Jerry Lewis é um daqueles gajos que fazem parte do meu imaginário cinematográfico e eu nem sequer sou fã de comédias. Acho até que a comédia desta altura (anos 60) está tão datada que nem sequer faz sentido hoje em dia... Mas também posso estar enganado... Bem, não interessa....
The Ladies Man é o Jerry Lewis a meter-se em trabalhos como sempre acontece.
Lewis toma o papel de Herbert H. Heebert, um jovem que recentemente acabou o curso na universidade e decide ir trabalhar como servente numa mansão particular. Como é óbvio tinha de haver uma confusão pelo caminho. E a confusão é o facto de Herbert ter uma aversão a mulheres devido a um desgosto amoroso e a tal mansão onde acabou de arranjar trabalho ser na realidade uma espécie de hotel exclusivo para mulheres... Mulheres lindíssimas mas com muitos caprichos, particularidades e excentricidades. Este é o mote para uma série de trapalhadas bem ao jeito Jerry Lewis.
Para além de Jerry Lewis há uma série infindável de actrizes em pequenos papéis, sendo que o destaque tem de ir Helen Traubel como a dona da casa, para Kathleen Freeman como a responsável pela casa e para Buddy Lester que tem provavelmente a cena mais cómica de todo o filme. Também há uma cena com uma filmagem em directo para a televisão que é muito boa. E também há uma cena de dança muito estranha com uma das personagens mais misteriosas que é muito boa... Há alguns bons pormenores por aqui... Um dos destaques tem mesmo de ir para o gigantesco e complexo cenário criado para dar corpo ao filme. Na realidade, quase tudo se passa neste cenário interior, que parece uma casa de bonecas gigante, que é um dos maiores alguma vez construídos.
Para além do papel principal, Jerry Lewis também escreve e realiza este The Ladies Man. Como acumulou várias funções (de actor e realizador), Lewis pediu à produção que junto da câmara de 35 mm lhe juntassem um pequeno monitor de video para poder ir acompanhando as filmagens on-set. Sem querer, Lewis acabou por criar um "assistente de vídeo" que a partir desse momento foi aproveitado por outros realizadores e que acabou por se tornar um standard nas produções até ao dia de hoje.
The Ladies Man é uma comédia de outros tempos. Apesar de ter um ou outro bom pormenor, está muito datada e acho que só agradará aos fãs mais hardcore de Jerry Lewis. Para mim, será sempre puro saudosismo. ●●○○○
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Sarah (Jennifer Connelly em versão teenager) tem de tomar conta do irmão mais novo (Toby Froud) porque o pai (Christopher Malcolm) e a madrasta (Shelley Thompson) não vão estar em casa. Contrariada com aquela situação, Sarah implora para que o miúdo pare de chorar e seja levado pelo Rei dos Goblins (David Bowie). O problema é que as suas palavras são ouvidas e o miúdo é mesmo raptado e levado para o castelo do Rei dos Goblins no meio de um labirinto... e agora ela só tem 13 horas para o tentar trazer de volta à realidade...
A década de 80 produziu coisas estranhas. Labyrinth é um filme de aventura e fantasia, mas também é um musical. É um sítio onde nada é o que parece e tudo pode acontecer. Numa altura em que os Marretas eram as grandes estrelas do momento, Jim Henson podia fazer tudo o que lhe apetecesse. Era uma das grandes mentes criadoras da altura. E tinha carta branca para fazer o que quisesse. Mas mesmo tendo nomes de peso como Jim Henson na realização, um guião do Terry Jones e George Lucas na produção, Labyrinth nunca se tornou numa verdadeiramente numa referência. É um filme de culto e de certa forma até já é um clássico. Mas é um filme desequilibrado. Sofre do mesmo problema que outros filmes da época: é um filme que é demasiado adulto para miúdos e demasiado infantil para adultos. Acho que foi um problema geracional. O público mudou muito rapidamente e os filmes demoraram um pouco a adaptar-se aos novos gostos.
Por exemplo, se por um lado, um set complexo baseado numa obra de M.C. Escher onde se pode andar de todos lados ao mesmo tempo, desafiando impossivelmente a gravidade é um cenário de fantasia intemporal, por outro lado temos cenas absolutamente terroríficas como por exemplo aquele em que Connelly cai num poço cheio de mãos negras que a tentam agarrar. É aterrador. Eu tive pesadelos com essa cena durante muito tempo. A intenção não era essa, mas a visão não deixa de ser absolutamente assustadora.
Como a maior parte do destaque das personagens vão para as criações fantásticas à lá Jim Henson, os actores acabam por passar um pouco ao lado do filme. Não posso deixar passar a oportunidade de mencionar a Jennifer Connelly, que durante muitos anos foi a mulher mais bela que já tinha visto (acho que tive uma paixoneta platónica ou semelhante...) e o David Bowie, um dos meus músicos favoritos e um gajo que sempre ficou bem na foto, ou neste caso no filme. Uma lenda.
Labyrinth, obviamente, tem alguns problemas, mas não deixa de ser uma pequena marca no mundo do cinema pela diferença e pela forma como marcou uma época. Apesar de não ser uma das minhas escolhas do género, é um pequeno clássico que merece uma visualização atenta. Nem que seja para relembrar outros tempos... ●●●○○
A década de 80 produziu coisas estranhas. Labyrinth é um filme de aventura e fantasia, mas também é um musical. É um sítio onde nada é o que parece e tudo pode acontecer. Numa altura em que os Marretas eram as grandes estrelas do momento, Jim Henson podia fazer tudo o que lhe apetecesse. Era uma das grandes mentes criadoras da altura. E tinha carta branca para fazer o que quisesse. Mas mesmo tendo nomes de peso como Jim Henson na realização, um guião do Terry Jones e George Lucas na produção, Labyrinth nunca se tornou numa verdadeiramente numa referência. É um filme de culto e de certa forma até já é um clássico. Mas é um filme desequilibrado. Sofre do mesmo problema que outros filmes da época: é um filme que é demasiado adulto para miúdos e demasiado infantil para adultos. Acho que foi um problema geracional. O público mudou muito rapidamente e os filmes demoraram um pouco a adaptar-se aos novos gostos.
Por exemplo, se por um lado, um set complexo baseado numa obra de M.C. Escher onde se pode andar de todos lados ao mesmo tempo, desafiando impossivelmente a gravidade é um cenário de fantasia intemporal, por outro lado temos cenas absolutamente terroríficas como por exemplo aquele em que Connelly cai num poço cheio de mãos negras que a tentam agarrar. É aterrador. Eu tive pesadelos com essa cena durante muito tempo. A intenção não era essa, mas a visão não deixa de ser absolutamente assustadora.
Como a maior parte do destaque das personagens vão para as criações fantásticas à lá Jim Henson, os actores acabam por passar um pouco ao lado do filme. Não posso deixar passar a oportunidade de mencionar a Jennifer Connelly, que durante muitos anos foi a mulher mais bela que já tinha visto (acho que tive uma paixoneta platónica ou semelhante...) e o David Bowie, um dos meus músicos favoritos e um gajo que sempre ficou bem na foto, ou neste caso no filme. Uma lenda.
Labyrinth, obviamente, tem alguns problemas, mas não deixa de ser uma pequena marca no mundo do cinema pela diferença e pela forma como marcou uma época. Apesar de não ser uma das minhas escolhas do género, é um pequeno clássico que merece uma visualização atenta. Nem que seja para relembrar outros tempos... ●●●○○

