A Marvel tem muitos super-heróis. Tem uma panóplia aparentemente infindável de figuras que em princípio dá-lhes material para fazerem filmes para aí até ano de 2067. No entanto, este universo tem duas falhas primordiais que são propriedade dos seus arqui-inimigos da DC Comics.
A primeira é que não tem grande equilíbrio de poderes entre os super-vilões e os seus super-heróis. Têm sempre de inventar um ser qualquer vindo do espaço ou de outras dimensões, para pelo menos equivaler o poderio dos super-heróis. Logo à partida, isso é uma falha porque não há empatia possível, nem há hipótese de "dualizar" os super-vilões; são sempre seres vis que só querem a destruição total da humanidade. É um bocadinho infantil demais, até para coisas de super-heróis. Na mitologia clássica, as histórias perduram no tempo, porque mesmo os piores vilões têm algo que é humano, que permite algum tipo de empatia ou pelo menos de compreensão.
A outra grande falha do Universo Marvel é... não ter o Superman. O super-herói dos super-heróis. Tenho a certeza que se pudesse, a Marvel vendia três dúzias dos seus melhores heróis só para poder contar com o melhor, mais completo e mais complexo de todos os super-heróis que é o Superman. Como isso não é possível, a Marvel criou uma cópia. Neste caso, uma "Superman". Obviamente que nunca funcionou, não funciona e nunca irá funcionar porque... não é possível melhorar o original. O máximo que a Marvel se pode contentar é ficar os imensos lucros de fazer filmes com um sucedâneo. A DC Comics tem os melhores super-vilões e o melhor super-herói. A Marvel tem tudo o resto e a vantagem de ter uma equipa de produtores que conseguem fazer filmes (ligeiramente) melhores e mais rentáveis. Já não é mau. Não se pode ter tudo.
Dito isto, chega-se a Captain Marvel... que é mais um exemplo perfeito de um filme copy/paste da Marvel. O mesmo esquema narrativo, a mesma história de super-heróis, a mesma história de super-vilões... sempre tudo igual. É o que se costuma dizer: em equipa vencedora não se mexe. E também para quê? Afinal, os bolsos e os apetites dos fãs são infindáveis, não é verdade? Comem tudo o que lhes aparece à frente, portanto para quê mudar?...
Realizado pela dupla Anna Boden e Ryan Fleck com os actores Brie Larson, Samuel L. Jackson, Ben Mendelsohn, Jude Law, Annette Bening e Djimon Hounsou.
O que é que posso dizer mais, quando a única coisa que ecoa na minha cabeça é o som de pipocas a estalar?... Nada... ●○○○○
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Um miúdo de 14 anos tem a habilidade de gritar uma palavra mágica e transforma-se no super-herói conhecido como Shazam! Assim que ouvi a premissa, pensei: "Isto existe mesmo?" "Há mesmo um super-herói assim?" "Isto deve ser tanga, não pode ser!". "Deve ser uma sátira ou algo semelhante". E por isso fui ver. Grande erro. É mesmo verdade! Pensei que era uma brincadeira, mas afinal é verdade. E muita estupidez. Já nem consigo sequer criticar estes filmes e as preferências do público por este tipo de "produtos". É simplesmente mau demais e estupidificante demais. Só falta mesmo um filme sobre o Bananaman...
Dirigido por David F. Sandberg, com Zachary Levi a fazer um papel ridículo, Mark Strong a envergonhar-se para ganhar umas massas e mais pessoal (Asher Angel, Djimon Hounsou) para encher os créditos.
Apesar de ser uma patetice pegada, até gostava de ter este super-poder de conseguir gritar "Shazam!" e mandar magicamente estes filmes da treta para o vazio do espaço... ●○○○○
Dirigido por David F. Sandberg, com Zachary Levi a fazer um papel ridículo, Mark Strong a envergonhar-se para ganhar umas massas e mais pessoal (Asher Angel, Djimon Hounsou) para encher os créditos.
Apesar de ser uma patetice pegada, até gostava de ter este super-poder de conseguir gritar "Shazam!" e mandar magicamente estes filmes da treta para o vazio do espaço... ●○○○○
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Mais uma história pós-apocalíptica passada num futuro próximo. Neste caso, após um acontecimento global relativamente mal percebido, o ar torna-se irrespirável. Sendo assim, as pessoas são mantidas debaixo do solo, em hibernação, à espera que as coisas mudem para melhor. Para tratar dessas pessoas importantes e das instalações que as mantêm vivas, estão dois personagens (Norman Reedus - e, não, não é a personagem do Daryl, se bem que parece que tinha acabado de sair das filmagens do Walking Dead - e Djimon Hounsou) que acordam de 6 em 6 meses para fazer a manutenção.
A história de base deste Air até tinha muitas pernas para andar, mas acaba por se tornar confusa e simplesmente a arrastar-se para preencher os 90 minutos do filme. Dá mesmo a impressão que o ritmo lento e repetitivo das situações existe apenas e só para isto não ser uma curta-metragem. Parece-me que isso se deve ao facto de a produção ser do Robert Kirkman, e como tal, há que aproveitar a "galinha dos ovos de ouro". Nem que seja só para figurar o nome no cartaz e ganhar uns cobres...
Na realidade, Air acaba por ter aspecto de telefilme manhoso do SyFy, mas como tem dedinho mágico (e lucrativo) do gajo do Walking Dead, transformou-se em "film"e... O realizador, Christian Cantamessa, faz cinematics para video-jogos e curtas de zombies, daí que a escolha seja perfeita. Não sei mais que diga. Infelizmente, e mais uma vez, uma história com algum potencial acaba transformada em algo sem pés nem cabeça, sem intensidade, sem... nada que se aproveite. Simplesmente fraco. ●○○○○
A história de base deste Air até tinha muitas pernas para andar, mas acaba por se tornar confusa e simplesmente a arrastar-se para preencher os 90 minutos do filme. Dá mesmo a impressão que o ritmo lento e repetitivo das situações existe apenas e só para isto não ser uma curta-metragem. Parece-me que isso se deve ao facto de a produção ser do Robert Kirkman, e como tal, há que aproveitar a "galinha dos ovos de ouro". Nem que seja só para figurar o nome no cartaz e ganhar uns cobres...
Na realidade, Air acaba por ter aspecto de telefilme manhoso do SyFy, mas como tem dedinho mágico (e lucrativo) do gajo do Walking Dead, transformou-se em "film"e... O realizador, Christian Cantamessa, faz cinematics para video-jogos e curtas de zombies, daí que a escolha seja perfeita. Não sei mais que diga. Infelizmente, e mais uma vez, uma história com algum potencial acaba transformada em algo sem pés nem cabeça, sem intensidade, sem... nada que se aproveite. Simplesmente fraco. ●○○○○
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Li algures aí pela net (o que quer dizer que pode ou não ser verdade...) que as medalhas de ouro são na realidade compostas por 90% de prata. Eu, se fosse atleta olímpico, e ganhasse uma medalha de ouro, ia logo mandar averiguar para ver se esta informação é mesmo verdadeira. Mas isto a propósito de quê? Ah! Por causa do King Arthur, Legend of the Sword... É outro engano.
Uma pessoa pensa: "um filme do Guy Ritchie (que é um gajo que quase sempre faz coisas fixes), tem o Charlie Hunnam, Jude Law, Djimon Hounsou e o Eric Bana, e é sobre o Rei Artur, os Cavaleiros da Távola Redonda, o Merlin, o castelo Camelot e toda aquela mitologia catita, portanto só pode ser um bom filme". Não. É engano. Surpreendeu-me pela negativa. É mais um filme wtf?!. O que é isto? Fiquei uma grande parte do filme a perder-me em "misturas": "olha, isto parece o Senhor dos Anéis misturado com o Goodfellas..." ; "agora parece a Guerra dos Tronos encontra-se com o Snatch..."; e por aí fora. Até gosto da estranha estética "guna estilizado" do Guy Ritchie, mas há limites... Rei Artur, mafiosos e efeitos especiais digitais decididamente não se misturam bem.
King Arthur, Legend of the Sword é mais uma versão alternativa das coisas mas sem grande cabeça. Nem sequer tem pés, quanto mais cabeça... Vale pela cena técnica, pela porrada estilizada e pouco mais. Vindo de quem vem, é uma grande desilusão. ●○○○○
Uma pessoa pensa: "um filme do Guy Ritchie (que é um gajo que quase sempre faz coisas fixes), tem o Charlie Hunnam, Jude Law, Djimon Hounsou e o Eric Bana, e é sobre o Rei Artur, os Cavaleiros da Távola Redonda, o Merlin, o castelo Camelot e toda aquela mitologia catita, portanto só pode ser um bom filme". Não. É engano. Surpreendeu-me pela negativa. É mais um filme wtf?!. O que é isto? Fiquei uma grande parte do filme a perder-me em "misturas": "olha, isto parece o Senhor dos Anéis misturado com o Goodfellas..." ; "agora parece a Guerra dos Tronos encontra-se com o Snatch..."; e por aí fora. Até gosto da estranha estética "guna estilizado" do Guy Ritchie, mas há limites... Rei Artur, mafiosos e efeitos especiais digitais decididamente não se misturam bem.
King Arthur, Legend of the Sword é mais uma versão alternativa das coisas mas sem grande cabeça. Nem sequer tem pés, quanto mais cabeça... Vale pela cena técnica, pela porrada estilizada e pouco mais. Vindo de quem vem, é uma grande desilusão. ●○○○○
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Lincoln Six Echo (Ewan McGregor) vive numa comunidade altamente tecnológica liderada pelo dúbio Dr. Bernard Merrick (Sean Bean). Como todos os outros, Lincoln vive isolado do perigoso mundo exterior. A única saída reside numa espécie de lotaria em que o prémio é ir viver para a paradisíaca "Ilha". Mas algo não bate certo. Certo de que lhe estão a esconder alguma coisa, consegue escapar com a ajuda de outra residente (Scarlett Johansson) (e de Steve Buscemi). Uma vez cá fora terá de enfrentar perigosos assassinos contratados (Djimon Hounsou), envolver-se em perseguições a alta velocidade, mas principalmente terá de lidar com a dura verdade da sua existência...
Não sou fã do Michael Bay; faz filmes que são como fogo de artíficio: aquilo estoura, faz barulho e no fim não fica nada... E aqueles lens flare, que são já uma imagem de marca, para mim são uma azeiteirice totalmente dispensável. Gostos são gostos, não se discutem, mas eu não gosto. Há excepções que confirmam a regra e este The Island é uma dessas excepções. É uma boa história de ficção científica, tem cenas de acção espectaculares e tem bons actores, o que se traduz num bom filme. Provavelmente o melhor filme de Michael Bay. Vê-se bem. ●●●○○




