Os fãs estavam a ressacar e pediam qualquer coisa minimamente ligada aos X-men, por isso os estúdios fizeram a vontade. Dark Phoenix é mais uma entrega Marvel do Universo X-Men... repleta de nada. Valem os momentos iniciais pela cena do acidente de carro que mostra os poderes da moça que há-de ser a Phoenix. E depois não há mais nada a não ser uma narrativa repetitiva e totalmente infantil recheada de escusadas cenas de acção com efeitos especiais. É inacreditável.
Este 1 (um) de classificação é mais uma vez pelos aspectos técnicos. Mas também é única coisa que o filme tem. O resto é de uma banalidade infantil tão grande que é indescritível. É penosamente previsível e sempre a mesma coisa, vez após vez. Basta ver que o realizador, Simon Kinberg é essencialmente um produtor (dos outros X-Men) e nem tem experiência na "cadeira". Bem, estes filmes também são praticamente todos feitos em pós-produção e nos estúdio de CGI, por isso, um homem na cadeira a realizar já nem sequer faz muito sentido... Já não se aguenta esta industrialização. Para além disso, numa perspectiva de seguimento da "franquia" não faz sentido nenhum. Pelo menos é coerente nesse aspecto: estes filmes cada vez mais fazem menos sentido. Existem pura e simplesmente para alimentar a mente ávida de efeitos especiais dos "fanáticos". Até os actores (James McAvoy, Michael Fassbender, Jessica Chastain, Jennifer Lawrence, Sophie Turner) já parecem cansados de fazer estes papéis e de encarnar estas personagens. Nota-se que estão ali apenas e só pelos cachets milionários, o que diga-se, é completamente compreensível. Eu, por exemplo, no papel do Fassbender só mesmo por um balúrdio é que dava a cara por esta coisa infantilóide. Espera-se o seguimento da história, a sequela, a prequela, mais bonés, chávenas de pequeno-almoço e lancheiras para os miúdos poderem levar ao festival do Panda... ●○○○○
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Um jovem casal (Kelly Reilly e Michael Fassbender) faz uma viagem de férias até ao idílico Eden Lake. O sítio é espectacular, com um lago de águas calmas rodeado de uma belíssima paisagem natural. Tudo corria perfeitamente bem até que os gunas do local (Jack O'Connell e restantes miúdos) aparecem para estragar tudo... E aí a paisagem muda da beleza natural para a dor, para a frustração, para a raiva e para a sobrevivência. Tenho que admitir que tive de parar o filme a meio. Estava a dar-me cabo dos nervos e do estômago. Na ruralidade mais profunda deste país já estive perante situações que parecem o início de Eden Lake, daí que o filme estivesse a "afectar-me" psicologicamente e até fisicamente. Mas lá retomei o filme e fiquei ainda mais desconcertado. O guião exagera nas peripécias, na imprevisibilidade e tudo o que pode correr mal, corre ainda pior, mais violento e mais gore. James Watkins, o realizador, parece que tem prazer em fazer aqueles dois personagens sofrer... e a mim também.
Resumidamente, Eden Lake é uma dor contínua de filme, muito difícil de ver até ao fim. Já agora, odiei o final. Mas odiei no "bom sentido". É uma espécie de Deliverance brit, exagerado mas bem feito. Uma agradável surpresa desagradável. Vendo o final percebe-se o que quero dizer... Recomendado apenas a mentes e estômagos mais fortes... ●●●○○
Resumidamente, Eden Lake é uma dor contínua de filme, muito difícil de ver até ao fim. Já agora, odiei o final. Mas odiei no "bom sentido". É uma espécie de Deliverance brit, exagerado mas bem feito. Uma agradável surpresa desagradável. Vendo o final percebe-se o que quero dizer... Recomendado apenas a mentes e estômagos mais fortes... ●●●○○
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The Snowman é um filme totalmente bipolar. De início até é um thriller jeitoso. Boa realização (Tomas Alfredson), boa ambiência, bons actores (Michael Fassbender, Rebecca Ferguson, Charlotte Gainsbourg, J.K. Simmons, Chloë Sevigny, entre muitos outros) e uma boa história com um misterioso assassino à solta. Estava empolgado com o desenrolar do filme, mas chegando a meio, a coisa muda totalmente de figura. O filme não se aguenta e não percebi muito bem porquê, descamba totalmente. Ficam partes da história por resolver, há personagens que literalmente caiem no esquecimento e desaparecem, e no geral o desfecho é muito, muito fraco. Foi decepcionante ver um filme crescer e depois definhar desta maneira, ainda por cima porque estava muito bem lançado. Não percebi o que aconteceu e tirando a excelente fotografia das paisagens gélidas de Oslo, já tudo se me varreu da cabeça. Uma pena. ●○○○○
Danny Boyle é um gajo que curto há muito tempo. É daqueles realizadores que sei de antemão que não me vai desiludir. Mas desta vez acabou mesmo por acontecer. Steve Jobs é um desilusão de filme. Esperava muito mais.
O filme retrata alguns aspectos marcantes do co-fundador da Apple em três momentos temporais distintos: em 1984 aquando do lançamento do Macintosh; em 1986, quando o mundo dos computadores ficou chocado com o despedimento de Jobs e sequente criação do enorme falhanço que foram os computadores pretos da NEXT; e em 1997 com o regresso à casa onde "nasceu" para lançar o iMac, o pequeno computador colorido que foi um sucesso porque toda a gente queria ter um só por ser extremamente giro.
Eu não tenho problema nenhum com filmes "partidos". Muito pelo contrário. Gosto muito de argumentos não-lineares. E neste caso, como é costume, Aaron Sorkin não desilude e consegue habilmente costurar três histórias "diferentes" e distantes no tempo. MAs para mim há algo que falha. A demasiada incidência na vida de Steve Jobs por "trás da cortina" (percebe-se a lógica, já que os fãs tratavam-no [e ainda tratam] como um verdadeiro Feiticeiro de Oz [com todas as implicações que isso traz...]), acabou por transformar um biopic de Jobs no filme em que Jobs vive a sua vida inteira nos bastidores, vãos de escadas, passagens estreitas e garagens subterrâneas. Não me lembro bem, mas acho que há apenas uma única cena de exteriores... A determinada altura o filme torna-se repetitivo e por vez até maçador. A ex-mulher e a filha estão presentes, mas aparecem e desaparecem, assim como toda a restante gente... Parece que o Jobs vivia literalmente num daqueles camarins escuros e distante da realidade e era visitado regularmente por meio mundo que o vinha chatear mesmo antes de ele apresentar um produto novo qualquer... Parece uma paródia. Mas não é.
O que poderia ajudar muito a elevar o filme seriam os actores. Michael Fassbender, Kate Winslet, Seth Rogen e Jeff Daniels são muito bons, mas de alguma foram parecem desligados do enredo. Posso ser só eu, mas nunca consegui "ver" o Fassbender como Jobs. Há algo ali que não bate certo. Foi como estar a ver uma personagem ficcional com o mesmo nome do Jobs, mas que não era "o" Jobs. E ainda por cima dá a impressão que contaminou o resto do elenco.
Os grandes (Danny Boyle) também "falham" e este é o caso. Steve Jobs não é um mau filme, mas também não é um bom filme. Tendo por base, uma personagem tão rica como a figura de Jobs, vindo de um realizador que até é dos mais favoritos, e face à expectativa que foi criada na altura da estreia, Steve Jobs só pode ser classificado como uma enorme desilusão. ●●○○○
O filme retrata alguns aspectos marcantes do co-fundador da Apple em três momentos temporais distintos: em 1984 aquando do lançamento do Macintosh; em 1986, quando o mundo dos computadores ficou chocado com o despedimento de Jobs e sequente criação do enorme falhanço que foram os computadores pretos da NEXT; e em 1997 com o regresso à casa onde "nasceu" para lançar o iMac, o pequeno computador colorido que foi um sucesso porque toda a gente queria ter um só por ser extremamente giro.
Eu não tenho problema nenhum com filmes "partidos". Muito pelo contrário. Gosto muito de argumentos não-lineares. E neste caso, como é costume, Aaron Sorkin não desilude e consegue habilmente costurar três histórias "diferentes" e distantes no tempo. MAs para mim há algo que falha. A demasiada incidência na vida de Steve Jobs por "trás da cortina" (percebe-se a lógica, já que os fãs tratavam-no [e ainda tratam] como um verdadeiro Feiticeiro de Oz [com todas as implicações que isso traz...]), acabou por transformar um biopic de Jobs no filme em que Jobs vive a sua vida inteira nos bastidores, vãos de escadas, passagens estreitas e garagens subterrâneas. Não me lembro bem, mas acho que há apenas uma única cena de exteriores... A determinada altura o filme torna-se repetitivo e por vez até maçador. A ex-mulher e a filha estão presentes, mas aparecem e desaparecem, assim como toda a restante gente... Parece que o Jobs vivia literalmente num daqueles camarins escuros e distante da realidade e era visitado regularmente por meio mundo que o vinha chatear mesmo antes de ele apresentar um produto novo qualquer... Parece uma paródia. Mas não é.
O que poderia ajudar muito a elevar o filme seriam os actores. Michael Fassbender, Kate Winslet, Seth Rogen e Jeff Daniels são muito bons, mas de alguma foram parecem desligados do enredo. Posso ser só eu, mas nunca consegui "ver" o Fassbender como Jobs. Há algo ali que não bate certo. Foi como estar a ver uma personagem ficcional com o mesmo nome do Jobs, mas que não era "o" Jobs. E ainda por cima dá a impressão que contaminou o resto do elenco.
Os grandes (Danny Boyle) também "falham" e este é o caso. Steve Jobs não é um mau filme, mas também não é um bom filme. Tendo por base, uma personagem tão rica como a figura de Jobs, vindo de um realizador que até é dos mais favoritos, e face à expectativa que foi criada na altura da estreia, Steve Jobs só pode ser classificado como uma enorme desilusão. ●●○○○
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Aqui há uns tempos vi um documentário sobre uma empresa que faz uma coisa que parece saída de um filme de ficção científica. Nessa empresa, pegam nos restos mortais de uma pessoa que foi cremada, retiram o carbono das cinzas, metem numa máquina durante três meses e misturam-no com uma partícula minúscula de diamante, chamada de "semente". Após três meses de calor e pressões extremas, o resultado final é, na realidade, um diamante feito a partir das cinzas cremadas de uma pessoa. Depois de ver o documentário, a única coisa que pensava era: "há pessoas que têm uma imaginação prodigiosa". Imaginação quase ilimitada.
No outro lado absolutamente oposto, portanto, no ponto zero da imaginação, temos o pessoal que levou o Assassin's Creed do mundo dos jogos para o cinema. Foram buscar uma história do próprio jogo, misturaram com umas cenas de porrada, juntaram-lhe um casting de grandes actores (Michael Fassbender, Marion Cotillard, Jeremy Irons, Brendan Gleeson e Charlotte Rampling) para figurar nos cartazes e está a andar... Está feito. Siga para a bilheteira.
Realizado sem um único pingo de imaginação por Justin Kurzel (que já tinha feito um amarguíssimo Macbeth, também com o ubíquo Fassbender e a Cotillard. Próximo vídeo-jogo, por favor! ○○○○○
Desculpem. Enganei-me. Este é o trailer do jogo (Assassin's Creed: Revelations) onde foram buscar parte da história... O trailer seguinte é que está correcto...
No outro lado absolutamente oposto, portanto, no ponto zero da imaginação, temos o pessoal que levou o Assassin's Creed do mundo dos jogos para o cinema. Foram buscar uma história do próprio jogo, misturaram com umas cenas de porrada, juntaram-lhe um casting de grandes actores (Michael Fassbender, Marion Cotillard, Jeremy Irons, Brendan Gleeson e Charlotte Rampling) para figurar nos cartazes e está a andar... Está feito. Siga para a bilheteira.
Realizado sem um único pingo de imaginação por Justin Kurzel (que já tinha feito um amarguíssimo Macbeth, também com o ubíquo Fassbender e a Cotillard. Próximo vídeo-jogo, por favor! ○○○○○
Desculpem. Enganei-me. Este é o trailer do jogo (Assassin's Creed: Revelations) onde foram buscar parte da história... O trailer seguinte é que está correcto...
Esta adaptação de Macbeth é um excelente trabalho técnico. O filme vale mesmo pela prestação cristalina dos actores (um excepcional Michael Fassbender e uma muito boa Marion Cotillard) e pelo enésimo, mas bom tratamento da história clássica de ambição desmedida, assassinato e tirania de William Shakespeare. Muito boa realização de Justin Kurzel, muito boa fotografia. Tirando tudo o que tem de positivo... é quase impossível de ver e até de ouvir. O pessoal tem um sotaque tão cerrado e os diálogos são tão maçudos, longos e monocórdicos... É tão denso que parece que estava a ver um filme refletido no fundo de um poço frio e escuro nas highlands... É frio, cinzento, distante, quase desumanizado. A imagem que me vem sempre à cabeça é a de um actor de teatro arrastado num saco de serapilheira por um lago de lama gelada. É como estar a apreciar um belíssimo bloco de granito num final de tarde chuvoso. Bem... já deu para perceber. É um belíssimo filme, mas muito, muito, muito difícil de ver. ●○○○○
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