Indiana Jones (Harrison Ford) volta a defrontar os Nazis, mas para além do habitual artefacto mítico que é o centro da aventura, desta vez a questão é bem mais pessoal. O desaparecimento do seu pai, Henry Jones, Sr (Sean Connery) que procurava o Santo Graal para um rico industrial (Julian Glover), desencadeia uma série de acontecimentos, acção e aventuras sem paralelo. Há perseguições para todos os gostos, desde aviões, carros, motas, barcos, a pé e até de comboio. Ah! E também há cavalos e tanques de guerra! É só escolher. Dá-me a impressão que depois do desagrado generalizado com o anterior Temple of Doom, Steven Spielberg e George Lucas tentaram compensar o público com o máximo de diversão possível. E verdade seja dita, conseguiram-no totalmente, pois esta é a maior e a mais completa aventura do Indiana Jones. Só não suplanta o original, porque lá está... é o original.
Logo à partida nota-se uma carga muito mais positiva em torno de todo o filme. A fotografia é mais ampla e mais luminosa também. E depois a história centra-se mais entre o Jones, Pai e filho que é obviamente uma história de reconciliação, tema omnipresente no cinema de Spielberg. Antes mesmo de entrar na narrativa e nesta história de busca pela vida eterna que o Santo Graal pode proporcionar, há até um pequeno bónus para mostrar como um jovem intrépido se irá transformar no Indiana Jones (um saudoso River Phoenix) que todos conhecemos. Com isso ficamos a saber mais alguns segredos de como Jones se tornou Indiana Jones e assim fortalece e dá mais "chão" a umas das melhores personagens ficcionais de todo o cinema. The Last Crusade é uma saca cheia de prendas para os fãs. Têm-se acesso à história, aos questões pessoais, à família e vai até ao pormenor de dar a conhecer o porquê do "apelido" Indiana. Se Raiders of The Lost Ark, criou a figura e o mito Indiana Jones, The Last Crusade cristalizou-o na mente do público e fez-lhe um pequeno pedestal. Acho que se pode dizer que foram claramente estes dois filmes que realmente criaram o "universo" Indiana Jones e que os outros dois filmes são apenas interlúdios e pequenas aventuras secundárias...
Steven Spielberg quase que dá a mão à palmatória e presenteia toda a gente com o máximo de trabalho e truques possível. Dificilmente um filme de acção e aventura pode ser melhor que este. Não parece, mas este ainda um produto dos anos 80. Hoje em dia, num qualquer cinema, dificilmente alguém conseguiria identificar o ano de produção deste filme porque na realidade (como aconteceu tantas outras vezes com o cinema de Spielberg) The Last Crusade é um filme "moderno"... parece que estreou a semana passada.
Para além da presença de Alison Doody no papel de belísima mas dúbia agente secundária, ainda temos o regresso de algum do casting original (Denholm Elliott, John Rhys-Davies) que para além de lhe dar uma credibilidade ainda traz uma carga light e quase cómica. Foi uma excelente escolha e muito bem pensado. Não há praticamente nada a apontar como negativo neste filme. A par do primeiro filme, The Last Crusade é o meu preferido nesta saga Indiana Jones. Um remate perfeito para uma trilogia (quase) perfeita. ●●●●●
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Depois de uma série de contratempos na China para recuperar um artefacto antigo, Indiana Jones (Harrison Ford) acaba por aterrar à força na Índia juntamente com dois novos companheiros: Willie (Kate Capshaw), uma cantora de bar, tão bonita quanto estridente e Short Round, um miúdo de rua muito desenrascado (Ke Huy Quan). Já Índia, os três são requisitados para recuperar uma pedra mística que foi levada por uma misteriosa seita que representa uma autêntica força do mal. Pelo caminho, encontra um palácio "negro" e nas catacumbas vão tropeçar num culto secreto e sanguinário liderado pela maléfico Mola Ram (um inesquecível Amrish Puri) que usa a escravatura como força de trabalho e tem um gosto especial por sacrifícios humanos...
Indiana Jones and The Temple of Doom é para todos os efeitos a sequela do Raiders of the Lost Ark, mas na realidade, tecnicamente, é uma prequela ao filme original, porque esta história negra passa-se três anos antes dos acontecimentos das aventuras da Arca Perdida. Depois do imenso sucesso do primeiro filme, o público gritava por uma nova aventura do "James Bond" dos arqueólogos. O carisma de Indiana Jones e as suas aventuras tinham de ter seguimento. Logo no início do filme, nota-se que começou a aparecer a "marca" Indiana Jones, bem presente no logo e no tipo de letra, que por acaso até foi o único filme onde realmente aparece. Apesar deste pequeno pormenor, por aqui se nota que Temple of Doom é mesmo uma incursão negra no "universo" Indiana Jones. Dá a impressão que depois de feito, mais ninguém quis ter nada com ele... Verdade seja dita, Temple of Doom é estranho e demasiado sombrio. Muito negro, muito violento, por vezes racista, por vezes até mesmo gore, apesar de aqui e ali estar disfarçado com alguns artifícios cómicos. É escuro, desagradável e subterrâneo. Ele é sopa de olhos, ele é miolos de macaco para a sobremesa e ele é sítios húmidos, escuros e cheios de bichos venenosos. Que o diga a Kate Capshaw, que para além de ter uma personagem quase reduzida à "loira burra que grita", ainda teve de suportar cenas com centenas de insectos gigantes (vivos!!!!) em cima. É obra. É um reflexo do "mau ar" de Temple of Doom.
Não admira que toda a gente tenha detestado o filme. Durante algum tempo, simplesmente odiei este filme e recusava-me a revê-lo. Pensei durante muito que este nem sequer era um filme do Steven Spielberg. Não se parece nada com uma história saída da mente de Spielberg e George Lucas. Na altura via imensos filmes e especialmente devorava os filmes do Spielberg, que têm naturalmente, uma aproximação inocente e light dos acontecimentos, às vezes até um pouco infantil. Pensando bem... Não é esse o grande encanto da filmografia Spielberg? Mas em sentido contrário, Temple of Doom é absolutamente negro... Retirar corações ainda pulsantes do peito de uma pessoa? Queimar pessoas vivas num poço de lava? Por breves momentos, até o próprio Indiana Jones sucumbiu a esta magia negra e tornou-se uma personagem detestável... Era demais...
Mas com o tempo, as coisas foram mudando. Mesmo com este manto negro em cima, Temple of Doom, tinha todos os elementos originais. Indiana Jones estava lá com todo o seu carisma original, a aventura apesar de negra era fantástica e as cenas de acção eram espectaculares e non-stop. E de certa forma, os apontamentos cómicos e a introdução das duas novas personagens amenizavam um pouco o negrume. A apreciação foi mudando com o passar do tempo. Lá revi uma vez... duas... três... e comecei então a apreciar os pormenores da narrativa e do filme e já não me pareceu assim tão mau quando da primeira vez. Acho que foi o choque inicial. Foi uma transição demasiado radical do primeiro filme para este. Um gajo estava à espera de arrogantes nazis e apareceu um culto subterrâneo. Com o tempo aprendi a gostar de Temple of Doom. Não está ao nível do original, mas é uma boa sequela e um bom complemento às aventuras do Indiana Jones. ●●●○○
Indiana Jones and The Temple of Doom é para todos os efeitos a sequela do Raiders of the Lost Ark, mas na realidade, tecnicamente, é uma prequela ao filme original, porque esta história negra passa-se três anos antes dos acontecimentos das aventuras da Arca Perdida. Depois do imenso sucesso do primeiro filme, o público gritava por uma nova aventura do "James Bond" dos arqueólogos. O carisma de Indiana Jones e as suas aventuras tinham de ter seguimento. Logo no início do filme, nota-se que começou a aparecer a "marca" Indiana Jones, bem presente no logo e no tipo de letra, que por acaso até foi o único filme onde realmente aparece. Apesar deste pequeno pormenor, por aqui se nota que Temple of Doom é mesmo uma incursão negra no "universo" Indiana Jones. Dá a impressão que depois de feito, mais ninguém quis ter nada com ele... Verdade seja dita, Temple of Doom é estranho e demasiado sombrio. Muito negro, muito violento, por vezes racista, por vezes até mesmo gore, apesar de aqui e ali estar disfarçado com alguns artifícios cómicos. É escuro, desagradável e subterrâneo. Ele é sopa de olhos, ele é miolos de macaco para a sobremesa e ele é sítios húmidos, escuros e cheios de bichos venenosos. Que o diga a Kate Capshaw, que para além de ter uma personagem quase reduzida à "loira burra que grita", ainda teve de suportar cenas com centenas de insectos gigantes (vivos!!!!) em cima. É obra. É um reflexo do "mau ar" de Temple of Doom.
Não admira que toda a gente tenha detestado o filme. Durante algum tempo, simplesmente odiei este filme e recusava-me a revê-lo. Pensei durante muito que este nem sequer era um filme do Steven Spielberg. Não se parece nada com uma história saída da mente de Spielberg e George Lucas. Na altura via imensos filmes e especialmente devorava os filmes do Spielberg, que têm naturalmente, uma aproximação inocente e light dos acontecimentos, às vezes até um pouco infantil. Pensando bem... Não é esse o grande encanto da filmografia Spielberg? Mas em sentido contrário, Temple of Doom é absolutamente negro... Retirar corações ainda pulsantes do peito de uma pessoa? Queimar pessoas vivas num poço de lava? Por breves momentos, até o próprio Indiana Jones sucumbiu a esta magia negra e tornou-se uma personagem detestável... Era demais...
Mas com o tempo, as coisas foram mudando. Mesmo com este manto negro em cima, Temple of Doom, tinha todos os elementos originais. Indiana Jones estava lá com todo o seu carisma original, a aventura apesar de negra era fantástica e as cenas de acção eram espectaculares e non-stop. E de certa forma, os apontamentos cómicos e a introdução das duas novas personagens amenizavam um pouco o negrume. A apreciação foi mudando com o passar do tempo. Lá revi uma vez... duas... três... e comecei então a apreciar os pormenores da narrativa e do filme e já não me pareceu assim tão mau quando da primeira vez. Acho que foi o choque inicial. Foi uma transição demasiado radical do primeiro filme para este. Um gajo estava à espera de arrogantes nazis e apareceu um culto subterrâneo. Com o tempo aprendi a gostar de Temple of Doom. Não está ao nível do original, mas é uma boa sequela e um bom complemento às aventuras do Indiana Jones. ●●●○○
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Sarah (Jennifer Connelly em versão teenager) tem de tomar conta do irmão mais novo (Toby Froud) porque o pai (Christopher Malcolm) e a madrasta (Shelley Thompson) não vão estar em casa. Contrariada com aquela situação, Sarah implora para que o miúdo pare de chorar e seja levado pelo Rei dos Goblins (David Bowie). O problema é que as suas palavras são ouvidas e o miúdo é mesmo raptado e levado para o castelo do Rei dos Goblins no meio de um labirinto... e agora ela só tem 13 horas para o tentar trazer de volta à realidade...
A década de 80 produziu coisas estranhas. Labyrinth é um filme de aventura e fantasia, mas também é um musical. É um sítio onde nada é o que parece e tudo pode acontecer. Numa altura em que os Marretas eram as grandes estrelas do momento, Jim Henson podia fazer tudo o que lhe apetecesse. Era uma das grandes mentes criadoras da altura. E tinha carta branca para fazer o que quisesse. Mas mesmo tendo nomes de peso como Jim Henson na realização, um guião do Terry Jones e George Lucas na produção, Labyrinth nunca se tornou numa verdadeiramente numa referência. É um filme de culto e de certa forma até já é um clássico. Mas é um filme desequilibrado. Sofre do mesmo problema que outros filmes da época: é um filme que é demasiado adulto para miúdos e demasiado infantil para adultos. Acho que foi um problema geracional. O público mudou muito rapidamente e os filmes demoraram um pouco a adaptar-se aos novos gostos.
Por exemplo, se por um lado, um set complexo baseado numa obra de M.C. Escher onde se pode andar de todos lados ao mesmo tempo, desafiando impossivelmente a gravidade é um cenário de fantasia intemporal, por outro lado temos cenas absolutamente terroríficas como por exemplo aquele em que Connelly cai num poço cheio de mãos negras que a tentam agarrar. É aterrador. Eu tive pesadelos com essa cena durante muito tempo. A intenção não era essa, mas a visão não deixa de ser absolutamente assustadora.
Como a maior parte do destaque das personagens vão para as criações fantásticas à lá Jim Henson, os actores acabam por passar um pouco ao lado do filme. Não posso deixar passar a oportunidade de mencionar a Jennifer Connelly, que durante muitos anos foi a mulher mais bela que já tinha visto (acho que tive uma paixoneta platónica ou semelhante...) e o David Bowie, um dos meus músicos favoritos e um gajo que sempre ficou bem na foto, ou neste caso no filme. Uma lenda.
Labyrinth, obviamente, tem alguns problemas, mas não deixa de ser uma pequena marca no mundo do cinema pela diferença e pela forma como marcou uma época. Apesar de não ser uma das minhas escolhas do género, é um pequeno clássico que merece uma visualização atenta. Nem que seja para relembrar outros tempos... ●●●○○
A década de 80 produziu coisas estranhas. Labyrinth é um filme de aventura e fantasia, mas também é um musical. É um sítio onde nada é o que parece e tudo pode acontecer. Numa altura em que os Marretas eram as grandes estrelas do momento, Jim Henson podia fazer tudo o que lhe apetecesse. Era uma das grandes mentes criadoras da altura. E tinha carta branca para fazer o que quisesse. Mas mesmo tendo nomes de peso como Jim Henson na realização, um guião do Terry Jones e George Lucas na produção, Labyrinth nunca se tornou numa verdadeiramente numa referência. É um filme de culto e de certa forma até já é um clássico. Mas é um filme desequilibrado. Sofre do mesmo problema que outros filmes da época: é um filme que é demasiado adulto para miúdos e demasiado infantil para adultos. Acho que foi um problema geracional. O público mudou muito rapidamente e os filmes demoraram um pouco a adaptar-se aos novos gostos.
Por exemplo, se por um lado, um set complexo baseado numa obra de M.C. Escher onde se pode andar de todos lados ao mesmo tempo, desafiando impossivelmente a gravidade é um cenário de fantasia intemporal, por outro lado temos cenas absolutamente terroríficas como por exemplo aquele em que Connelly cai num poço cheio de mãos negras que a tentam agarrar. É aterrador. Eu tive pesadelos com essa cena durante muito tempo. A intenção não era essa, mas a visão não deixa de ser absolutamente assustadora.
Como a maior parte do destaque das personagens vão para as criações fantásticas à lá Jim Henson, os actores acabam por passar um pouco ao lado do filme. Não posso deixar passar a oportunidade de mencionar a Jennifer Connelly, que durante muitos anos foi a mulher mais bela que já tinha visto (acho que tive uma paixoneta platónica ou semelhante...) e o David Bowie, um dos meus músicos favoritos e um gajo que sempre ficou bem na foto, ou neste caso no filme. Uma lenda.
Labyrinth, obviamente, tem alguns problemas, mas não deixa de ser uma pequena marca no mundo do cinema pela diferença e pela forma como marcou uma época. Apesar de não ser uma das minhas escolhas do género, é um pequeno clássico que merece uma visualização atenta. Nem que seja para relembrar outros tempos... ●●●○○
THX é um normal cidadão que vive, sem questionar nada, no seu subterrâneo asséptico, algures no distópico século XXV (será?!?). Mas devido à influência de LUH 3417, a sua subversiva companheira de quarto, deixa de tomar os comprimidos obrigatórios para controlo mental e começa lentamente a mudar a sua forma de pensar. E da crisálida homogénea de THX 1138, emerge um novo e perigoso "TEX": um cidadão com a capacidade de pensar, questionar e reagir contra o status quo...
Eis o primeiro mundo cinematográfico de George Lucas. Controlo mental com drogas para suprimir emoções; prisões infindável sem paredes nem limites; trabalho como ideologia, consumo como religião, em que as pessoas trabalham para construir máquinas e robots que controlam o trabalho das outras pessoas. É um mundo branco, minimal e desprovido de tudo, mas no essencial é o mais negro que se pode imaginar.
É daqueles filmes que apesar de estar tecnologicamente muito "marcado" no tempo, paradoxalmente, por ser tão a-estético e distópico, se torna ao mesmo tempo extremamente actual. Strange but true. Junta-se a este lado positivo da balança o excelente som de toda a produção. Aliás, sonora e visualmente THX é absolutamente fantástico. Os pouquíssimos actores também assentam que nem uma luva neste ambiente impessoal de desumanizado (Robert Duvall, Maggie McOmie, Donald Pleasence e Don Pedro Colley). Por último, aquele final ambíguo, sem se perceber se ele volta atrás ou se simplesmente não há nada cá fora, é um daqueles "remates" perfeitos e que termina espectacularmente bem o filme.
Por outro lado, o negativo, há de facto a questão da desactualização tecnológica (que é uma marca demasiado profunda e marcante) e a montagem, que parece algo errática, mais virada para as questões e ligações estéticas do que para dar suporte ao guião, o que dá um ar por vezes desconexo a toda a história. Acho que é até o ponto mais negativo de todo o filme.
THX 1138 parece verdadeiramente um filme de fim de curso de cinema, mas sob o efeito de esteróides. Muuuuitos esteróides. Acho muito interessante, o misto de juventude com maturidade, o que revelou nitidamente todo o potencial de um gajo anónimo, mas que viria a ser "o" George Lucas. E tudo o que se seguiu é simplesmente história do cinema... Não sendo uma obra-prima, THX 1138 é um dos meus filmes preferidos de todos os tempos, porque sempre que o revejo me lembra que é possível fazer tanto com tão pouco... Uma referência e um verdadeiro filme de culto. ●●●●○
Eis o primeiro mundo cinematográfico de George Lucas. Controlo mental com drogas para suprimir emoções; prisões infindável sem paredes nem limites; trabalho como ideologia, consumo como religião, em que as pessoas trabalham para construir máquinas e robots que controlam o trabalho das outras pessoas. É um mundo branco, minimal e desprovido de tudo, mas no essencial é o mais negro que se pode imaginar.
É daqueles filmes que apesar de estar tecnologicamente muito "marcado" no tempo, paradoxalmente, por ser tão a-estético e distópico, se torna ao mesmo tempo extremamente actual. Strange but true. Junta-se a este lado positivo da balança o excelente som de toda a produção. Aliás, sonora e visualmente THX é absolutamente fantástico. Os pouquíssimos actores também assentam que nem uma luva neste ambiente impessoal de desumanizado (Robert Duvall, Maggie McOmie, Donald Pleasence e Don Pedro Colley). Por último, aquele final ambíguo, sem se perceber se ele volta atrás ou se simplesmente não há nada cá fora, é um daqueles "remates" perfeitos e que termina espectacularmente bem o filme.
Por outro lado, o negativo, há de facto a questão da desactualização tecnológica (que é uma marca demasiado profunda e marcante) e a montagem, que parece algo errática, mais virada para as questões e ligações estéticas do que para dar suporte ao guião, o que dá um ar por vezes desconexo a toda a história. Acho que é até o ponto mais negativo de todo o filme.
THX 1138 parece verdadeiramente um filme de fim de curso de cinema, mas sob o efeito de esteróides. Muuuuitos esteróides. Acho muito interessante, o misto de juventude com maturidade, o que revelou nitidamente todo o potencial de um gajo anónimo, mas que viria a ser "o" George Lucas. E tudo o que se seguiu é simplesmente história do cinema... Não sendo uma obra-prima, THX 1138 é um dos meus filmes preferidos de todos os tempos, porque sempre que o revejo me lembra que é possível fazer tanto com tão pouco... Uma referência e um verdadeiro filme de culto. ●●●●○
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Há muitos anos que ouvia falar deste Battlefield Earth como sendo um dos piores filmes alguma vez feito. Parecia-me um exagero pois já vi coisas do "arco da velha" e que chegam a roçar o amadorismo, mas Battlefield Earth é uma outra espécie completamente diferente. E depois de ler o que li sobre o filme, percebi que estava num campo do cinema (se é que pode chamar-se cinema) totalmente diferente. Isto não é um filme. Isto é propaganda da Cientologia. Para quem não conhece, a Cientologia é um culto new wave, com base em extraterrestres, do tipo "Heaven's Gate", mas que tem muito mais dinheiro e muito mais difusão porque nos últimos anos tem conseguido atrair para as suas fileiras algumas grandes estrelas de Hollywood (Tom Cruise e Travolta, são os rostos mais conhecidos, mas há muitos mais), o que lhe dá bastante visibilidade mediática.
Battlefield Earth é a adaptação de um livro de L. Ron Hubbard, fundador da Cientologia (e escritor de ficção científica), e que conta como no ano 3000, a Humanidade está resumida a uma espécie primitiva, porque foi escravizada pelos extraterrestres Psychlos. Um jovem humano, que não acredita no poder mágico dos gananciosos colonizadores, decide ir ao encontro da verdade e acaba por se envolver numa luta pela libertação final dos humanos.
Dito assim, nem parece muito mau, mas é o desenrolar da história cheia de buracos, cenas patéticas e sem nexo (ao fim de mil anos (!!!) encontram-se uns aviões a jacto e umas bombas nucleares e é assim que os humanos ganham aos Psychlos), assim como as personagens que parecem saídas de uma série juvenil, passando pelo design de produção (que copia sem piedade e constantemente outros filmes) e os efeitos especiais que parecem saídos dum filme da década de 80, que fazem deste, sem dúvida, o pior filme de sempre.
Basta só ver o exemplo dos vilões, os Psychlos. Para além de terem um nome horrivelmente feio, são estúpidos como portas (mas derrotaram a Humanidade em 9 minutos (!?) e escravizaram-na por mil anos) e parecem uma mistura de fãs dos Kiss, Klingons e Lobisomens com rastas. E têm dentes podres! Ah! E para respirarem na atmofera terrestre têm umas daquelas bandas plásticas no nariz, como as que os futebolistas dos anos 90 usavam para respirar melhor, mas como é futurista, tem um penduricalho que parece ranho preto. Mas também parecem headphones espetados no nariz. É simplesmente... não consigo perceber...
Para piorar ainda mais, os diálogos são maus. Nem são maus, são péssimos. Os extraterrestres (?!) falam como se estivessem a discutir futebol num tasco. E mandam "bocas" e tudo! É ridículo. É demasiado ridículo. E isso é que acho estranho. Há por aqui actores que nem são maus (se bem que também há alguns que parecem amadores), por isso ainda se torna mais incompreensível andarem nestas idiotices. Forest Whitaker e Barry Pepper ainda percebo que possam ter sido enganados, mas para o John Travolta não há desculpas. É sabido que ele é grande fã da Cientologia e que faz divulgação do culto, mas isto é algo mais. Fez muitos filmes que gosto e até era um gajo que admirava, mas depois desta, acabou-se. Não tem mais créditos. Parece que perdeu totalmente o juízo. Resumindo, é assim: há filmes que são tão maus que se tornam bons. São exemplos os filmes do Ed Wood ou Roger Corman, que têm uma óbvia paixão intrínseca pelo cinema, ou até coisas mais "amadoras" como por exemplo, o Evil Dead de Sam Raimi, que têm pormenores que se notam que com mais dinheiro, mais meios, mais produção até podiam ter algum potencial. Mas Battlefield Earth é na realidade tão mau que se torna ainda pior. E isto não é algo amador, filmado com desconhecidos ou fracamente produzido: isto é uma produção de um grande estúdio de Hollywood, de 80 milhões de dólares, com actores de renome, realizado por um gajo que trabalhou directamente com o George Lucas (até recebeu um óscar) no Star wars! Isto é algo incompreensível. Passou-se alguma coisa muito má pela cabeça desta gente. Até poderia sugerir que o vissem para ver o quão mau é, mas neste caso, o melhor a fazer é mesmo evitar. A todo o custo. É má ficção científica. É um mau filme. É um zero redondo e absoluto. ○○○○○
Battlefield Earth é a adaptação de um livro de L. Ron Hubbard, fundador da Cientologia (e escritor de ficção científica), e que conta como no ano 3000, a Humanidade está resumida a uma espécie primitiva, porque foi escravizada pelos extraterrestres Psychlos. Um jovem humano, que não acredita no poder mágico dos gananciosos colonizadores, decide ir ao encontro da verdade e acaba por se envolver numa luta pela libertação final dos humanos.
Dito assim, nem parece muito mau, mas é o desenrolar da história cheia de buracos, cenas patéticas e sem nexo (ao fim de mil anos (!!!) encontram-se uns aviões a jacto e umas bombas nucleares e é assim que os humanos ganham aos Psychlos), assim como as personagens que parecem saídas de uma série juvenil, passando pelo design de produção (que copia sem piedade e constantemente outros filmes) e os efeitos especiais que parecem saídos dum filme da década de 80, que fazem deste, sem dúvida, o pior filme de sempre.
Basta só ver o exemplo dos vilões, os Psychlos. Para além de terem um nome horrivelmente feio, são estúpidos como portas (mas derrotaram a Humanidade em 9 minutos (!?) e escravizaram-na por mil anos) e parecem uma mistura de fãs dos Kiss, Klingons e Lobisomens com rastas. E têm dentes podres! Ah! E para respirarem na atmofera terrestre têm umas daquelas bandas plásticas no nariz, como as que os futebolistas dos anos 90 usavam para respirar melhor, mas como é futurista, tem um penduricalho que parece ranho preto. Mas também parecem headphones espetados no nariz. É simplesmente... não consigo perceber...
Para piorar ainda mais, os diálogos são maus. Nem são maus, são péssimos. Os extraterrestres (?!) falam como se estivessem a discutir futebol num tasco. E mandam "bocas" e tudo! É ridículo. É demasiado ridículo. E isso é que acho estranho. Há por aqui actores que nem são maus (se bem que também há alguns que parecem amadores), por isso ainda se torna mais incompreensível andarem nestas idiotices. Forest Whitaker e Barry Pepper ainda percebo que possam ter sido enganados, mas para o John Travolta não há desculpas. É sabido que ele é grande fã da Cientologia e que faz divulgação do culto, mas isto é algo mais. Fez muitos filmes que gosto e até era um gajo que admirava, mas depois desta, acabou-se. Não tem mais créditos. Parece que perdeu totalmente o juízo. Resumindo, é assim: há filmes que são tão maus que se tornam bons. São exemplos os filmes do Ed Wood ou Roger Corman, que têm uma óbvia paixão intrínseca pelo cinema, ou até coisas mais "amadoras" como por exemplo, o Evil Dead de Sam Raimi, que têm pormenores que se notam que com mais dinheiro, mais meios, mais produção até podiam ter algum potencial. Mas Battlefield Earth é na realidade tão mau que se torna ainda pior. E isto não é algo amador, filmado com desconhecidos ou fracamente produzido: isto é uma produção de um grande estúdio de Hollywood, de 80 milhões de dólares, com actores de renome, realizado por um gajo que trabalhou directamente com o George Lucas (até recebeu um óscar) no Star wars! Isto é algo incompreensível. Passou-se alguma coisa muito má pela cabeça desta gente. Até poderia sugerir que o vissem para ver o quão mau é, mas neste caso, o melhor a fazer é mesmo evitar. A todo o custo. É má ficção científica. É um mau filme. É um zero redondo e absoluto. ○○○○○
Beverly Hills Cop III saiu em 1994 e entra directamente para a categoria de deprimente. Apesar de ter presenças de peso (cameos) como as de John Singleton, Joe Dante, Ray Harryhausen e George Lucas, Beverly Hills Cop III nunca consegue chegar sequer aos calcanhares do original. Nem sequer da sequela.
Desta vez a história gira em torno de um parque de diversões em Beverly Hills que os maus da fita usam como fachada para fazerem falsificação de dinheiro.
Vou ser directo. É mau. Tudo parece forçado e não tem piada nenhuma. Foi um desfecho inglório para uma boa série de filmes e que gerou boas personagens, uma música icónica e sempre teve associado aquela sensação de boas vibrações.
Ainda por cima, é de estranhar que seja tão mau, vindo de quem vem: John Landis. Por acaso, é mesmo estranho. Sendo um realizador com tantos créditos firmados em outros tantos sucessos anteriores, é esquisito que o filme tenha saído tão mau. Pode não ser um dos grandes nomes do cinema, mas John Landis é o senhor responsável pelos The Blues Brothers, pelo clássico An American Werewolf in London e o homem que fez o melhor videoclip de todos os tempos, o Thriller de Michael Jackson. Não é por acaso que aparece tanto realizador (e pessoal dos efeitos) conhecido pelo meio do filme. Presumo que a escolha de John Landis tenha algo que ver com o mega sucesso Jurassic Park que tinha saído no ano anterior. Há uma ligação óbvia e antiga entre John Landis e Steven Spielberg... Também é passado num parque de diversões... Ao contrário dos anteriores, Jerry Bruckheimer já não produziu este filme, por isso... Não sei. Estou a conjecturar. Mas o que é certo é que algo correu mal aqui. Beverly Hills Cop III é mau e nunca devia ter sido o fecho desta trilogia. Espera-se um remake a qualquer momento, com um cameo óbvio para a estrela principal: Eddie Murphy. ●○○○○
Desta vez a história gira em torno de um parque de diversões em Beverly Hills que os maus da fita usam como fachada para fazerem falsificação de dinheiro.
Vou ser directo. É mau. Tudo parece forçado e não tem piada nenhuma. Foi um desfecho inglório para uma boa série de filmes e que gerou boas personagens, uma música icónica e sempre teve associado aquela sensação de boas vibrações.
Ainda por cima, é de estranhar que seja tão mau, vindo de quem vem: John Landis. Por acaso, é mesmo estranho. Sendo um realizador com tantos créditos firmados em outros tantos sucessos anteriores, é esquisito que o filme tenha saído tão mau. Pode não ser um dos grandes nomes do cinema, mas John Landis é o senhor responsável pelos The Blues Brothers, pelo clássico An American Werewolf in London e o homem que fez o melhor videoclip de todos os tempos, o Thriller de Michael Jackson. Não é por acaso que aparece tanto realizador (e pessoal dos efeitos) conhecido pelo meio do filme. Presumo que a escolha de John Landis tenha algo que ver com o mega sucesso Jurassic Park que tinha saído no ano anterior. Há uma ligação óbvia e antiga entre John Landis e Steven Spielberg... Também é passado num parque de diversões... Ao contrário dos anteriores, Jerry Bruckheimer já não produziu este filme, por isso... Não sei. Estou a conjecturar. Mas o que é certo é que algo correu mal aqui. Beverly Hills Cop III é mau e nunca devia ter sido o fecho desta trilogia. Espera-se um remake a qualquer momento, com um cameo óbvio para a estrela principal: Eddie Murphy. ●○○○○





