Julie & Julia é um cruzamento de duas histórias interligadas: da blogger Julie Powell (e do seu livro que deu origem a este filme), com a história do início de carreira da mítica "cozinheira" Julia Child. Para qualquer foodie, Julia Child é uma personagem obrigatória, assim como o seu livro "Mastering the Art of French Cooking". Apesar de separadas no tempo, as duas mulheres estão em situações pessoais semelhantes e partilham o mesmo amor pela culinária.
Não sou fã deste tipo de cinema mais "meloso". Tenho de admitir que só vejo comédias românticas se estiver engripado e não conseguir arrastar-me até ao comando da TV..., mas Julie & Julia até se aguenta bastante bem, principalmente porque está muito bem escrito e realizado por Nora Ephron, aqui no seu último trabalho.
Meryl Streep (num nível de representação excepcional), Amy Adams,
Stanley Tucci e Chris Messina fazem umas boas parelhas de actores.
E agora, como não podia deixar de ser, aquela previsível analogia entre filmes e comida: Julie & Julia não é um Beef Bourguignon, mas é uma Tarte de limão merengada muito saborosa, polvilhada com açúcar em pó, mas que nunca chega a ser enjoativa porque tem aquele bom e fresco aroma da raspa do limão. Está muito bem equilibrado e é refrescante. "Come-se" bem. ●●○○○
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Ando com muita sorte no que toca a filmes brasileiros. Quando consigo apanhar um (não é nada fácil), é sempre muito bom.
(Se levantar uma pedra da calçada, é muito provável que encontre lá uns episódios de uma telenovela brasileira qualquer, mas encontrar um filme é muito mais difícil)
O penúltimo que vi foi este Estômago, uma fábula adulta de poder, sexo e gastronomia.
(Já agora, o último que vi, também foi muito bom, mas isso fica para outra altura)
A história de Estômago é a de um gajo que vem do interior brasileiro para a grande cidade, de modos muito simples, chamado Raimundo Nonato que é muito bom a cozinhar. Mas mesmo muito bom. E mesmo sem ser um gajo com muita ambição, consegue sempre o que quer graças ao seu peculiar dom da culinária. É assim que consegue arranjar trabalho, um sítio onde dormir, a companhia de uma prostituta com um apetite insaciável e até a forma de subir na hierarquia da prisão. É preciso ver para perceber, mas é fixe.
Os actores são do melhor. João Miguel (Nonato), Babu Santana (Bujiú) e especialmente Fabiula Nascimento (Íria) interpretaram umas personagens que são absolutamente memoráveis. Tão cedo não me saem da cabeça.
Estômago, muito bem escrito e realizado por Marcos Jorge é divertido, inteligente, espiritual, despreocupado e... saciante. É mesmo! Fez-me lembrar uma daquelas rulotes com aspecto duvidoso na berma da estrada, mas que depois serve uma espectacular comida gourmet. É um filme muito boa onda, com uma história muito fixe, original e repleta de excelentes diálogos.
Mesmo sendo em português (do Brasil) aconselho vivamente a tentarem arranjar uma versão com legendas, porque às vezes os sotaques são cerradíssimos e quase que não se consegue perceber o que dizem...
Recomendadíssimo. "Gorgonzola?" ●●●●○
(Se levantar uma pedra da calçada, é muito provável que encontre lá uns episódios de uma telenovela brasileira qualquer, mas encontrar um filme é muito mais difícil)
O penúltimo que vi foi este Estômago, uma fábula adulta de poder, sexo e gastronomia.
(Já agora, o último que vi, também foi muito bom, mas isso fica para outra altura)
A história de Estômago é a de um gajo que vem do interior brasileiro para a grande cidade, de modos muito simples, chamado Raimundo Nonato que é muito bom a cozinhar. Mas mesmo muito bom. E mesmo sem ser um gajo com muita ambição, consegue sempre o que quer graças ao seu peculiar dom da culinária. É assim que consegue arranjar trabalho, um sítio onde dormir, a companhia de uma prostituta com um apetite insaciável e até a forma de subir na hierarquia da prisão. É preciso ver para perceber, mas é fixe.
Os actores são do melhor. João Miguel (Nonato), Babu Santana (Bujiú) e especialmente Fabiula Nascimento (Íria) interpretaram umas personagens que são absolutamente memoráveis. Tão cedo não me saem da cabeça.
Estômago, muito bem escrito e realizado por Marcos Jorge é divertido, inteligente, espiritual, despreocupado e... saciante. É mesmo! Fez-me lembrar uma daquelas rulotes com aspecto duvidoso na berma da estrada, mas que depois serve uma espectacular comida gourmet. É um filme muito boa onda, com uma história muito fixe, original e repleta de excelentes diálogos.
Mesmo sendo em português (do Brasil) aconselho vivamente a tentarem arranjar uma versão com legendas, porque às vezes os sotaques são cerradíssimos e quase que não se consegue perceber o que dizem...
Recomendadíssimo. "Gorgonzola?" ●●●●○
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