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Rush entra directamente na categoria dos filmes medianos. Bem feito (Ron Howard não costuma falhar), muito bem representado (Chris Hemsworth, Olivia Wilde, Alexandra Maria Lara, e especialmente Daniel Brühl), mas sem grandes "momentos para mais tarde recordar". Rush recorda um dos grandes nomes da Fórmula 1, Niki Lauda e sua disputa incessante com o rival James Hunt. Esta rivalidade levaria Lauda a sofrer bastante, pois após um grave acidente em que levou o carro para lá dos limites, acabou desfigurado por queimaduras. Mas mesmo assim, voltou às corridas. Já fui um grande fã da Fórmula 1 precisamente porque a determinada altura existiam lendas vivas dos desporto como Niki Lauda, Ayrton Senna ou Alain Prost. Mas não conhecia a fundo a história do Lauda. Agora já conheço e o homem é um verdadeiro herói que pela sua história de perseverança merece ser sempre recordado.
Apesar de não ser um grande filme biográfico, Rush, por estar tão compacto e coerente acaba por ser perfeitamente aceitável. Mais uma agradável surpresa. ●●○○○

In the Heart of the Sea: The Tragedy of the Whaleship Essex é um livro de Nathaniel Philbrick que conta a história verídica do baleeiro Essex que se afundou em 1820 devido a um ataque de uma baleia. Estes acontecimentos históricos seriam mais tarde aproveitados por Herman Melville para escrever o clássico Moby Dick.
É deste porto que Ron Howard zarpa para uma nova adaptação deste clássico de sobrevivência. O único problema é que este In the Heart of the Sea saiu muito flat. Poderia ser um bom filme, mas é apenas uma nova adaptação de Moby Dick, agora com efeitos especiais decentes. E é só isso.
Chris Hemsworth e restante grupo (especialmente Cillian Murphy e Brendan Gleeson) estão naquele nível suficiente, mas parece-me que o problema não é dos actores. O problema deste filme é querer, à força, ser uma recriação histórica séria mas entrecruzada com momentos de acção espectacular. Não resultou. Nem consegue ser uma coisa nem outra. E isso estraga o filme todo, que até tem alguns momentos muitos bons. É pena, porque a história tinha muito para dar. É talvez a única coisa boa neste filme, a par com os efeitos especiais.
Pergunto-me: será possível pegar em temas como navegar para o desconhecido, caçar baleias com arpões, ataques de baleias albinas, vidas no limite e mortes, naufrágios e canibalismo e fazer um filme sem emoção nenhuma? In the Heart of the Sea é a resposta. ●●○○○

 
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