Sarah (Jennifer Connelly em versão teenager) tem de tomar conta do irmão mais novo (Toby Froud) porque o pai (Christopher Malcolm) e a madrasta (Shelley Thompson) não vão estar em casa. Contrariada com aquela situação, Sarah implora para que o miúdo pare de chorar e seja levado pelo Rei dos Goblins (David Bowie). O problema é que as suas palavras são ouvidas e o miúdo é mesmo raptado e levado para o castelo do Rei dos Goblins no meio de um labirinto... e agora ela só tem 13 horas para o tentar trazer de volta à realidade...
A década de 80 produziu coisas estranhas. Labyrinth é um filme de aventura e fantasia, mas também é um musical. É um sítio onde nada é o que parece e tudo pode acontecer. Numa altura em que os Marretas eram as grandes estrelas do momento, Jim Henson podia fazer tudo o que lhe apetecesse. Era uma das grandes mentes criadoras da altura. E tinha carta branca para fazer o que quisesse. Mas mesmo tendo nomes de peso como Jim Henson na realização, um guião do Terry Jones e George Lucas na produção, Labyrinth nunca se tornou numa verdadeiramente numa referência. É um filme de culto e de certa forma até já é um clássico. Mas é um filme desequilibrado. Sofre do mesmo problema que outros filmes da época: é um filme que é demasiado adulto para miúdos e demasiado infantil para adultos. Acho que foi um problema geracional. O público mudou muito rapidamente e os filmes demoraram um pouco a adaptar-se aos novos gostos.
Por exemplo, se por um lado, um set complexo baseado numa obra de M.C. Escher onde se pode andar de todos lados ao mesmo tempo, desafiando impossivelmente a gravidade é um cenário de fantasia intemporal, por outro lado temos cenas absolutamente terroríficas como por exemplo aquele em que Connelly cai num poço cheio de mãos negras que a tentam agarrar. É aterrador. Eu tive pesadelos com essa cena durante muito tempo. A intenção não era essa, mas a visão não deixa de ser absolutamente assustadora.
Como a maior parte do destaque das personagens vão para as criações fantásticas à lá Jim Henson, os actores acabam por passar um pouco ao lado do filme. Não posso deixar passar a oportunidade de mencionar a Jennifer Connelly, que durante muitos anos foi a mulher mais bela que já tinha visto (acho que tive uma paixoneta platónica ou semelhante...) e o David Bowie, um dos meus músicos favoritos e um gajo que sempre ficou bem na foto, ou neste caso no filme. Uma lenda.
Labyrinth, obviamente, tem alguns problemas, mas não deixa de ser uma pequena marca no mundo do cinema pela diferença e pela forma como marcou uma época. Apesar de não ser uma das minhas escolhas do género, é um pequeno clássico que merece uma visualização atenta. Nem que seja para relembrar outros tempos... ●●●○○
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Alfred Borden e a usa mulher são assistentes de Robert Angier, um mágico em ascensão de carreira. Depois de um trágico acidente em que a mulher dele morre, os dois tornam-se inimigos. Com o tempo, tornam-se os dois famosos e disputam o melhor truque de magia, chegando ao ponto de sabotar os truques um do outro. Quando Alfred concebe um truque de magia fantástico, Robert fica obcecado em tentar descobrir o segredo por detrás do truque. Esta obsessão resultará em pesadas e trágicas consequências.
The Prestige é capaz de ser o filme menos conhecido dos irmãos Nolan, mas é um dos meus favoritos. Jonathan Nolan, novamente, escreve um guião fantástico. É um verdadeiro génio na sombra. Christopher Nolan mostra todo o potencial, desta vez, num filme sem grandes efeitos especiais, sem correrias e que no entanto tem tanta acção quanto um filme de super-heróis. Assim, de repente, criaram um clássico instantâneo. Faz-me sempre lembrar aqueles filmes antigos dos anos 20 e 30, com monstros, cientistas loucos e mistério.
Nos papéis principais, um casting de peso: Hugh Jackman, Christian Bale, Andy Serkis, Michael Caine e Scarlett Johansson. Mas o destaque tem de ir para o David Bowie no papel do misterioso Tesla. Para além da carreira na música, Bowie também teve alguns papéis de relevo no mundo do cinema. Não porque fosse um grande actor, mas porque encarnou sempre personagens um pouco à sua imagem: estranhos e misteriosos. Um pequeno à parte sobre a personagem do Nikola Tesla. Um nome agora tão em voga por causa dos carros eléctricos, em 2006 era um perfeito desconhecido. Foi graças a este filme que conheci a figura do mítico cientista e não acreditei que era verdadeira. Era uma figura tão obscura, com tão pouca informação disponível e tão revolucionária no pensamento que pensei que era uma personagem inventada.
The Prestige é uma pequena jóia, já perdida no tempo. Uma mistura improvável de drama, mistério e ficção cientifica, que de certa forma apontou o caminho futuro do melhor realizador do momento que é sem dúvida o Christopher Nolan. O gajo não falha uma. Não me lembro de ver um filme que não tivesse gostado. E isso não é nada fácil. The Prestige é um dos meus filmes preferidos. ●●●●○
The Prestige é capaz de ser o filme menos conhecido dos irmãos Nolan, mas é um dos meus favoritos. Jonathan Nolan, novamente, escreve um guião fantástico. É um verdadeiro génio na sombra. Christopher Nolan mostra todo o potencial, desta vez, num filme sem grandes efeitos especiais, sem correrias e que no entanto tem tanta acção quanto um filme de super-heróis. Assim, de repente, criaram um clássico instantâneo. Faz-me sempre lembrar aqueles filmes antigos dos anos 20 e 30, com monstros, cientistas loucos e mistério.
Nos papéis principais, um casting de peso: Hugh Jackman, Christian Bale, Andy Serkis, Michael Caine e Scarlett Johansson. Mas o destaque tem de ir para o David Bowie no papel do misterioso Tesla. Para além da carreira na música, Bowie também teve alguns papéis de relevo no mundo do cinema. Não porque fosse um grande actor, mas porque encarnou sempre personagens um pouco à sua imagem: estranhos e misteriosos. Um pequeno à parte sobre a personagem do Nikola Tesla. Um nome agora tão em voga por causa dos carros eléctricos, em 2006 era um perfeito desconhecido. Foi graças a este filme que conheci a figura do mítico cientista e não acreditei que era verdadeira. Era uma figura tão obscura, com tão pouca informação disponível e tão revolucionária no pensamento que pensei que era uma personagem inventada.
The Prestige é uma pequena jóia, já perdida no tempo. Uma mistura improvável de drama, mistério e ficção cientifica, que de certa forma apontou o caminho futuro do melhor realizador do momento que é sem dúvida o Christopher Nolan. O gajo não falha uma. Não me lembro de ver um filme que não tivesse gostado. E isso não é nada fácil. The Prestige é um dos meus filmes preferidos. ●●●●○

