Depois de uma série de contratempos na China para recuperar um artefacto antigo, Indiana Jones (Harrison Ford) acaba por aterrar à força na Índia juntamente com dois novos companheiros: Willie (Kate Capshaw), uma cantora de bar, tão bonita quanto estridente e Short Round, um miúdo de rua muito desenrascado (Ke Huy Quan). Já Índia, os três são requisitados para recuperar uma pedra mística que foi levada por uma misteriosa seita que representa uma autêntica força do mal. Pelo caminho, encontra um palácio "negro" e nas catacumbas vão tropeçar num culto secreto e sanguinário liderado pela maléfico Mola Ram (um inesquecível Amrish Puri) que usa a escravatura como força de trabalho e tem um gosto especial por sacrifícios humanos...
Indiana Jones and The Temple of Doom é para todos os efeitos a sequela do Raiders of the Lost Ark, mas na realidade, tecnicamente, é uma prequela ao filme original, porque esta história negra passa-se três anos antes dos acontecimentos das aventuras da Arca Perdida. Depois do imenso sucesso do primeiro filme, o público gritava por uma nova aventura do "James Bond" dos arqueólogos. O carisma de Indiana Jones e as suas aventuras tinham de ter seguimento. Logo no início do filme, nota-se que começou a aparecer a "marca" Indiana Jones, bem presente no logo e no tipo de letra, que por acaso até foi o único filme onde realmente aparece. Apesar deste pequeno pormenor, por aqui se nota que Temple of Doom é mesmo uma incursão negra no "universo" Indiana Jones. Dá a impressão que depois de feito, mais ninguém quis ter nada com ele... Verdade seja dita, Temple of Doom é estranho e demasiado sombrio. Muito negro, muito violento, por vezes racista, por vezes até mesmo gore, apesar de aqui e ali estar disfarçado com alguns artifícios cómicos. É escuro, desagradável e subterrâneo. Ele é sopa de olhos, ele é miolos de macaco para a sobremesa e ele é sítios húmidos, escuros e cheios de bichos venenosos. Que o diga a Kate Capshaw, que para além de ter uma personagem quase reduzida à "loira burra que grita", ainda teve de suportar cenas com centenas de insectos gigantes (vivos!!!!) em cima. É obra. É um reflexo do "mau ar" de Temple of Doom.
Não admira que toda a gente tenha detestado o filme. Durante algum tempo, simplesmente odiei este filme e recusava-me a revê-lo. Pensei durante muito que este nem sequer era um filme do Steven Spielberg. Não se parece nada com uma história saída da mente de Spielberg e George Lucas. Na altura via imensos filmes e especialmente devorava os filmes do Spielberg, que têm naturalmente, uma aproximação inocente e light dos acontecimentos, às vezes até um pouco infantil. Pensando bem... Não é esse o grande encanto da filmografia Spielberg? Mas em sentido contrário, Temple of Doom é absolutamente negro... Retirar corações ainda pulsantes do peito de uma pessoa? Queimar pessoas vivas num poço de lava? Por breves momentos, até o próprio Indiana Jones sucumbiu a esta magia negra e tornou-se uma personagem detestável... Era demais...
Mas com o tempo, as coisas foram mudando. Mesmo com este manto negro em cima, Temple of Doom, tinha todos os elementos originais. Indiana Jones estava lá com todo o seu carisma original, a aventura apesar de negra era fantástica e as cenas de acção eram espectaculares e non-stop. E de certa forma, os apontamentos cómicos e a introdução das duas novas personagens amenizavam um pouco o negrume. A apreciação foi mudando com o passar do tempo. Lá revi uma vez... duas... três... e comecei então a apreciar os pormenores da narrativa e do filme e já não me pareceu assim tão mau quando da primeira vez. Acho que foi o choque inicial. Foi uma transição demasiado radical do primeiro filme para este. Um gajo estava à espera de arrogantes nazis e apareceu um culto subterrâneo. Com o tempo aprendi a gostar de Temple of Doom. Não está ao nível do original, mas é uma boa sequela e um bom complemento às aventuras do Indiana Jones. ●●●○○
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Nos anos 80 faziam-se filmes que eram ridículos. Foi o tempo dos grandes heróis de acção e especialmente de Chuck Norris. Havia uma espécie de violenta inocência em que se podia pegar num herói, dar-lhe uma metralhadora e ele resolvia tudo a tiro. E as pessoas adoravam isto e achavam bem e normal. Eram outros tempos, sem dúvida. Lembro-me de ser teenager e adorar o Chuck Norris, os seus golpes de artes marciais e os "Desaparecidos em Combate". Vi estes filmes vezes sem conta. Chorava quando os maus faziam coisas de maus e adorava quando o herói resolvia o assunto e despachava tudo - com toda a justiça - a rajadas de metralhadora.
Recentemente vi na televisão umas partes destes Missing in Action. Não entendo como é que alguma vez gostei disto. São filmes mesmo, mesmo maus... mas a saudade da simplicidade e da inocência daqueles tempos, e principalmente a nostalgia não me permitem que seja criticamente "violento", digamos assim. São filmes de outros tempos, das míticos produções Golan-Globus e da Cannon Group... Em termos de estilo ou classificação, já nem têm correspondência nos dias de hoje. São registos históricos. Peças arqueológicas do cinema - no meu caso do VHS -, e de uma década em que parece que tudo era permitido.
Já vi estes três filmes muitas vezes, e não sei porquê, o que sempre gostei mais foi o segundo. Não percebo porquê, já que eles são praticamente iguais. Provavelmente foi o primeiro que vi, mas já nem me lembro.
No primeiro Missing in Action, o Coronel James Braddock vai numa missão às profundezas das selvas do Vietname para provar que ainda existem antigos prisioneiros de guerra americanos ali deixados para trás. Ele sabe disso porque ele próprio já foi um prisioneiro que entretanto conseguiu fugir.
Em Missing In Action 2, a história recua no tempo - sim, é uma prequela, isto das prequelas não é uma situação nova; começou nos 80's quando os filmes davam lucro e era preciso fazer regressar o herói das "massas" - e leva-nos até ao momento em que o grande Chuck Norris, ele próprio um prisioneiro de guerra deixado para trás quando a guerra acabou, consegue fugir de um campo de detenção juntamente com outros companheiros.
Como MIA2 foi um enorme sucesso, tornou-se obrigatório haver um 3, e claro está, houve um Missing in Action 3. Desta vez, Braddock vai buscar a mulher e o filho que ficaram para trás num campo de prisioneiros... Como o pessoal já estava cansado de ver sempre o mesmo filme, felizmente não houve um 4. Vá lá. Este filme tem a particularidade de ser realizado pelo irmão mais novo do "mestre", Aaron Norris. ●○○○○
Recentemente vi na televisão umas partes destes Missing in Action. Não entendo como é que alguma vez gostei disto. São filmes mesmo, mesmo maus... mas a saudade da simplicidade e da inocência daqueles tempos, e principalmente a nostalgia não me permitem que seja criticamente "violento", digamos assim. São filmes de outros tempos, das míticos produções Golan-Globus e da Cannon Group... Em termos de estilo ou classificação, já nem têm correspondência nos dias de hoje. São registos históricos. Peças arqueológicas do cinema - no meu caso do VHS -, e de uma década em que parece que tudo era permitido.
Já vi estes três filmes muitas vezes, e não sei porquê, o que sempre gostei mais foi o segundo. Não percebo porquê, já que eles são praticamente iguais. Provavelmente foi o primeiro que vi, mas já nem me lembro.
No primeiro Missing in Action, o Coronel James Braddock vai numa missão às profundezas das selvas do Vietname para provar que ainda existem antigos prisioneiros de guerra americanos ali deixados para trás. Ele sabe disso porque ele próprio já foi um prisioneiro que entretanto conseguiu fugir.
Em Missing In Action 2, a história recua no tempo - sim, é uma prequela, isto das prequelas não é uma situação nova; começou nos 80's quando os filmes davam lucro e era preciso fazer regressar o herói das "massas" - e leva-nos até ao momento em que o grande Chuck Norris, ele próprio um prisioneiro de guerra deixado para trás quando a guerra acabou, consegue fugir de um campo de detenção juntamente com outros companheiros.
Como MIA2 foi um enorme sucesso, tornou-se obrigatório haver um 3, e claro está, houve um Missing in Action 3. Desta vez, Braddock vai buscar a mulher e o filho que ficaram para trás num campo de prisioneiros... Como o pessoal já estava cansado de ver sempre o mesmo filme, felizmente não houve um 4. Vá lá. Este filme tem a particularidade de ser realizado pelo irmão mais novo do "mestre", Aaron Norris. ●○○○○
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Death Race (2008) é um filme de Paul W. Anderson, vagamente inspirado no antiguinho clássico Death Race 2000. Pelo que li, é supostamente uma espécie de prequela. Para mim, pareceu-me mais uma mistura de Mad Max e The Running Man, mas tudo bem. Tem Jason Statham a fazer o papel de durão injustiçado, quase um super-herói (é espancado constantemente, mas milagrosamente nunca sai ferido) e Joan Allen a fazer de má que tem o merece e morre no final. Há também carros quitados com armas e explosivos, perseguições alucinantes que acabam invariavelmente em capotanços, explosões e bolas de fogo espectaculares... Reparei que já sairam mais 2 sequelas, mas pelo que vi deste filme, acho que me vou ficar por aqui. ●○○○○
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