Nesta nova entrega da saga Men in Black mudou tudo. Mudou o realizador (F. Gary Gray) e da "equipa" original apenas ficou a Emma Thompson e por isso entraram o Chris Hemsworth, a Tessa Thompson e o Liam Neeson. Infelizmente, o que também mudou foi a qualidade geral do filme. É um dos casos em que se percebe perfeitamente a diferença que um realizador faz... A diferença dos Men in Black do Barry Sonnefeld para esta nova entrega é gigantesca. Agora é apenas mais um filme sem graça, sem história, sem nada... apenas fogo de artifício. Exactamente como o publico actual gosta. Uma peça estática que está ali para "entreter" passivamente o consumidor de nachos e pipocas. Ainda que fosse mais ou menos esperado, foi uma enorme decepção, porque sempre gostei desta saga cómica de extraterrestres. Agora transformou-se num mero "êxito de bilheteira". Mais uma folha de Excel para entreter os financeiros dos estúdios... É pena. ●○○○○
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Rush entra directamente na categoria dos filmes medianos. Bem feito (Ron Howard não costuma falhar), muito bem representado (Chris Hemsworth, Olivia Wilde, Alexandra Maria Lara, e especialmente Daniel Brühl), mas sem grandes "momentos para mais tarde recordar". Rush recorda um dos grandes nomes da Fórmula 1, Niki Lauda e sua disputa incessante com o rival James Hunt. Esta rivalidade levaria Lauda a sofrer bastante, pois após um grave acidente em que levou o carro para lá dos limites, acabou desfigurado por queimaduras. Mas mesmo assim, voltou às corridas. Já fui um grande fã da Fórmula 1 precisamente porque a determinada altura existiam lendas vivas dos desporto como Niki Lauda, Ayrton Senna ou Alain Prost. Mas não conhecia a fundo a história do Lauda. Agora já conheço e o homem é um verdadeiro herói que pela sua história de perseverança merece ser sempre recordado.
Apesar de não ser um grande filme biográfico, Rush, por estar tão compacto e coerente acaba por ser perfeitamente aceitável. Mais uma agradável surpresa. ●●○○○
Apesar de não ser um grande filme biográfico, Rush, por estar tão compacto e coerente acaba por ser perfeitamente aceitável. Mais uma agradável surpresa. ●●○○○
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Por vezes reparo em pormenores quotidianos estranhos. Uma coisa que reparei ultimamente é que quando alguém fala em ir jantar fora, toda a gente saca do telemóvel e vai logo consultar sites tipo Zomato (!?) e semelhantes e vai ver os reviews. Será bom? Será caro? Tem muita lista de espera? O que é que o resto do pessoal diz sobre o espaço? Qual é a pontuação?
Mas esta situação só se aplica aos restaurantes ditos "normais". Quando um gajo vai comer um hambúrguer ao McDonald's ou ao BurgerKing, ninguém vai consultar nada porque já sabe o que vai encontrar: é sempre a mesma coisa, com o mesmo aspecto, com o mesmo sabor, em todo o lado, a qualquer hora.
Thor: Ragnarok, de Taika Waititi, é um hamburger. É sempre a mesma coisa, com o mesmo aspecto, com o mesmo sabor, em todo o lado, a qualquer hora. Só que em vez de serem asinhas de frango panadas do KFC, são uns filmes da Marvel. É aqui que o caminho diverge. Para umas pessoas é exactamente aquilo que querem comer para sempre, porque é doce, salgado e saboroso e ainda por cima, acompanhado de uma Coca-Cola gelada, é a melhor refeição de sempre... Para outras pessoas, não é que seja desagradável de se saborear, mas o sabor é o mesmo de sempre, parece comida feita de plástico (ei! não fui eu que inventei o termo...), e conforme as pessoas, um bocadinho enjoativo no final... Pessoalmente, evito estas comidas "plásticas", porque simplesmente não estou habituado e depois porque fico sempre mal disposto: ando a arrotar a hambúrguer durante horas. Acho que o meu organismo não consegue digerir aquilo... Bem, mas chega de falar de comida de plástico... Ou então, não!
Apenas um recado para a Marvel. Antigamente, não passaria pela cabeça de ninguém, abrir uma casa de venda de hambúrgueres, quando havia McDonald's a 5 euros e até ofereciam uns brinqueditos de plástico para a criançada. Depois apareceram as casas de hambúrgueres "artesanais" (que é uma forma chique de dizer que são verdadeiros...), as pessoas aperceberam-se do sabor artificial do que andavam a comer e a McDonald's teve de implementar pequenos-almoços com a duração de um dia inteiro... e agora até andam a meter queijos diferentes, tipo o Brie para lhe poder chamar gourmet...
Chris Hemsworth e Tom Hiddleston são o hambúrguer e o molho insubstituíveis deste menu; a parte gourmet dá pelo nome de actores como Cate Blanchett, Idris Elba, Jeff Goldblum, Karl Urban, Mark Ruffalo, Anthony Hopkins e Benedict Cumberbatch... o resto tem o mesmo sabor de sempre: esquecível. Apesar das parecenças, uma das grandes diferenças entre estes filmes e a comida de plástico é que a junk food causa-me indisposição, enquanto que os filmes de plástico causam-me esquecimento... É o principal problema da massificação e industrialização do cinema: vi o filme há tão pouco tempo, mas mesmo assim, já se me varreu do cérebro. Não me lembro de quase nada... Só me vem à cabeça uma coisa: "cinema-de-plástico". ●○○○○
Mas esta situação só se aplica aos restaurantes ditos "normais". Quando um gajo vai comer um hambúrguer ao McDonald's ou ao BurgerKing, ninguém vai consultar nada porque já sabe o que vai encontrar: é sempre a mesma coisa, com o mesmo aspecto, com o mesmo sabor, em todo o lado, a qualquer hora.
Thor: Ragnarok, de Taika Waititi, é um hamburger. É sempre a mesma coisa, com o mesmo aspecto, com o mesmo sabor, em todo o lado, a qualquer hora. Só que em vez de serem asinhas de frango panadas do KFC, são uns filmes da Marvel. É aqui que o caminho diverge. Para umas pessoas é exactamente aquilo que querem comer para sempre, porque é doce, salgado e saboroso e ainda por cima, acompanhado de uma Coca-Cola gelada, é a melhor refeição de sempre... Para outras pessoas, não é que seja desagradável de se saborear, mas o sabor é o mesmo de sempre, parece comida feita de plástico (ei! não fui eu que inventei o termo...), e conforme as pessoas, um bocadinho enjoativo no final... Pessoalmente, evito estas comidas "plásticas", porque simplesmente não estou habituado e depois porque fico sempre mal disposto: ando a arrotar a hambúrguer durante horas. Acho que o meu organismo não consegue digerir aquilo... Bem, mas chega de falar de comida de plástico... Ou então, não!
Apenas um recado para a Marvel. Antigamente, não passaria pela cabeça de ninguém, abrir uma casa de venda de hambúrgueres, quando havia McDonald's a 5 euros e até ofereciam uns brinqueditos de plástico para a criançada. Depois apareceram as casas de hambúrgueres "artesanais" (que é uma forma chique de dizer que são verdadeiros...), as pessoas aperceberam-se do sabor artificial do que andavam a comer e a McDonald's teve de implementar pequenos-almoços com a duração de um dia inteiro... e agora até andam a meter queijos diferentes, tipo o Brie para lhe poder chamar gourmet...
Chris Hemsworth e Tom Hiddleston são o hambúrguer e o molho insubstituíveis deste menu; a parte gourmet dá pelo nome de actores como Cate Blanchett, Idris Elba, Jeff Goldblum, Karl Urban, Mark Ruffalo, Anthony Hopkins e Benedict Cumberbatch... o resto tem o mesmo sabor de sempre: esquecível. Apesar das parecenças, uma das grandes diferenças entre estes filmes e a comida de plástico é que a junk food causa-me indisposição, enquanto que os filmes de plástico causam-me esquecimento... É o principal problema da massificação e industrialização do cinema: vi o filme há tão pouco tempo, mas mesmo assim, já se me varreu do cérebro. Não me lembro de quase nada... Só me vem à cabeça uma coisa: "cinema-de-plástico". ●○○○○
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A história de Avengers: Age of Ultron começa quando Tony Stark cria o Programa Ultron, baseado na Inteligência Artificial... Não... outra vez IA?! Já chega! É sempre a mesma história. Criaram o derradeiro poder e para o contrariar tiveram de criar outro poder ainda maior... só que dos bons. É o princípio do fim do cinema de super-heróis. Não há mais nada a acrescentar. Tirando viagens no tempo... Isto é como uma bolha nas bolsas. Está prestes a rebentar e mais cedo ou mais tarde terá de se reiniciar o processo. Espero que da próxima vez seja mais simples e menos espalhafatoso.
Avengers: Age of Ultron conta com o bom pessoal do costume - Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Chris Evans, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, James Spader, Samuel L. Jackson e Don Cheadle - o que safa totalmente estes filmes, e com o portento técnico dos efeitos especiais que são muito bons. Apesar da história ser mais do mesmo, até está bem escrita e equilibrada. Bom para um domingo chuvoso ●○○○○
In the Heart of the Sea: The Tragedy of the Whaleship Essex é um livro de Nathaniel Philbrick que conta a história verídica do baleeiro Essex que se afundou em 1820 devido a um ataque de uma baleia. Estes acontecimentos históricos seriam mais tarde aproveitados por Herman Melville para escrever o clássico Moby Dick.
É deste porto que Ron Howard zarpa para uma nova adaptação deste clássico de sobrevivência. O único problema é que este In the Heart of the Sea saiu muito flat. Poderia ser um bom filme, mas é apenas uma nova adaptação de Moby Dick, agora com efeitos especiais decentes. E é só isso.
Chris Hemsworth e restante grupo (especialmente Cillian Murphy e Brendan Gleeson) estão naquele nível suficiente, mas parece-me que o problema não é dos actores. O problema deste filme é querer, à força, ser uma recriação histórica séria mas entrecruzada com momentos de acção espectacular. Não resultou. Nem consegue ser uma coisa nem outra. E isso estraga o filme todo, que até tem alguns momentos muitos bons. É pena, porque a história tinha muito para dar. É talvez a única coisa boa neste filme, a par com os efeitos especiais.
Pergunto-me: será possível pegar em temas como navegar para o desconhecido, caçar baleias com arpões, ataques de baleias albinas, vidas no limite e mortes, naufrágios e canibalismo e fazer um filme sem emoção nenhuma? In the Heart of the Sea é a resposta. ●●○○○
É deste porto que Ron Howard zarpa para uma nova adaptação deste clássico de sobrevivência. O único problema é que este In the Heart of the Sea saiu muito flat. Poderia ser um bom filme, mas é apenas uma nova adaptação de Moby Dick, agora com efeitos especiais decentes. E é só isso.
Chris Hemsworth e restante grupo (especialmente Cillian Murphy e Brendan Gleeson) estão naquele nível suficiente, mas parece-me que o problema não é dos actores. O problema deste filme é querer, à força, ser uma recriação histórica séria mas entrecruzada com momentos de acção espectacular. Não resultou. Nem consegue ser uma coisa nem outra. E isso estraga o filme todo, que até tem alguns momentos muitos bons. É pena, porque a história tinha muito para dar. É talvez a única coisa boa neste filme, a par com os efeitos especiais.
Pergunto-me: será possível pegar em temas como navegar para o desconhecido, caçar baleias com arpões, ataques de baleias albinas, vidas no limite e mortes, naufrágios e canibalismo e fazer um filme sem emoção nenhuma? In the Heart of the Sea é a resposta. ●●○○○
Continuação daqui...
Continuando a adaptação de BD's de sucesso da Marvel, chegou em 2011, Thor. Não é tão mau quando esperava, apesar de ser mais uma história plana, com bons de um lado e maus do outro. A mão de Kenneth Branagh nota-se, mas não consegue resolver todos os problemas inerentes a filmes de super-heróis. Custa-me um pouco criticar estes filmes, pois só imagino a trabalheira que é juntar um puzzle técnico de 150 milhões de dólares. Tecnicamente complexo não quer dizer que seja bom. Chris Hemsworth, que já li algures que é o homem mais sexy do mundo encabeça um elenco que se poderia chamar de luxo (Anthony Hopkins, Natalie Portman, Stellan Skarsgård e Idris Elba) se estivessem ali mesmo para representar e não para dar alguma credibilidade ao filme. O filme até é surpreendentemente melhor do que seria de esperar. Tem boas piadas e um ritmo descontraído. É entretenimento puro e duro e tem a história que toda a gente quer ver: o bom ganha no fim e o mau perde. Por acaso, o mau é irmão do bom e fica retido para a sequela à espera de boas vendas de bilheteira. Thor não tem nada de propriamente mau, mas não deixa de ser mais um filme de super-heróis que se vê e se esquece rapidamente... ●●○○○
Felizmente, para Tom Hiddleston - o actor que dá corpo a Loki, o irmão mau do Thor - as vendas de bilhetes foram um sucesso. Sendo assim, ele está de regresso para mais um incursão em Thor: The Dark World (2013), juntamente com grande parte do elenco do primeiro filme. Ainda bem, porque Hiddleston parece ser um bom actor apesar de nestes filmes andar sempre "disfarçado". a personagem dele perde outra vez no fim. Acho eu. Já não me lembro bem. Este filme consegue ser muito mais irrelevante que o primeiro, portanto tirando as explosões, os efeitos especiais caríssimos, as perseguições alucinantes e o martelo do Thor a voar, já nao me lembro de mais nada. Tem qualquer coisa a ver com um seres ancestrais e uma arma mitológica qualquer que... vai destruir a Terra. E não é sempre assim?... O Thor ganhou (como é óbvio), mas no final houve um problema qualquer com o irmão que se fez passar pelo pai. Foi tão memorável que já não me lembro do que aconteceu, mas sei que ficou com o final em aberto para um possível terceiro capítulo. Portanto, agora, é uma questão do estúdio fazer as contas e ver se deu lucro ou não... E não dá sempre?... ●○○○○
Continuando a adaptação de BD's de sucesso da Marvel, chegou em 2011, Thor. Não é tão mau quando esperava, apesar de ser mais uma história plana, com bons de um lado e maus do outro. A mão de Kenneth Branagh nota-se, mas não consegue resolver todos os problemas inerentes a filmes de super-heróis. Custa-me um pouco criticar estes filmes, pois só imagino a trabalheira que é juntar um puzzle técnico de 150 milhões de dólares. Tecnicamente complexo não quer dizer que seja bom. Chris Hemsworth, que já li algures que é o homem mais sexy do mundo encabeça um elenco que se poderia chamar de luxo (Anthony Hopkins, Natalie Portman, Stellan Skarsgård e Idris Elba) se estivessem ali mesmo para representar e não para dar alguma credibilidade ao filme. O filme até é surpreendentemente melhor do que seria de esperar. Tem boas piadas e um ritmo descontraído. É entretenimento puro e duro e tem a história que toda a gente quer ver: o bom ganha no fim e o mau perde. Por acaso, o mau é irmão do bom e fica retido para a sequela à espera de boas vendas de bilheteira. Thor não tem nada de propriamente mau, mas não deixa de ser mais um filme de super-heróis que se vê e se esquece rapidamente... ●●○○○
Felizmente, para Tom Hiddleston - o actor que dá corpo a Loki, o irmão mau do Thor - as vendas de bilhetes foram um sucesso. Sendo assim, ele está de regresso para mais um incursão em Thor: The Dark World (2013), juntamente com grande parte do elenco do primeiro filme. Ainda bem, porque Hiddleston parece ser um bom actor apesar de nestes filmes andar sempre "disfarçado". a personagem dele perde outra vez no fim. Acho eu. Já não me lembro bem. Este filme consegue ser muito mais irrelevante que o primeiro, portanto tirando as explosões, os efeitos especiais caríssimos, as perseguições alucinantes e o martelo do Thor a voar, já nao me lembro de mais nada. Tem qualquer coisa a ver com um seres ancestrais e uma arma mitológica qualquer que... vai destruir a Terra. E não é sempre assim?... O Thor ganhou (como é óbvio), mas no final houve um problema qualquer com o irmão que se fez passar pelo pai. Foi tão memorável que já não me lembro do que aconteceu, mas sei que ficou com o final em aberto para um possível terceiro capítulo. Portanto, agora, é uma questão do estúdio fazer as contas e ver se deu lucro ou não... E não dá sempre?... ●○○○○



