Damian (Ben Kingsley) é um homem extremamente rico. Quando descobre que tem um cancro e que a morte o espera muito brevemente, decide recorrer a uma misteriosa empresa (liderada por Matthew Goode) que alega poder transferir a "velha consciência" para um novo corpo mais jovem (Ryan Reynolds). A intervenção é um sucesso e Damian redescobre os prazeres da vida... mas rapidamente percebe que não se pode alterar o curso natural das coisas sem ter de se pagar um preço elevado...
Self/less é um bom filmito de acção e ficção cientifica, e a determinadas alturas mais parece um thriller. Tem bom ritmo, uma muito boa realização de Tarsem Singh, que mais uma vez mergulha no tema das realidades alternativas e das mentiras que o cérebro nos consegue pregar. Sem ser espectacular ou memorável, Self/less é um filme que mantém o espectador intrigado durante algum tempo. Só quando começa a abrir o jogo todo é que se torna algo previsível, que é o que mais marca negativamente este argumento. Havia aqui matéria prima para ir muito mais longe, até porque a temática dá pano para mangas: vida, morte, imortalidade, opulência, polaridade...
Não sendo totalmente original (...já alguém viu o Seconds do John Frankenheimer?... é mais ou menos a mesma coisa) é um bom filmito de ficção científica que até tem algum miolo. Vê-se e não chateia. ●●○○○
PS: Uma pequena curiosidade: logo no início, o apartamento opulento e dourado de Damian não é CGI. Aquele apartamento existe mesmo e foi inspirado no Palácio de Versailles. O verdadeiro dono? Donald Trump... só podia ser, não é verdade?
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Estranho, surrealista, hipnótico, sei lá... que outras palavras tenho para este filme? é dificíil arranjar palavras para Seconds. É um filme estranho. Muito estranho. Não é ficção científica mas tem uns toques que fazem lembrar. Parece-me um episódio muito, muito quitado da Twilight Zone... mas para adultos. É muito à frente. Em 1966, John Frankenheimer filma de uma forma tão moderna, aparentemente tão avançada no tempo que parece que ainda não se conseguiu lá chegar. É uma lição de realização, de borla. É brilhante. É tão marcado, tão potente que nota-se automaticamente onde, por exemplo, o Gaspar Noé vai buscar aqueles planos malucos. Onde Lynch vai buscar todas aquelas personagens malucas. (bem... no caso do Lynch, pode não ser verdade...), onde Cronenberg vai buscar aquelas cenas hospitalares todas. É, de facto, um filme muito à frente do seu tempo.
Seconds é um daqueles filmes que me põe a pensar. Orgias "romanas", mudanças de identidade, cirurgias plásticas, morte planeada, tudo misturado num ar muito hipnótico com muitos close-ups extremos, planos de câmara muito oníricos e... estranheza.
Um banqueiro abastado está desligado da sua própria vida. Então decide requisitar os serviços duma Companhia que lhe promete mudar completamente a vida, mas não só: dão-lhe um aspecto e uma identidade completamente nova. O banqueiro velho e amorfo é sujeito a uma complexa operação plástica que o irá transformar num novo homem, renascido. Quem é que inventa estas histórias? Isto para mim, é fantástico.
Foi um dos filmes que mais me surpreendeu nos últimos tempos. É uma experiência cinematográfica.
Ver actores como John Randolph, Rock Hudson, Frances Reid e Salome Jens é ver outro nível. Há ali qualquer nos actores mais antigos que é único. Não sei explicar o que é. É diferente. Seconds é filme para muitas classificações. Muito provavelmente este é um filme que tem um culto de adoradores associados, porque tem exactamente essa aura estranha de cult movie. É mesmo estranho. Também é até hoje o melhor filme que vi daquele género muito particular que é o midlife crisis movie. E podia continuar por aqui fora... O melhor é mesmo ver e aprender com os mestres. Um clássico. ●●●●●
Seconds é um daqueles filmes que me põe a pensar. Orgias "romanas", mudanças de identidade, cirurgias plásticas, morte planeada, tudo misturado num ar muito hipnótico com muitos close-ups extremos, planos de câmara muito oníricos e... estranheza.
Um banqueiro abastado está desligado da sua própria vida. Então decide requisitar os serviços duma Companhia que lhe promete mudar completamente a vida, mas não só: dão-lhe um aspecto e uma identidade completamente nova. O banqueiro velho e amorfo é sujeito a uma complexa operação plástica que o irá transformar num novo homem, renascido. Quem é que inventa estas histórias? Isto para mim, é fantástico.
Foi um dos filmes que mais me surpreendeu nos últimos tempos. É uma experiência cinematográfica.
Ver actores como John Randolph, Rock Hudson, Frances Reid e Salome Jens é ver outro nível. Há ali qualquer nos actores mais antigos que é único. Não sei explicar o que é. É diferente. Seconds é filme para muitas classificações. Muito provavelmente este é um filme que tem um culto de adoradores associados, porque tem exactamente essa aura estranha de cult movie. É mesmo estranho. Também é até hoje o melhor filme que vi daquele género muito particular que é o midlife crisis movie. E podia continuar por aqui fora... O melhor é mesmo ver e aprender com os mestres. Um clássico. ●●●●●
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