Li algures aí pela net (o que quer dizer que pode ou não ser verdade...) que as medalhas de ouro são na realidade compostas por 90% de prata. Eu, se fosse atleta olímpico, e ganhasse uma medalha de ouro, ia logo mandar averiguar para ver se esta informação é mesmo verdadeira. Mas isto a propósito de quê? Ah! Por causa do King Arthur, Legend of the Sword... É outro engano.
Uma pessoa pensa: "um filme do Guy Ritchie (que é um gajo que quase sempre faz coisas fixes), tem o Charlie Hunnam, Jude Law, Djimon Hounsou e o Eric Bana, e é sobre o Rei Artur, os Cavaleiros da Távola Redonda, o Merlin, o castelo Camelot e toda aquela mitologia catita, portanto só pode ser um bom filme". Não. É engano. Surpreendeu-me pela negativa. É mais um filme wtf?!. O que é isto? Fiquei uma grande parte do filme a perder-me em "misturas": "olha, isto parece o Senhor dos Anéis misturado com o Goodfellas..." ; "agora parece a Guerra dos Tronos encontra-se com o Snatch..."; e por aí fora. Até gosto da estranha estética "guna estilizado" do Guy Ritchie, mas há limites... Rei Artur, mafiosos e efeitos especiais digitais decididamente não se misturam bem.
King Arthur, Legend of the Sword é mais uma versão alternativa das coisas mas sem grande cabeça. Nem sequer tem pés, quanto mais cabeça... Vale pela cena técnica, pela porrada estilizada e pouco mais. Vindo de quem vem, é uma grande desilusão. ●○○○○
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Só nos anos 90 é que poderia existir um filme como este. Quem é que se lembraria de juntar um
detective brutamontes dos narcóticos, crianças num jardim de infância e fazer uma comédia? Bem, Ivan Reitman lembrou-se, e ainda bem, porque Kindergarten Cop (1990) é um filme surpreendentemente divertido. É daquelas misturas esquisitas que não deveriam combinar, mas que de alguma forma estranha até funcionam.
Ivan Reitman, para além de ter dado vida aos Ghostbusters, praticamente também inventou o tipo de filmes que aproveita a carreira descente de alguns dos heróis de acção dos anos 80. É normal e compreensível. Os grandes heróis de acção como Schwarzenegger começaram a não ter tempo de antena à medida que os seus músculos perdiam densidade e as pessoas já não mostravam interesse em gajos hiper-musculados que ganhavam sempre no final. Estes (quase) super-heóis não podiam simplesmente desaparecer e começaram a entrar numa espécie de auto-paródia que culmina nos mais recentes The Expendables de Silvester Stallone. Surpreendentemente, parece que alguns têm jeito para a comédia, como Schwarzenegger. Vá-se lá perceber...
O filme tem duas partes distintas. O início, na cidade violenta, suja e decadente que é o habitat natural do detective John Kimble (Arnold Schwarzenegger), e a pacata e tranquila vila de Astoria onde decorre o final. Kimble tem de encontrar uma testemunha em fuga relacionada com um caso de droga e a única forma de o conseguir é assumir o papel de professor de um jardim de infância.
Schwarzenegger é uma surpresa pelo lado cómico e desajeitado, e a parceira-detective Phoebe O'Hara (Pamela Reed), viciada em comida e que namora com um chef de cozinha é uma personagem super-cómica. Mas o melhor de tudo são as crianças, como se costuma dizer. Os miúdos foram muito bem escolhidos e são a alma deste filme. É tudo tão genuíno que acaba por ser hilariante.
Raramente vejo comédias porque não me conseguem fazer rir. Sou daquele género de pessoas que só entende humor físico. O meu cérebro só processa Chaplin, Keaton ou as caretas rídiculas do Jim Carrey. É uma falha minha. Só em ocasiões - muito poucas - os Monty Python ou o Woody Allen me conseguem fazer rir. Este filme arrancou-me algumas gargalhadas. É o melhor elogio que lhe posso dar. ●●○○○
detective brutamontes dos narcóticos, crianças num jardim de infância e fazer uma comédia? Bem, Ivan Reitman lembrou-se, e ainda bem, porque Kindergarten Cop (1990) é um filme surpreendentemente divertido. É daquelas misturas esquisitas que não deveriam combinar, mas que de alguma forma estranha até funcionam.
Ivan Reitman, para além de ter dado vida aos Ghostbusters, praticamente também inventou o tipo de filmes que aproveita a carreira descente de alguns dos heróis de acção dos anos 80. É normal e compreensível. Os grandes heróis de acção como Schwarzenegger começaram a não ter tempo de antena à medida que os seus músculos perdiam densidade e as pessoas já não mostravam interesse em gajos hiper-musculados que ganhavam sempre no final. Estes (quase) super-heóis não podiam simplesmente desaparecer e começaram a entrar numa espécie de auto-paródia que culmina nos mais recentes The Expendables de Silvester Stallone. Surpreendentemente, parece que alguns têm jeito para a comédia, como Schwarzenegger. Vá-se lá perceber...
O filme tem duas partes distintas. O início, na cidade violenta, suja e decadente que é o habitat natural do detective John Kimble (Arnold Schwarzenegger), e a pacata e tranquila vila de Astoria onde decorre o final. Kimble tem de encontrar uma testemunha em fuga relacionada com um caso de droga e a única forma de o conseguir é assumir o papel de professor de um jardim de infância.
Schwarzenegger é uma surpresa pelo lado cómico e desajeitado, e a parceira-detective Phoebe O'Hara (Pamela Reed), viciada em comida e que namora com um chef de cozinha é uma personagem super-cómica. Mas o melhor de tudo são as crianças, como se costuma dizer. Os miúdos foram muito bem escolhidos e são a alma deste filme. É tudo tão genuíno que acaba por ser hilariante.
Raramente vejo comédias porque não me conseguem fazer rir. Sou daquele género de pessoas que só entende humor físico. O meu cérebro só processa Chaplin, Keaton ou as caretas rídiculas do Jim Carrey. É uma falha minha. Só em ocasiões - muito poucas - os Monty Python ou o Woody Allen me conseguem fazer rir. Este filme arrancou-me algumas gargalhadas. É o melhor elogio que lhe posso dar. ●●○○○
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