Não vale a pena estar aqui a partir muito a cabeça para escrever algo de positivo sobre este Green Hornet. Até porque não há. Já começa a ser a norma nos filmes de acção e comédia. A única coisa positiva que me vem à cabeça é que lembra vagamente a série televisiva dos anos 60 e nela entrava ao Bruce Lee. Tirando isso... acho que não há mais nada. Ok. O carro também é catita...
Michel Gondry, um realizador de telediscos, e que em tempos passados fez um trabalho soberbo em Eternal Sunshine of the Spotless Mind e outros, está na lista de créditos como realizador, mas não vejo como é que isso é possível.
Seth Rogen está lá, apesar de ser um gajo que não entendo como é que tem papéis principais, Jay Chou está lá para lembrar o Bruce Lee, Cameron Diaz faz o papel feminino e Tom Wilkinson faz um papel masculino. Christoph Waltz é o "mau" de serviço e com este filme quase derrubou uma carreira sólida nos filmes dramáticos. Green Hornet é mais um filme de acção, porrada em time-lapse, explosões e perseguições de carros. Um óptimo filme para ver em quarentena, a acompanhar umas pipocas caseiras, mas só a partir do momento em que já não houver mais nada para ver... ●○○○○
Mostrar mensagens com a etiqueta Christoph Waltz. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Christoph Waltz. Mostrar todas as mensagens
Pergunto-me quantas vezes mais vão pegar na história do herói com amnésia e que depois de recuperar a memória vai se vingar do fulano que lhe fez mal... É que já chateia ver sempre as mesmas histórias. Mesmo que o guião seja da autoria do James Cameron e a realização seja do Robert Rodriguez, a sensação que fica é de um enorme deja vu.
Rosa Salazar, Christoph Waltz, Jennifer Connelly, Mahershala Ali e um dos meus actores preferidos da actualidade, Jackie Earle Haley andam por aqui, esforçam-se imenso para ter "tempo de antena" de qualidade, mas não faz muita diferença. O filme é flat em termos de história porque todo o foco de atenção foi nitidamente virado para os espectaculares efeitos especiais que dão vida à cyborg Alita e aos seus movimentos. Os cenários futuristas estão muito pouco desenvolvidos e explorados e tudo se resume a cyborgs ou pessosa com implantes cibernéticos em CGI. Muito fraquinho. É um reflexo moderno do poderio do CGI: parece que quanto mais fácil é fazer efeitos especiais, mais difícil é construir uma história de jeito para os suportar... Alita: Battle Angel é visível, mas demasiado previsível. Até no pormenor do final em aberto para a sequela e respectiva franchise. Havia aqui muita acção para explorar e muitas histórias para desenvolver. Ficou um pouco da acção e foi-se a história. Tornou-se assim apenas mais um filme banal de entretenimento... Parece quase um filme de "desenhos animados". Um desperdício total. ●○○○○
Rosa Salazar, Christoph Waltz, Jennifer Connelly, Mahershala Ali e um dos meus actores preferidos da actualidade, Jackie Earle Haley andam por aqui, esforçam-se imenso para ter "tempo de antena" de qualidade, mas não faz muita diferença. O filme é flat em termos de história porque todo o foco de atenção foi nitidamente virado para os espectaculares efeitos especiais que dão vida à cyborg Alita e aos seus movimentos. Os cenários futuristas estão muito pouco desenvolvidos e explorados e tudo se resume a cyborgs ou pessosa com implantes cibernéticos em CGI. Muito fraquinho. É um reflexo moderno do poderio do CGI: parece que quanto mais fácil é fazer efeitos especiais, mais difícil é construir uma história de jeito para os suportar... Alita: Battle Angel é visível, mas demasiado previsível. Até no pormenor do final em aberto para a sequela e respectiva franchise. Havia aqui muita acção para explorar e muitas histórias para desenvolver. Ficou um pouco da acção e foi-se a história. Tornou-se assim apenas mais um filme banal de entretenimento... Parece quase um filme de "desenhos animados". Um desperdício total. ●○○○○
Um filme que toca em muitos aspectos interessantes não é necessariamente um filme interessante. É o caso de Downsizing. Gostei muito da premissa inicial e tinha imensa curiosidade em perceber para
onde o filme me levaria. Tristemente, não me levou a lado nenhum. Ao invés de ser levado numa aventura e deslumbrado com esse "admirável novo mundo", apenas me deixei estar sentado a olhar para o ecrã, vendo
pessoas com 5 cm de altura a portarem-se exactamente da mesma formas que as "normais", num
cenário mais pequeno mas que sem perspectiva de comparação era exactamente igual ao "normal", e a determinada altura esqueci-me que estava a ver um
filme em que a premissa inicial era a de miniaturizar pessoas... Estava a ver uma sátira com contornos sociais. Não foi bem isso que "venderam" no trailer... Mas tudo bem. Aceito a parte do "engano" do trailer. O problema é que o filme não tem muito interesse. Alexander Payne até começa bem, mas depois parece que a história bloqueia e regressa ao mundo dos grandes. E aí o filme torna-se rotineiro e linear e pior, parece que não tem um rumo muito definido. Basta lembrar que toda lógica do filme começa porque há uma enorme preocupação com as alterações climáticas e com o preservar o mundo da sobre-população humana, mas depois toda esta temática simplesmente desaparece do guião... É no mínimo estranho, o caminho que o filme trilha...
Matt Damon, Christoph Waltz, Hong Chau e um dos meus actores favoritos de sempre, Udo Kier apoiam-se na capacidade superior dos diálogos que têm à disposição e assim ajudam a minimizar os danos causados pela falta de objectividade do próprio argumento. Downsizing é aceitável, mas face às potencialidade da própria história. poderia ser muito melhor. Esperava mais, mas vê-se bem. ●●○○○
Matt Damon, Christoph Waltz, Hong Chau e um dos meus actores favoritos de sempre, Udo Kier apoiam-se na capacidade superior dos diálogos que têm à disposição e assim ajudam a minimizar os danos causados pela falta de objectividade do próprio argumento. Downsizing é aceitável, mas face às potencialidade da própria história. poderia ser muito melhor. Esperava mais, mas vê-se bem. ●●○○○
Labels:
2017,
Alexander Payne,
alterações climáticas,
Christoph Waltz,
comédia,
Downsizing,
drama,
fantasia,
história,
Hong Chau,
Matt Damon,
miniatura,
sátira,
sociedade,
trailer,
Udo Kier
Li algures aí pela net que Leonardo da Vinci inventou as tesouras. E que também levou dez anos a pintar os lábios da Mona Lisa....
Sinceramente, até acredito que tivesse inventado as tesouras. Mas dez anos para pintar os lábios da Mona Lisa e esquecer-se de pintar as sobrancelhas? Acho difícil de acreditar.
Mas ainda tive mais dificuldade em acreditar neste The Three Musketeers. Só pensava: porquê? É para ter uma hipótese de filmar algo em 3D? Havia uma lacuna de mercado para histórias com mosqueteiros e lutas com espadas? Alguém queria destruir a excelente história de Dumas com desnecessários efeitos digitais? Seria preciso um concorrente aos Piratas das Caraíbas? Não faço a mínima ideia...
O que sei é isto: The Three Musketeers é mau. Muito mau. Tem a acção do costume, cenas de espadas, uns navios-balão digitais, a presença da heroína do Resident Evil (Milla Jovovich) e uma cópia descarada da música dos Piratas das Caraíbas. Uma das personagens até aparece e tudo (Orlando Bloom). E como este é (ou parece) um filme para miúdos, o D'Artagnan é um miúdo que ficou conhecido por entrar noutro filme para miúdos (Logan Lerman). Volta e meia aparecem por lá uns actores que até são bastante jeitosos (Luke Evans, Mads Mikkelsen, Christoph Waltz), mas é só de vez em quando.
Penso que a intenção de Paul W. Anderson não era estragar totalmente a enésima versão deste clássico. Mas conseguiu-o... Apesar de reconhecer todo o aparato técnico e humano envolvido na criação dum filme destes, já não consigo suportar estes filmes-chiclete... ●○○○○
Sinceramente, até acredito que tivesse inventado as tesouras. Mas dez anos para pintar os lábios da Mona Lisa e esquecer-se de pintar as sobrancelhas? Acho difícil de acreditar.
Mas ainda tive mais dificuldade em acreditar neste The Three Musketeers. Só pensava: porquê? É para ter uma hipótese de filmar algo em 3D? Havia uma lacuna de mercado para histórias com mosqueteiros e lutas com espadas? Alguém queria destruir a excelente história de Dumas com desnecessários efeitos digitais? Seria preciso um concorrente aos Piratas das Caraíbas? Não faço a mínima ideia...
O que sei é isto: The Three Musketeers é mau. Muito mau. Tem a acção do costume, cenas de espadas, uns navios-balão digitais, a presença da heroína do Resident Evil (Milla Jovovich) e uma cópia descarada da música dos Piratas das Caraíbas. Uma das personagens até aparece e tudo (Orlando Bloom). E como este é (ou parece) um filme para miúdos, o D'Artagnan é um miúdo que ficou conhecido por entrar noutro filme para miúdos (Logan Lerman). Volta e meia aparecem por lá uns actores que até são bastante jeitosos (Luke Evans, Mads Mikkelsen, Christoph Waltz), mas é só de vez em quando.
Penso que a intenção de Paul W. Anderson não era estragar totalmente a enésima versão deste clássico. Mas conseguiu-o... Apesar de reconhecer todo o aparato técnico e humano envolvido na criação dum filme destes, já não consigo suportar estes filmes-chiclete... ●○○○○
A grande confusão. É assim que se deveria chamar The Zero Theorem. Já desde The Imaginarium of Doctor Parnassus, que Terry Gilliam, o mestre do absurdo, parece ter perdido "a mão". Custa-me muito dizer isto, mas este é talvez o pior filme de Gilliam que já vi.
É um filme (quase) incompreensível. E não é por ser complexo, é mesmo por ser incompreensível.
A pedido da Administração (Matt Damon is everywhere), Qohen Leth (Christoph Waltz), um génio dos computadores, fica incumbido da aparente missão impossível de encontrar uma fórmula matemática que explique de uma vez por todas, questões fundamentais como: A vida tem algum significado? Qual o valor da vida? Qual é a razão de estarmos aqui?
Quando a base da história é a de um homem que tenta arranjar uma explicação para tudo o que existe e condensá-la numa equação simplificada, o normal seria a história descarrilar em algo totalmente incompreensível. E é exactamente isso que acontece.
A única coisa que se safa em The Zero Theorem é a prestação verdadeiramente obsessiva de Christoph Waltz (percebe-se bem porque é um dos actores do momento), e a construção exemplar de um mundo alternativo, distópico e futurista. E Gilliam volta mais uma vez ao tema da tecnologia avançar tanto que parece sempre ser obsoleta. Esse é talvez o único trunfo do filme, que mais do que ser sci-fi , é mostrar que um filme também pode ser low-fi. A imagética é a típica de Terry Gilliam e está toda lá. A lógica "ilógica", normal de Gilliam é que não. E isso faz toda a diferença. ●●○○○
É um filme (quase) incompreensível. E não é por ser complexo, é mesmo por ser incompreensível.
A pedido da Administração (Matt Damon is everywhere), Qohen Leth (Christoph Waltz), um génio dos computadores, fica incumbido da aparente missão impossível de encontrar uma fórmula matemática que explique de uma vez por todas, questões fundamentais como: A vida tem algum significado? Qual o valor da vida? Qual é a razão de estarmos aqui?
Quando a base da história é a de um homem que tenta arranjar uma explicação para tudo o que existe e condensá-la numa equação simplificada, o normal seria a história descarrilar em algo totalmente incompreensível. E é exactamente isso que acontece.
A única coisa que se safa em The Zero Theorem é a prestação verdadeiramente obsessiva de Christoph Waltz (percebe-se bem porque é um dos actores do momento), e a construção exemplar de um mundo alternativo, distópico e futurista. E Gilliam volta mais uma vez ao tema da tecnologia avançar tanto que parece sempre ser obsoleta. Esse é talvez o único trunfo do filme, que mais do que ser sci-fi , é mostrar que um filme também pode ser low-fi. A imagética é a típica de Terry Gilliam e está toda lá. A lógica "ilógica", normal de Gilliam é que não. E isso faz toda a diferença. ●●○○○
Labels:
2014,
absurdo,
Christoph Waltz,
confusão,
distopia,
ficção científica,
futuro,
Matt Damon,
nota2,
respostas,
Terry Gilliam,
The Zero Theorem



