Mostrar mensagens com a etiqueta detective. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta detective. Mostrar todas as mensagens
Mason Storm é um detective durão que investiga a ligação entre a máfia, a polícia e políticos corruptos. Para o afastarem da investigação, os mauzões matam-lhe a família toda e, para todos os efeitos, ele também é morto. Mas o que os mauzões não sabem é que Storm não morre assim com tanta facilidade. Não é por levar com dois tiros de caçadeira à queima-roupa que ele se vai abaixo. Storm fica em coma durante uns sete anos e depois de fugir do hospital, vai fazer uma cura asiática milagrosa e sai em busca de vingança... Dito assim, parece estúpido. E em parte, até é um bocadinho. Mas na realidade, esta é a mesma história do Kill Bill... Dá que pensar, não é verdade? A (grande) diferença está na forma como se mostram e se contam as histórias. Bruce Malmuth, por exemplo, é um realizador de TV e pouco mais. Obviamente que isso faz toda a diferença. Não vai inventar nada de novo. Seguiu os trâmites normais dos filmes de acção dos anos 80 e pronto. Introdução, porrada, tiros, um pouco de história, muita porrada, cena de perseguição automóvel, mais um pouco de história, tiros, cena final de porrada e vingança épica consumada, The end.
Desde que me lembro, Steven Seagal faz sempre o mesmo papel em todos os filmes. Deve ser caso único no cinema. Só por isso merece toda a minha admiração. A isto é que se chama consistência. No início da carreira, era grande fã do Seagal. Aqueles movimentos de artes marciais que só ele tinha, as deixas típicas do herói... Apesar de ter aparecido mais tarde que os restantes (só dos anos 90 para a frente), Steven Seagal é um verdadeiro herói de acção e está ao mesmo nível que os míticos heróis da porrada dos anos 80. Claro que ao fim de 7 ou 8 filmes todos iguais, sempre com a mesma personagem, e sempre com a mesma aparência, a coisa começou a cansar-me. Já chegava...
No casting, entre outros, pode-se ver em acção a Kelly LeBrock, "a mulher de vermelho" (se é que alguém ainda se lembra da referência...) que na altura era casada com o Steven Seagal. Também se pode ver o William Sadler, um excelente actor que fazia quase sempre de mau e Frederick Coffin, um outro excelente actor que fazia quase sempre de bom.
Não sei porquê, mas gosto de alguns destes filmes "maus". Há qualquer coisa neles que me fascina. E é preciso entender que estes filmes são assim fraquitos, mas há condicionantes por trás. Os filmes tinham de ser condensados nos 90 minutos habituais da altura. Ninguém via filmes mais compridos em termos de duração, isso era para os filmes intelectuais... O resto simplesmente tinha de sair fora. Na melhor das hipóteses ficava para o trailer, e por isso é que nos anos 90, muitas cenas que se viam nos trailers depois não apareciam nos filmes... Tempos estranhos... Na pior das hipóteses era cortado e se a história ficasse com falhas no argumento... who cares? O importante eram as cenas de porrada e acção. Alguém queria lá saber da história para alguma coisa...
Hard to Kill é mais um filmito de acção e porrada entre muitos outros da altura, mas que eu gosto por qualquer motivo estranho. É nitidamente mais um caso de puro saudosismo... (2)

Passado na Los Angeles dos anos 70, The Nice Guys conta a história de dois detectives muito particulares que investigam o aparente suicídio de uma artista porno. Esta investigação vai levá-los muito mais longe do que estavam à espera...
Os nice guys são Ryan Gosling e Russell Crowe e são dirigidos por um muito experiente Shane Black, que há muito se dedica (e bem) aos filmes policiais e de acção. Também uma miúda que parece ser muito talentosa Angourie Rice, mas nem isso é suficiente para dar mais "sabor" aos filme.
The Nice Guys até é um filme agradável mas de facto não tem muito sabor. Tem algumas piadas engraçadas e bem esgalhadas e até há uma boa química natural entre os dois protagonistas, mas sente-se que falta ali alguma coisa. Não sei muito bem o que é, mas falta. Vê-se bem, não chateia, dá para dar uma ou outra gargalhada, mas fica-se por aí. É demasiado inócuo para o meu gosto. Tem bons momentos, mas definitivamente podia ser melhor. ●●○○○

Não conhecia muito bem a BD de Dick Tracy criada por Chester Gould. Sabia que era um detective durão que combate o crime organizado numa cidade corrupta, cheia de gangsters e vilões sem escrúpulos. Lembro-me que ele tinha uma série de gadgets como por exemplo, um relógio de pulso com rádio com que comunicava com a Polícia. Isso era muito fixe. Por isso mesmo, parabéns ao Warren Beatty por trazer Dick Tracy para o grande ecrã, para o público em geral e em particular para a minha pessoa que gosta muito de filmes de gangsters...
Em 1990, os filmes de super-heróis/adaptações da BD (re)começavam a surgir no cinema com alguma regularidade, mas ainda estavam numa fase muito embrionária. Na altura, Dick Tracy, foi completamente diferente de tudo o que já tinha visto. Mas ainda hoje, é uma das melhores adaptações da BD para cinema. Continua diferente, absolutamente peculiar e único. Tenho pena que na altura o público não estivesse muito na "onda" e o filme tivesse sido um flop comercial. Mas uma coisa é a parte financeira, outra é o filme como obra de arte e de autor.
Warren Beatty, Madonna, Al Pacino, Dustin Hoffman, James Caan e outros mais secundários, mas não menos excelentes como William Forsythe, Ed O'Ross, Kathy Bates, Paul Sorvino, Dick Van Dyke e mais uma troupe interminável de bons actores. Eis o casting de Dick Tracy. Parece que toda a gente queria entrar neste filme. É normal. Warren Beatty é um gajo com muito currículo em Hollywood e Dick Tracy parecia um filme que iria ficar na história. E até acho que ficou, apesar de estar incompreensivelmente esquecido.
Warren Beatty já tinha todo o crédito cinematográfico do mundo, mas com este filme, conseguiu (re)marcar o seu estatuto como realizador. Apesar de ser um daqueles filmes que se ama ou se odeia, não se lhe consegue ficar indiferente.
Grande destaque para a genial fotografia e para o make-up que literalmente transformou os actores em personagens da BD, mas deixou-lhes margem de manobra para representar. E as cores... do outro mundo. É provavelmente um dos filmes mais coloridos de sempre. E digo isto no bom sentido. Tem uma estética excelente.
Apesar de ser por vezes exageradamente BD, Dick Tracy é um filme que tem mesmo de se ver. ●●●●○

Só nos anos 90 é que poderia existir um filme como este. Quem é que se lembraria de juntar um
detective brutamontes dos narcóticos, crianças num jardim de infância e fazer uma comédia? Bem, Ivan Reitman lembrou-se, e ainda bem, porque Kindergarten Cop (1990) é um filme surpreendentemente divertido. É daquelas misturas esquisitas que não deveriam combinar, mas que de alguma forma estranha até funcionam.
Ivan Reitman, para além de ter dado vida aos Ghostbusters, praticamente também inventou o tipo de filmes que aproveita a carreira descente de alguns dos heróis de acção dos anos 80. É normal e compreensível. Os grandes heróis de acção como Schwarzenegger começaram a não ter tempo de antena à medida que os seus músculos perdiam densidade e as pessoas já não mostravam interesse em gajos hiper-musculados que ganhavam sempre no final. Estes (quase) super-heóis não podiam simplesmente desaparecer e começaram a entrar numa espécie de auto-paródia que culmina nos mais recentes The Expendables de Silvester Stallone. Surpreendentemente, parece que alguns têm jeito para a comédia, como Schwarzenegger. Vá-se lá perceber...
O filme tem duas partes distintas. O início, na cidade violenta, suja e decadente que é o habitat natural do detective John Kimble (Arnold Schwarzenegger), e a pacata e tranquila vila de Astoria onde decorre o final. Kimble tem de encontrar uma testemunha em fuga relacionada com um caso de droga e a única forma de o conseguir é assumir o papel de professor de um jardim de infância.
Schwarzenegger é uma surpresa pelo lado cómico e desajeitado, e a parceira-detective Phoebe O'Hara (Pamela Reed), viciada em comida e que namora com um chef de cozinha é uma personagem super-cómica. Mas o melhor de tudo são as crianças, como se costuma dizer. Os miúdos foram muito bem escolhidos e são a alma deste filme. É tudo tão genuíno que acaba por ser hilariante.
Raramente vejo comédias porque não me conseguem fazer rir. Sou daquele género de pessoas que só entende humor físico. O meu cérebro só processa Chaplin, Keaton ou as caretas rídiculas do Jim Carrey. É uma falha minha. Só em ocasiões - muito poucas - os Monty Python ou o Woody Allen me conseguem fazer rir. Este filme arrancou-me algumas gargalhadas. É o melhor elogio que lhe posso dar. ●●○○○

 
Copyright © 2015 todos os filmes que vi
Distributed By Gooyaabi Templates