0557 Spider-Man: Far from home

Ora mais uma moedinha, mais uma volta no carrossel da diversão! Spider-Man: Far from Home é mais como um ingresso para o parque de diversões da Disney/Marvel. Ultimamente, quando vejo este tipo de produções, de certa forma, fico com a sensação que a Disney começou a tratar os filmes da mesma forma como produz os divertimentos dos parques de diversões. Mudam uma luzinhas, põe-se mais uma personagem, tira-se outra, aperta-se uns parafusos, põe-se uma coisita inesperada aqui e ali... e está feito. Mais umas centenas de milhões no papo.
A mando do estúdio, Jon Watts dirige com diligência o pessoal do costume: Tom Holland, Samuel L. Jackson e Marisa Tomei nos papéis centrais, Jake Gyllenhaal aparece para ir buscar o cachet milionário enquanto finge que é um vilão, Zendaya está lá para fazer a ligação entre a audiência dos canais infantis e o agora supervisor executivo da Disney, Jon Favreau.
O mesmo esquema de produção, o mesmo esquema de representação, a mesma história de sempre. Em equipa que factura não se mexe, por isso, ver este Spider-Man: Far from Home é o mesmo que ver outro Spider-Man / filme Disney/Marvel qualquer. É um produto industrial que sabe sempre igual. Para os fãs deve ser uma maravilha, para os restantes amantes do cinema, a seca do costume. Pelo menos assume o que é: um produto de entretenimento para miúdos. É bom para se ver quando não apetece ver nada em particular... A saturação do mercado com este tipo de produtos torna este filme pior que o primeiro. ○○○

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