Aqui há uns tempos vi um documentário sobre uma empresa que faz uma coisa que parece saída de um filme de ficção científica. Nessa empresa, pegam nos restos mortais de uma pessoa que foi cremada, retiram o carbono das cinzas, metem numa máquina durante três meses e misturam-no com uma partícula minúscula de diamante, chamada de "semente". Após três meses de calor e pressões extremas, o resultado final é, na realidade, um diamante feito a partir das cinzas cremadas de uma pessoa. Depois de ver o documentário, a única coisa que pensava era: "há pessoas que têm uma imaginação prodigiosa". Imaginação quase ilimitada.
No outro lado absolutamente oposto, portanto, no ponto zero da imaginação, temos o pessoal que levou o Assassin's Creed do mundo dos jogos para o cinema. Foram buscar uma história do próprio jogo, misturaram com umas cenas de porrada, juntaram-lhe um casting de grandes actores (Michael Fassbender, Marion Cotillard, Jeremy Irons, Brendan Gleeson e Charlotte Rampling) para figurar nos cartazes e está a andar... Está feito. Siga para a bilheteira.
Realizado sem um único pingo de imaginação por Justin Kurzel (que já tinha feito um amarguíssimo Macbeth, também com o ubíquo Fassbender e a Cotillard. Próximo vídeo-jogo, por favor! ○○○○○
Desculpem. Enganei-me. Este é o trailer do jogo (Assassin's Creed: Revelations) onde foram buscar parte da história... O trailer seguinte é que está correcto...
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In the Heart of the Sea: The Tragedy of the Whaleship Essex é um livro de Nathaniel Philbrick que conta a história verídica do baleeiro Essex que se afundou em 1820 devido a um ataque de uma baleia. Estes acontecimentos históricos seriam mais tarde aproveitados por Herman Melville para escrever o clássico Moby Dick.
É deste porto que Ron Howard zarpa para uma nova adaptação deste clássico de sobrevivência. O único problema é que este In the Heart of the Sea saiu muito flat. Poderia ser um bom filme, mas é apenas uma nova adaptação de Moby Dick, agora com efeitos especiais decentes. E é só isso.
Chris Hemsworth e restante grupo (especialmente Cillian Murphy e Brendan Gleeson) estão naquele nível suficiente, mas parece-me que o problema não é dos actores. O problema deste filme é querer, à força, ser uma recriação histórica séria mas entrecruzada com momentos de acção espectacular. Não resultou. Nem consegue ser uma coisa nem outra. E isso estraga o filme todo, que até tem alguns momentos muitos bons. É pena, porque a história tinha muito para dar. É talvez a única coisa boa neste filme, a par com os efeitos especiais.
Pergunto-me: será possível pegar em temas como navegar para o desconhecido, caçar baleias com arpões, ataques de baleias albinas, vidas no limite e mortes, naufrágios e canibalismo e fazer um filme sem emoção nenhuma? In the Heart of the Sea é a resposta. ●●○○○
É deste porto que Ron Howard zarpa para uma nova adaptação deste clássico de sobrevivência. O único problema é que este In the Heart of the Sea saiu muito flat. Poderia ser um bom filme, mas é apenas uma nova adaptação de Moby Dick, agora com efeitos especiais decentes. E é só isso.
Chris Hemsworth e restante grupo (especialmente Cillian Murphy e Brendan Gleeson) estão naquele nível suficiente, mas parece-me que o problema não é dos actores. O problema deste filme é querer, à força, ser uma recriação histórica séria mas entrecruzada com momentos de acção espectacular. Não resultou. Nem consegue ser uma coisa nem outra. E isso estraga o filme todo, que até tem alguns momentos muitos bons. É pena, porque a história tinha muito para dar. É talvez a única coisa boa neste filme, a par com os efeitos especiais.
Pergunto-me: será possível pegar em temas como navegar para o desconhecido, caçar baleias com arpões, ataques de baleias albinas, vidas no limite e mortes, naufrágios e canibalismo e fazer um filme sem emoção nenhuma? In the Heart of the Sea é a resposta. ●●○○○
Os filmes, como tudo nesta vida, influenciam e são influenciados pelo dia que um gajo acabou de ter...
Eis alguns exemplos de "filmes medianos" que, se estiver bem disposto, até gosto. Pelo contrário, se estiver num daqueles dias em que o mundo parece que se une para nos atirar ao tapete...
"Filmes medianos" são filmes relativamente bem feitos, bem escritos, com actores que se desenrascam bem, mas que no geral, - lá está - como tudo na vida, não têm o que é preciso para chegar ao topo. É um filme que não aborrece mas que também não fica para o história. Reveem-se bem passados uns anos.
Nesta segunda incursão, três filmes dentro da temática "porrada velha" que representam bem o que são filmes medianos.
Gosto muito do tipo de realização do Walter Hill e também gosto do Arnold Schwarzenegger e especialmente do James Belushi. Deve ter sido por causa disso que já vi Red Heat para aí uma meia dúzia de vezes. Como em todos os filmes de Hill, o casting é muito bom e por isso ainda há Ed O'Ross, Laurence Fishburne (quando ainda se chamava Larry Fishburne) e a Gina "Bound" Gershon.
Arnold faz de um polícia russo que vai para Chicago atrás dum traficante de droga. As diferenças abismais e as piadas entre ele e o típico americano Belushi até fazem esquecer que este é um filme vulgar de porrada. ●●○○○
Mais recentemente encontrei um filme de porrada muito jeitoso, chamado In Bruges, do totalmente - pelo menos para mim - desconhecido Martin McDonagh. Já o elenco não é nada desconhecido: Colin Farrell, Brendan Gleeson e Ralph Fiennes dão vida a uns mafiosos que se encontram em Bruges. Sim, Bruges, aquela famosíssima cidade belga que ninguém sabe muito bem onde fica. Depois de um golpe falhado em que um inocente morre, Farrell e Gleeson vão "relaxar" (e esconder-se) uns tempos para a Bélgica (!?). Onde, obviamente, tudo começa a correr mal, quando Farrell se envolve com uma actriz e o seu amigo anão. Mesmo com esta história maluca, surpreendentemente, In Bruges é um bom filme, com bons momentos de comédia e grandes momentos de acção e pancadaria. ●●●○○
Por último, uma raridade que merece ser vista, The Raid: Redemption. Vi por mera curiosidade e ia ficando "sem cabeça". Tudo neste filme é um enorme surpresa. O filme é indonésio mas o realizador é um... galês, chamado Gareth Evans! Vendo o filme ninguém diria. É simplesmente espectacular. Tem as melhores cenas de pancadaria que alguma vez vi. Acho que mais real que isto é impossível. Aliás, passei grande parte do filme a tentar perceber se aquilo era encenado ou se o pessoal do filme andava mesmo à pancada. Mas ninguém me tira a ideia que alguns daqueles duplos foram mesmo parar ao hospital com lesões graves. Não consigo entender como é que se filmam coisas assim. É a magia do cinema. Mas o filme não vale só pela porrada. Vale pela simplicidade de processos. É como diz o trailer: um "Ruthless Crime Lord, 20 Elite Cops, 30 Floors of Chaos". É a prova que Hollywood tem vindo a exagerar e que não é preciso gastar biliões de dólares para fazer um simples filme de acção e porrada, embrulhados em guiões hipercomplicados e cheios de clichés. Apenas com 1 milhão de dólares, Gareth Evans, consegui meter no bolso a grande maioria dos filmes de porrada americanos. Só por isso, merece uma grande salva de palmas. Obriga a repensar a forma como os filmes de acção têm sido levados demasiado a sério pela indústria mainstream. O elenco é-me totalmente desconhecido, repleto de nomes como Iko Uwais, Joe Taslim, Donny Alamsyah, Yayan Ruhian, mas isso não faz diferença nenhuma. Proporcionaram-me as melhores cenas de luta que alguma vez vi em cinema. ●●●○○
Eis alguns exemplos de "filmes medianos" que, se estiver bem disposto, até gosto. Pelo contrário, se estiver num daqueles dias em que o mundo parece que se une para nos atirar ao tapete...
"Filmes medianos" são filmes relativamente bem feitos, bem escritos, com actores que se desenrascam bem, mas que no geral, - lá está - como tudo na vida, não têm o que é preciso para chegar ao topo. É um filme que não aborrece mas que também não fica para o história. Reveem-se bem passados uns anos.
Nesta segunda incursão, três filmes dentro da temática "porrada velha" que representam bem o que são filmes medianos.
Gosto muito do tipo de realização do Walter Hill e também gosto do Arnold Schwarzenegger e especialmente do James Belushi. Deve ter sido por causa disso que já vi Red Heat para aí uma meia dúzia de vezes. Como em todos os filmes de Hill, o casting é muito bom e por isso ainda há Ed O'Ross, Laurence Fishburne (quando ainda se chamava Larry Fishburne) e a Gina "Bound" Gershon.
Arnold faz de um polícia russo que vai para Chicago atrás dum traficante de droga. As diferenças abismais e as piadas entre ele e o típico americano Belushi até fazem esquecer que este é um filme vulgar de porrada. ●●○○○
Mais recentemente encontrei um filme de porrada muito jeitoso, chamado In Bruges, do totalmente - pelo menos para mim - desconhecido Martin McDonagh. Já o elenco não é nada desconhecido: Colin Farrell, Brendan Gleeson e Ralph Fiennes dão vida a uns mafiosos que se encontram em Bruges. Sim, Bruges, aquela famosíssima cidade belga que ninguém sabe muito bem onde fica. Depois de um golpe falhado em que um inocente morre, Farrell e Gleeson vão "relaxar" (e esconder-se) uns tempos para a Bélgica (!?). Onde, obviamente, tudo começa a correr mal, quando Farrell se envolve com uma actriz e o seu amigo anão. Mesmo com esta história maluca, surpreendentemente, In Bruges é um bom filme, com bons momentos de comédia e grandes momentos de acção e pancadaria. ●●●○○
Por último, uma raridade que merece ser vista, The Raid: Redemption. Vi por mera curiosidade e ia ficando "sem cabeça". Tudo neste filme é um enorme surpresa. O filme é indonésio mas o realizador é um... galês, chamado Gareth Evans! Vendo o filme ninguém diria. É simplesmente espectacular. Tem as melhores cenas de pancadaria que alguma vez vi. Acho que mais real que isto é impossível. Aliás, passei grande parte do filme a tentar perceber se aquilo era encenado ou se o pessoal do filme andava mesmo à pancada. Mas ninguém me tira a ideia que alguns daqueles duplos foram mesmo parar ao hospital com lesões graves. Não consigo entender como é que se filmam coisas assim. É a magia do cinema. Mas o filme não vale só pela porrada. Vale pela simplicidade de processos. É como diz o trailer: um "Ruthless Crime Lord, 20 Elite Cops, 30 Floors of Chaos". É a prova que Hollywood tem vindo a exagerar e que não é preciso gastar biliões de dólares para fazer um simples filme de acção e porrada, embrulhados em guiões hipercomplicados e cheios de clichés. Apenas com 1 milhão de dólares, Gareth Evans, consegui meter no bolso a grande maioria dos filmes de porrada americanos. Só por isso, merece uma grande salva de palmas. Obriga a repensar a forma como os filmes de acção têm sido levados demasiado a sério pela indústria mainstream. O elenco é-me totalmente desconhecido, repleto de nomes como Iko Uwais, Joe Taslim, Donny Alamsyah, Yayan Ruhian, mas isso não faz diferença nenhuma. Proporcionaram-me as melhores cenas de luta que alguma vez vi em cinema. ●●●○○
