Damian (Ben Kingsley) é um homem extremamente rico. Quando descobre que tem um cancro e que a morte o espera muito brevemente, decide recorrer a uma misteriosa empresa (liderada por Matthew Goode) que alega poder transferir a "velha consciência" para um novo corpo mais jovem (Ryan Reynolds). A intervenção é um sucesso e Damian redescobre os prazeres da vida... mas rapidamente percebe que não se pode alterar o curso natural das coisas sem ter de se pagar um preço elevado...
Self/less é um bom filmito de acção e ficção cientifica, e a determinadas alturas mais parece um thriller. Tem bom ritmo, uma muito boa realização de Tarsem Singh, que mais uma vez mergulha no tema das realidades alternativas e das mentiras que o cérebro nos consegue pregar. Sem ser espectacular ou memorável, Self/less é um filme que mantém o espectador intrigado durante algum tempo. Só quando começa a abrir o jogo todo é que se torna algo previsível, que é o que mais marca negativamente este argumento. Havia aqui matéria prima para ir muito mais longe, até porque a temática dá pano para mangas: vida, morte, imortalidade, opulência, polaridade...
Não sendo totalmente original (...já alguém viu o Seconds do John Frankenheimer?... é mais ou menos a mesma coisa) é um bom filmito de ficção científica que até tem algum miolo. Vê-se e não chateia. ●●○○○
PS: Uma pequena curiosidade: logo no início, o apartamento opulento e dourado de Damian não é CGI. Aquele apartamento existe mesmo e foi inspirado no Palácio de Versailles. O verdadeiro dono? Donald Trump... só podia ser, não é verdade?
Mostrar mensagens com a etiqueta Ben Kingsley. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ben Kingsley. Mostrar todas as mensagens
Não querendo entrar no campo dos realizadores subvalorizados e para não me repetir, vou só dizer que este é mais um (bom) filme do Robert Zemeckis. The Walk é baseado na história verídica de Philippe Petit, um equilibrista francês, que em 1974 decidiu unir as duas torres do Wall Trade Center com uma corda de 200 kgs de aço e atravessá-la a pé a mais de 400 metros de altura. Zemeckis dirige tão bem este filme que aposto que se for visto em formato 3D/IMAX deve dar umas tonturas valentes.
Contado na primeira pessoa e muitas vezes voltado directamente para o espectador, The Walk é mais parecido com um heist movie do que um biopic. Só para se ter uma noção, a primeira vez que Philippe Petit/Joseph Gordon-Levitt põe um pé naquele cabo de aço, já passou cerca de 1 hora e meia de filme. Empreender uma façanha deste tipo é muito mais do que simplesmente andar num cabo de aço mais fino do que o próprio pé. São anos de planeamento antecipado e meticuloso e muito trabalho nos locais só para montar uma coisa desta magnitude. Não deixa de ser extraordinário o golpe que fizeram. E depois, como se não fosse bastante, Petit ainda andou em cima do cabo durante largos minutos fazendo manobras arriscadas de equilibrismo. E com tudo isto, justamente, ficou para a história.
Todos os aspectos técnicos (como é normal com o RZ) são do melhor, o casting é jeitoso (Joseph Gordon-Levitt, Charlotte Le Bon, James Badge Dale, César Domboy, Ben Kingsley), está muito bem escrito e não há propriamente nada de mal a apontar a The Walk. Mas acho que falha na essência e algumas coisitas minúsculas. Exagera um pouco nos planos picados para mostrar a quem tem vertigens, a loucura que é estar em cima do WTC e olhar directamente para baixo. Está 10-15 minutos mais comprido do que o que devia. O aspecto (demasiado) formatado de biopic com discurso directo acaba por não ajudar porque a determinado momento parece um realmente um documentário da TV. Ainda assim, um documentário muito bom. Nota-se que é também uma prova sentida de homenagem à cidade de Nova York e às Torres do WTC, o que se compreende facilmente devido ao trama dos ataque de 11/9. É sentido e é facilmente perceptível na forma como Zemeckis aborda cada frame onde aparecem os prédios. É compreensível, mas acho que foi exactamente isso que fez o filme perder um pouco o foco. Mas é um filme que se vê muito bem. Só tenho pena é de não o ter visto num cinema 3D ou IMAX. Deve ser uma autêntica trip de vertigens... ●●●○○
Contado na primeira pessoa e muitas vezes voltado directamente para o espectador, The Walk é mais parecido com um heist movie do que um biopic. Só para se ter uma noção, a primeira vez que Philippe Petit/Joseph Gordon-Levitt põe um pé naquele cabo de aço, já passou cerca de 1 hora e meia de filme. Empreender uma façanha deste tipo é muito mais do que simplesmente andar num cabo de aço mais fino do que o próprio pé. São anos de planeamento antecipado e meticuloso e muito trabalho nos locais só para montar uma coisa desta magnitude. Não deixa de ser extraordinário o golpe que fizeram. E depois, como se não fosse bastante, Petit ainda andou em cima do cabo durante largos minutos fazendo manobras arriscadas de equilibrismo. E com tudo isto, justamente, ficou para a história.
Todos os aspectos técnicos (como é normal com o RZ) são do melhor, o casting é jeitoso (Joseph Gordon-Levitt, Charlotte Le Bon, James Badge Dale, César Domboy, Ben Kingsley), está muito bem escrito e não há propriamente nada de mal a apontar a The Walk. Mas acho que falha na essência e algumas coisitas minúsculas. Exagera um pouco nos planos picados para mostrar a quem tem vertigens, a loucura que é estar em cima do WTC e olhar directamente para baixo. Está 10-15 minutos mais comprido do que o que devia. O aspecto (demasiado) formatado de biopic com discurso directo acaba por não ajudar porque a determinado momento parece um realmente um documentário da TV. Ainda assim, um documentário muito bom. Nota-se que é também uma prova sentida de homenagem à cidade de Nova York e às Torres do WTC, o que se compreende facilmente devido ao trama dos ataque de 11/9. É sentido e é facilmente perceptível na forma como Zemeckis aborda cada frame onde aparecem os prédios. É compreensível, mas acho que foi exactamente isso que fez o filme perder um pouco o foco. Mas é um filme que se vê muito bem. Só tenho pena é de não o ter visto num cinema 3D ou IMAX. Deve ser uma autêntica trip de vertigens... ●●●○○
Labels:
2015,
3D,
9/11,
acção,
aventura,
Ben Kingsley,
biografia,
equilibrismo,
homenagem,
James Badge Dale,
Joseph Gordon-Levitt,
nota3,
Philippe Petit,
Robert Zemeckis,
The Walk,
torre,
vertigem
Martin Scorsese é - provavelmente - neste momento o melhor realizador vivo. O homem faz filmes de toda a espécie e feitio e faz tudo bem. É um estudioso do meio, um perfeccionista e um executante exímio na sua arte. E isso nota-se bastante bem em Shutter Island. Pelo estilo visual e pela temática da insanidade, nunca diria que este é um "Scorcese". É um tipo de filme que nada tem a ver com Scorcese, que apresenta uma coisa e depois deixa-a desenvolver para outra completamente diferente. Todo o filme é um enorme twist de argumento, que diga-se, está exemplarmente bem escrito. Os actores são do melhor que há (Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Max von Sydow, Michelle Williams e Elias Koteas) e dispensam mais comentários.
Portanto, o que é que falha aqui? Para mim o que falhou foi a previsibilidade. Se calhar já vi muitos filmes deste género com twist ou então foram os anos seguidos a ver religiosamente o "Alfred Hitchcock Presents". Sinceramente, não sei. O que sei é que a meio do filme já estava a ver o que ia acontecer e isso chateou-me um bocado. Tudo me pareceu demasiado familiar, como se já tivesse visto este filme antes, ou algo muito parecido. Nesse aspecto, foi uma pequena desilusão. Vindo de um mestre como Martin Scorsese, surpreendeu-me por não me surpreender. Tirando este pequeno pormenor pessoal, Shutter Island é como uma peça de relojoaria cinematográfica, perfeitamente funcional e meticulosamente elaborada. A ver com atenção. ●●●○○
Portanto, o que é que falha aqui? Para mim o que falhou foi a previsibilidade. Se calhar já vi muitos filmes deste género com twist ou então foram os anos seguidos a ver religiosamente o "Alfred Hitchcock Presents". Sinceramente, não sei. O que sei é que a meio do filme já estava a ver o que ia acontecer e isso chateou-me um bocado. Tudo me pareceu demasiado familiar, como se já tivesse visto este filme antes, ou algo muito parecido. Nesse aspecto, foi uma pequena desilusão. Vindo de um mestre como Martin Scorsese, surpreendeu-me por não me surpreender. Tirando este pequeno pormenor pessoal, Shutter Island é como uma peça de relojoaria cinematográfica, perfeitamente funcional e meticulosamente elaborada. A ver com atenção. ●●●○○
Exodus: Gods ans Kings é um filme sobre o qual não quero falar muito, porque foi uma desilusão muito grande. Como sou um fã do Ridley Scott, tinha algumas expectactivas e o espantoso é que conseguiram sair todas furadas. Apesar de ser um grande espectáculo visual, não gostei nada do filme. E, precisamente, por isso mesmo: é apenas e só, mais um enorme espectáculo visual sem nada que o suporte. É caso para dizer: até tu, Ridley Scott? Temo que o Scott já não recupere mais. É que já desde Black Hawk Down que não vejo nada melhor que mediano... Mas vou continuar à espera.
Há duas coisas muito negativas neste filme. Primeiro, tem um conjunto de actores bastante respeitável (Christian Bale, John Turturro, Sigourney Weaver, Ben Kingsley), todos com provas dadas, mas pareceu-me que estavam no filme exactamente por terem "nomes de cartaz"...
Mas o pior de tudo é a história. Ou melhor, a forma como pegaram na história. Posso parecer algo "quadrado" a dizer isto, mas não gosto mesmo nada que peguem na melhor história do mundo e façam adaptações livres. Pior ainda, é refazer uma história destas, dar-lhe uma perspectiva contemporânea e deixar de fora as partes que não podem ser cientificamente explicadas. (Podia ser pior: podiam considerar essas partes "desconfortáveis" como milagres... científicos.) Para mim isso é ridículo. Chamem-me "velhadas", conservador, ou outra coisa, mas não percebo porque é que se pega numa história bíblica tão importante e depois se ignora completamente essa ligação. Isto para não falar do "elemento estranho" no argumento, que é o facto dos dois opositores chegarem a ser inimigos mortais, mas que por qualquer motivo estão sempre a encontrar-se para uma conversa amena, antes que um deles desapareça na escuridão da noite. Mas são muito inimigos... Pior que tudo isto é Moisés e o Faraó levarem com um tsunami (?!) na cabeça (tinha de ser um fenómeno cientificamente reconhecível) e sobreviverem. Sim, a célebre cena do Mar Vermelho, afinal foi um vulgar tsunami...
Como já começa a ser regra hoje em dia, só se safam os efeitos digitais, eles sim, verdadeiramente épicos, mas aí os méritos vão para os geeks que estão meses "agarrados às maquinas" a comporem o espectáculo.
Para mim, Exodus: Gods ans Kings não valeu nada. Fica a pergunta no ar: é este o homem do Blade Runner? Do Alien? ●○○○○
Há duas coisas muito negativas neste filme. Primeiro, tem um conjunto de actores bastante respeitável (Christian Bale, John Turturro, Sigourney Weaver, Ben Kingsley), todos com provas dadas, mas pareceu-me que estavam no filme exactamente por terem "nomes de cartaz"...
Mas o pior de tudo é a história. Ou melhor, a forma como pegaram na história. Posso parecer algo "quadrado" a dizer isto, mas não gosto mesmo nada que peguem na melhor história do mundo e façam adaptações livres. Pior ainda, é refazer uma história destas, dar-lhe uma perspectiva contemporânea e deixar de fora as partes que não podem ser cientificamente explicadas. (Podia ser pior: podiam considerar essas partes "desconfortáveis" como milagres... científicos.) Para mim isso é ridículo. Chamem-me "velhadas", conservador, ou outra coisa, mas não percebo porque é que se pega numa história bíblica tão importante e depois se ignora completamente essa ligação. Isto para não falar do "elemento estranho" no argumento, que é o facto dos dois opositores chegarem a ser inimigos mortais, mas que por qualquer motivo estão sempre a encontrar-se para uma conversa amena, antes que um deles desapareça na escuridão da noite. Mas são muito inimigos... Pior que tudo isto é Moisés e o Faraó levarem com um tsunami (?!) na cabeça (tinha de ser um fenómeno cientificamente reconhecível) e sobreviverem. Sim, a célebre cena do Mar Vermelho, afinal foi um vulgar tsunami...
Como já começa a ser regra hoje em dia, só se safam os efeitos digitais, eles sim, verdadeiramente épicos, mas aí os méritos vão para os geeks que estão meses "agarrados às maquinas" a comporem o espectáculo.
Para mim, Exodus: Gods ans Kings não valeu nada. Fica a pergunta no ar: é este o homem do Blade Runner? Do Alien? ●○○○○


