A DC Comics não tem matéria prima suficiente para fazer filmes em condições. Esta é a dura realidade. Tem os dois melhores super-heróis de toda a banda desenhada (Superman e Batman), mas depois, tirando alguns vilões (tipo o Joker...) não tem mais nada que se aproveite. Daí que tenha que o pessoal da DC tenha que queimar os neurónios para tentar reunir personagens com alguma força para fazer uns filmitos e conseguir rivalizar com o gigantesco universo da Marvel.
O problema é que a DC Comics está sempre a dar tiros nos pés. Desta vez tentaram sacar um coelho da cartola... e o desfecho foi terem matado o coelho... e queimado gravemente os neurónios... O resultado é este Suicide Squad (realizado por David Ayer) que é simplesmente um insulto à inteligência. Não consigo ser mais simpático que isto. Não tem nada que se aproveite. Tirando a personagem da Harley Quinn (e é por causa da performance da Margot Robbie e não pela personagem em si), tudo é uma infantilidade que nem consigo exprimir-me correctamente. É que nem a figura do Joker se safa, e isso é mesmo difícil de conseguir... É muito mau...
Este filme deveria ser estudado nas universidades de tão mau que é. O argumento é infantil. Depois de apresentar as personagens, o resto do filme é um enorme corredor de porrada atá à cena final com o boss. É ridículo. Vamos lá a ver. O vilão é uma bruxa imortal (Cara Delevingne) com feitiços poderosos e que consegue desaparecer em fumo e efeitos especiais digitais. Também tem um irmão imortal que é um deus vivo que ninguém consegue derrotar. Nem com bazucas, nem com helicópteros, nem com tanques, nem com nada. Juntos querem-se vingar da humanidade por já não os adorarem como antigamente e decidem então criar uma máquina complexa que vai dizimar o planeta. Ninguém, nem nenhuma arma os consegue parar. Qual é então a solução da DC Comics? Ir buscar uns presos com particularidades de super-heróis... ou quase. Vejamos. Deadshot (Will Smith) adora armas e não falha um tiro. Harley Quinn (Margot Robbie) usa um bastão de madeira e roupas curtas. Killer Croc (Adewale Akinnuoye-Agbaje) é uma espécie de... crocodilo?? Captain Boomerang (Jai Courtney) tem umas faquinhas tipo boomerang?... e um unicórnio cor de rosa??? Katana (Karen Fukuhara) usa uma catana? e Diablo (Jay Hernandez) tem o poder do fogo. Tirando este último gajo, o único com super-poderes, o que raios poderia esta gente fazer contra o poderio dos super-vilões? É um pouco estranho estar a discutir lógica num filme de super-heróis, mas tem de haver uma racionalidade mínima, senão para a próxima desencantam um bebé transparente com poderes de parar o tempo e distorcer o espaço, ou outra treta estúpida qualquer... Até porque na cena final, mesmo com todos os poderes deste mundo, os super-vilões decidem andar ao soco e ao pontapé, vá-se lá perceber porquê... E depois até gozam com a inconsistência dos acontecimentos quando a senhora (Viola Davis) que os recruta, depois de estar com coisas no cérebro, numa cena metafísica qualquer, de repente já aprece normal depois dos vilões serem derrotado com uma bomba... É estúpido. E o Joker (Jared Leto)? Está aqui nesta história, porquê? Qual é a relação? Tinham posto a figura no poster promocional e depois não sabiam o que lhe fazer? Não faz sentido nenhum... Este filme é estúpido. Não faz sentido nenhum. Nem consigo pensar direito... São duas horas a ver uma história infantil, desmiolada e sem nexo nenhum. Fico de boca aberta a ver estas coisas... ○○○○○
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A Marvel tem muitos super-heróis. Tem uma panóplia aparentemente infindável de figuras que em princípio dá-lhes material para fazerem filmes para aí até ano de 2067. No entanto, este universo tem duas falhas primordiais que são propriedade dos seus arqui-inimigos da DC Comics.
A primeira é que não tem grande equilíbrio de poderes entre os super-vilões e os seus super-heróis. Têm sempre de inventar um ser qualquer vindo do espaço ou de outras dimensões, para pelo menos equivaler o poderio dos super-heróis. Logo à partida, isso é uma falha porque não há empatia possível, nem há hipótese de "dualizar" os super-vilões; são sempre seres vis que só querem a destruição total da humanidade. É um bocadinho infantil demais, até para coisas de super-heróis. Na mitologia clássica, as histórias perduram no tempo, porque mesmo os piores vilões têm algo que é humano, que permite algum tipo de empatia ou pelo menos de compreensão.
A outra grande falha do Universo Marvel é... não ter o Superman. O super-herói dos super-heróis. Tenho a certeza que se pudesse, a Marvel vendia três dúzias dos seus melhores heróis só para poder contar com o melhor, mais completo e mais complexo de todos os super-heróis que é o Superman. Como isso não é possível, a Marvel criou uma cópia. Neste caso, uma "Superman". Obviamente que nunca funcionou, não funciona e nunca irá funcionar porque... não é possível melhorar o original. O máximo que a Marvel se pode contentar é ficar os imensos lucros de fazer filmes com um sucedâneo. A DC Comics tem os melhores super-vilões e o melhor super-herói. A Marvel tem tudo o resto e a vantagem de ter uma equipa de produtores que conseguem fazer filmes (ligeiramente) melhores e mais rentáveis. Já não é mau. Não se pode ter tudo.
Dito isto, chega-se a Captain Marvel... que é mais um exemplo perfeito de um filme copy/paste da Marvel. O mesmo esquema narrativo, a mesma história de super-heróis, a mesma história de super-vilões... sempre tudo igual. É o que se costuma dizer: em equipa vencedora não se mexe. E também para quê? Afinal, os bolsos e os apetites dos fãs são infindáveis, não é verdade? Comem tudo o que lhes aparece à frente, portanto para quê mudar?...
Realizado pela dupla Anna Boden e Ryan Fleck com os actores Brie Larson, Samuel L. Jackson, Ben Mendelsohn, Jude Law, Annette Bening e Djimon Hounsou.
O que é que posso dizer mais, quando a única coisa que ecoa na minha cabeça é o som de pipocas a estalar?... Nada... ●○○○○
A primeira é que não tem grande equilíbrio de poderes entre os super-vilões e os seus super-heróis. Têm sempre de inventar um ser qualquer vindo do espaço ou de outras dimensões, para pelo menos equivaler o poderio dos super-heróis. Logo à partida, isso é uma falha porque não há empatia possível, nem há hipótese de "dualizar" os super-vilões; são sempre seres vis que só querem a destruição total da humanidade. É um bocadinho infantil demais, até para coisas de super-heróis. Na mitologia clássica, as histórias perduram no tempo, porque mesmo os piores vilões têm algo que é humano, que permite algum tipo de empatia ou pelo menos de compreensão.
A outra grande falha do Universo Marvel é... não ter o Superman. O super-herói dos super-heróis. Tenho a certeza que se pudesse, a Marvel vendia três dúzias dos seus melhores heróis só para poder contar com o melhor, mais completo e mais complexo de todos os super-heróis que é o Superman. Como isso não é possível, a Marvel criou uma cópia. Neste caso, uma "Superman". Obviamente que nunca funcionou, não funciona e nunca irá funcionar porque... não é possível melhorar o original. O máximo que a Marvel se pode contentar é ficar os imensos lucros de fazer filmes com um sucedâneo. A DC Comics tem os melhores super-vilões e o melhor super-herói. A Marvel tem tudo o resto e a vantagem de ter uma equipa de produtores que conseguem fazer filmes (ligeiramente) melhores e mais rentáveis. Já não é mau. Não se pode ter tudo.
Dito isto, chega-se a Captain Marvel... que é mais um exemplo perfeito de um filme copy/paste da Marvel. O mesmo esquema narrativo, a mesma história de super-heróis, a mesma história de super-vilões... sempre tudo igual. É o que se costuma dizer: em equipa vencedora não se mexe. E também para quê? Afinal, os bolsos e os apetites dos fãs são infindáveis, não é verdade? Comem tudo o que lhes aparece à frente, portanto para quê mudar?...
Realizado pela dupla Anna Boden e Ryan Fleck com os actores Brie Larson, Samuel L. Jackson, Ben Mendelsohn, Jude Law, Annette Bening e Djimon Hounsou.
O que é que posso dizer mais, quando a única coisa que ecoa na minha cabeça é o som de pipocas a estalar?... Nada... ●○○○○
Quase 15 anos depois do sucesso do primeiro filme, eis que chega aos cinemas The Incredibles 2. Acho que não vou conseguir deixar passar este tema que me parece estar relacionado. Na sequência da temática feminista recentemente generalizada pelo movimento #MeToo, o novo guião reflecte uma mudança significativa na família: agora é o homem que fica em casa a tomar conta dos filhos e é a super-mulher que vai salvar o mundo. A Elastigirl vai ter de enfrentar um novo super-vilão que tem a capacidade de manipular mentes. A crítica subjacente em The Incredibles 2 seria supostamente aos media e ao público passivo que se deixa facilmente dominar, mas parece que as questões de igualdade de género estão tão prevalentes que ficaram com os holofotes todos. Mas também posso ser eu a ver coisas onde elas não existem e a tentar tirar grandes significados de coisas menores. Não era a primeira vez e não há-de ser a última...
A equipa original é a mesma: Brad Bird na realização, e Craig T. Nelson, Holly Hunter e Samuel L. Jackson dão as vozes. E desta vez, entre outros, até tem a voz de Isabella Rossellini, que apesar do pequeno papel secundário, é uma actriz que é um verdadeiro ícone para mim. Praticamente nada mudou, mas o filme é substancialmente pior. Continua a ter piada e nem tem propriamente nada de mal, mas a realidade é que nota-se um decréscimo qualitativo. Porque é que isto acontece? Acho que é a lógica inerente à sequela. O primeiro filme foi um sucesso, logo, e obrigatoriamente, tem de haver uma sequela. E quando as coisas "nascem" por obrigação, para além da originalidade, de certa forma perdem também um pouco da "alma". Neste caso até foi estranho, porque isso só aconteceu 14 anos depois, o que diga-se de passagem, é algo completamente anormal. Neste caso, para além das questões financeiras, acho mesmo que foi também um aproveitamento do momentum "feminista" de Hollywood proporcionado pelo movimento #MeToo e de uma certa "aceitação obrigatória" do tema por parte do público em geral. Estas são as únicas justificações lógicas que eu encontrei para que se faça uma sequela tantos anos depois. Nestes anos todos, o que é se tornou relevante? O que é que mudou? O que é que está na moda? Acho que a resposta dos estúdios foi evidente. São muitos os exemplos do girl power no cinema recente, mas pensei que isso não chegasse aos filmes de animação. Não sei se isto foi perceptível para as outras pessoas, mas eu percebi a mensagem assim. E como não acredito em coincidências... Outra coisa... Sendo que os miúdos não vão estar propriamente muito atentos a estes pormenores sociológicos, acho que isto pelo menos prova que na génese de muitos filmes de animação, há um cinema "oculto" para adultos.
The Incredibles 2 perdeu bastante em termos gerais, mas continua a ser um entretenimento razoável, na onda dos grandes blockbusters de super-heróis do momento. Mais leve, mais previsível, mais comercial, mas ainda assim algo que se vê bem. ●○○○○
A equipa original é a mesma: Brad Bird na realização, e Craig T. Nelson, Holly Hunter e Samuel L. Jackson dão as vozes. E desta vez, entre outros, até tem a voz de Isabella Rossellini, que apesar do pequeno papel secundário, é uma actriz que é um verdadeiro ícone para mim. Praticamente nada mudou, mas o filme é substancialmente pior. Continua a ter piada e nem tem propriamente nada de mal, mas a realidade é que nota-se um decréscimo qualitativo. Porque é que isto acontece? Acho que é a lógica inerente à sequela. O primeiro filme foi um sucesso, logo, e obrigatoriamente, tem de haver uma sequela. E quando as coisas "nascem" por obrigação, para além da originalidade, de certa forma perdem também um pouco da "alma". Neste caso até foi estranho, porque isso só aconteceu 14 anos depois, o que diga-se de passagem, é algo completamente anormal. Neste caso, para além das questões financeiras, acho mesmo que foi também um aproveitamento do momentum "feminista" de Hollywood proporcionado pelo movimento #MeToo e de uma certa "aceitação obrigatória" do tema por parte do público em geral. Estas são as únicas justificações lógicas que eu encontrei para que se faça uma sequela tantos anos depois. Nestes anos todos, o que é se tornou relevante? O que é que mudou? O que é que está na moda? Acho que a resposta dos estúdios foi evidente. São muitos os exemplos do girl power no cinema recente, mas pensei que isso não chegasse aos filmes de animação. Não sei se isto foi perceptível para as outras pessoas, mas eu percebi a mensagem assim. E como não acredito em coincidências... Outra coisa... Sendo que os miúdos não vão estar propriamente muito atentos a estes pormenores sociológicos, acho que isto pelo menos prova que na génese de muitos filmes de animação, há um cinema "oculto" para adultos.
The Incredibles 2 perdeu bastante em termos gerais, mas continua a ser um entretenimento razoável, na onda dos grandes blockbusters de super-heróis do momento. Mais leve, mais previsível, mais comercial, mas ainda assim algo que se vê bem. ●○○○○
Nos últimos anos, parece que a única forma de um adulto ver comédias em condições é assistir a filmes de desenhos animados. Ironicamente, são os filmes para miúdos, os que têm as piadas mais inteligentes.
The Incredibles foi o sexto filme a ser lançado pela Pixar, mas foi o primeiro a ter personagens humanas. Todos os anteriores eram sobre a perspectiva de animais ou de monstros. Apesar deste pormenor, a qualidade dos filmes esteve sempre intocável e este não é excepção. Não sendo totalmente original, é muito bom. E digo que não é totalmente original porque as semelhanças dos Incredibles com os Fantastic Four da Marvel são demasiado óbvias para serem ignoradas: Super-força? Elasticidade? Invisibilidade? Alguém que se transforma numa tocha humana? Super-rapidez? Não há coincidências. Até a fatiota (apesar de vermelha) faz lembrar os Fantastic Four. Mas eu não tenho nenhum problema com isso, até porque só no ano seguinte à estreia dos Incredibles é que a Marvel decidiu pegar nos seus quatro heróis e levá-los ao "cinema".
The Incredibles são uma família de super-heróis na "reforma" que vivem disfarçados a tentar viver uma vida normal nos subúrbios, depois de décadas nas primeiras capas dos jornais. Mas quando um super-vilão ameaça o mundo, eles terão de voltar a revelar os seus poderes e as suas identidades e salvar a humanidade. Mais que uma história de super-heróis, é uma história de família.
Brad Bird é um dos grandes nomes da animação moderna. Já não bastava ter feito The Iron Giant (um dos meus filmes de animação favoritos) ainda me proporciona um filme como The Incredibles. O detalhe na arquitectura, na música (do John Barry, do James Bond - On Her Majesty's Secret Service) e nas roupas dos anos 60 é apenas um dos pormenor que mais salta à vista. Craig T. Nelson, Holly Hunter e Samuel L. Jackson são as vozes principais e são perfeitos. Só mesmo grandes actores podem "estar lá" sem sequer aparecerem...
Gosto mesmo deste filme. Tem imensa piada, tem acção e tem aventura... Entretenimento no seu melhor. ●●●○○
The Incredibles foi o sexto filme a ser lançado pela Pixar, mas foi o primeiro a ter personagens humanas. Todos os anteriores eram sobre a perspectiva de animais ou de monstros. Apesar deste pormenor, a qualidade dos filmes esteve sempre intocável e este não é excepção. Não sendo totalmente original, é muito bom. E digo que não é totalmente original porque as semelhanças dos Incredibles com os Fantastic Four da Marvel são demasiado óbvias para serem ignoradas: Super-força? Elasticidade? Invisibilidade? Alguém que se transforma numa tocha humana? Super-rapidez? Não há coincidências. Até a fatiota (apesar de vermelha) faz lembrar os Fantastic Four. Mas eu não tenho nenhum problema com isso, até porque só no ano seguinte à estreia dos Incredibles é que a Marvel decidiu pegar nos seus quatro heróis e levá-los ao "cinema".
The Incredibles são uma família de super-heróis na "reforma" que vivem disfarçados a tentar viver uma vida normal nos subúrbios, depois de décadas nas primeiras capas dos jornais. Mas quando um super-vilão ameaça o mundo, eles terão de voltar a revelar os seus poderes e as suas identidades e salvar a humanidade. Mais que uma história de super-heróis, é uma história de família.
Brad Bird é um dos grandes nomes da animação moderna. Já não bastava ter feito The Iron Giant (um dos meus filmes de animação favoritos) ainda me proporciona um filme como The Incredibles. O detalhe na arquitectura, na música (do John Barry, do James Bond - On Her Majesty's Secret Service) e nas roupas dos anos 60 é apenas um dos pormenor que mais salta à vista. Craig T. Nelson, Holly Hunter e Samuel L. Jackson são as vozes principais e são perfeitos. Só mesmo grandes actores podem "estar lá" sem sequer aparecerem...
Gosto mesmo deste filme. Tem imensa piada, tem acção e tem aventura... Entretenimento no seu melhor. ●●●○○
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O piloto Hal Jordan é um desordeiro natural e vai contra todas as ordens, como é normal na caracterização dos anti-heróis. Tal como acontece nos filmes de super-heróis, Hal faz um achado que o leva a ter super-poderes, neste caso um anel verde. Podiam ter sido raios gama, uma aranha atómica ou outra coisa qualquer. Não interessa. O que interessa é que o herói, tal como todos os guiões de filmes de super-heróis, segue o mesmo padrão até ao final: herói ganha poderes; herói aprende a dominar poderes; o mau aparece mas já com poderes dominados; o herói não quer os poderes: o mau magoa os amigos do herói: o herói finalmente usa os poderes para matar o mau. O agora super-herói fica com a rapariga. Depois do filme acabar, o mau mexe um músculo do dedo mindinho para mostrar que o super-herói vai regressar para a sequela. Bem, na realidade, esta parte do dedo mindinho não está no filme. Sou só eu a dramatizar, mas costuma ser prática comum.
Ryan Reynolds faz de Green Lantern e é obrigado a humilhar-se com aquela máscara ridícula. Não sei se foi por causa da máscara, mas Reynolds publicamente detestou e criticou o filme e isso nota-se. Nos dois Deadpool em que participou já são célebres as piadas auto-infligidas. Em termos dos outros actores, é um grande casting de bons nomes (Blake Lively, Peter Sarsgaard, Mark Strong, Tim Robbins entre outros), mas como sempre acontece neste tipo de filmes, estão todos em serviços mínimos. O actor principal é a acção, os secundários são os efeitos especiais.
Na cadeira do realizador esteve Martin Campbell, um gajo que até admiro por ter feito, por exemplo, o Casino Royale (talvez um dos melhores James Bond...) Mas o que dizer aqui? Não sei responder. Não estava à vontade no género de filme de super-heróis? Terá sido o tal problema on set com o Ryan Reynolds? Interferência do estúdio no cut final? Faltou-lhe a inspiração? É uma dúvida que vai permanecer...
Green Lantern é igual a tudo o resto no mundo dos filmes de super-heróis. A história e o desfecho são iguais aos outros. Tudo é igual e previsível. É absolutamente maçador. ●○○○○
Ryan Reynolds faz de Green Lantern e é obrigado a humilhar-se com aquela máscara ridícula. Não sei se foi por causa da máscara, mas Reynolds publicamente detestou e criticou o filme e isso nota-se. Nos dois Deadpool em que participou já são célebres as piadas auto-infligidas. Em termos dos outros actores, é um grande casting de bons nomes (Blake Lively, Peter Sarsgaard, Mark Strong, Tim Robbins entre outros), mas como sempre acontece neste tipo de filmes, estão todos em serviços mínimos. O actor principal é a acção, os secundários são os efeitos especiais.
Na cadeira do realizador esteve Martin Campbell, um gajo que até admiro por ter feito, por exemplo, o Casino Royale (talvez um dos melhores James Bond...) Mas o que dizer aqui? Não sei responder. Não estava à vontade no género de filme de super-heróis? Terá sido o tal problema on set com o Ryan Reynolds? Interferência do estúdio no cut final? Faltou-lhe a inspiração? É uma dúvida que vai permanecer...
Green Lantern é igual a tudo o resto no mundo dos filmes de super-heróis. A história e o desfecho são iguais aos outros. Tudo é igual e previsível. É absolutamente maçador. ●○○○○
Ora mais uma moedinha, mais uma volta no carrossel da diversão! Spider-Man: Far from Home é mais como um ingresso para o parque de diversões da Disney/Marvel. Ultimamente, quando vejo este tipo de produções, de certa forma, fico com a sensação que a Disney começou a tratar os filmes da mesma forma como produz os divertimentos dos parques de diversões. Mudam uma luzinhas, põe-se mais uma personagem, tira-se outra, aperta-se uns parafusos, põe-se uma coisita inesperada aqui e ali... e está feito. Mais umas centenas de milhões no papo.
A mando do estúdio, Jon Watts dirige com diligência o pessoal do costume: Tom Holland, Samuel L. Jackson e Marisa Tomei nos papéis centrais, Jake Gyllenhaal aparece para ir buscar o cachet milionário enquanto finge que é um vilão, Zendaya está lá para fazer a ligação entre a audiência dos canais infantis e o agora supervisor executivo da Disney, Jon Favreau.
O mesmo esquema de produção, o mesmo esquema de representação, a mesma história de sempre. Em equipa que factura não se mexe, por isso, ver este Spider-Man: Far from Home é o mesmo que ver outro Spider-Man / filme Disney/Marvel qualquer. É um produto industrial que sabe sempre igual. Para os fãs deve ser uma maravilha, para os restantes amantes do cinema, a seca do costume. Pelo menos assume o que é: um produto de entretenimento para miúdos. É bom para se ver quando não apetece ver nada em particular... A saturação do mercado com este tipo de produtos torna este filme pior que o primeiro. ●○○○○
A mando do estúdio, Jon Watts dirige com diligência o pessoal do costume: Tom Holland, Samuel L. Jackson e Marisa Tomei nos papéis centrais, Jake Gyllenhaal aparece para ir buscar o cachet milionário enquanto finge que é um vilão, Zendaya está lá para fazer a ligação entre a audiência dos canais infantis e o agora supervisor executivo da Disney, Jon Favreau.
O mesmo esquema de produção, o mesmo esquema de representação, a mesma história de sempre. Em equipa que factura não se mexe, por isso, ver este Spider-Man: Far from Home é o mesmo que ver outro Spider-Man / filme Disney/Marvel qualquer. É um produto industrial que sabe sempre igual. Para os fãs deve ser uma maravilha, para os restantes amantes do cinema, a seca do costume. Pelo menos assume o que é: um produto de entretenimento para miúdos. É bom para se ver quando não apetece ver nada em particular... A saturação do mercado com este tipo de produtos torna este filme pior que o primeiro. ●○○○○
Os fãs estavam a ressacar e pediam qualquer coisa minimamente ligada aos X-men, por isso os estúdios fizeram a vontade. Dark Phoenix é mais uma entrega Marvel do Universo X-Men... repleta de nada. Valem os momentos iniciais pela cena do acidente de carro que mostra os poderes da moça que há-de ser a Phoenix. E depois não há mais nada a não ser uma narrativa repetitiva e totalmente infantil recheada de escusadas cenas de acção com efeitos especiais. É inacreditável.
Este 1 (um) de classificação é mais uma vez pelos aspectos técnicos. Mas também é única coisa que o filme tem. O resto é de uma banalidade infantil tão grande que é indescritível. É penosamente previsível e sempre a mesma coisa, vez após vez. Basta ver que o realizador, Simon Kinberg é essencialmente um produtor (dos outros X-Men) e nem tem experiência na "cadeira". Bem, estes filmes também são praticamente todos feitos em pós-produção e nos estúdio de CGI, por isso, um homem na cadeira a realizar já nem sequer faz muito sentido... Já não se aguenta esta industrialização. Para além disso, numa perspectiva de seguimento da "franquia" não faz sentido nenhum. Pelo menos é coerente nesse aspecto: estes filmes cada vez mais fazem menos sentido. Existem pura e simplesmente para alimentar a mente ávida de efeitos especiais dos "fanáticos". Até os actores (James McAvoy, Michael Fassbender, Jessica Chastain, Jennifer Lawrence, Sophie Turner) já parecem cansados de fazer estes papéis e de encarnar estas personagens. Nota-se que estão ali apenas e só pelos cachets milionários, o que diga-se, é completamente compreensível. Eu, por exemplo, no papel do Fassbender só mesmo por um balúrdio é que dava a cara por esta coisa infantilóide. Espera-se o seguimento da história, a sequela, a prequela, mais bonés, chávenas de pequeno-almoço e lancheiras para os miúdos poderem levar ao festival do Panda... ●○○○○
Este 1 (um) de classificação é mais uma vez pelos aspectos técnicos. Mas também é única coisa que o filme tem. O resto é de uma banalidade infantil tão grande que é indescritível. É penosamente previsível e sempre a mesma coisa, vez após vez. Basta ver que o realizador, Simon Kinberg é essencialmente um produtor (dos outros X-Men) e nem tem experiência na "cadeira". Bem, estes filmes também são praticamente todos feitos em pós-produção e nos estúdio de CGI, por isso, um homem na cadeira a realizar já nem sequer faz muito sentido... Já não se aguenta esta industrialização. Para além disso, numa perspectiva de seguimento da "franquia" não faz sentido nenhum. Pelo menos é coerente nesse aspecto: estes filmes cada vez mais fazem menos sentido. Existem pura e simplesmente para alimentar a mente ávida de efeitos especiais dos "fanáticos". Até os actores (James McAvoy, Michael Fassbender, Jessica Chastain, Jennifer Lawrence, Sophie Turner) já parecem cansados de fazer estes papéis e de encarnar estas personagens. Nota-se que estão ali apenas e só pelos cachets milionários, o que diga-se, é completamente compreensível. Eu, por exemplo, no papel do Fassbender só mesmo por um balúrdio é que dava a cara por esta coisa infantilóide. Espera-se o seguimento da história, a sequela, a prequela, mais bonés, chávenas de pequeno-almoço e lancheiras para os miúdos poderem levar ao festival do Panda... ●○○○○
Com o super-sucesso dos filmes de super-heróis importados da BD, era apenas uma questão de tempo até que alguém pegasse no tema da mitologia clássica. Afinal de contas, os heróis da antiguidade são o protótipo e a base "histórica" de todos os super-heróis modernos, quando não são mesmo os super-heróis como é o caso do Thor e restante família. Seja como for, a relação é quase umbilical. Mas sendo uma aproximação mitológica mais virada para o efeito explosivo e para a acção, destes filmes não se espera grande coisa, a não ser 2 horas de de puro entretenimento, que é como quem diz, 2 horas de musculação maxilar com recurso a pipocas. Ou nachos. Ouvi dizer que há muita gente que gosta de comer nachos no cinema. O que para mim é um fenómeno ainda mais incompreensível que o sucesso dos super-heróis Marvel e afins. Mas adiante... Neste aspecto específico, Clash of the Titans cumpre perfeitamente o propósito. Tem bons momentos de acção bem encaixados na história (parabéns ao Louis Leterrier por não exagerar), os actores (Liam Neeson, Ralph Fiennes, Sam Worthington, Luke Evans, Gemma Arterton, Liam Cunningham e Mads Mikkelsen) parecem muito confortáveis nos seus papéis e por isso têm prestações acima da média para uma produção deste género.
Clash of the Titans é um bom filmito de acção que acompanha muito bem as pipocas e a coca-cola. Talvez devido ao carácter mitológico da história seja um pouco mais suportável para mim. Nada como deuses, semi-deuses e vulgares mortais na eterna procura de adoração e poder para entreter uma pessoa. Vê-se bem. ●●○○○
Clash of the Titans é um bom filmito de acção que acompanha muito bem as pipocas e a coca-cola. Talvez devido ao carácter mitológico da história seja um pouco mais suportável para mim. Nada como deuses, semi-deuses e vulgares mortais na eterna procura de adoração e poder para entreter uma pessoa. Vê-se bem. ●●○○○
Face à recente enxurrada de filmes medíocres de super-heróis, Spider-Man, Into the Spider-Verse é surpreendentemente bom. Sem ser uma obra prima da animação acaba por ser um bom filmito do trio de realizadores Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman.
Com as vozes principais de Shameik Moore, Jake Johnson e Hailee Steinfeld e os inconfundíveis Liev Schreiber, Chris Pine e Nicolas Cage (versão noir, pois claro...) a darem profundidade a a uma história muito bem esgalhada de tempos trocados e multi-dimensões entrecruzadas. Como acontece quase sempre que se pega na temática do "tempo", poderia ter sido um desastre... mas incrivelmente conseguiram que a história faça todo o sentido. Muito bem feito. Normalmente vejo este filmes com aquela espécie de sentimento de missão que é: já sei que vou encontrar a mesma cena de sempre mas tenho de ver para confirmar... No primeiro terço do filme já me tinha passado o sentimento e até já estava verdadeiramente a gostar... Uma raridade no panorama actual dos filmes de super-heróis. Parabéns à Sony por manter alguma normalidade nesta temática.. ●●○○○
Com as vozes principais de Shameik Moore, Jake Johnson e Hailee Steinfeld e os inconfundíveis Liev Schreiber, Chris Pine e Nicolas Cage (versão noir, pois claro...) a darem profundidade a a uma história muito bem esgalhada de tempos trocados e multi-dimensões entrecruzadas. Como acontece quase sempre que se pega na temática do "tempo", poderia ter sido um desastre... mas incrivelmente conseguiram que a história faça todo o sentido. Muito bem feito. Normalmente vejo este filmes com aquela espécie de sentimento de missão que é: já sei que vou encontrar a mesma cena de sempre mas tenho de ver para confirmar... No primeiro terço do filme já me tinha passado o sentimento e até já estava verdadeiramente a gostar... Uma raridade no panorama actual dos filmes de super-heróis. Parabéns à Sony por manter alguma normalidade nesta temática.. ●●○○○
Um miúdo de 14 anos tem a habilidade de gritar uma palavra mágica e transforma-se no super-herói conhecido como Shazam! Assim que ouvi a premissa, pensei: "Isto existe mesmo?" "Há mesmo um super-herói assim?" "Isto deve ser tanga, não pode ser!". "Deve ser uma sátira ou algo semelhante". E por isso fui ver. Grande erro. É mesmo verdade! Pensei que era uma brincadeira, mas afinal é verdade. E muita estupidez. Já nem consigo sequer criticar estes filmes e as preferências do público por este tipo de "produtos". É simplesmente mau demais e estupidificante demais. Só falta mesmo um filme sobre o Bananaman...
Dirigido por David F. Sandberg, com Zachary Levi a fazer um papel ridículo, Mark Strong a envergonhar-se para ganhar umas massas e mais pessoal (Asher Angel, Djimon Hounsou) para encher os créditos.
Apesar de ser uma patetice pegada, até gostava de ter este super-poder de conseguir gritar "Shazam!" e mandar magicamente estes filmes da treta para o vazio do espaço... ●○○○○
Dirigido por David F. Sandberg, com Zachary Levi a fazer um papel ridículo, Mark Strong a envergonhar-se para ganhar umas massas e mais pessoal (Asher Angel, Djimon Hounsou) para encher os créditos.
Apesar de ser uma patetice pegada, até gostava de ter este super-poder de conseguir gritar "Shazam!" e mandar magicamente estes filmes da treta para o vazio do espaço... ●○○○○
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Zachary Levi
Peyton é um cientista que tenta produzir pele sintética. Um dia, é atacado por gangsters e acaba terrivelmente desfigurado devido a queimaduras e deixado para morrer. Pelo caminho perde a capacidade de sentir dor, o que lhe dá uma força sobre-humana. Usando a sua nova pele sintética, pode-se então disfarçar de qualquer pessoa e assim começa a congeminar um plano de vingança. E assim nasce Darkman. Parece saído de uma BD ou um super-herói menos conhecido da Marvel, mas é "apenas" uma criação de Sam Raimi. Não sei se é propositado ou não, mas parece uma espécie de homenagem à época dourada dos filmes de terror e monstros da Universal nos anos 30. É como se juntasse o Frankenstein, o Fantasma da Ópera e outros, tudo numa roupagem moderna de acção.
Darkman é o típico filme do anti-herói em busca de vingança. É um bom filmito. Um mini-clássico, digamos assim. Está muito bem feito para os anos que tem. Bem escrito, bem realizado e bem interpretado por Liam Neeson, Frances McDormand, Colin Friels e Larry Drake. Bruce "Ash" Campbell, um actor relativamente desconhecido da maioria do público mas que sempre fez percurso junto com Sam Raimi (desde os míticos Evil Dead) aparece mesmo no final. Liam Neeson, devido ao tamanho e aparência dura, é neste momento um dos grandes heróis de acção, mas foi aqui, e logo na estreia, que tudo começou. Os irmãos Coen (amigos de longa data de Raimi) têm uma participação "ao de leve", e talvez seja por causa disso que Darkman é um pouco melhor que a média: complementaram o guião, participaram na montagem e se se reparar bem, até aparecem brevemente a passear num Oldsmobile. Sam Raimi provou aqui que podia claramente pegar numa super-produção e fazer algo de bom. Mais tarde pegaria no Spider-Man com os resultados que se conhecem. E ainda bem. Presumo que mais cedo ou mais tarde, o próprio Raimi irá fazer um remake. Já merecia... ●●●○○
Darkman é o típico filme do anti-herói em busca de vingança. É um bom filmito. Um mini-clássico, digamos assim. Está muito bem feito para os anos que tem. Bem escrito, bem realizado e bem interpretado por Liam Neeson, Frances McDormand, Colin Friels e Larry Drake. Bruce "Ash" Campbell, um actor relativamente desconhecido da maioria do público mas que sempre fez percurso junto com Sam Raimi (desde os míticos Evil Dead) aparece mesmo no final. Liam Neeson, devido ao tamanho e aparência dura, é neste momento um dos grandes heróis de acção, mas foi aqui, e logo na estreia, que tudo começou. Os irmãos Coen (amigos de longa data de Raimi) têm uma participação "ao de leve", e talvez seja por causa disso que Darkman é um pouco melhor que a média: complementaram o guião, participaram na montagem e se se reparar bem, até aparecem brevemente a passear num Oldsmobile. Sam Raimi provou aqui que podia claramente pegar numa super-produção e fazer algo de bom. Mais tarde pegaria no Spider-Man com os resultados que se conhecem. E ainda bem. Presumo que mais cedo ou mais tarde, o próprio Raimi irá fazer um remake. Já merecia... ●●●○○
Pfiu, pfiu, squash, bum, pau, bang, taooosssshhhh, piada, explosão, soco, soco, dubstep, pfiu, pfiu, squash, super slow-motion, bum, bang, taooosssshhhh, piada, fim, the end... é isto. E não há mais nada a dizer. Aquaman é o típico filme do super-herói que descobre que é um super-herói mas que não quer ser até que lhe fazem mal a alguém da família e ele é obrigado a ser um super-herói. É óptimo para quando uma pessoa não quer ver realmente um filme, mas apenas distrair-se da realidade. James Wan realiza e Jason Momoa, Amber Heard, Willem Dafoe, Patrick Wilson, Nicole Kidman e Dolph Lundgren dão corpo a personagens que enchem o tempo de antena para o pessoal dos efeitos especiais ter tempo de folga. Não sei se sou eu que estou farto destas cenas ou se os filmes de super-heróis estão a ficar cada vez piores, mas de certeza que deve ser uma das duas... ●○○○○
Ant-Man and the Wasp (de Peyton Reed), entra directamente na categoria de "não vou perder muito tempo a escrever sobre isto". Faço a mesma coisa que fazem com estes filmes: aplico-lhe a fórmula. É uma sequela mas tem ligação com o primeiro filme. É da Marvel. Tem toneladas de efeitos especiais e acção. Tem ligação com os Avengers. Tem Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Peña e depois um trio fenomenal de
actores como Michelle Pfeiffer, Laurence Fishburne e Michael Douglas
para dar alguma credibilidade e meter nomes imponentes nos cartazes.
... e não tem mais nada. ●○○○○
... e não tem mais nada. ●○○○○
Max Steel é a enésima adaptação de uma bonecada qualquer para o cinema. Mas a pergunta que fica é: quanto mais tempo vai demorar esta coisa do jovem adolescente que descobre que tem poderes e depois tem de lutar contra um mauzão qualquer, salvar a Terra e ficar com a miúda gira no final? É que já não há paciência! Os estúdios pensam que ainda há assim tanto público estúpido para continuarem a perpetuar estas idiotices?
Produto montado por Stewart Hendler, com a participação de Ben Winchell (mau, até mesmo para o standard de teenager movie...), enquanto Maria Bello e Andy Garcia fazem o favor de receber um caché para darem a cara... e alguma credibilidade à coisa.
Uma gigantesca montagem de clichés embrulhada em efeitos CGI. E é isto... ●○○○○
Produto montado por Stewart Hendler, com a participação de Ben Winchell (mau, até mesmo para o standard de teenager movie...), enquanto Maria Bello e Andy Garcia fazem o favor de receber um caché para darem a cara... e alguma credibilidade à coisa.
Uma gigantesca montagem de clichés embrulhada em efeitos CGI. E é isto... ●○○○○
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Para dar um pouco de descanso ao cérebro, esta semana só vou falar de uma chiclete: Power Rangers. Uns adolescentes (tinha de ser, pois o grupo etário consumidor deste tipo de produtos está na faixa dos 8-15 anos) descobrem umas pedras coloridas e todos ganham super-poderes numa altura em que o mundo corre perigo devido ao mau da fita (neste caso, "a" má da fita [parece que foi uma imposição do MLMC [Movimento Libertário das Mulheres no Cinema]) e aos fiéis monstros digitais que vêm junto.
Não sou conhecedor do "meio". Lembro-me vagamente de uma série de TV com monstros ridiculamente falsos, lutas de artes-marciais e umas fatiotas coloridas. Pouco mais. Aliás, vi tão poucas vezes os Power Rangers (e acho que nunca vi um episódio inteiro), que na minha cabeça está organizado juntamente com os Teletubbies (porque dava mais ou menos na mesma altura e também por causa das cores da fatiotas), o que demonstra claramente o meu nível de conhecimento da coisa...
Já sabia ao que ia e portanto as expectactivas eram mesmo muito baixas. Talvez por causa disso (ou então porque estava cansado e com muito sono...) até foi melhor do que pensava. Melhor dizendo, não foi tão "mentalmente ofensivo" quanto esperava... Ainda assim é um produto. É um produto da marca Saban, mas que também já foi da Walt Disney e que não tarda nada irá ser um produto com a chancela da marca Hasbro. Um produto e uma fórmula de sucesso, portanto. Uma "coisa" para vender aos saudosistas e aos novos miúdos que nunca viram a série original. Tal como diz a música: "E como tudo que é coisa que promete, A gente vê como uma chiclete, Que se prova, mastiga e deita fora"... ●○○○○
Não sou conhecedor do "meio". Lembro-me vagamente de uma série de TV com monstros ridiculamente falsos, lutas de artes-marciais e umas fatiotas coloridas. Pouco mais. Aliás, vi tão poucas vezes os Power Rangers (e acho que nunca vi um episódio inteiro), que na minha cabeça está organizado juntamente com os Teletubbies (porque dava mais ou menos na mesma altura e também por causa das cores da fatiotas), o que demonstra claramente o meu nível de conhecimento da coisa...
Já sabia ao que ia e portanto as expectactivas eram mesmo muito baixas. Talvez por causa disso (ou então porque estava cansado e com muito sono...) até foi melhor do que pensava. Melhor dizendo, não foi tão "mentalmente ofensivo" quanto esperava... Ainda assim é um produto. É um produto da marca Saban, mas que também já foi da Walt Disney e que não tarda nada irá ser um produto com a chancela da marca Hasbro. Um produto e uma fórmula de sucesso, portanto. Uma "coisa" para vender aos saudosistas e aos novos miúdos que nunca viram a série original. Tal como diz a música: "E como tudo que é coisa que promete, A gente vê como uma chiclete, Que se prova, mastiga e deita fora"... ●○○○○
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Esta (previsível) saga Deadpool é um case study. Não a percebo. Não entendo o super-herói e nem sequer entendo os seus poderes. Eu também conheço
muito pouco das bandas desenhadas e portanto nem sequer conheço este
super-herói. Ou melhor, este anti-super-herói. Basicamente é uma personagem que vai sendo alterada à medida que for
preciso. É impressão minha, ou havia um Deadpool completamente diferente num dos filmes do
Wolverine? Não interessa. Ignora-se.
Não consigo ver aqui nenhum significado e é insultuosa para tudo e todos, inclusivé para o próprio universo a que pertence. Tem a linguagem mais vulgar que me lembro de ver num filme mainstream. Parece que todos os personagens aprenderam a falar com um chulo dos anos 70. Sinceramente, mais que outra coisa qualquer, isto parece uma forma de escape para o pessoal da Marvel. Como se eles próprios quisessem criticar o seu próprio universo "vazio" mas não tivessem essa opção pois insultariam os milhões de fãs que os alimentam. Daí que Deadpool (de Tim Miller) funcione quase como uma válvula de escape para todo o ecossistema Marvel.
E mais. Pensando bem no assunto, o irónico de toda esta situação, é que Deadpool acaba por funcionar quase como uma caixa de ressonância para a crítica profissional: a personagem passa todo o filme a criticar exactamente os mesmos pontos que os críticos e diz aquilo que eles não podem dizer em público, mas que pensam enquanto assistem sorridentes nas ante-estreias. Pensando bem, este Deadpool é, se calhar, o super-herói favorito dos críticos. Quem sabe se Deadpool não é mesmo o derradeiro crítico profissional por baixo daquela fatiota vermelha? É uma incógnita com que o mundo vai ter de aprender a lidar...
Por muito que eu não goste deste filme, tenho de admitir que tem algumas piadas bem construídas e pela crítica inerente e imparável, acaba por funcionar como um antídoto aos "normais" filmes de super-heróis e foi algo totalmente diferente do que já tinha visto. E isso é positivo em qualquer situação. Até mesmo num filme como o Deadpool. ●●○○○
Depois do imenso êxito que foi insultar meio mundo "normal" e a totalidade do mundo dos "heróis", eis que chega a inevitável sequela, com Ryan Reynolds (o verdadeiro alter-ego de Deadpool...) e Morena Baccarin a regressarem aos seus papéis. Deadpool 2 (de David Leitch) acrescenta mais insultos ao anterior, mais quebras da "quarta parede" e o também inevitável super-vilão representado por um actor (Josh Brolin - excelente em qualquer situação) de renome principescamente pago para dar alguma credibilidade a um filme que não o tem e assim também chamar mais clientela para o balcão das pipocas. É receita garantida e funciona sempre, portanto "em equipa que ganha não se mexe" e assim aconteceu mais uma vez. Espera-se um buraco no longo rol de filmes de super-herois já agendados para os próximos anos, para assim poder encaixar um Deadpool 3, que de certeza será ainda mais vulgar e insultuoso. Isto só vai parar quando o público se chatear com um piada inofensiva qualquer... ●○○○○
Não consigo ver aqui nenhum significado e é insultuosa para tudo e todos, inclusivé para o próprio universo a que pertence. Tem a linguagem mais vulgar que me lembro de ver num filme mainstream. Parece que todos os personagens aprenderam a falar com um chulo dos anos 70. Sinceramente, mais que outra coisa qualquer, isto parece uma forma de escape para o pessoal da Marvel. Como se eles próprios quisessem criticar o seu próprio universo "vazio" mas não tivessem essa opção pois insultariam os milhões de fãs que os alimentam. Daí que Deadpool (de Tim Miller) funcione quase como uma válvula de escape para todo o ecossistema Marvel.
E mais. Pensando bem no assunto, o irónico de toda esta situação, é que Deadpool acaba por funcionar quase como uma caixa de ressonância para a crítica profissional: a personagem passa todo o filme a criticar exactamente os mesmos pontos que os críticos e diz aquilo que eles não podem dizer em público, mas que pensam enquanto assistem sorridentes nas ante-estreias. Pensando bem, este Deadpool é, se calhar, o super-herói favorito dos críticos. Quem sabe se Deadpool não é mesmo o derradeiro crítico profissional por baixo daquela fatiota vermelha? É uma incógnita com que o mundo vai ter de aprender a lidar...
Por muito que eu não goste deste filme, tenho de admitir que tem algumas piadas bem construídas e pela crítica inerente e imparável, acaba por funcionar como um antídoto aos "normais" filmes de super-heróis e foi algo totalmente diferente do que já tinha visto. E isso é positivo em qualquer situação. Até mesmo num filme como o Deadpool. ●●○○○
Depois do imenso êxito que foi insultar meio mundo "normal" e a totalidade do mundo dos "heróis", eis que chega a inevitável sequela, com Ryan Reynolds (o verdadeiro alter-ego de Deadpool...) e Morena Baccarin a regressarem aos seus papéis. Deadpool 2 (de David Leitch) acrescenta mais insultos ao anterior, mais quebras da "quarta parede" e o também inevitável super-vilão representado por um actor (Josh Brolin - excelente em qualquer situação) de renome principescamente pago para dar alguma credibilidade a um filme que não o tem e assim também chamar mais clientela para o balcão das pipocas. É receita garantida e funciona sempre, portanto "em equipa que ganha não se mexe" e assim aconteceu mais uma vez. Espera-se um buraco no longo rol de filmes de super-herois já agendados para os próximos anos, para assim poder encaixar um Deadpool 3, que de certeza será ainda mais vulgar e insultuoso. Isto só vai parar quando o público se chatear com um piada inofensiva qualquer... ●○○○○
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A história de Frankenstein é daquelas tão fantasticamente boas que irão andar sempre por aí. Não vale a pena contornar o assunto. Remake, remake, remake. Os estúdios são empresas que vendem cinema e precisam de fazer dinheiro e ter lucros. Isto quer dizer que inevitavelmente irão aparecer versões de filmes repetidamente, que não são mais do que acessórios de bilheteira. São pensados para única e exclusivamente venderem bilhetes, naquela altura específica, para aquele público específico. Compreendo perfeitamente este esquema. Deixa de ser cinema para ser um produto de consumo, como as pipocas. E este é o caso de I, Frankenstein. Uma grande produção de efeitos especiais, explosões e "super-heróis"... Sim, porque hoje em dia, se um filme de acção não tiver super-heróis, quem é que vai vê-lo? Como o modelo de vampiros contra lobisomens já estava um pouco esgotado na altura, aqui o "novo" modelo é ter demónios contra gárgulas... É verdade... Gárgulas. E pelo meio deles, no meio da confusão e dos estilhaços digitais, anda um sexy e musculado Frankenstein que para além de ser um super-herói, também é mestre em artes marciais. Stuart Beattie realiza, Bill Nighy intrepreta bem como sempre, e Aaron Eckhart dá alguma credibilidade à cena. E está tudo dito... Fico à espera de uma nova versão da brilhante, mas regularmente desprezada e maltratada história de Frankenstein. Isto é um produto já de 2014, portanto não deve falta muito para aparecer outra versão... ●○○○○
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Uma das razões porque continuo a ver filmes Marvel é porque espero uma surpresa. Mas não. É sempre a mesma coisa. A mesma estrutura de argumento, a mesma história, as mesmas cenas de acção, os mesmo efeitos super-especiais, o mesmo tudo. É sempre igual. O que é totalmente normal. Há milhões de fãs que querem ver sempre a mesma coisa, portanto porquê mudar? É que ainda perdiam a clientela... Não faz sentido mudar e eu entendo.
E assim chegamos a Black Panther, super-herói menor da Marvel que ganhou muita visibilidade (e bilheteira) porque há um problema racial crescente nos EUA. Tremendo êxito de bilheteira, integralmente criado pelo hype mediático e pelo momento social da América. Só por causa disto. Porque o filme é exactamente igual às restantes "entregas" da Marvel. É um filme de super-heróis, blá, blá, blá, tudo igual aos outros. A principal diferença deste para os restantes, é que praticamente não tem actores brancos. Quer dizer, há dois, mas aparecem tão poucas vezes, que quase não conta. Seguem-se os próximos capítulos, que por este andar serão dedicados a outros "grupos" ou minorias étnicas, se os estudos de mercado que são previamente encomendados antes de se fazer estes filmes assim o "mandarem". Uma palhaçada de Ryan Coogler com Chadwick Boseman, Michael B. Jordan, Lupita Nyong'o, Martin Freeman, Angela Bassett, Forest Whitaker e Andy Serkis em montes de papéis redundantes... mas uma palhaçada que dá muuuuuito dinheiro. Daí que também o elenco também tenha de ser extenso... É para continuar igual. Sem surpresas... ●○○○○
E assim chegamos a Black Panther, super-herói menor da Marvel que ganhou muita visibilidade (e bilheteira) porque há um problema racial crescente nos EUA. Tremendo êxito de bilheteira, integralmente criado pelo hype mediático e pelo momento social da América. Só por causa disto. Porque o filme é exactamente igual às restantes "entregas" da Marvel. É um filme de super-heróis, blá, blá, blá, tudo igual aos outros. A principal diferença deste para os restantes, é que praticamente não tem actores brancos. Quer dizer, há dois, mas aparecem tão poucas vezes, que quase não conta. Seguem-se os próximos capítulos, que por este andar serão dedicados a outros "grupos" ou minorias étnicas, se os estudos de mercado que são previamente encomendados antes de se fazer estes filmes assim o "mandarem". Uma palhaçada de Ryan Coogler com Chadwick Boseman, Michael B. Jordan, Lupita Nyong'o, Martin Freeman, Angela Bassett, Forest Whitaker e Andy Serkis em montes de papéis redundantes... mas uma palhaçada que dá muuuuuito dinheiro. Daí que também o elenco também tenha de ser extenso... É para continuar igual. Sem surpresas... ●○○○○
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Esgotado o stock de super-heróis, eis que chega... Doctor Strange... Xi... Que grande chachada... Mas uma chachada da Marvel, por isso não se pode dizer muito mal, porque tem imensos fãs e rende milhões nas bilheteiras. Não. É uma grande chachada só que agora com efeitos especiais psicomarados e cenas místico-mentalistas... ou lá que era...
E ainda por cima tem manipulação do tempo, a pior coisa que se pode introduzir na narrativa de um filme. Para ver quando não houver mais nada para ver e nunca mais rever... Como sempre (e o pessoal da Marvel sabe disso muito bem), só mesmo o lote de bons actores (Benedict Cumberbatch, Mads Mikkelsen e Tilda Swinton)é que tornam esta cena "comestível"... ●○○○○
E ainda por cima tem manipulação do tempo, a pior coisa que se pode introduzir na narrativa de um filme. Para ver quando não houver mais nada para ver e nunca mais rever... Como sempre (e o pessoal da Marvel sabe disso muito bem), só mesmo o lote de bons actores (Benedict Cumberbatch, Mads Mikkelsen e Tilda Swinton)é que tornam esta cena "comestível"... ●○○○○
Um dos problemas que tenho aqui com o site é que vejo mais filmes do que tenho tempo para escrever sobre eles, por isso não vou perder muito tempo com este Justice League. Muitas vezes elogio o Zack Snyder por ser um dos poucos gajos que consegue fazer filmes de acção de super-heróis que não insultam a inteligência do público e que até faz umas coisas em condições. Este não é o caso. Justice League junta-se ao já enorme rol de fast food cinematográfico e é mais uma borrada psicadélico-digital, igual a tantas outras. Apesar de todo o pessoal principal do costume (Ben Affleck, Gal Gadot, Jason Momoa, Henry Cavill), assim como os "suportes de luxo" (Jeremy Irons, Diane Lane, J.K. Simmons, Amy Adams), a personagem do "Flash" (Ezra Miller) é a única que tem alguma piada. Aliás, as piadas do Flash são a única coisa suportável do filme. O resto é mais do mesmo: aborrecido. É bom para se ver numa tarde de inverno dum domingo, quando uma pessoa estiver a recuperar duma gripe... ●○○○○
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