Se em tempos fui um grande entusiasta dos efeitos especiais, hoje em dia, sou um dos grandes críticos. Continuo a gostar dos efeitos, mas acho que hoje eles dominam tudo. E tudo o que é demais é erro. Um dos bons exemplos disso é Alice in Wonderland de Tim Burton. Juntar o intemporal, lunático e fantástico conto de Lewis Carroll com a visão de Tim Burton deveria ter sido o casamento mais feliz do cinema, até porque o filme "marcou" os 145 anos do lançamento original do livro. Deveria ter sido uma homenagem impecável. Mas isso não aconteceu. É estranho, mas algo falhou redondamente aqui. Sou um grande fã do Burton mas ele espalhou-se ao totalmente ao comprido. Mas qual é a razão? Apesar dos actores estarem todos bem nos seus papéis (Johnny Depp, Mia Wasikowska, Helena Bonham Carter, Anne Hathaway e Alan Rickman, entre muitos outros), tornam-se quase irrelevantes e planos como se fosse de cartão. Um cartão digital, claro está... O guião está muito bem construído e encaixa perfeitamente a narrativa desta "nova" Wonderland sobre o efeito de psicotrópicos. A melhor coisa do filme é mesmo a forma como foi escrito, tendo por base uma "verdadeira história" em torno das deambulações de Alice, ao invés de ser "apenas" uma miúda a ter uma série de encontros fortuitos com personagens tresloucadas.
A falha, por isso, só pode ser atribuída aos (excessos dos) efeitos especiais. Tim Burton deixou-se levar pelas infinitas possibilidades da técnica. Para um realizador com aquela visão deve ter sido muito difícil contrariar as possibilidades. Agora é possível transpor para um ecrã toda e qualquer ideia, por mais maluca, fantástica ou esquisita que seja. Simplesmente não há limites para o CGI. O reverso da medalha é que deixa o espectador sem margem para imaginar. O espectador torna-se um elemento passivo que está só ali a assistir aos devaneios mentais do realizador e da equipa de efeitos especiais. Não deixa espaço nenhum para a imaginação. Alice in Wonderland torna-se por isso numa obra passiva em que uma pessoa se perde neste Wonderland digital cheios de fogos de artifício. É um filme sem alma orgânica e que retira todo o fascínio e o sentimento de mistério, espanto e maravilha. Fica apenas a visão colorida e bizarra típica do Tim Burton vintage, que por natureza também já vem dos livros, e uma sensação de amargo na boca por não ter nada de memorável. Um tiro de pólvora seca... ●○○○○
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Connor MacLeod é um escocês imortal que terá inevitavelmente que confrontar o seu inimigo, também imortal, numa luta final pelo "Prémio". E a única forma de derrotar um imortal é cortar-lhe literalmente a cabeça com uma espada... Acho que toda a gente com mais de 30 anos já viu o Highlander ou pelo menos já ouviu falar do filme. Highlander é um filme que gosto bastante. E não é só pela questão do saudosismo. Acho realmente que o filme é bom. Tem uma história excelente, original, bons actores e no geral é um bom filme de entretenimento, que passados tantos anos, para um filme de acção e efeitos especiais, ainda se aguenta bastante bem e está actual. Talvez o melhor filme de Russell Mulcahy. Claro que não tem os fantasiosos e gigantescos efeitos de CGI dos filmes do momento, mas mesmo assim, aguenta-se bem.
Já não o vejo há alguns anos, mas mesmo assim continua cá bem "gravado". Por um lado, o "arquivo mental" foi por causa da história. A imortalidade! O derradeiro Santo Graal da Humanidade. Imortais, um prémio final, decapitações e uma história cheia de flashbacks ao longo de centenas de anos, tudo muito bem misturado e com muito nexo. Russell Mulcahy fez quase um videoclip gigant , muito bem ritmado, com excelentes imagens e muito bem misturadas com uma banda sonora portentosa. Depois, foi por causa dos efeitos. Na altura, foram um fenómeno. Eram outros tempos. Já vi um documentário sobre os efeitos especiais do filme e faziam-se coisas que seriam impensáveis hoje em dia. Algumas das cenas de espadas em que saltam raios... são mesmo raios! Os técnicos ligavam as espadas a baterias e quando estas se tocavam faziam arcos eléctricos. É inacreditável. A gigantesca explosão de vidros no beco, é mesmo uma explosão de vidros... Não haviam computadores nem efeitos digitais mas se as coisas tinham de acontecer... tinham de acontecer.
Como sempre, para além da história, é preciso que os filmes tenham actores em condições. Logo à partida, Sean Connery. É preciso dizer mais? Um lenda viva. Pode parecer estranho ver o Sean Connery de kilt em vez de smoking, mas de alguma forma estranha, acaba por estar perfeito. Mas o papel principal é de facto de Christopher Lambert, que contariamente ao que pensava, não é um actor americano, mas sim essencialmente francês. Descobri que apesar de ter nascido na América, emigrou para a Suiça muito novo e falava francês... Na realidade, aquele sotaque estranho que tem no filme, deriva precisamente do facto de andar a aprender a falar inglês. Isto é uma vantagem para as versões dobradas, porque na versão francesa é o Christopher Lambert a dobrar-se a ele próprio... Estranho, não é? Mas ainda há, entre outros, James Cosmo, Jon Polito, Alan North, Roxanne Hart e Beatie Edney, mais uns eternos secundários. Mas não podia deixar de desatacar Clancy Brown, "o" Kurgan. Na altura, esta personagem metia-me verdadeiramente medo. O gajo, para além de parecer gigantesco, era assustador. É um dos melhores maus da fita de sempre com grandes deixas.
E para finalizar, os Queen. Uma banda sonora inteira dos Queen eleva qualquer filme e não é um qualquer filme que tem uma banda sonora especificamente criada pelos Queen. E não foram quaisquer musicazinhas... foram hits internacionais como Princes Of The Universe, Hammer To Fall, A Kind Of Magic e Who Wants To Live Forever, uma das minhas cenas favoritas de todo o filme e uma das melhores músicas de sempre dos Queen.
Apesar de tudo, Highlander não foi nenhum sucesso imediato de bilheteira. Ao longo dos tempos foi ganhando fãs até chegar ao ponto de hoje em dia, ser praticamente um filme de culto. Não é um fenómeno isolado. Acontece muitas vezes. Como tal, era suposto que Highlander ficasse por aqui. Na realidade, não foi isso que aconteceu. Uns anos depois surgiu uma sequela, que apesar de ridícula teve mais sucesso na bilheteira que este filme. Vá-se lá perceber o gosto do público. Aainda teve mais outro filme e mais umas séries na TV. Gerou todo um novo universo de imortais e histórias de continuidade. Pensando bem, isto não faz sentido nenhum porque em teoria tudo acabou quando o Connor MacLeod matou o último imortal e recebeu o tão almejado "Prémio". O que se passou a seguir na mitologia Highlander só confirma toda a lógica deste filme: só final só poderá haver apenas um... Certíssimo. ●●●●○
Já não o vejo há alguns anos, mas mesmo assim continua cá bem "gravado". Por um lado, o "arquivo mental" foi por causa da história. A imortalidade! O derradeiro Santo Graal da Humanidade. Imortais, um prémio final, decapitações e uma história cheia de flashbacks ao longo de centenas de anos, tudo muito bem misturado e com muito nexo. Russell Mulcahy fez quase um videoclip gigant , muito bem ritmado, com excelentes imagens e muito bem misturadas com uma banda sonora portentosa. Depois, foi por causa dos efeitos. Na altura, foram um fenómeno. Eram outros tempos. Já vi um documentário sobre os efeitos especiais do filme e faziam-se coisas que seriam impensáveis hoje em dia. Algumas das cenas de espadas em que saltam raios... são mesmo raios! Os técnicos ligavam as espadas a baterias e quando estas se tocavam faziam arcos eléctricos. É inacreditável. A gigantesca explosão de vidros no beco, é mesmo uma explosão de vidros... Não haviam computadores nem efeitos digitais mas se as coisas tinham de acontecer... tinham de acontecer.
Como sempre, para além da história, é preciso que os filmes tenham actores em condições. Logo à partida, Sean Connery. É preciso dizer mais? Um lenda viva. Pode parecer estranho ver o Sean Connery de kilt em vez de smoking, mas de alguma forma estranha, acaba por estar perfeito. Mas o papel principal é de facto de Christopher Lambert, que contariamente ao que pensava, não é um actor americano, mas sim essencialmente francês. Descobri que apesar de ter nascido na América, emigrou para a Suiça muito novo e falava francês... Na realidade, aquele sotaque estranho que tem no filme, deriva precisamente do facto de andar a aprender a falar inglês. Isto é uma vantagem para as versões dobradas, porque na versão francesa é o Christopher Lambert a dobrar-se a ele próprio... Estranho, não é? Mas ainda há, entre outros, James Cosmo, Jon Polito, Alan North, Roxanne Hart e Beatie Edney, mais uns eternos secundários. Mas não podia deixar de desatacar Clancy Brown, "o" Kurgan. Na altura, esta personagem metia-me verdadeiramente medo. O gajo, para além de parecer gigantesco, era assustador. É um dos melhores maus da fita de sempre com grandes deixas.
E para finalizar, os Queen. Uma banda sonora inteira dos Queen eleva qualquer filme e não é um qualquer filme que tem uma banda sonora especificamente criada pelos Queen. E não foram quaisquer musicazinhas... foram hits internacionais como Princes Of The Universe, Hammer To Fall, A Kind Of Magic e Who Wants To Live Forever, uma das minhas cenas favoritas de todo o filme e uma das melhores músicas de sempre dos Queen.
Apesar de tudo, Highlander não foi nenhum sucesso imediato de bilheteira. Ao longo dos tempos foi ganhando fãs até chegar ao ponto de hoje em dia, ser praticamente um filme de culto. Não é um fenómeno isolado. Acontece muitas vezes. Como tal, era suposto que Highlander ficasse por aqui. Na realidade, não foi isso que aconteceu. Uns anos depois surgiu uma sequela, que apesar de ridícula teve mais sucesso na bilheteira que este filme. Vá-se lá perceber o gosto do público. Aainda teve mais outro filme e mais umas séries na TV. Gerou todo um novo universo de imortais e histórias de continuidade. Pensando bem, isto não faz sentido nenhum porque em teoria tudo acabou quando o Connor MacLeod matou o último imortal e recebeu o tão almejado "Prémio". O que se passou a seguir na mitologia Highlander só confirma toda a lógica deste filme: só final só poderá haver apenas um... Certíssimo. ●●●●○
Uma série de eventos leva a que o executivo Nick Halloway (Chevy Chase) fique acidentalmente invisível. Apercebendo-se do potencial para suas as investigações, David Jenkins (Sam Neill) um obstinado agente da CIA persegue-o sem tréguas. Nick recorre à ajuda de Alice Monroe (Daryl Hannah) para permanecer em fuga. Em termos gerais, é esta a história de Memoirs of an Invisible Man. Vindo de quem vem, o filme deveria chamar-se John Carpenter's Memoirs of an Invisible Man. Mas nota-se que este não é um filme do John Carpenter. É mais um filme do Chevy Chase. Está mais a tombar para o romance cómico do que para a ficção científica. O guião pega na temática do homem invisível mas leva o filme noutra direcção completamente diferente.
Se tivesse que escolher uma palavra para classificar este filme acho que seria... difuso. Tal como as moléculas do Nick Halloway, tudo no filme parece desagregado e fora do sítio. O Carpenter a fazer uma espécie de comédia. O Chase a fazer uma espécie de ficção científica. No geral, nem parece uma coisa nem outra. Faz-me lembrar aqueles filmes que são para adultos mas têm demasiada fantasia ou aqueles outros que são para crianças mas são demasiado assustadores e depois não agradam ao público dos miúdos nem dos graúdos. Este Memoirs of an Invisible Man sofre do mesmo mal. Demasiadas cabeças a pensar (e a mandar) normalmente causam tantos danos como muito poucas. Até eu já começo a ficar meio confuso com isto... Adiante.
Chevy Chase, um gajo que nunca foi propriamente do meu agrado, e que normalmente está associado à comédia de palhaçada, aparece aqui mais comedido e mais sério. A Daryl Hannah estava no apogeu de tudo, e portanto não preciso de dizer mais nada. E o Sam Neil é um daqueles gajos que dispensa apresentações e que simplesmente nunca está mal.
Memoirs of an Invisible Man não é um clássico, mas é um filme que me ficou na memória. Em 1992 não havia assim tantos filmes de efeitos especiais aceitáveis e os que havia eram sempre bem-vindos. Mas apesar do pessoal dos efeitos se ter esmerado, já na altura, Memoirs of an Invisible Man pareceu algo fora de tempo, como se tivesse sido feito uns anos antes. Gosto sempre de rever o Memoirs of an Invisible Man, mas é apenas por puro saudosismo. ●●○○○
Se tivesse que escolher uma palavra para classificar este filme acho que seria... difuso. Tal como as moléculas do Nick Halloway, tudo no filme parece desagregado e fora do sítio. O Carpenter a fazer uma espécie de comédia. O Chase a fazer uma espécie de ficção científica. No geral, nem parece uma coisa nem outra. Faz-me lembrar aqueles filmes que são para adultos mas têm demasiada fantasia ou aqueles outros que são para crianças mas são demasiado assustadores e depois não agradam ao público dos miúdos nem dos graúdos. Este Memoirs of an Invisible Man sofre do mesmo mal. Demasiadas cabeças a pensar (e a mandar) normalmente causam tantos danos como muito poucas. Até eu já começo a ficar meio confuso com isto... Adiante.
Chevy Chase, um gajo que nunca foi propriamente do meu agrado, e que normalmente está associado à comédia de palhaçada, aparece aqui mais comedido e mais sério. A Daryl Hannah estava no apogeu de tudo, e portanto não preciso de dizer mais nada. E o Sam Neil é um daqueles gajos que dispensa apresentações e que simplesmente nunca está mal.
Memoirs of an Invisible Man não é um clássico, mas é um filme que me ficou na memória. Em 1992 não havia assim tantos filmes de efeitos especiais aceitáveis e os que havia eram sempre bem-vindos. Mas apesar do pessoal dos efeitos se ter esmerado, já na altura, Memoirs of an Invisible Man pareceu algo fora de tempo, como se tivesse sido feito uns anos antes. Gosto sempre de rever o Memoirs of an Invisible Man, mas é apenas por puro saudosismo. ●●○○○
O piloto Hal Jordan é um desordeiro natural e vai contra todas as ordens, como é normal na caracterização dos anti-heróis. Tal como acontece nos filmes de super-heróis, Hal faz um achado que o leva a ter super-poderes, neste caso um anel verde. Podiam ter sido raios gama, uma aranha atómica ou outra coisa qualquer. Não interessa. O que interessa é que o herói, tal como todos os guiões de filmes de super-heróis, segue o mesmo padrão até ao final: herói ganha poderes; herói aprende a dominar poderes; o mau aparece mas já com poderes dominados; o herói não quer os poderes: o mau magoa os amigos do herói: o herói finalmente usa os poderes para matar o mau. O agora super-herói fica com a rapariga. Depois do filme acabar, o mau mexe um músculo do dedo mindinho para mostrar que o super-herói vai regressar para a sequela. Bem, na realidade, esta parte do dedo mindinho não está no filme. Sou só eu a dramatizar, mas costuma ser prática comum.
Ryan Reynolds faz de Green Lantern e é obrigado a humilhar-se com aquela máscara ridícula. Não sei se foi por causa da máscara, mas Reynolds publicamente detestou e criticou o filme e isso nota-se. Nos dois Deadpool em que participou já são célebres as piadas auto-infligidas. Em termos dos outros actores, é um grande casting de bons nomes (Blake Lively, Peter Sarsgaard, Mark Strong, Tim Robbins entre outros), mas como sempre acontece neste tipo de filmes, estão todos em serviços mínimos. O actor principal é a acção, os secundários são os efeitos especiais.
Na cadeira do realizador esteve Martin Campbell, um gajo que até admiro por ter feito, por exemplo, o Casino Royale (talvez um dos melhores James Bond...) Mas o que dizer aqui? Não sei responder. Não estava à vontade no género de filme de super-heróis? Terá sido o tal problema on set com o Ryan Reynolds? Interferência do estúdio no cut final? Faltou-lhe a inspiração? É uma dúvida que vai permanecer...
Green Lantern é igual a tudo o resto no mundo dos filmes de super-heróis. A história e o desfecho são iguais aos outros. Tudo é igual e previsível. É absolutamente maçador. ●○○○○
Ryan Reynolds faz de Green Lantern e é obrigado a humilhar-se com aquela máscara ridícula. Não sei se foi por causa da máscara, mas Reynolds publicamente detestou e criticou o filme e isso nota-se. Nos dois Deadpool em que participou já são célebres as piadas auto-infligidas. Em termos dos outros actores, é um grande casting de bons nomes (Blake Lively, Peter Sarsgaard, Mark Strong, Tim Robbins entre outros), mas como sempre acontece neste tipo de filmes, estão todos em serviços mínimos. O actor principal é a acção, os secundários são os efeitos especiais.
Na cadeira do realizador esteve Martin Campbell, um gajo que até admiro por ter feito, por exemplo, o Casino Royale (talvez um dos melhores James Bond...) Mas o que dizer aqui? Não sei responder. Não estava à vontade no género de filme de super-heróis? Terá sido o tal problema on set com o Ryan Reynolds? Interferência do estúdio no cut final? Faltou-lhe a inspiração? É uma dúvida que vai permanecer...
Green Lantern é igual a tudo o resto no mundo dos filmes de super-heróis. A história e o desfecho são iguais aos outros. Tudo é igual e previsível. É absolutamente maçador. ●○○○○
Vi umas cenas promocionais do Gemini Man e imediatamente pus o filme de parte. Para mim era obviamente mais uma chachada de acção que não acrescentaria nada de novo ao reportório. No entanto, o nome de Ang Lee suscitou-me dúvidas. Depois de ver o Hulk e The Life of Pi já não dissocio tanto o Ang Lee dos efeitos especiais. Hoje, parece-me um gajo bastante à vontade para fazer um filme de efeitos. Mas um filme de acção? Com efeitos e porrada? Humm... Isso já era um pouco de desconfiar. Mas sendo assim, lá fui ver o Gemini Man apenas e só por curiosidade. De facto, é um filme de efeitos especiais, acção e porrada, a lembrar um pouco uma espécie de James Bond, mas pouco mais do isso. Já ia tão desconfiado que sinceramente foi melhor do que imaginei. Não há como ir ver um filme com as expectativas muito baixas... Ainda assim é estranho ver figuras totalmente digitais a contracenar com actores reais. E quando digo, totalmente digitais, estou a referir-me a personagens humanas reais, tipo o Will Smith, 30 anos mais novo em versão digital. Os efeitos especiais já evoluíram muito, mas para um olho treinado, ainda há uns pequeníssimos pormenores que denunciam o cambalacho digital. Mas tenho de admitir que falta muito pouco para nem sequer se notar a diferença. Nesse aspecto, acho que novamente, mais que melhorar o cinema está-se a abrir um precedente perigoso. Bem, não lhe chamaria perigoso, mas sim um precedente estranho. Basta pensar no panorama actual. Neste momento, parece que o cinema (e quando digo cinema, estou a referir-me ao cinema de grande público/blockbuster) entrou num loop de sequelas, reboots e remakes intermináveis. Trocam-se os actores e todo o restante esquema não mexe. Agora basta imaginar o que é que aconteceria se se retirar os actores de carne e osso da equação. É um loop eterno, mas sem a necessidade de trocar os actores porque eles são eternamente jovens, eternamente versáteis, eternamente disponíveis e eternamente ubíquos. Se isto não acontecer será apenas por questões meramente contratuais entre estúdios. Isto pode ser um grande negócio para os estúdios, mas quando assim acontece, normalmente a qualidade baixa e muito. Como é o caso do actual panorama que parece ter sido disneyficado, massificado, industrializado e outras coisas acabadas em "ado" que apenas lembram produtos de consumo de plástico e descartáveis. Bem, estou novamente a divagar. Vou deixar estas questões técnicas para outra ocasião. Voltando ao Gemini Man.
Não sendo totalmente banal, também não deixa de ser esquecível ou de sofrer dos mesmos males típicos deste género de filmes. A diferença é mesmo a mão mais sensível do Ang Lee que suaviza a acção e consegue dar um pouco mais de tempo para as personagens "respirarem". Mas não faz milagres, até porque existem as personagens de Mary Elizabeth Winstead e Clive Owen mas estão tão secundarizadas pela acção que acabam por desaparecer da história. Por isso, Gemini Man acaba por ser um pouco melhor que o normal, mas no geral acaba por ser tão esquecível quanto os outros do mesmo género. ●●○○○
Não sendo totalmente banal, também não deixa de ser esquecível ou de sofrer dos mesmos males típicos deste género de filmes. A diferença é mesmo a mão mais sensível do Ang Lee que suaviza a acção e consegue dar um pouco mais de tempo para as personagens "respirarem". Mas não faz milagres, até porque existem as personagens de Mary Elizabeth Winstead e Clive Owen mas estão tão secundarizadas pela acção que acabam por desaparecer da história. Por isso, Gemini Man acaba por ser um pouco melhor que o normal, mas no geral acaba por ser tão esquecível quanto os outros do mesmo género. ●●○○○
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Ora mais uma moedinha, mais uma volta no carrossel da diversão! Spider-Man: Far from Home é mais como um ingresso para o parque de diversões da Disney/Marvel. Ultimamente, quando vejo este tipo de produções, de certa forma, fico com a sensação que a Disney começou a tratar os filmes da mesma forma como produz os divertimentos dos parques de diversões. Mudam uma luzinhas, põe-se mais uma personagem, tira-se outra, aperta-se uns parafusos, põe-se uma coisita inesperada aqui e ali... e está feito. Mais umas centenas de milhões no papo.
A mando do estúdio, Jon Watts dirige com diligência o pessoal do costume: Tom Holland, Samuel L. Jackson e Marisa Tomei nos papéis centrais, Jake Gyllenhaal aparece para ir buscar o cachet milionário enquanto finge que é um vilão, Zendaya está lá para fazer a ligação entre a audiência dos canais infantis e o agora supervisor executivo da Disney, Jon Favreau.
O mesmo esquema de produção, o mesmo esquema de representação, a mesma história de sempre. Em equipa que factura não se mexe, por isso, ver este Spider-Man: Far from Home é o mesmo que ver outro Spider-Man / filme Disney/Marvel qualquer. É um produto industrial que sabe sempre igual. Para os fãs deve ser uma maravilha, para os restantes amantes do cinema, a seca do costume. Pelo menos assume o que é: um produto de entretenimento para miúdos. É bom para se ver quando não apetece ver nada em particular... A saturação do mercado com este tipo de produtos torna este filme pior que o primeiro. ●○○○○
A mando do estúdio, Jon Watts dirige com diligência o pessoal do costume: Tom Holland, Samuel L. Jackson e Marisa Tomei nos papéis centrais, Jake Gyllenhaal aparece para ir buscar o cachet milionário enquanto finge que é um vilão, Zendaya está lá para fazer a ligação entre a audiência dos canais infantis e o agora supervisor executivo da Disney, Jon Favreau.
O mesmo esquema de produção, o mesmo esquema de representação, a mesma história de sempre. Em equipa que factura não se mexe, por isso, ver este Spider-Man: Far from Home é o mesmo que ver outro Spider-Man / filme Disney/Marvel qualquer. É um produto industrial que sabe sempre igual. Para os fãs deve ser uma maravilha, para os restantes amantes do cinema, a seca do costume. Pelo menos assume o que é: um produto de entretenimento para miúdos. É bom para se ver quando não apetece ver nada em particular... A saturação do mercado com este tipo de produtos torna este filme pior que o primeiro. ●○○○○
Este Suspiria de Dario Argento é um filme que já queria ver há muito tempo. Desde o tempo em que "vivia" em video clubes que Suspiria era um filme no topo da minha lista de filmes obrigatórios para ver. Muito cedo me "especializei" nos filmes de terror porque aliavam o "salto" inesperado na cadeira com a magia do cinema que eram os efeitos especiais. Naquela altura de teenager desmiolado não haviam muitos blockbusters de "acção e efeitos" daí que essa lacuna era preenchida essencialmente com os filmes de terror. Como em tudo na vida, havia os bons e os maus, e no caso específico do terror, que é muito mais polarizado em termos de qualidade, existiam os péssimos e os óptimos filmes. Dentro dos óptimos filmes de terror, há uma classe muito específica que são aqueles poucos que ficam para a história. Pode parecer estranho dizer isto, mas desde muito cedo percebi que os filmes de terror estão numa classe à parte dos restantes. Logo à partida porque não são coisas agradáveis de ver. Sejam do tipo sobrenatural, slasher ou gore, este filmes não são muito apelativos. Quer dizer, são apelativos, mas é a um nível visceral, muito primitivo e quase instintivo. É como parar para ver um acidente. Imagino mais ou menos o que leva as outras pessoas a meterem-se numa sala de cinema para ver coisas horrendas, mas no meu caso era 20% excitação primitiva, 80% movie magic, que é como quem diz, queria ver como faziam os efeitos especiais, como é que aquilo funciona, como é que se escondia a parafernália técnica para as cenas parecerem reais. Bem... acho que estou a divagar novamente.
Voltando ao Suspiria. Este é um dos filmes que está sempre mencionado como filme obrigatório para qualquer fã do género de terror, e não só. É sempre considerado uma obra prima, um filme de qualidade superior, algo totalmente inovador e ao mesmo tempo aterrador. Numa reposição da RTP2, finalmente tive a oportunidade de vê-lo. Obviamente foi uma decepção, mas já era mais ou menos esperado. Tenho perfeita noção que algumas coisas funcionam no tempo e no espaço certo. Fora do "ambiente" de estreia simplesmente a coisa perde valor. É por isso que na minhas classificações tomo em conta o factor "tempo" e como ele afecta a qualidade de um filme. Sendo um filme dos anos 70, de génese "italiana" e ainda por cima de terror, já sabia que o impacto que teria em mim (na actualidade) nunca seria o mesmo se o visse quanto tinha 15 anos. E confirmou-se.
Há de facto muitos méritos em Suspiria, a começar pela história estranha e original de uma bailarina americana que vai frequentar uma reputada academia alemã de dança, apenas para descobrir que tudo é uma fachada para esconder um bando de bruxas sedentas de sangue... De certa forma, consigo recolocar-me nos anos 70 e avaliar o filme dessa perspectiva no tempo. A história, a ambiência, o uso das corres vividas (e berrantes) e os efeitos especiais comparado com outros filmes da mesma altura estão de facto numa nível diferente e superior. Tudo é muito mais polido do que era normal nos filmes de terror da época. O trabalho de câmara de Argento, por exemplo, é algo que ainda se destaca em comparação com muitas produções actuais. Isto é o positivo, mas por outro lado, aquela música hiper-irritante dos Goblin, o gore extremo típico dos "italianos" dos anos 70 e aquele sangue pastoso cor de groselha estragam tudo o que de bom o filme tem.
Jessica Harper, Joan Bennett, Stefania Casini e um dos meus gajos preferidos de todos os tempos, Udo Kier, acabam por se tornar secundários às mãos de Argento. O ênfase está tão relacionado com a tensão, a música e a estética que os actores acabam por ficar reféns dessa técnica. Para mim, foi outro ponto negativo. Se tivesse visto Suspiria no tempo certo, muito provavelmente teria outra opinião, mas as coisas são o que são. Ainda assim é um filme que recomendaria, mas apenas para críticos e verdadeiros amantes de cinema. ●●●○○
Voltando ao Suspiria. Este é um dos filmes que está sempre mencionado como filme obrigatório para qualquer fã do género de terror, e não só. É sempre considerado uma obra prima, um filme de qualidade superior, algo totalmente inovador e ao mesmo tempo aterrador. Numa reposição da RTP2, finalmente tive a oportunidade de vê-lo. Obviamente foi uma decepção, mas já era mais ou menos esperado. Tenho perfeita noção que algumas coisas funcionam no tempo e no espaço certo. Fora do "ambiente" de estreia simplesmente a coisa perde valor. É por isso que na minhas classificações tomo em conta o factor "tempo" e como ele afecta a qualidade de um filme. Sendo um filme dos anos 70, de génese "italiana" e ainda por cima de terror, já sabia que o impacto que teria em mim (na actualidade) nunca seria o mesmo se o visse quanto tinha 15 anos. E confirmou-se.
Há de facto muitos méritos em Suspiria, a começar pela história estranha e original de uma bailarina americana que vai frequentar uma reputada academia alemã de dança, apenas para descobrir que tudo é uma fachada para esconder um bando de bruxas sedentas de sangue... De certa forma, consigo recolocar-me nos anos 70 e avaliar o filme dessa perspectiva no tempo. A história, a ambiência, o uso das corres vividas (e berrantes) e os efeitos especiais comparado com outros filmes da mesma altura estão de facto numa nível diferente e superior. Tudo é muito mais polido do que era normal nos filmes de terror da época. O trabalho de câmara de Argento, por exemplo, é algo que ainda se destaca em comparação com muitas produções actuais. Isto é o positivo, mas por outro lado, aquela música hiper-irritante dos Goblin, o gore extremo típico dos "italianos" dos anos 70 e aquele sangue pastoso cor de groselha estragam tudo o que de bom o filme tem.
Jessica Harper, Joan Bennett, Stefania Casini e um dos meus gajos preferidos de todos os tempos, Udo Kier, acabam por se tornar secundários às mãos de Argento. O ênfase está tão relacionado com a tensão, a música e a estética que os actores acabam por ficar reféns dessa técnica. Para mim, foi outro ponto negativo. Se tivesse visto Suspiria no tempo certo, muito provavelmente teria outra opinião, mas as coisas são o que são. Ainda assim é um filme que recomendaria, mas apenas para críticos e verdadeiros amantes de cinema. ●●●○○
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Uns teenagers tekkies estão a fazer coisas de teenagers tekkies quando são surpreendidos por uma invasão alienígena. Como os extra-terrestres estão relacionados com a manipulação da energia eléctrica (ou algo semelhante?!?), os miúdos transformam-se nos rambos-sobreviventes-heróis do filme, porque que são todos "tecnológicos" e sabem imenso do assunto, o que diga-se é uma sorte do caraças. Ainda dizem que aquelas aulas de electrotecnia não serviam para nada... Obviamente que vão morrendo conforme o grau de hierarquia, do mais secundário até quase ao personagem principal, mas tudo bem...
The Darkest Hour é um autêntico filme sy-fy mesmo antes de existir o termo "filme sy-fy". Por favor não confundir com o outro filme também chamado Darkest Hour, protagonizado pelo Gary Oldman; este tem um "The" antes do título... Portanto, THE Darkest Hour é um filme de ficção científica de baixo orçamento filmado na Rússia, mas que assenta no mesmo modelo de história e desenvolvimento dos restantes colegas das grandes produções americanas. Aqui o que muda é para pior, no realizador tarefeiro de estúdio (Chris Gorak), na qualidade do actores (Emile Hirsch, Olivia Thirlby, Max Minghella, Rachael Taylor) e especialmente na qualidade dos efeitos especiais. Estou a ser mauzinho... Os efeitos até nem são assim tão maus. O filme no geral é que é, mas vai tudo no mesmo "pacote"... Tal como os irmãos mais "ricos" e apesar de não ser completamente horrível, é filme que se vê e se esquece rapidamente. E foi exactamente o que aconteceu... Ha!! Já me esquecia de uma coisa importante! É em 3D. Muito importante este pormenor. ●○○○○
PS: Para quem desconhece o termo (criei-o há muito pouco tempo), tekkie é uma pessoa cuja filosofia e modo de vida, assim como a religião, se resume à mais recente tecnologia, relegando tudo o resto para um plano secundário e inferior. Este é um conceito novo e ainda pouco desenvolvido (foi mesmo agora) mas voltarei a ele mais tarde ou quando for oportuno...
The Darkest Hour é um autêntico filme sy-fy mesmo antes de existir o termo "filme sy-fy". Por favor não confundir com o outro filme também chamado Darkest Hour, protagonizado pelo Gary Oldman; este tem um "The" antes do título... Portanto, THE Darkest Hour é um filme de ficção científica de baixo orçamento filmado na Rússia, mas que assenta no mesmo modelo de história e desenvolvimento dos restantes colegas das grandes produções americanas. Aqui o que muda é para pior, no realizador tarefeiro de estúdio (Chris Gorak), na qualidade do actores (Emile Hirsch, Olivia Thirlby, Max Minghella, Rachael Taylor) e especialmente na qualidade dos efeitos especiais. Estou a ser mauzinho... Os efeitos até nem são assim tão maus. O filme no geral é que é, mas vai tudo no mesmo "pacote"... Tal como os irmãos mais "ricos" e apesar de não ser completamente horrível, é filme que se vê e se esquece rapidamente. E foi exactamente o que aconteceu... Ha!! Já me esquecia de uma coisa importante! É em 3D. Muito importante este pormenor. ●○○○○
PS: Para quem desconhece o termo (criei-o há muito pouco tempo), tekkie é uma pessoa cuja filosofia e modo de vida, assim como a religião, se resume à mais recente tecnologia, relegando tudo o resto para um plano secundário e inferior. Este é um conceito novo e ainda pouco desenvolvido (foi mesmo agora) mas voltarei a ele mais tarde ou quando for oportuno...
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Os fãs estavam a ressacar e pediam qualquer coisa minimamente ligada aos X-men, por isso os estúdios fizeram a vontade. Dark Phoenix é mais uma entrega Marvel do Universo X-Men... repleta de nada. Valem os momentos iniciais pela cena do acidente de carro que mostra os poderes da moça que há-de ser a Phoenix. E depois não há mais nada a não ser uma narrativa repetitiva e totalmente infantil recheada de escusadas cenas de acção com efeitos especiais. É inacreditável.
Este 1 (um) de classificação é mais uma vez pelos aspectos técnicos. Mas também é única coisa que o filme tem. O resto é de uma banalidade infantil tão grande que é indescritível. É penosamente previsível e sempre a mesma coisa, vez após vez. Basta ver que o realizador, Simon Kinberg é essencialmente um produtor (dos outros X-Men) e nem tem experiência na "cadeira". Bem, estes filmes também são praticamente todos feitos em pós-produção e nos estúdio de CGI, por isso, um homem na cadeira a realizar já nem sequer faz muito sentido... Já não se aguenta esta industrialização. Para além disso, numa perspectiva de seguimento da "franquia" não faz sentido nenhum. Pelo menos é coerente nesse aspecto: estes filmes cada vez mais fazem menos sentido. Existem pura e simplesmente para alimentar a mente ávida de efeitos especiais dos "fanáticos". Até os actores (James McAvoy, Michael Fassbender, Jessica Chastain, Jennifer Lawrence, Sophie Turner) já parecem cansados de fazer estes papéis e de encarnar estas personagens. Nota-se que estão ali apenas e só pelos cachets milionários, o que diga-se, é completamente compreensível. Eu, por exemplo, no papel do Fassbender só mesmo por um balúrdio é que dava a cara por esta coisa infantilóide. Espera-se o seguimento da história, a sequela, a prequela, mais bonés, chávenas de pequeno-almoço e lancheiras para os miúdos poderem levar ao festival do Panda... ●○○○○
Este 1 (um) de classificação é mais uma vez pelos aspectos técnicos. Mas também é única coisa que o filme tem. O resto é de uma banalidade infantil tão grande que é indescritível. É penosamente previsível e sempre a mesma coisa, vez após vez. Basta ver que o realizador, Simon Kinberg é essencialmente um produtor (dos outros X-Men) e nem tem experiência na "cadeira". Bem, estes filmes também são praticamente todos feitos em pós-produção e nos estúdio de CGI, por isso, um homem na cadeira a realizar já nem sequer faz muito sentido... Já não se aguenta esta industrialização. Para além disso, numa perspectiva de seguimento da "franquia" não faz sentido nenhum. Pelo menos é coerente nesse aspecto: estes filmes cada vez mais fazem menos sentido. Existem pura e simplesmente para alimentar a mente ávida de efeitos especiais dos "fanáticos". Até os actores (James McAvoy, Michael Fassbender, Jessica Chastain, Jennifer Lawrence, Sophie Turner) já parecem cansados de fazer estes papéis e de encarnar estas personagens. Nota-se que estão ali apenas e só pelos cachets milionários, o que diga-se, é completamente compreensível. Eu, por exemplo, no papel do Fassbender só mesmo por um balúrdio é que dava a cara por esta coisa infantilóide. Espera-se o seguimento da história, a sequela, a prequela, mais bonés, chávenas de pequeno-almoço e lancheiras para os miúdos poderem levar ao festival do Panda... ●○○○○
Vi o Clash of the Titans (o original de 1981) numa matiné infantil, quando ainda era... infantil. Muito infantil. Tinha acabado de entrar na primária. Foi há tanto tempo que sinceramente já não me lembro de nada. Lembro-me que o herói era o Perseu e que tinha de salvar a princesa (Andrómeda) do malvado monstro (Kraken) e da Medusa com os seus cabelos de serpentes. Mas o que me lembro melhor é de ficar completamente pasmado com os efeitos especiais que na altura eram em stop motion animation. É preciso dizer que estes efeitos especiais "rídiculos" era do mais avançado existente na altura. E eram a verdadeira magia do cinema! Tanto assim era que pouco depois entrei num frenesim de moldagem com plasticinas para tentar fazer igual, mas infelizmente os "bonecos" não se mexiam... Lembro-me perfeitamente dos monstros: os escorpiões gigantes, o cão com as duas cabeças, o Kraken e a Medusa. E ainda havia mais, mas já não me lembro bem do que era. Na altura nem sequer sabia quem era os actores. Para mim eram todos desconhecidos. Mais tarde percebi que uns eram kitsch (Harry Hamlin), uns apareciam nos cartazes mas nunca falavam (Ursula Andress) e outros eram mesmo bons actores (Laurence Olivier, Claire Bloom e Maggie Smith). Tal como hoje acontece, o realizador não era propriamente uma peça muito importante do processo e normalmente cabia essa função a um "empregado" mais dotado tecnicamente como é o caso de Desmond Davis.
Clash os the Titans é uma relíquia. Uma peça já considerada arqueológica da história do cinema. Apesar de terem sido os alicerces dos modernos blockbusters actuais, estes filmes mais antigolas são algo totalmente distinto. A cinematografia é diferente, a música é diferente, o marketing e os cartazes eram diferentes, os actores comportavam-se e falavam de forma diferente e até a própria estrutura narrativa era diferente do actual. O cinema evoluiu tanto, humana, técnica e profissionalmente, que um filme destes (e não é assim tão antigo) é quase incompreensível aos olhos de um espectador dos dias actuais. Para mim, é apenas história e... puro saudosismo... Ha! E já que aqui estou, um grande cumprimento para o sr. Ray Harryhausen, um mestre incontestável dos efeitos especiais e um nome mítico do cinema. Gostava de ter estado consigo durante umas horas para me ensinar e ajudar a fazer aqueles monstros em plasticina mexerem-se como nos filmes... Clash of the Titans é um filme épico, cheio de acção e magia que ficou para a História do Cinema. ●●●●○
Clash os the Titans é uma relíquia. Uma peça já considerada arqueológica da história do cinema. Apesar de terem sido os alicerces dos modernos blockbusters actuais, estes filmes mais antigolas são algo totalmente distinto. A cinematografia é diferente, a música é diferente, o marketing e os cartazes eram diferentes, os actores comportavam-se e falavam de forma diferente e até a própria estrutura narrativa era diferente do actual. O cinema evoluiu tanto, humana, técnica e profissionalmente, que um filme destes (e não é assim tão antigo) é quase incompreensível aos olhos de um espectador dos dias actuais. Para mim, é apenas história e... puro saudosismo... Ha! E já que aqui estou, um grande cumprimento para o sr. Ray Harryhausen, um mestre incontestável dos efeitos especiais e um nome mítico do cinema. Gostava de ter estado consigo durante umas horas para me ensinar e ajudar a fazer aqueles monstros em plasticina mexerem-se como nos filmes... Clash of the Titans é um filme épico, cheio de acção e magia que ficou para a História do Cinema. ●●●●○
Pergunto-me quantas vezes mais vão pegar na história do herói com amnésia e que depois de recuperar a memória vai se vingar do fulano que lhe fez mal... É que já chateia ver sempre as mesmas histórias. Mesmo que o guião seja da autoria do James Cameron e a realização seja do Robert Rodriguez, a sensação que fica é de um enorme deja vu.
Rosa Salazar, Christoph Waltz, Jennifer Connelly, Mahershala Ali e um dos meus actores preferidos da actualidade, Jackie Earle Haley andam por aqui, esforçam-se imenso para ter "tempo de antena" de qualidade, mas não faz muita diferença. O filme é flat em termos de história porque todo o foco de atenção foi nitidamente virado para os espectaculares efeitos especiais que dão vida à cyborg Alita e aos seus movimentos. Os cenários futuristas estão muito pouco desenvolvidos e explorados e tudo se resume a cyborgs ou pessosa com implantes cibernéticos em CGI. Muito fraquinho. É um reflexo moderno do poderio do CGI: parece que quanto mais fácil é fazer efeitos especiais, mais difícil é construir uma história de jeito para os suportar... Alita: Battle Angel é visível, mas demasiado previsível. Até no pormenor do final em aberto para a sequela e respectiva franchise. Havia aqui muita acção para explorar e muitas histórias para desenvolver. Ficou um pouco da acção e foi-se a história. Tornou-se assim apenas mais um filme banal de entretenimento... Parece quase um filme de "desenhos animados". Um desperdício total. ●○○○○
Rosa Salazar, Christoph Waltz, Jennifer Connelly, Mahershala Ali e um dos meus actores preferidos da actualidade, Jackie Earle Haley andam por aqui, esforçam-se imenso para ter "tempo de antena" de qualidade, mas não faz muita diferença. O filme é flat em termos de história porque todo o foco de atenção foi nitidamente virado para os espectaculares efeitos especiais que dão vida à cyborg Alita e aos seus movimentos. Os cenários futuristas estão muito pouco desenvolvidos e explorados e tudo se resume a cyborgs ou pessosa com implantes cibernéticos em CGI. Muito fraquinho. É um reflexo moderno do poderio do CGI: parece que quanto mais fácil é fazer efeitos especiais, mais difícil é construir uma história de jeito para os suportar... Alita: Battle Angel é visível, mas demasiado previsível. Até no pormenor do final em aberto para a sequela e respectiva franchise. Havia aqui muita acção para explorar e muitas histórias para desenvolver. Ficou um pouco da acção e foi-se a história. Tornou-se assim apenas mais um filme banal de entretenimento... Parece quase um filme de "desenhos animados". Um desperdício total. ●○○○○
Forrest Gump! O que dizer? É um filme perfeito a todos os níveis. É a simplicidade total aliada à genialidade. Nada a apontar. É comovente, inocente, verdadeiro e inspirador. Faz chorar e faz rir. É tão completo quanto uma vida inteira. Uma verdadeira obra-prima. Irrepreensível a todos os níveis. Não tenho mais adjectivos. Em 1994, Robert Zemeckis tinha nas mãos tecnologia digital de ponta e podia, se quisesse, ter feito uma treta qualquer com dragões ou extraterrestres. Mas como é um dos melhores realizadores de sempre (apesar de ninguém o considerar), pegou nessas novas técnicas de filmar e decidiu mostrar os momentos mais marcantes da história dos Estados Unidos nas últimas décadas do século XX. E fê-lo através do olhar e da vida de Forrest Gump. Há quem considere a personagem de Gump como deficiente, autista ou simplesmente um gajo com QI muitíssimo baixo. Acho que não interessa a distinção. Para mim, Forrest Gump, mais que uma personagem assim ou assado, é um símbolo. Um símbolo de generosidade sem esperar retribuição, um símbolo de uma inocência perdida, um símbolo de um tipo de personagem quotidiana que se perdeu no tempo e que já só existe numa certa memória colectiva do passado. E este símbolo, mais do que dar a sua perspectiva diferente dos acontecimentos que toda a gente conhece, transformou Forrest Gump (o filme) num verdadeiro conto moral moderno. Aquelas pessoas no banco, enquanto esperam pelo autocarro, somos nós, as pessoas normais, sou eu, o gajo normal, endurecido pela acelerada e desumanizada vida moderna, a ser confrontado com aquela personagem antiga, aquela visão deturpada mas terna, aquela inocência perdida de um tempo áureo que já não existe. É como quando uma pessoa olha para trás, mesmo para os momentos piores da vida e parece que o que vem imediatamente à cabeça são aquelas partes melhores e mais cómicas... faço-me entender? Se calhar não... Pelo menos, foi o que eu senti na altura, e é o que ainda sinto, quando revejo o Forrest Gump.
Para todos os efeitos, Tom Hanks "é" o Forrest Gump. Zemeckis pode ser a mente de Gump, mas Tom Hanks é que lhe deu corpo, vida e alma. Sally Field, Robin Wright e Gary Sinise podem estar impecáveis, mas Tom Hanks é decididamente o rei da fita. Uma das suas melhores interpretações, se não mesmo a melhor de todas. Forrest Gump é um dos meus filmes preferidos de sempre. Para mim é uma obra-prima moderna, repleta de momentos comoventes, extraordinários e memoráveis. Simplesmente épico e brilhante a todos o níveis. Não só é super-recomendado, como o considero obrigatório. ●●●●●
Para todos os efeitos, Tom Hanks "é" o Forrest Gump. Zemeckis pode ser a mente de Gump, mas Tom Hanks é que lhe deu corpo, vida e alma. Sally Field, Robin Wright e Gary Sinise podem estar impecáveis, mas Tom Hanks é decididamente o rei da fita. Uma das suas melhores interpretações, se não mesmo a melhor de todas. Forrest Gump é um dos meus filmes preferidos de sempre. Para mim é uma obra-prima moderna, repleta de momentos comoventes, extraordinários e memoráveis. Simplesmente épico e brilhante a todos o níveis. Não só é super-recomendado, como o considero obrigatório. ●●●●●
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Depois de andar a dar umas voltas pelo Universo, a tripulação da USS Enterprise é atacada e presa num planeta desconhecido. Ainda não sabem, mas o culpado é o Idris Elba. Deviam ter visto os outros filmes, porque tal como o episódio anterior, isto é uma cópia mais ou menos surrupiada de um episódio da série de filmes anterior. Seja como for, Shatner, Nimoy,... perdão!..., Kirk, Spock e restante tripulação têm de fugir do planeta e salvar novamente a Federação dos Planetas Unidos. E assim se chega a Star Trek: Beyond... o décimo terceiro filme da saga Star Trek., desta vez pela mãos de Justin Lin. Se alguém achava que era um exagero o Star Wars já ir para o 9.º ou 10.º filme então ainda não percebeu que isto nunca mais vai parar enquanto se venderem pipocas nos cinemas. Haverá mais aventuras da USS Enterprise? Que pergunta. Claro que vai haver. Pode mudar o elenco, o design da nave, os nomes dos planetas, a qualidade dos efeitos especiais, os conceitos de espaço e tempo, e até pode mudar toda a existência do Universo, mas há uma coisa que nunca muda: o desejo infinito dos estúdios de cinema em facturar. E para além disso, ainda há uma serie de temas que não foram abordados neste reboot: a nova equipa ainda não veio para Terra dos dias de hoje através de uma máquina do tempo; não trouxeram à baila os cyborgs e as máquinas "pensantes"; e ainda não foi abordada a questão ecológica que até está tão na moda hoje em dia... Quer dizer... Falta ainda tanta coisa para filmar... Por isso mesmo tenho a certeza absoluta que haverá um Star Trek IV, um V e mesmo um Star Trek VI... antes de fazerem um novo reboot. ●○○○○ P.S. Originalmente ia-lhe dar só uma bolinha, porque já tinha entrado no loop do sucesso sem fazer nada de novo... Mas tenho de lhe melhorar a classificação. Porque alguém que escolhe a Sabotage dos Beastie Boys sobe sempre na minha consideração... ●●○○○
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Um gato ronrona a uma rotação de 26 ciclos por segundo, que curiosamente, é a mesma de um motor a diesel em ponto morto. Interessante, não é? Há montes de coisas verdadeiramente interessantes e surpreendentes neste mundo. E acabam por ser essas coisas que me distraem de outras coisas muito menos interessantes e surpreendentes como Mortal Engines (de Christian Rivers), uma história que é uma cópia descarada de outras histórias já batidas, mas que tem o elemento de surpresa e diferença no facto de ser sobre cidades motorizadas (?!) que comem outras cidades motorizadas num futuro pós-apocalíptico... WTF?!? Isto até pode ser uma produção Peter Jackson e ter um gajo porreiro como o Hugo Weaving, mas não tem nada a ver. É muito mau. É mais uma patetice dos tempos modernos. Previsível, cheio de cenas digitais absolutamente desnecessárias (aquilo a que na gíria se chama de "encher chouriços") e que bem espremido teria no máximo 20 minutitos de história. Muito fraco. Um fiasco "normal" que de certeza teve uma boa bilheteira e terá a sequela obrigatória. Mas se deu prejuízo também pode ficar por aqui. E não vinha nada de mal ao mundo se isso acontecesse... ●○○○○
Depois de ver Kong: Skull Island (de Jordan Vogt-Roberts) só tinha duas palavras a ecoarem na minha cabeça: gigante e verborreia. Gigante, por causa da escala da coisa. Não sei o que se passa hoje em dia com os filmes de monstros, mas tudo é absolutamente gigante. é que nem cabe no ecrã. O Kong aqui tem dezenas de metros de altura e acho que até mesmo maior que o próprio Empire State Building. Gigante também é o vazio que é este filme. Não tem nada que se aproveite. A história é alternativa ao original e está colada a cuspo e entremeada por gigantescas explosões. É simplesmente um espectáculo IMAX e mais nada.
A verborreia é digital. Desde que descobriram que podiam fazer uns "bonecos" verosimeis num computador, isto tem sido um descalabro. É um exagero. Lá está. Uma autênctica verborreia de fundos verdes e efeitos digitais que só lá estão... porque sim. Porque é giro. Não sei. Não entendo esta cena.
Os actores (Tom Hiddleston, Samuel L. Jackson, Brie Larson, John C. Reilly, John Goodman) pouco ou nada podem (ou têm para) fazer, a não ser representar estereótipos chatos e previsíveis. Isso e ir morrendo ao longo do filme conforme o seu ranking: primeiro os extras, depois os secundários, até chegar aos principais. Mas só do lado "mau", porque os "bons" não morrem. Quer dizer, às vezes morrem, mas só se for a sacrificarem-se por outros "bons".
Prevê-se mais um franchise, agora com monstros gigantes, se se levar em conta o "pós-genérico". Sinceramente, espero que fique por aqui. Aproveitem o dinheiro para fazer coisas novas. Fixes. Assim, como uma invasão de insectos gigantes, por exemplo. Há anos que ando para ver um filme com insectos gigantes... ●○○○○
A verborreia é digital. Desde que descobriram que podiam fazer uns "bonecos" verosimeis num computador, isto tem sido um descalabro. É um exagero. Lá está. Uma autênctica verborreia de fundos verdes e efeitos digitais que só lá estão... porque sim. Porque é giro. Não sei. Não entendo esta cena.
Os actores (Tom Hiddleston, Samuel L. Jackson, Brie Larson, John C. Reilly, John Goodman) pouco ou nada podem (ou têm para) fazer, a não ser representar estereótipos chatos e previsíveis. Isso e ir morrendo ao longo do filme conforme o seu ranking: primeiro os extras, depois os secundários, até chegar aos principais. Mas só do lado "mau", porque os "bons" não morrem. Quer dizer, às vezes morrem, mas só se for a sacrificarem-se por outros "bons".
Prevê-se mais um franchise, agora com monstros gigantes, se se levar em conta o "pós-genérico". Sinceramente, espero que fique por aqui. Aproveitem o dinheiro para fazer coisas novas. Fixes. Assim, como uma invasão de insectos gigantes, por exemplo. Há anos que ando para ver um filme com insectos gigantes... ●○○○○
Ronin é um samurai sem amo. Fiquei a saber isto ao ver o 47 Ronin. Pensava que ronin significava que um samurai se tinha revoltado contra o seu amo, mas pensando bem isso seria quase impossível visto os samurais se regerem por um código de honra bastante rígido. Quer dizer, isto é o que aparece sempre nos filmes. Presumo que tenha uma base de verdade. Seja com for, faz sentido. Aliás, esse código é a base da história deste 47 Ronin. Depois do seu amo ser morto traiçoeiramente, os samurais quebram a lei, revoltam-se e procuram vingança, mesmo sabendo que o seu destino está tragicamente traçado.
Apesar de ser uma novidade para mim, já é a sétima vez que esta história dos 47 Ronin chega às salas de cinema. Esteve sempre nas "mãos japonesas", daí que dificilmente um gajo "normal" consiga ver estes filmes... E lá está: nunca os consegui ver. No entanto, esta é apenas a primeira vez que Hollywood pega no tema. Dá que pensar.
Honra, lutas de espada, traição, vingança e o Keanu Reeves a destacar-se demasiado num casting totalmente oriental (Hiroyuki Sanada, Ko Shibasaki, Tadanobu Asano, Min Tanaka), são os condimentos principais. É um bom filmito, ainda por cima baseado numa história real. Bem escrito, medianamente bem realizado (Carl Rinsch) e com ação q.b, polvilhado por dispensáveis criaturas digitais como é obrigatório em qualquer filme aspirante a blockbuster. Apesar da pouca chama, 47 Ronin é um filme simpático... dentro do género. ●●○○○
Apesar de ser uma novidade para mim, já é a sétima vez que esta história dos 47 Ronin chega às salas de cinema. Esteve sempre nas "mãos japonesas", daí que dificilmente um gajo "normal" consiga ver estes filmes... E lá está: nunca os consegui ver. No entanto, esta é apenas a primeira vez que Hollywood pega no tema. Dá que pensar.
Honra, lutas de espada, traição, vingança e o Keanu Reeves a destacar-se demasiado num casting totalmente oriental (Hiroyuki Sanada, Ko Shibasaki, Tadanobu Asano, Min Tanaka), são os condimentos principais. É um bom filmito, ainda por cima baseado numa história real. Bem escrito, medianamente bem realizado (Carl Rinsch) e com ação q.b, polvilhado por dispensáveis criaturas digitais como é obrigatório em qualquer filme aspirante a blockbuster. Apesar da pouca chama, 47 Ronin é um filme simpático... dentro do género. ●●○○○
Uns anos depois da Terra ser invadida por extraterrestres, um jornalista perdido pelo continente sul-americano decide ajudar uma turista americana a voltar em segurança para casa.
Por vezes dou classificações altas a filmes medianos apenas porque são feitos com muito amor pela arte e praticamente nenhuns recursos. Um desses exemplos é este Monsters. Um filme quase a fazer lembrar um road movie, mas que também é um drama, um thriller e um excelente filme de ficção científica. Rodado completamente "on location", com diálogos praticamente improvisados e em que os extras são pessoas verdadeiras que simplesmente estavam ali na sua vida (basicamente é para isso que contratam extras). O realismo da coisa dá um salto qualitativo enorme. A juntar a isto, para além de realizar, Gareth Edwards criou também todos os efeitos especiais do filme... no seu computador em casa com programas que se podem comprar na net.
Isto tinha todos os condimentos para dar uma salgalhada tipo "Série C" da pior espécie, mas é precisamente assim que se separa o "trigo do joio". Gareth Edwards é muito bom e Monsters também. É uma óptima história, com dois protagonistas muito bem dirigidos (Scoot McNairy e Whitney Able), com poucos, mas bons efeitos especiais, mas especialmente um óptimo filme que gostei muito de ver. Esta é a prova de que com muito pouco se consegue fazer muito boas coisas, se se tiver o talento suficiente. Parabéns ao Gareth Edwards pela audácia, pelo empenho e por Monsters. ●●●●○
Por vezes dou classificações altas a filmes medianos apenas porque são feitos com muito amor pela arte e praticamente nenhuns recursos. Um desses exemplos é este Monsters. Um filme quase a fazer lembrar um road movie, mas que também é um drama, um thriller e um excelente filme de ficção científica. Rodado completamente "on location", com diálogos praticamente improvisados e em que os extras são pessoas verdadeiras que simplesmente estavam ali na sua vida (basicamente é para isso que contratam extras). O realismo da coisa dá um salto qualitativo enorme. A juntar a isto, para além de realizar, Gareth Edwards criou também todos os efeitos especiais do filme... no seu computador em casa com programas que se podem comprar na net.
Isto tinha todos os condimentos para dar uma salgalhada tipo "Série C" da pior espécie, mas é precisamente assim que se separa o "trigo do joio". Gareth Edwards é muito bom e Monsters também. É uma óptima história, com dois protagonistas muito bem dirigidos (Scoot McNairy e Whitney Able), com poucos, mas bons efeitos especiais, mas especialmente um óptimo filme que gostei muito de ver. Esta é a prova de que com muito pouco se consegue fazer muito boas coisas, se se tiver o talento suficiente. Parabéns ao Gareth Edwards pela audácia, pelo empenho e por Monsters. ●●●●○
Pfiu, pfiu, squash, bum, pau, bang, taooosssshhhh, piada, explosão, soco, soco, dubstep, pfiu, pfiu, squash, super slow-motion, bum, bang, taooosssshhhh, piada, fim, the end... é isto. E não há mais nada a dizer. Aquaman é o típico filme do super-herói que descobre que é um super-herói mas que não quer ser até que lhe fazem mal a alguém da família e ele é obrigado a ser um super-herói. É óptimo para quando uma pessoa não quer ver realmente um filme, mas apenas distrair-se da realidade. James Wan realiza e Jason Momoa, Amber Heard, Willem Dafoe, Patrick Wilson, Nicole Kidman e Dolph Lundgren dão corpo a personagens que enchem o tempo de antena para o pessoal dos efeitos especiais ter tempo de folga. Não sei se sou eu que estou farto destas cenas ou se os filmes de super-heróis estão a ficar cada vez piores, mas de certeza que deve ser uma das duas... ●○○○○
Vi a primeira entrega deste produto e estranhamente até nem desgostei. Claro que chegando à sequela não podiam continuar a fazer coisas "normais" e tinham de começar a encher chouriços para chegar à trilogia... E assim cheguei a este Fantastic Beasts - The Crimes of Grindelwald. Uma patetice excessivamente digital destinado exclusivamente para fãs do Harry Potter e para quem gosta de brincar com varinhas mágicas... Uma confusão de personagens sem nexo, numa história cheia de palha e que nem sequer tem um fecho, portanto, resumidamente é uma simples perda de tempo. Um veículo para a óbvia terceira parte da trilogia que deve sair a tempo de comer o dinheiro dos pais que obrigatoriamente têm de levar as criancinhas ao cinema nesse tempo maravilhoso de solidariedade humana que é o Natal... Espera! Isso é daqui a muito tempo. A Páscoa também está perto demais, portanto o "3" (Fantastic Beasts - "inserir nome bombástico") deve sair lá para o final das férias grandes, em setembro/outubro. As pessoas estão deprimidas por voltarem ao trabalho e as crianças destruídas por voltarem para a escola, daí que toda gente precise de ver alguma coisa para "esquecer" a vida real... Bem... estou numa de divagação hater portanto é melhor ficar por aqui... Nomes como Johnny Depp, Eddie Redmayne e Ezra Miller apenas salvam esta desgraça do vazio total... ●○○○○
Numa qualquer cidade anónima nas profundezas da América vive um gajo normal de seu nome Odd Thomas. Cozinheiro de profissão mas clarividente por natureza. Apesar de toda a sua normalidade aparente, ele tem um segredo paranormal: consegue ver as forças do mal que nos rodeiam a todo o instante. Um dia, quando um estranho entra no seu restaurante rodeado de demónios da pior espécie, Odd Thomas sabe que tem de entrar numa luta épica para fazer com que o Bem consiga derrotar o Mal.
Realizado pelo homem das "múmias", Stephen Sommers, Odd Thomas é um filmito de fantasia, pontilhado de comédia que entra na classe de "perfeitamente aceitável". Destaque para Anton Yelchin que manifestamente era um bom actor e isso faz muito diferença. Willem Dafoe é e será sempre um gajo porreiro em qualquer filme. Odd Thomas é estranho pela mistura de conceitos e acaba por se encostar muito àquela aparência estereotipada Disney/teenager (para captar público, será?), mas vê-se bem. Bom para miúdos. ●●○○○
Realizado pelo homem das "múmias", Stephen Sommers, Odd Thomas é um filmito de fantasia, pontilhado de comédia que entra na classe de "perfeitamente aceitável". Destaque para Anton Yelchin que manifestamente era um bom actor e isso faz muito diferença. Willem Dafoe é e será sempre um gajo porreiro em qualquer filme. Odd Thomas é estranho pela mistura de conceitos e acaba por se encostar muito àquela aparência estereotipada Disney/teenager (para captar público, será?), mas vê-se bem. Bom para miúdos. ●●○○○
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