Não sei muito bem porquê mas de repente lembro-me do Chuck Norris... Estranho, não? Acho que ter passado uma grande parte da adolescência a ver filmes de porrada com o grande Chuck Norris deve ter tido algumas repercussões cerebrais estranhas. É um dos grandes heróis de acção e com total mérito. Os filmes que fazia eram fraquinhos, mas na altura também era o que havia. Lone Wolf McQuade é mais um dos filmes típicos de Chuck Norris e que representa muito bem, tanto a filmografia dele, como o geral dos filmes da altura.
Norris é J.J. McQuade, um Ranger do Texas... Espera... Outra vez?!... Parece que ele foi Ranger do Texas em todos os filmes e séries... Ou será que ele era mesmo um Ranger?!... Adiante. O Ranger do Texas entra em conflito com um perigoso contrabandista de armas (David Carradine [Bill!? És tu?...]) por causa de uma mulher (Barbara Carrera) que ambos disputam. Como na altura estava muito na moda, ambos os protagonistas são exímios praticantes de artes marciais. Depois de o mauzão lhe ter morto o melhor amigo, o Ranger do Texas vai em busca de vingança... que invariavelmente termina numa luta a dois... mano a mano... à porrada. À "homem dos anos 80", como deveria ser...
Não sei muito bem porquê, mas sempre simpatizei com o Chuck Norris. Não o conheço de lado nenhum, mas parece mesmo um gajo simpático. Transmite seriedade e empatia. Nota-se que é uma pessoa boa e simples. Não é obviamente o melhor actor do mundo, mas tem um figura que é... não sei explicar. Acho que é uma sensação inconsciente de verdadeiro... e cool... Chuck Norris é cool.
Um gajo agora goza com estes filmes, mas este Lone Wolf McQuade (de Steve Carver) e outros do mesmo género, eram os grandes blockbusters de acção da altura. Custavam uma ninharia e faziam milhões no circuito de cinema e mais ainda no VHS. É por isso que há tantos e por vezes parece que se confundem nos actores e nas histórias. Estes filmes são tão maus que nem sei como os hei-de classificar. Mas são daqueles que são tão maus que de alguma forma estranha acabam por ser bons. Deve ser mais uma questão de puro saudosismo... Toma lá duas "bolinhas"... Uma pelo David Carradine e outra pelo mítico Chuck Norris. ●●○○○
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Depois do sucesso de Best of the Best, Eric Roberts, Phillip Rhee e Chris Penn regressam para... Best of the Best 2. Nesta altura, o pessoal dos títulos dava cartas na originalidade... Nesta nova história, já não há torneios de taekwondo, mas sim tiroteios, explosões e no centro da história está uma arena underground cujo dono, um gajo cheio de músculos chamado de Bracus (Ralf Moeller) promove lutas sem regras e até à morte. Chris Penn já não queria participar mais nestes filmes e por isso morre logo no início. Roberts e Rhee ficam assim com o ónus da vingança do amigo como era tão popular nos filmes dos anos 80 e princípios dos 90.
Há uma única participação que não é medonha: é a do Sonny Landham, actor secundário que apareceu em dezenas de filmes manhosos, e que sempre pensei que teria potencial para ser um bom actor dramático, mas que pelos vistos nunca colou. Não sei explicar porquê, mas sempre achei que tinha um carisma especial.
No final de Best of the Best 2, o mau perde, o bom ganha e toda a gente fica feliz. Pelos vistos, também este "2" foi um sucesso, porque sei que ainda há um Best of the Best 3 e também um 4. Já vi partes desses filmes, e apesar de não parecer possível, parecem-me ainda piores que os dois primeiros. Pode ser que um dia os veja, mas para já vou guardar os meus neurónios em segurança. ●○○○○
Há uma única participação que não é medonha: é a do Sonny Landham, actor secundário que apareceu em dezenas de filmes manhosos, e que sempre pensei que teria potencial para ser um bom actor dramático, mas que pelos vistos nunca colou. Não sei explicar porquê, mas sempre achei que tinha um carisma especial.
No final de Best of the Best 2, o mau perde, o bom ganha e toda a gente fica feliz. Pelos vistos, também este "2" foi um sucesso, porque sei que ainda há um Best of the Best 3 e também um 4. Já vi partes desses filmes, e apesar de não parecer possível, parecem-me ainda piores que os dois primeiros. Pode ser que um dia os veja, mas para já vou guardar os meus neurónios em segurança. ●○○○○
Com o aparecimento do VHS nos anos 80 apareceram também umas produções muito foleiras. A juntar a isto ainda existia uma febre muito grande com as artes marciais. Daí que mais cedo ou mais tarde aparecesse um filme como Best of the Best. (Porra, que até o título é mau...) É um festival de lutas foleiras ligeiramente a lembrar o taekwondo. É um torneio entre americanos e sul-coreanos e não faz sentido nenhum. O público nesta altura queira era ver uns golpes de karaté e um final emocionante. Aliás, como sei que ninguém vai ver o filme, posso até dizer que o final até é bastante inesperado para o que seria expectável neste tipo de filmes: o herói, heroicamente, não dá o knockout final ao adversário, apesar deste lhe ter morto o irmão. É a chamada honra do herói. E é por causa disto que mesmo no final, o mauzão, comovido, dá-lhe a medalha de campeão do mundo e umas palavras muito bonitas de consolo... e honra.
O grande herói e estrela verdadeiramente conhecedora das artes marciais do torneio é Phillip Rhee, mas também conta com estrelas de outros tempos como Eric Roberts, James Earl Jones, Chris Penn e James Lew. Tudo nomes bem conhecidos na altura, mas que agora ninguém sabe quem são.
Best of the Best (de Robert Radler) tem todos os condimentos para ser um péssimo filme e por isso mesmo não desilude: é um filme com a qualidade VHS dos anos 80. É uma má peça arqueológica, mas pode ser que daqui a 2000 anos tenha algum valor. Nunca se sabe. ●○○○○
O grande herói e estrela verdadeiramente conhecedora das artes marciais do torneio é Phillip Rhee, mas também conta com estrelas de outros tempos como Eric Roberts, James Earl Jones, Chris Penn e James Lew. Tudo nomes bem conhecidos na altura, mas que agora ninguém sabe quem são.
Best of the Best (de Robert Radler) tem todos os condimentos para ser um péssimo filme e por isso mesmo não desilude: é um filme com a qualidade VHS dos anos 80. É uma má peça arqueológica, mas pode ser que daqui a 2000 anos tenha algum valor. Nunca se sabe. ●○○○○
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The Raid 2 (acho que não é preciso dizer mais nada) é continuação da história do primeiro Raid. Aos comandos está a mesmo dupla vencedora, Gareth Evans na realização e Iko Uwais nos exercícios de porrada... Destaque obrigatório para Yayan Ruhian, o (exagerado) coreógrafo de lutas com créditos também na saga Star Wars. Não tem lá grande história para além da corriqueira cena da vingança, porrada velha e sangue a rodos em coreografias espectacularmente executadas. Apesar de ser uma verborreia desmedida de acção e pancadaria humanamente impossível de aguentar, fico sempre a pensar no mesmo: como é que filmam aquilo? como é que ninguém se magoa a sério? É um mistério... As cenas de luta são absolutamente impressionantes. Metem qualquer cena de acção de um filme mainstream americano no bolso... Não resisto a estas cenas de pancada asiática. São tão bem encenadas, são tão bem filmadas e coreografadas que não consigo resistir. Se bem que nesta nova "entrega" exageraram um bocadito demais na quantidade de sangue... Mas "prontos", é a vida. Até podem fazer o Raid 3, mas acho já chega. É mais do mesmo. Fico-me por aqui... ●●○○○
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"A Ciência criou-o. Agora o Chuck Norris tem de o destruir!". Esta é a tagline promocional do filme e é mesmo verdadeira. Acho que isto diz tudo de um filme e alerta para a "experiência" cinematográfica estranha que uma pessoa está prestes a ter. Na década de 80 fizeram-se alguns filmes muitos estranhos. Este é sem dúvida um deles. Pode-se classificar como um filme de acção/artes marciais/suspense/terror/ficção científica... ?!?... Mais ou menos isto. A grande questão é: "será possível misturar isto tudo num filme?" É sim senhor, e a resposta é Silent Rage, em que um ranger do Texas (Chuck Norris, ranger do Texas?!... onde é que já vi isto?) versado nas artes marciais tenta parar um assassino em série que não fala e que através da manipulação genética (?!) tem o super-poder de se regenerar e assim tornar-se praticamente imortal. Basicamente é um Wolverine, mas com tendências homicidas. Ou será o Michael Meyers do Halloween?... Mas o que acho mesmo engraçado neste filme é que o guião é praticamente o mesmo do Terminator que sairia uns anos mais tarde. Pode ser coincidência, mas lá que é parecido é... Mas também posso ser eu a tentar ver coisas onde elas não existem.
Ron Silver (uma dos poucos actores "verdadeiros" que entram neste filme), Toni Kalem (no papel da moça que frágil que foge e grita imenso) e Brian Libby (no papel de Terminator, perdão, no papel de psicopata imparável risível) são os únicos destaques possíveis. O resto do pessoal é demasiado mauzinho para mencionar... tal como o filme na generalidade. Mas é tudo desculpado porque esta é um peça vintage. Silent Rage (de Michael Miller) é para evitar, a não ser que uma pessoa seja fã e saudosista dos 80's e/ou se queira rir um bocado com esta raridade. ●○○○○
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Nos anos 80 faziam-se filmes que eram ridículos. Foi o tempo dos grandes heróis de acção e especialmente de Chuck Norris. Havia uma espécie de violenta inocência em que se podia pegar num herói, dar-lhe uma metralhadora e ele resolvia tudo a tiro. E as pessoas adoravam isto e achavam bem e normal. Eram outros tempos, sem dúvida. Lembro-me de ser teenager e adorar o Chuck Norris, os seus golpes de artes marciais e os "Desaparecidos em Combate". Vi estes filmes vezes sem conta. Chorava quando os maus faziam coisas de maus e adorava quando o herói resolvia o assunto e despachava tudo - com toda a justiça - a rajadas de metralhadora.
Recentemente vi na televisão umas partes destes Missing in Action. Não entendo como é que alguma vez gostei disto. São filmes mesmo, mesmo maus... mas a saudade da simplicidade e da inocência daqueles tempos, e principalmente a nostalgia não me permitem que seja criticamente "violento", digamos assim. São filmes de outros tempos, das míticos produções Golan-Globus e da Cannon Group... Em termos de estilo ou classificação, já nem têm correspondência nos dias de hoje. São registos históricos. Peças arqueológicas do cinema - no meu caso do VHS -, e de uma década em que parece que tudo era permitido.
Já vi estes três filmes muitas vezes, e não sei porquê, o que sempre gostei mais foi o segundo. Não percebo porquê, já que eles são praticamente iguais. Provavelmente foi o primeiro que vi, mas já nem me lembro.
No primeiro Missing in Action, o Coronel James Braddock vai numa missão às profundezas das selvas do Vietname para provar que ainda existem antigos prisioneiros de guerra americanos ali deixados para trás. Ele sabe disso porque ele próprio já foi um prisioneiro que entretanto conseguiu fugir.
Em Missing In Action 2, a história recua no tempo - sim, é uma prequela, isto das prequelas não é uma situação nova; começou nos 80's quando os filmes davam lucro e era preciso fazer regressar o herói das "massas" - e leva-nos até ao momento em que o grande Chuck Norris, ele próprio um prisioneiro de guerra deixado para trás quando a guerra acabou, consegue fugir de um campo de detenção juntamente com outros companheiros.
Como MIA2 foi um enorme sucesso, tornou-se obrigatório haver um 3, e claro está, houve um Missing in Action 3. Desta vez, Braddock vai buscar a mulher e o filho que ficaram para trás num campo de prisioneiros... Como o pessoal já estava cansado de ver sempre o mesmo filme, felizmente não houve um 4. Vá lá. Este filme tem a particularidade de ser realizado pelo irmão mais novo do "mestre", Aaron Norris. ●○○○○
Recentemente vi na televisão umas partes destes Missing in Action. Não entendo como é que alguma vez gostei disto. São filmes mesmo, mesmo maus... mas a saudade da simplicidade e da inocência daqueles tempos, e principalmente a nostalgia não me permitem que seja criticamente "violento", digamos assim. São filmes de outros tempos, das míticos produções Golan-Globus e da Cannon Group... Em termos de estilo ou classificação, já nem têm correspondência nos dias de hoje. São registos históricos. Peças arqueológicas do cinema - no meu caso do VHS -, e de uma década em que parece que tudo era permitido.
Já vi estes três filmes muitas vezes, e não sei porquê, o que sempre gostei mais foi o segundo. Não percebo porquê, já que eles são praticamente iguais. Provavelmente foi o primeiro que vi, mas já nem me lembro.
No primeiro Missing in Action, o Coronel James Braddock vai numa missão às profundezas das selvas do Vietname para provar que ainda existem antigos prisioneiros de guerra americanos ali deixados para trás. Ele sabe disso porque ele próprio já foi um prisioneiro que entretanto conseguiu fugir.
Em Missing In Action 2, a história recua no tempo - sim, é uma prequela, isto das prequelas não é uma situação nova; começou nos 80's quando os filmes davam lucro e era preciso fazer regressar o herói das "massas" - e leva-nos até ao momento em que o grande Chuck Norris, ele próprio um prisioneiro de guerra deixado para trás quando a guerra acabou, consegue fugir de um campo de detenção juntamente com outros companheiros.
Como MIA2 foi um enorme sucesso, tornou-se obrigatório haver um 3, e claro está, houve um Missing in Action 3. Desta vez, Braddock vai buscar a mulher e o filho que ficaram para trás num campo de prisioneiros... Como o pessoal já estava cansado de ver sempre o mesmo filme, felizmente não houve um 4. Vá lá. Este filme tem a particularidade de ser realizado pelo irmão mais novo do "mestre", Aaron Norris. ●○○○○
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Para vingar a morte da irmã, Lee, um exímio lutador, vai ter de se infiltrar numa exclusiva competição de artes marciais patrocinada pelo enigmático e diabólico Han. Na realidade, toda a organização de Han (sediada numa ilha particular muito ao estilo dos vilões do James Bond) é uma fachada para negócios pouco recomendáveis como a produção e tráfico de ópio e a prostituição.
Pode parecer banal, mas a história linear de vingança do Enter the Dragon tornou-se no standard que todos os filmes de porrada dos anos 70 e 80 acabaram por seguir.
(Tenho de me desviar um bocadinho do assunto só para mencionar a qualidade gráfica do cartaz. É simplesmente cool a todos os níveis...)
Aprendi muita coisa com o Enter the Dragon. Fiquei a saber que esta foi a primeira produção de Hollywood de um filme chinês de artes marciais; que o John Saxon (conhecia-o de outros filmes que não eram de porrada) só foi contratado porque era cinturão nego em karaté e finalmente percebi porque o Han (Kien Shih) tinha uma pronúncia tão estranha: na realidade ele não falava inglês, apenas imitava o movimento de lábios e depois teve de ser dobrado... Após muitas visualizações do filme (em miúdo via-o, rebobinava a cassete de VHS e depois via novamente...), até notei que o Jackie Chan aparece em algumas das cenas de porrada.
Outro pormenor que gosto muito é a banda sonora do Lalo Schifrin, que é um gajo que raramente falha. Acompanha perfeitamente todo o filme. Muito boa.
As cenas de acção dirigidas por Robert Clouse não são espectaculares, mas para além de parecem realistas, têm algo de diferente: o Bruce Lee, que é simplesmente uma lenda do cinema. E nota-se porquê: tem aquele carisma natural, tem uma aura de estrela, tem aquela inexplicável atracção e tem uma força na tela que se sente.
Bruce Lee é um daqueles gajos estranhos. É magrito e baixo, mas tem ali um crazy eye qualquer que faz como eu não quisesse pegar-me à porrada com ele. Bruce Lee pertence a uma classe totalmente à parte no cinema. Pertence à classe das grandes estrelas. Das lendas. Dos ícones. Lembro-me de ver um documentário sobre ele e ver as filas intermináveis para assistir à estreia deste filme. Também não será alheio o facto de ele ter morrido umas semanas antes da estreia. Até no pormenor trágico da morte prematura, parece que ele estava destinado ao grande Panteão do Cinema. Foi uma pena. Fui, sou e sempre serei um fã incondicional do Bruce Lee. E fica a pergunta no ar: se não fosse o Bruce Lee e o Enter the Dragon, será que os filmes de artes marciais alguma vez teriam chegado em força ao cinema ocidental? ●●●●○
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Após saber da morte do irmão nos EUA, Lyon, um desertor da Legião Francesa, envolve-se em perigosas lutas clandestinas para arranjar dinheiro e assim ajudar a sua nova família. E também vingar a morte do irmão...
Lionheart (traduzido como o Lutador sem lei [mas vá-se lá perceber porquê, também já o apanhei com outros títulos]) é uma piada. Parece um filme amador ou uma paródia ao filmes de artes marciais. As cenas de porrada são obviamente e tão coreografadas que parecem pancadaria em câmara lenta. Do género, Van Damme só dá uma cotovelada na cabeça do adversário, dois segundos depois de levar uma joelhada na barriga. É de rir. Tudo é básico e com um aspecto muito amador. Apesar disso tem dois actores que até se destacam da mediocridade: Deborah Rennard e Brian Thompson.
Quando o vi pela primeira vez, adorei. Mas também tinha para aí uns 15 anos e não havia muitos filmes de porrada/acção para alugar em VHS...
Lionheart é um filme fraquíssimo, mas ainda assim é um ícone kitsch, um digno representante do cinema de acção dos anos 80 (apesar de já ter chegado nos 90's). Uma bolinha para o Jean-Claude Van Damme, só porque é um gajo que se meteu nas drogas e depois saiu limpo. É um gajo fixe. ●○○○○
Lionheart (traduzido como o Lutador sem lei [mas vá-se lá perceber porquê, também já o apanhei com outros títulos]) é uma piada. Parece um filme amador ou uma paródia ao filmes de artes marciais. As cenas de porrada são obviamente e tão coreografadas que parecem pancadaria em câmara lenta. Do género, Van Damme só dá uma cotovelada na cabeça do adversário, dois segundos depois de levar uma joelhada na barriga. É de rir. Tudo é básico e com um aspecto muito amador. Apesar disso tem dois actores que até se destacam da mediocridade: Deborah Rennard e Brian Thompson.
Quando o vi pela primeira vez, adorei. Mas também tinha para aí uns 15 anos e não havia muitos filmes de porrada/acção para alugar em VHS...
Lionheart é um filme fraquíssimo, mas ainda assim é um ícone kitsch, um digno representante do cinema de acção dos anos 80 (apesar de já ter chegado nos 90's). Uma bolinha para o Jean-Claude Van Damme, só porque é um gajo que se meteu nas drogas e depois saiu limpo. É um gajo fixe. ●○○○○
Rush Hour, Rush Hour 2 e Rush Hour 3 são filmes que podem ser resumidos em quatro palavras: Jackie Chan, Chris Tucker, pancadaria-em-estilo-artes-marciais-mais-ou-menos-engraçadas-e-pouco-violentas-para-os-filmes-poderem-ser-classificados-como-filmes-de-família e bloopers (verdadeiramente cómicos) nos créditos finais. É isto. ●○○○○
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"This is Jack Burton in the Pork Chop Express, and I'm talking to whoever's listening out there".Big Trouble in Little China é um filme velhinho, do tempo em que se faziam cartazes para promoção. Traduzido para português como Jack Burton nas Garras do Mandarim, é um daqueles filmes que (quase) tenho vergonha de gostar. É uma verdadeira obra-prima... do cinema de série B. Ou série C.
Na altura da estreia foi um fracasso total. Mas assim que chegou ao inovador mercado caseiro do VHS foi espectacular. John Carpenter estava no auge e Kurt Russell também, como grande herói de acção. Sim, Kurt Russell já foi novo e um dos grandes heróis de acção dos anos 80. E quando se fala 80's é preciso perceber que "estar no auge", quer dizer "estar em declínio". É uma coisa muito própria daquela década...
Pelo filme ainda aparecem algumas caras conhecidas como a Kim Cattrall, a boazona da série Sexo e a Cidade e James Hong, aquele actor americano que toda a gente pensa que é chinês. O mesmo vale para Victor Wong.
Na altura, para quem tinha mais de 10 anos, já foi um bocadinho mau, mas visto agora, parece uma anedota. Os efeitos especiais têm aspecto de amador, a história e o seu desenrolar é totalmente disparatada, as deixas são cómicas de tão ridículas. Se calhar por isso mesmo, os actores parece que estavam numa comédia ou numa sátira ao género acção/fantástico com laivos de filme de artes marciais, muito em voga na altura.
A classificação é totalmente parcial e é mais baseada no saudosismo que outra coisa. É o factor "saudade" a funcionar. Gosto mais do filme pelo facto de se notar o quanto John Carpenter gosta de fazer filmes, do que do filme propriamente dito. Big Trouble in Little China é um daqueles filmes que acaba por ser bom de tão mau que é. Como obra cinematográfica pode não valer nada, mas tem imenso valor sentimental. ●●●○○








