Mostrar mensagens com a etiqueta J.K. Simmons. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta J.K. Simmons. Mostrar todas as mensagens
The Snowman é um filme totalmente bipolar. De início até é um thriller jeitoso. Boa realização (Tomas Alfredson), boa ambiência, bons actores (Michael Fassbender, Rebecca Ferguson, Charlotte Gainsbourg, J.K. Simmons, Chloë Sevigny, entre muitos outros) e uma boa história com um misterioso assassino à solta. Estava empolgado com o desenrolar do filme, mas chegando a meio, a coisa muda totalmente de figura. O filme não se aguenta e não percebi muito bem porquê, descamba totalmente. Ficam partes da história por resolver, há personagens que literalmente caiem no esquecimento e desaparecem, e no geral o desfecho é muito, muito fraco. Foi decepcionante ver um filme crescer e depois definhar desta maneira, ainda por cima porque estava muito bem lançado. Não percebi o que aconteceu e tirando a excelente fotografia das paisagens gélidas de Oslo, já tudo se me varreu da cabeça. Uma pena. ●○○○○

Jobs conta a história de Steve Jobs, desde que desiste da universidade até chegar ao patamar de guru criativo e um dos empresários de maior sucesso no século XX, à frente da empresa tecnológica mais valiosa do mundo. É um período de tempo extremamente alargado (1973-2000) o que leva a que muitos pontos de interesse da história da Apple e do Jobs sejam omitidos ou erroneamente dramatizados. É uma das grandes falhas do filme. Mas essencialmente é um filmito que se vê bem. Parece um telefilme ou um documentário quitado. Acho que o melhor que deveriam ter feito era acrescentar mais umas duas horitas (até porque há material relevante que ficou de fora: a relação conturbada com a filha, as Silicon Valley Wars, etc.) e transformar isto numa mini-série de luxo. Acho que ficava muito melhor e os apple fans podiam ter mais uma coisita para adorarem e juntarem aos mini-altares do Jobs lá de casa. ;-) Assim, tal como estreou, é só mais um filmito que nem aquece nem arrefece. Ashton Kutcher como Steve Jobs até nem está mal, mas também não mostra grande garra. Muitos nomes de relevo juntaram-se à parada como Matthew Modine, J.K. Simmons, Kevin Dunn e James Woods, só para mencionar alguns. Jobs (o filme, não o homem) não teve muito sucesso e levou com muita crítica negativa principalmente daqueles que se intitulam como apple fans (?). Passados 2 ou 3 anos saiu uma nova versão da história... Mas essa ainda não consegui ver. Fica para breve. ●●○○○


Se o som possante duma bateria tocada a toda a força é um bocado demais para os vossos ouvidos então não vejam Wiplash... vão acabar com uma dor de cabeça do tamanho do universo.
Porque este filme é mesmo só isto: um professor, um aluno e a sua bateria. O aluno é interpretado por um desconhecido, mas brilhante actor chamado Miles Teller; o professor obstinado é um genial J.K. Simmons, do qual só me lembro de ver como eterno actor secundário. Grande erro. Onde é que andavam estes dois actores escondidos? A resposta parece estar na cabeça de Damien Chazelle, o gajo que conseguiu ver o que mais ninguém conseguiu... Chazelle parece ser daqueles realizadores com tanta visão, que consegue passar tanta intensidade para o ecrã, que se eu fosse produtor, dava-lhe o livro de cheques para a mão e dizia-lhe simplesmente: "faz o que quiseres, mas quero outro filme com a mesma intensidade dramática do Wiplash...".
Mas como acontece com todas as obras geniais, obviamente que Wiplash é muito mais que um professor, um aluno e a sua bateria. É chegar aos limites e ultrapassá-los. É sobre ser mais do que aquilo que se é. É aguentar quando já não se aguenta mais. É esforço, força, suor, lágrimas e sangue.
A primeira coisa que me chamou à atenção foi o título. É mesmo muito apropriado, porque é um reflexo do próprio filme. É como o som de um chicote: rápido, dilacerante, frenético, doloroso, explosivo.
Wiplash tem um tom amargo, muito, muito amargo. Não estava à espera. Em muitos daqueles momento duros do filme em que o estômago se encolhe e dá voltas, lembrei-me de Lars Von Trier. Se me dissessem que ele tinha andado por lá atrás das câmaras não estranharia muito. Mas a sensação "má", aqui, não causa repulsa, dá a sensação de se ter uma fibra dura, inflexível, que liga todo o filme.
Só há uma palavra para este filme: genial! É uma pérola dos tempos modernos e um clássico instântaneo. É muito bom. Emendo o que disse: é excelente! ●●●●●

 
Copyright © 2015 todos os filmes que vi
Distributed By Gooyaabi Templates