○○○○


The Host
Este filme pertence a uma classe totalmente à parte. É uma chiclete reciclada, sem sabor e que ficou esquecida a derreter no tablier do carro durante 3 dias. É um filme de adolescentes... que mais há para dizer? São 2 horas de tédio, ideias batidas, buracos no argumento e adolescentes lindíssimos. Vi-o ano passado e não há uma única cena que me lembre. A única coisa que recordo é qualquer coisa relacionada com os olhos parecerem lentes de contacto. Lembro-me que tem uns aliens invasores, humanos em fuga e pelo meio um triângulo amoroso (o que é que havia de ser?). É mais um filme que aproveita o sucesso dum livro que só é importante porque foi comprado por milhões de adolescentes. É a série Twilight mas com aliens. A autora do livro é a mesma, por isso o que é que esperava? O realizador é Andrew Niccol que tinha escrito e realizado o excelente Gattaca. Há comparação possível? Não me parece. Um dos piores filmes que já vi. O que tem de positivo? A visualização é opcional. ○○○○○

 
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